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domingo, 1 de abril de 2012

Tosse por mais de duas semanas pede atenção redobrada, diz pneumologista sobre tuberculose

Brasília – Mesmo que a orientação do Ministério da Saúde no combate à tuberculose seja a atenção para tosse prolongada por mais de três semanas, o mesmo sintoma, ao alcançar duas semanas, já dever ser acompanhado de perto. A orientação é do pneumologista e consultor da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, Ricardo Martins.

Em entrevista à Agência Brasil, ele explicou que, no caso da tuberculose, a tosse prolongada acompanhada ou não de catarro deve ser associada a fatores como febre, calafrios, suor intenso e perda de peso e de apetite. “Isso suscita a necessidade de procurar imediatamente o posto de saúde”.

Na última segunda-feira (26), o governo lançou a campanha nacional de enfrentamento à tuberculose, com o tema Tosse por mais de três semanas é um sinal de alerta. Quanto antes você tratar, mais fácil de curar. Procure uma unidade de saúde.

Para o pneumologista, o foco no combate à doença deve ser a busca por novos casos, na tentativa de interromper a cadeia de transmissão, além de investir em novas estratégias capazes de garantir que o paciente não abandone o tratamento.

“É uma doença que precisa ser vigiada e o tratamento também é assim. A ideia é fazer consultas mensalmente, dependendo do estado da pessoa. Algumas vezes, é preciso fazer visitas mais encurtadas, mas o tratamento é feito em casa, não há dificuldade alguma”.

Segundo Martins, um dos fatores que levam à desistência do tratamento é a súbita melhora dos sintomas. “Esse é um bacilo de crescimento muito lento. Para garantir que o tratamento foi eficaz, é preciso persistir por seis meses”.

Ele lembrou que o índice de cura para a doença é superior a 90%, desde que o tratamento seja levado até o fim. Quando o paciente desiste antes que os seis meses sejam concluídos e precisa reiniciar o tratamento, a taxa de cura da tuberculose cai para 75%.

Fonte Agência Brasil

Taxa de lixo hospitalar é considerada inconstitucional por especialistas

“O Einstein [hospital] não vai produzir a mesma quantidade de lixo que um hospital de pequeno porte e os dois podem pagar a mesma taxa”; Kassab admitiu rever cobrança

A cobrança da taxa de resíduos sólidos de serviços de saúde (TRSS), conhecida como taxa do lixo hospitalar, na cidade de São Paulo, pode ser considerada inconstitucional por apresentar uma falha no modo como é executada, segundo especialistas. O lixo não é pesado e a cobrança é feita de acordo com o tamanho de hospitais, consultórios, etc.

“A taxa não é calculada depois de o lixo ser jogado, é feita uma estimativa de acordo com o porte de cada estabelecimento”, explica a advogada Flavia Yoshimoto.

Os estabelecimentos de saúde, como hospitais, clínicas e até pet shops, são classificados de acordo com a sua “quantidade de geração potencial” de lixo hospitalar, ou seja, de acordo com o porte do local (localização e estrutura do imóvel). Mas o lixo de fato produzido não chega a ser pesado e é impossível mensurar quanto cada local produz, sem que haja uma pesagem.

No site da Secretaria Municipal de Finanças, é possível ver as categorias na quais estão inseridos os estabelecimentos e o quanto cada uma deve pagar.

A categoria especial abrange os considerados pequenos geradores e deve pagar, com possível produção de até 20 quilos de resíduos por dia, e deve pagar R$ 59,11 por mês; a categoria 1, com produção de 20 a 50 quilos de resíduos por dia, paga R$ 1.881,85. A categoria 2 (50 – 160 quilos por dia), paga R$ 6.021,90; a categoria 3 (160 – 300 quilos por dia), R$ 11.291,05; a categoria 4 (300 – 650 quilos por dia), R$ 24.463,96 e a categoria 5 (mais de 650 quilos por dia), R$ 30.109,48.

“Isso [método de cobrança] fere o princípio da isonomia tributária e fere porque está tratando de maneira igual os desiguais”, afirma Yoshimoto, se referindo ao fato de que dois hospitais de porte diferente podem ser enquadrados na mesma categoria. “O Einstein [hospital] não vai produzir a mesma quantidade de lixo que um hospital de pequeno porte e os dois podem pagar a mesma taxa”, ressalta.

Impasse
Desde 2002, quando a taxa foi instituída, o assunto é discutido na esfera jurídica. Em 2009 e 2010, o Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu duas súmulas vinculantes (mecanismo que impede juízes de instâncias inferiores de decidir de maneira diferente do STF) dizendo que não haveria inconstitucionalidade na cobrança da taxa, já que a prefeitura informa o quanto deve ser cobrado de cada estabelecimento.

Por outro lado, o Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo, analisou os argumentos de alguns hospitais que entraram com pedido para não pagarem a taxa e chegaram a uma conclusão diferente. “Apesar das súmulas, desembargadores da 14ª Câmara de Direito Público entendem que é um absurdo cobrar a taxa do lixo com base em uma presunção do volume de lixo que o estabelecimento vai produzir”, diz a advogada Yoshimoto. Ela ressalta que o TJ não está indo contra o STF, mas julgando outro ponto da lei.

O Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios de São Paulo (Sindhosp) entrou com ações na Justiça logo após a instituição da taxa. “Não somos favoráveis a essa taxa, achamos justo que se cobre alguma coisa por esse serviço porque todos os hospitais e clínicas precisam tratar esse material para depois colocar a disposição da coleta, mas nem sempre geram essa quantidade de resíduos”, afirma Eriete Teixeira, superintendente do departamento jurídico do Sindicato.

Yoshimoto acredita que o valor da taxa seja repassado de alguma forma para a população que usa os serviços de saúde. “Eles acabam repassando porque é um custo operacional. O valor vai entrar na conta do orçamento.”

Na última semana, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) anunciou a criação de uma comissão para rever os critérios usados na cobrança da taxa. Isso porque após reunião com representantes de categorias da saúde, Kassab foi cobrado sobre casos de cobranças supostamente indevidas.

Fonte iG

Humor: Saúde sucateada no Brasil

Denúncia contra ex-assessor é “extremamente grave”, diz ministro

Reportagem da revista Veja revela que ex-assessor de Alexandre Padilha teria recebido R$ 200 mil de empresários

Um ex-assessor do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), teria recebido R$ 200 mil para manter um suposto esquema de corrupção dentro do Ministério da Saúde envolvendo os seis hospitais federais do Rio de Janeiro. As revelações são da revista "Veja" desta semana. Em entrevista coletiva na manhã deste sábado, o ministro classificou o episódio como “extremamente grave” e revelou que o ex-assessor já é alvo de procedimentos investigatórios da Controladoria Geral da União (CGU) e da Polícia Federal (PF). “Eu estou indignado”, afirmou Padilha.

De acordo com a reportagem, em junho de 2011, Edson Pereira de Oliveira recebeu quatro depósitos que totalizaram R$ 200 mil de empresários suspeitos de integrarem um esquema milionário de desvio de recursos no Rio. Uma das empresas depositárias teve contratos da ordem de R$ 3,8 milhões para uma empresa farmacêutica graças a contratos com um hospital universitário carioca. O assessor trabalhava junto ao Ministério desde janeiro de 2011.

Segundo a publicação, esse dinheiro seria para cobrir dívidas de campanha que o ex-assessor contraiu durante a campanha municipal de 2008, quando ele disputou a prefeitura de Ibititá (BA). Edson Oliveira também trabalhou com Padilha na Secretaria de Assuntos Federativos em 2005. O ministro conhecia Oliveira há aproximadamente 20 anos, mas negou qualquer relação pessoal com ele.

“Não tenho motivo para ter encontro pessoal com ele”. Pela reportagem da revista, Oliveira deixou o ministério no final do ano passado. O ministro afirmou que ele foi exonerado após se afastar das funções por um “longo período”.

Auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) revelou que no período houve indícios de desvio de recursos da ordem de R$ 124 milhões, de R$ 887 milhões contratados pelo Ministério da Saúde. “São novos fatos extremamente graves e se associam a outros fatos graves que estamos detectando”, afirmou Padilha em coletiva neste sábado..

O ministro Alexandre Padilha informou que pediu uma investigação contra o assessor junto à Polícia Federal e também à Controladoria Geral da União (CGU) após ter conhecimento das denúncias da Veja. O novo procedimento administrativo contra Oliveira, conforme Padilha, faz parte de uma ação de reestruturação administrativa iniciada no primeiro trimestre do ano passado. Uma reestruturação que já detectou ações como formação de cartel ou indícios de direcionamento de procedimentos licitatórios.

Padilha informou que essa reestruturação já resultou em uma economia de R$ 50 milhões nos seis hospitais federais do Rio de Janeiro e em substituições de contratos que resultaram em uma redução de 43% em locações de equipamentos e de 49% em contratos com empresas terceirizadas. Um total 37 contratos já foram suspensos por indícios de irregularidades.

Fonte iG

40% dos contratos da saúde estavam irregulares no RJ, aponta relatório da CGU

De 99 contratos auditados pela Controladoria Geral da União, 41 apresentavam irregularidades e foram suspensos

Resultado preliminar de uma auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) revela que 40% dos contratos firmados pelo Ministério da Saúde para atender aos seis hospitais federais do Rio de Janeiro (Andaraí, Bonsucesso, Cardoso Fontes, Ipanema, Lagoa e dos Servidores) apresentavam indícios de irregulares.

Pelos dados do ministério divulgados neste sábado (31), de 99 contatos auditados desde abril do ano passado, 41 foram suspensos por suspeitas de formação de cartel, identificação de sobrepreço, manipulação de procedimentos licitatórios, entre outras irregularidades apenas nos hospitais federais do Rio. O universo abrange 37 contratos relacionados a obras e quatro a aluguel de equipamentos. A suspensão destes contratos resultou em uma economia da ordem de R$ 50 milhões, conforme o Ministério e 32 novos procedimentos licitatórios foram abertos para substituir as contratações fraudulentas.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que “enfrentar o que tivesse que enfrentar”, após o início da auditoria instituída pela CGU, em abril do ano passado. “Quando nós começamos o processo de reestruturação (do Ministério), tanto na centralização das contas, quanto na apuração, eu digo que estávamos absolutamente preparados a enfrentar o que tivesse que enfrentar”, disse Padilha. “Seja um contrato, sejam 40, sejam 50, sejam 5%, sejam 40% dos contratos, nós vamos até o fim no processo de apuração”.

No Rio de Janeiro, o rombo da saúde chega a aproximadamente R$ 124 milhões de R$ 887 milhões contratados pelo Ministério da Saúde desde 2008 em contratos de obras e prestação de serviços, conforme levantamento da CGU divulgado recentemente. Houve casos em que a CGU detectou contratos com superfaturamento da ordem de 180%. “Quando fizemos uma análise de medicamentos e de insumos praticados pelos hospitais federais do Rio de Janeiro, nós identificamos uma variação muito grande de preços entre os hospitais e uma variação praticada entre os hospitais com outras compras feitas pelo Ministério da Saúde”, afirmou Padilha.

Neste sábado, reportagem da revista “Veja” afirma que um ex-assessor de Padilha recebeu R$ 200 mil de empresas ligadas ao setor farmacêutico do Rio para manter um esquema de corrupção dentro do Ministério. Desde terça-feira passada, o Edson Pereira de Oliveira passou a ser investigado pela CGU e pela Polícia Federal (PF). O ministro negou relação com o ex-assessor

Fonte iG