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domingo, 1 de abril de 2012

Tatuador refaz mamilo de mulheres que passaram por cirurgia contra câncer de mama

mama
AFP
Tatuador dos Estados Unidos usa técnica que dá impressão em 3D
Especialista nos Estados Unidos usa técnica que dá efeito em 3D e parece perfeito

O tatuador Vincent Myer, é especialista em recriar o mamilo de mulheres que passaram por cirurgia de mama para tratamento de câncer. Ele vive em Maryland, nos Estados Unidos.

Em seu trabalho, ele utiliza uma técnica que usa pigmentos e cria uma ilusão em 3D e parece perfeito. Com o desenho, Myer permite as mulheres melhorarem sua autoestima.

Em média, Myers duas horas para completar o seu trabalho, durante o qual ele irá determinar a cor e o tamanho dos mamilos de cada paciente.

Fonte R7

EUA: Autismo cresce nos e ganha contornos de epidemia

Número de casos de autismo diagnosticados em crianças aumentou 23% entre 2006 e 2008

Os casos de autismo em crianças está em clara ascensão nos Estados Unidos desde a década passada, demonstraram números oficiais divulgados nesta quinta-feira (30), um fenômeno que se explica, em parte, por uma detecção mais eficiente deste transtorno do desenvolvimento.

O número de casos de autismo diagnosticados em crianças aumentou 23% entre 2006 e 2008, com um em 88 crianças afetadas contra um em 110 anteriormente, segundo os CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças), instâncias federais do Departamento de Saúde.

Este estudo se baseia em uma observação feita em 2008 que indica não só um aumento de 23% com relação às estimativas de 2006, mas também de 75% desde que os CDC começaram a registrar a incidência da doença, em 2001.

Estes novos números demonstram que o autismo é duas vezes mais comum do que se acreditava sete anos antes e, provavelmente, afeta um milhão de meninos, meninas e adolescentes nos Estados Unidos.

Segundo Coleen Boyle, especialista dos CDC, este aumento se explica em parte por uma detecção mais eficaz da síndrome, sobretudo em menores de três anos.

- Uma parte deste aumento se deve a um diagnóstico melhor, mas não sabemos até que ponto. Graças a estas estatísticas sabemos mais sobre como a idade mais avançada dos pais e o nascimento prematuro aumenta o risco de que uma criança sofrer de autismo.

Estas estatísticas também mostram que o desenvolvimento da síndrome, cujas causas continuam sendo indeterminadas e que existe em diferentes formas e graus de gravidade, afeta quase cinco vezes mais meninos do que meninas, uma proporção que também aumentou de 2006 a 2008.

A prelavência do autismo está experimentando uma variação geográfica significativa nos Estados Unidos, onde afeta uma criança em 210 no Alabama (sul) e uma em 47 em Utah (noroeste). O aumento mais expressivo foi observado em crianças negras e hispânicas.

Para Susan Hyman, presidente da subcomissão sobre autismo da AAP (Academia Americana de Pediatria), na sigla em inglês), recomenda-se que se façam testes de autismo "sem exceção a todas as crianças entre 18 e 24 meses" de vida.

Marcos Roithmayr, presidente da Autism Speaks, a maior fundação privada do mundo dedicada à pesquisa sobre esta síndrome, disse que a doença custa 126 bilhões de dólares ao ano nos Estados Unidos, um montante que segundo o informe da organização triplicou desde 2006.

Por último, todos os médicos consultados descartaram que o projeto de revisão de critérios de classificação do autismo, lançado pela APA em janeiro, seja prejudicial para algumas crianças que sofrem da síndrome.

Psiquiatras e fundações particulares chegaram a expressar receio de que a nova classificação deixasse de fora muitas crianças com variações de autismo, como a Síndrome de Asperger.

Fonte R7

Professor de medicina comenta fatores que geram controvérsia entre pesquisas clínicas

Endocrinologistas questionam comparação entre estudos sobre consumo de carne

A comparação entre dois recentes estudos sobre o consumo de carne foi questionada pelos endocrinologistas Rafael Selbach Scheffel, Mateus Dornelles Severo e Beatriz Schaan. Eles entraram em contato com Zero Hora, mencionando matéria publicada na edição impressa de 15 de março sobre pesquisa da da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), na qual a carne vermelha produzida no Estado seria absolvida para o consumo, contrariando pesquisa da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.

Segundo os médicos, "o estudo gaúcho foi realizado em 74 indivíduos saudáveis e com uma técnica chamada de cruzamento (na qual os indivíduos receberam carne de gado alimentado de duas maneiras em momentos diferentes do estudo). Seis meses após alimentação com cada tipo de carne, foram avaliados os níveis de colesterol de cada grupo. Por sua vez, o estudo americano acompanhou cerca de 120 mil pessoas por até 28 anos e avaliou a ocorrência de mortes por doença cardiovascular e câncer. O que essas pessoas costumavam ingerir foi avaliado no início do estudo e a cada dois anos, através de questionários sobre sua alimentação. A comparação dos estudos mostra claramente a superioridade do estudo americano sobre o estudo gaúcho, já que aquele estudou número de pessoas muito maior, seguiu-as por período muito mais longo e, principalmente, mediu o que de fato interessa, a mortalidade, enquanto que o estudo gaúcho avaliou apenas os níveis de colesterol".

Medicina baseada em evidências é um conceito com o qual profissionais da área têm trabalhado para lidar com os resultados de estudos clínicos feitos ao redor do mundo — muitas vezes divergentes entre si. Tipo de estudo, tamanho da amostra, tempo de acompanhamento, metodologia da pesquisa e tipo de desfecho do trabalho são alguns itens levados em conta para que uma pesquisa tenha maior ou menor relevância no campo científico.

Quem explica é o professor Luciano Passamani Diogo, da faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Segundo ele, as pesquisas são planejadas para responderem a uma pergunta específica e, em cima disso, são feitas projeções com base em pressupostos revelados pelo próprio modelo e em outros testados anteriormente.

— O principal fator de controvérsia entre estudos clínicos é a extrapolação dos resultados da pesquisa, que acaba levando a conjeturas equivocadas — comenta Possamani.

Em artigos científicos, essas conjeturas aparecem quando os pesquisadores apresentam uma discussão dos resultados obtidos em confrontamento com conclusões apontadas por outros estudos. Virou jargão da área dizer que "outros estudos precisam ser feitos", como se vê em muitos desses textos. Mas é isso que move os cientistas.

— Refutar resultados anteriores faz parte da evolução da ciência — destaca o professor.

Evidências geram consensos médicos e políticas públicas
Conforme Possamani, faz parte do método científico atual o ranquamento dos estudos e evidências para aplicação clínica.

Até os anos 1970, estudos clínicos eram vistos com estranhamento pela classe médica. As evidências tinham como base a experiência de médicos que tinham atendido muitos pacientes, mas depois se viu que isso tinha pouco valor como ciência, conta o professor. Atualmente, indícios revelados por pesquisas inspiram consensos médicos e até mesmo políticas públicas de saúde.

Para ser validado na área, o estudo deve passar pelo crivo de periódicos científicos. Antes de ser publicado, o artigo é submetido à avaliação de dois ou três especialistas. Uma das preocupações é que, cada vez mais, esses resultados chegam ao conhecimento de não especialistas.

— Uma polêmica entre profissionais da área afeta de forma diferente a população em geral. Resultados não podem ser tomados como verdade, são conjeturas — salienta Possamani.

Fonte Zero Hora

Não existe obeso saudável, atesta especialista

Estar em dia com a balança não é mera questão de estética. O combate à obesidade — fator de risco para uma série de doenças, como hipertensão, diabetes e problemas cardiovasculares — já virou problema de saúde pública. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o número de obesos no mundo chegue a 700 milhões em 2015, um aumento de 75% em 10 anos (em 2005, eram 400 milhões).

— A obesidade, com certeza, é a doença que mais cresce no mundo. É uma pandemia — afirma o médico Claudio Mottin, diretor do Centro de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Mottin é categórico em afirmar que não existe obeso saudável: mais de 80% dos obesos mórbidos são doentes graves, com alto índice de mortalidade, em todas as idades, diz ele.

No Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 12,4% das mulheres e 7% dos homens brasileiros são obesos — somando os que estão acima do peso, embora fora da faixa de obesidade, a taxa chega a quase metade da população. Obesos mórbidos são 3% — 6 milhões de brasileiros. Para melhorar esse quadro, o governo se esforça em desenvolver campanhas para alertar sobre a importância de se manter o peso ideal.

A nutricionista Carmem Franco, presidente do Conselho Regional de Nutrição (CRN) do Rio Grande do Sul, reconhece o papel do profissional da área cada vez mais ligado à saúde.

— As pessoas já chegam no consultório com informação sobre a importância da alimentação balanceada e buscam o especialista para saber como se alimentar melhor, isso já um grande ganho — destaca Carmem.

IMC é um indicador
Um dos instrumentos para o diagnóstico de obesidade é o cálculo de Índice de Massa Corporal (IMC). Com base na relação peso x altura, o índice segue classificações da OMS para revelar quadros que variam de magreza severa até obesidade mórbida. Carmem destaca que o IMC é um indicador.

— Para um diagnóstico preciso, outros exames são necessários, pois a característica corporal de cada um é diferente, assim como o estilo de vida — observa a nutricionista.

Medidas de circunferência (relação cintura x quadril), dobras cutâneas e exames bioquímicos ajudam a chegar a um resultado mais claro sobre a porcentagem de gordura corporal, que é o dado mais revelador do ponto de vista da saúde. Um atleta pode ter IMC fora do padrão considerado normal, mas baixíssima porcentagem de gordura corporal, por exemplo.

Alternativas clínicas
Conforme Mottin, é consenso na comunidade médica que a tríade alimentação balanceada, atividade física regular e estilo de vida saudável é uma fórmula eficaz para combater a obesidade. Ele faz uma ressalva no que diz respeito aos exercícios físicos:

— Não é só correr, tem que fazer musculação. Além do gasto energético, é preciso transformar proteína em músculo, para reduzir a porcentagem de gordura no corpo — explica.

Do ponto de vista nutricional, também não é só o valor calórico que deve ser levado em conta, mas a composição nutricional, o equilíbrio dos nutrientes na alimentação.

Pesquisas na área buscam alternativas para ajudar no tratamento da obesidade. O grupo Nutrifor — Instituto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação em Alimentos para a Saúde, da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), em São Leopoldo, está desenhando um estudo com fibras solúveis que aumentariam a sensação de saciedade.

— Pesquisas mostram que essas fibras, encontradas em alimentos como aveia, feijão e grão de bico, colaboram com o retardo do esvaziamento gástrico, o que causa essa sensação de saciedade prolongada — explica a pesquisadora Bruna Pontin.

Em abril, o grupo deve iniciar o recrutamento de voluntários para validar a pesquisa.

Outra alternativa é a cirurgia bariátrica. Remédios perderam terreno após restrições impostas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recentemente.

Fonte Zero Hora

Decisão do TRF de que só médicos podem fazer acupuntura provoca reação de profissionais de outras áreas

Conselhos que representam possíveis excluídos do mercado prometem recorrer

De um lado do ringue, os médicos. Do outro, enfermeiros, psicólogos, farmacêuticos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais. A luta vale o direito de exercer a acupuntura. No round mais recente, os médicos levaram a melhor. Decisão de terça-feira do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região determinou que só eles, e mais ninguém, podem praticá-la.

A decisão passa a valer a partir da publicação do acordão, prevista para a segunda-feira. Se for confirmada, colocará milhares de profissionais de outras áreas da saúde, muitos deles atuando pelo SUS, fora da lei. Entre psicólogos e enfermeiros há 5,5 mil acupunturistas no país. Só os fisioterapeutas somam outros 15,3 mil. Os conselhos que representam os possíveis excluídos do mercado prometem recorrer da decisão judicial.

O embate começou há uma década, quando o Conselho Federal de Medicina (CFM) pediu à Justiça a anulação de resoluções que autorizavam enfermeiros, psicólogos, fonoaudiólogos, farmacêuticos e fisioterapeutas a praticar acupuntura.

Nesta semana, acolhendo recurso do CFM e do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura, o relator do caso, o juiz federal Carlos Eduardo Castro Martins, entendeu que os conselhos dessas profissões não poderiam alargar seu campo de trabalho por meio de resoluções.

— Esclarece o magistrado que a prática milenar da acupuntura pressupõe a realização de prévio diagnóstico e a inserção de agulhas em determinados pontos do corpo humano, a depender do mal diagnosticado — informou nota do tribunal.

A decisão revoltou os representantes das áreas prejudicadas, que acusam os médicos de agir para assegurar o monopólio do mercado. Eles prometem reagir com recursos, que poderiam ser apresentados no próprio TRF, no Superior Tribunal de Justiça ou no Supremo Tribunal Federal. Alegam que já obtiveram vitórias em outras instâncias da Justiça.

– O que os médicos estão fazendo é inconcebível. Até pouco tempo atrás, o CFM considerava a acupuntura como charlatanismo e bruxaria. Agora, diz que é científico e quer criar uma reserva de mercado. Daqui a pouco, vão exigir a presença de um médico do lado do enfermeiro que faz um curativo. A saúde não pertence a ninguém – argumenta José Luís Miranda Maldonado, assessor técnico do Conselho Federal de Farmácia.

Especialização exige curso de 1,2 mil horas
O presidente do Conselho Federal de Enfermagem, Manoel Carlos Neri da Silva, diz que a atitude dos médicos não está preocupada com a qualidade do atendimento. Segundo ele, qualquer pessoa com curso superior que faça a especialização em acupuntura, curso com 1,2 mil horas de duração, estará apta a atuar na área.

– Em nenhum país a acupuntura é privativa dos médicos. Ela não surgiu da medicina ocidental, mas da medicina tradicional chinesa, que tem outras características.

Representante de uma área com 4 mil acupunturistas, Clara Goldman, vice-presidente do Conselho Federal de Psicologia, diz que a decisão contraria a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares no SUS, que reconhece a acupuntura como prática multiprofissional.

– A decisão do tribunal contraria a própria Política Nacional de Saúde. Temos profissionais de diferentes áreas atuando em acupuntura, pelo SUS, na atenção básica e nos núcleos de apoio à saúde da família. Isso é uma conquista da sociedade brasileira. Os médicos estão defendendo interesses corporativos. A nossa defesa é do SUS – afirma Clara.

Fonte Zero Hora