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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Fotógrafa comprova que sanduíche fast-food não apodrece em dois anos

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Ele desidrata e fica duro "como uma pedra", e provavelmente por isso não estraga

A fotógrafa nova-iorquina Sally Davies celebrou nesta terça-feira (10) o segundo aniversário de seu projeto "Happy Meal" (Mc Lanche Feliz), que divulga na internet as imagens fotografadas quase diariamente de um hambúrguer comprado em 2010 em uma rede de fast-food e que, apesar da passagem do tempo, se conserva sem problemas.

- Eu demoro a acreditar que se passaram dois anos desde o dia em que o comprei. Eu pareço dois anos mais velha, mas para o hambúrguer o tempo não passa.

Ela iniciou seu experimento fotográfico em 10 de abril de 2010, quando adquiriu o lanche infantil em um estabelecimento da rede McDonald's.

Desde aquele dia, Davies fotografou repetidamente os componentes do lanche - o hambúrguer, com seu pão, e as batatas fritas - para mostrar a reação dos alimentos à passagem do tempo e comprovar sua opinião de que os produtos não fazem bem para a saúde.

- Continuarei fotografando o hambúrguer até que ele se desintegre, o que pode custar o resto da minha vida natural.

Até agora, a única modificação maior é que o pão secou e se partiu em alguns pedaços, enquanto a carne do hambúrguer, após os primeiros dias, ficou "como uma pedra" e encolheu um pouco, e as batatas fritas têm quase o mesmo aspecto.

Davies defende que os alimentos experimentaram certa desidratação mas não iniciaram nenhum processo de putrefação, o que indica as poucas qualidades nutricionais que pode ter "um alimento que não apodrece nem se corrompe com a passagem do tempo".

Conhecido como "Happy Meal Project", o projeto já conta com centenas de fotografias que podem ser vistas no site de Sally e em suas contas no Facebook e no Flickr, onde chegou a ser um fenômeno viral.

Sally iniciou sua carreira artística como pintora há mais de três décadas e suas pinturas apareceram em várias séries de televisão, como a popular Sex and the City, e ela adotou a fotografia há mais de 15 anos.

Fonte R7

Menino que recebeu ácido em hospital passa por cirurgias e fica internado

Criança recebe ácido em vez de sedativo e hospital diz que errou
Garoto de 2 anos ficará sob análise médica por duas semanas no Hospital Felício Rocho, em MG

O menino Alan, de 2 anos, passou por cirurgias na manhã desta quarta-feira, 11, segundo o Hospital Felício Rocho, Belo Horizonte, Minas Gerais. De acordo com o médico responsável pelo caso, Waldemar Fernal, ele será levado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), permanecerá internado nas próximas semanas.

Após ter recebido ácido tricloro de acético, usado para cauterização de verrugas, no lugar de um sedativo, o garoto de 2 anos foi transferido para o Hospital Felício Rocho onde foi submetido às cirurgias de traqueostomia e gastrostomia - aberturas na traqueia e na altura do estômago respectivamente, pelas quais, por meio de sondas, é feita a alimentação do paciente.

De acordo com boletim médico divulgado pelo hospital, durante a cirurgia de vídeo laparoscopia, foi notado o estreitamento da traqueia de Alan, possivelmente em decorrência da aspiração do ácido. Informações do boletim afirmam que foi identificada uma gastrite de pequeno grau.

Em conversa com o estadão.com.br, o Doutor Waldemar Fernal, explicou que o objetivo inicial da equipe médica era evitar a colocação de sondas para alimentação, mas o método não pode ser evitado. "Logo que foi constatado o estreitamento da traqueia eu e a equipe médica consideramos ser mais seguro colocar as sondas, mas a principio elas são temporárias", disse Fernal.

Alan deve retornar para a UTI por volta das 14h e, de acordo com Fernal, permanecerá internado e em observação durante as próximas duas semanas. "Sua alimentação por meio das sondas gástricas será, provavelmente, iniciada daqui a 48h", informou o médico.

O menino sofreu uma queda na manhã desta quarta e, seria submetido a uma tomografia do cérebro para detectar algum problema. Durante o procedimento para o exame, um profissional de enfermagem aplicou tricloro de acético no lugar de um sedativo, o que causou queimaduras de 3º grau na boca, laringe e esôfago de Alan.

Fonte Estadão

Alfinetando a acupuntura

Por Hélio Schwartsman

Um dos temas recorrentes desta coluna, que mantenho há 13 anos, tem sido a distinção entre ciência e pseudociência. Já perdi as contas de quantas vezes falei mal de homeopatia, design inteligente, ufologia, psicanálise e outras formas de religião travestidas de tecidos sapientes.

A acupuntura tinha até agora escapado a críticas, pela simples razão de que as evidências disponíveis na literatura sugeriam que ela funcionava melhor do que placebo. Isso, é claro, colocava uma dificuldade teórica. Pelo menos aqui no Ocidente racionalista, não se imaginava que os efeitos positivos da milenar arte chinesa se deviam ao fluxo do Ch´i, uma espécie de força vital, através dos meridianos corporais. Outros mecanismos biologicamente mais verossímeis, como a noção de que a dor é controlada por portais e a liberação de opióides endógenos, foram postulados. Nada, porém, ficou comprovado. A acupuntura parecia ser um daqueles casos de terapias efetivas à espera de uma explicação satisfatória.

Não foi sem surpresa, portanto, que, ao pesquisar para escrever um texto para a edição impressa da Folha, descobri que o problema talvez não estivesse na ausência de uma boa teoria, mas sim na presença de dados pouco confiáveis.

Os responsáveis por essa revelação são Simon Singh, um físico de partículas que se dedica à divulgação científica no Reino Unido, e Edzard Ernst, médico que estuda terapias complementares e acabou se tornando um crítico delas. E a obra em que apresentam seu caso é o instrutivo "Trick or Treatment", de 2008. Além de acupuntura, eles tratam em detalhe de homeopatia, quiropraxia e fitoterapia. Não são daqueles céticos absolutos que não acreditariam em elefantes trafegando na av. Paulista nem se fossem atropelados por um. Eles dizem, por exemplo, que a quiropraxia e a medicina herbal por vezes funcionam melhor do que placebo, ainda que tenhamos de ser cautelosos ao utilizá-las. Hoje, porém, vou me ater à acupuntura.

Sua primeira aparição no Ocidente foi em fins do século 17, trazida por médicos viajantes como Wilhelm ten Rhyne e Engelbert Kämpfer. Um praticante entusiasmado foi Louis Berlioz, pai do célebre compositor. Eles não compravam a filosofia do Ch´i, preferindo atribuir seus efeitos a conceitos mais tangíveis como a então recente descoberta dos impulsos elétricos nos nervos.

Era fácil animar-se com a acupuntura (e também a homeopatia) naquela época em que o que de melhor a medicina tinha a oferecer eram sangrias e remédios à base de metais pesados. A coisa caminhou mais ou menos bem até meados do século 19, quando vieram as guerras do ópio, cujo efeito colateral no Ocidente foi o desprezo por tudo o que vinha do Oriente.

Na própria China a prática caiu em desuso, pois o imperador Daoguang a via como um empecilho ao progresso e mandou retirá-la do currículo do Instituto Médico Oriental.

A acupuntura veio a ressurgir com força no país asiático após 1949, quando Mao decidiu promover toda a medicina tradicional chinesa. O dirigente não acreditava nem um pouco nessas práticas e só se tratava com métodos ocidentais. Recorrer a agulhas e chás foi uma decisão estratégica e ideológica. Era a única maneira de oferecer alguma coisa em termos de saúde na escala necessária e ainda ajudava a animar os brios nacionalistas e anti-imperialistas chineses.

Já no Ocidente, a ressurgência veio nos anos 70, depois que Richard Nixon normalizou as relações com Pequim. Foi uma febre. Médicos dos EUA iam à China para estudar a técnica e voltavam impressionados com relatos de curas miraculosas e até mesmo de grandes cirurgias feitas sem anestesia, apenas com agulhas para bloquear a dor. Talvez um pouco ingenuamente, compraram essas histórias pelo valor de face (hoje há fortes indícios de que as operações sem anestesia eram uma fraude; imagens gravadas sugerem que os pacientes estavam sob doses maciças de drogas).

O fato é que a acupuntura caiu no gosto do Ocidente e foi chancelada por importantes instituições médicas, sempre com base em trabalhos científicos. Numa revisão de 1979, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que a prática era efetiva para mais de 20 doenças, incluindo sinusite, resfriado comum, bronquite, asma, disenteria, artrite. Em 2003, a organização voltou à carga e publicou outro trabalho no qual avaliou 293 estudos. Disse que os efeitos da acupuntura haviam sido comprovados para 28 doenças, de enjoos matinais a AVC. Mais ainda, ela parecia ser efetiva para mais 63 moléstias. A OMS recomendava ainda que se fizessem mais trabalhos com vistas a descobrir se funcionaria para daltonismo, surdez, convulsões e coma.

O sucesso de público não foi menor. Na Europa, em 1990, havia 88 mil acupunturistas tratando mais de 20 milhões de pacientes.

Bom demais para ser verdade, não é mesmo?

Bem, ao que tudo indica, não é verdade.

Profissionais mais céticos não se convenceram e insistiram em que a acupuntura deveria ser investigada com mais rigor. Começaram a produzir estudos de melhor qualidade, que não apresentavam resultados tão positivos. Esses trabalhos foram avaliados numa série de revisões patrocinadas pela reputada rede Cochrane (Cochrane Database of Systematic Reviews, 2006), e as notícias não foram muito boas para os acupunturistas.

Para começar, os "papers" mostram que a prática não é efetiva para a maioria das moléstias para as quais a OMS a recomenda. De acordo com os trabalhos considerados bons pela rede Cochrane, a acupuntura não é melhor do que placebo para tratar a dependência de cigarros, de cocaína, asma, epilepsia, depressão, glaucoma, demência vascular.

As metanálises, entretanto, indicaram que pode haver um efeito superior ao de placebos para dores nas costas e de cabeça e alguns tipos de náusea.

A grande dificuldade para fazer bons trabalhos envolvendo a acupuntura está no grupo controle. Embora tendamos a menosprezar o efeito placebo imaginando que ele não passa de uma sugestão psicológica, é preciso deixar claro que, mesmo sendo uma ilusão, ele é poderoso e desencadeia efeitos fisiológicos reais. Assim, comparar um grupo que recebeu agulhadas com um grupo de controle que não foi submetido a nenhum tratamento (e era este o caso de boa parte dos trabalhos mais antigos), dá uma grande vantagem para a acupuntura, já que apenas os primeiros se beneficiam do efeito placebo.

Uma das inovações que resultou na piora da avaliação da acupuntura nas revisões Cochrane foi a incorporação de controles mais adequados. Em vez de comparar doentes submetidos a acupuntura com pacientes sem tratamento, os novos trabalhos passaram a empregar a "falsa acupuntura", isto é aplicação de agulhadas em pontos "errados" ou sem a profundidade necessária, de modo que o efeito placebo estivesse presente nos dois grupos. Quando essa metodologia é utilizada, o que antes aparecia como benefício inequívoco dá lugar a trabalhos com conclusões pouco uniformes, alguns apontando a acupuntura como melhor do que placebo, outros não.

Os golpes não param por aí. Ernst, um dos autores de "Trick or Treatment", desenvolveu uma agulha cenográfica (ela é telescópica e se retrai ao contato com a pele) que permite um controle ainda mais preciso. Ele só não é perfeito porque a pessoa que aplica as agulhadas sabe que elas não são reais, o que impede que esses estudos sejam duplo-cegos. Quando essas agulhas são utilizadas, não se destacam efeitos extra-placebo da acupuntura ("Acupuncture - A Critical Analysis", in Journal of Internal Medicine, 2006; 259:125-37).

Singh e Ernst fazem um diagnóstico preciso quando afirmam que o efeito da acupuntura vai se reduzindo à medida que retiramos os vieses dos trabalhos mais antigos. Ao que tudo indica, eles poderão minguar ainda mais nos próximos anos.

Se esse cenário se confirmar, o fato de a técnica ter recebido uma chancela do "establishment" médico e depois vê-la cassada diz bastante sobre as imperfeições de nossos métodos de avaliação. A situação não é pior porque o método científico tem mecanismo de autocorreção. Eles nem sempre funcionam, mas pelo menos existem, ao contrário do que ocorre em movimentos ideológicos e religiosos.

Os acupunturistas, é claro, tentam salvar seu edifício, afirmando que a acupuntura falsa também é mais efetiva do que o placebo. Em termos estritamente lógicos, é possível, mas a experiência sugere que, quando um discurso supostamente científico é obrigado a rever todos os seus paradigmas, ele não era tão científico quanto fazia crer.

Falta ainda uma questão importante para discutir. Muita gente argumenta que, já que o efeito placebo é real, deveríamos incorporá-lo definitivamente à prática médica. Uma mentirinha aqui ou acolá, pílulas de farinha e agulhadas mais ou menos inócuas raramente provocam reações adversas e são relativamente baratas.

É uma posição utilitariamente respeitável, mas que comporta objeções éticas. A utilização deliberada de placebos em contextos que não os de pesquisa envolve necessariamente ludibriar o paciente. No longo prazo, erode-se a confiança nos profissionais e na própria medicina. Se terapeutas alternativos podem submeter pacientes a tratamentos não provados, por que médicos não poderiam fazer o mesmo? Se farmácias homeopáticas podem vender remédios sem princípio ativo, por que os grandes laboratórios não teriam o mesmo direito?

A disseminação dos placebos talvez até tivesse alguns efeitos benéficos, mas o preço seria alto. Para utilizá-los livremente nós renunciaríamos à troca de franca e aberta de informações que caracteriza o método científico e da qual ele depende.

Fonte Folhaonline

Obesidade, mobilidade e lei seca

Por José Luiz Portella Pereira

Precisamos resolver nossas contradições.

ObesidadeSomos um país com excesso de peso. Quase obeso. Foi o resultado da pesquisa Vigitel feita pelo Ministério da Saúde.

Já o nosso estereótipo é o de país do futebol. Além disso, a população está mais longeva e deseja mais qualidade de vida. E há muitos jovens sedentários.

Não temos um plano nacional, estadual nem municipal de atividade física.

A missão mais importante do ministério do Esporte e das secretarias estaduais e municipais é promover atividade física sistemática. Não é cuidar de Copa, de Olimpíada. Para isso, existem organizações do esporte, como a CBF e o COB, além da iniciativa privada, que sabe ir atrás do que dá lucro.

Nesses eventos, o papel mais relevante do Estado (União, estados e municípios) é regular, fiscalizar e impor metas e contrapartidas para os financiamentos públicos. Em geral, feitos com debilidade.

Quando precisa cobrar deveres desses protagonistas, o poder público sai pela tangente, com a velha desculpa, já derrubada por parecer do Supremo Tribunal Federal, de que não pode intervir em entidades privadas.

Conforme o caso e as circunstâncias, pode sim.

Contudo, a atividade prioritária de quem gerencia o esporte é fazer com que a população se mexa: através de programas de incentivo, da construção de parques e áreas verdes, da implantação de equipamentos.

Nenhum distrito de nenhuma cidade, São Paulo inclusa, poderia prescindir de pelo menos uma praça com uma pista para caminhadas, uma quadra poliesportiva simples e um parque para crianças. Baratos e factíveis sem dificuldades. Não custaria nada ter nessas praças formandos de educação física ganhando como estagiários e orientando as pessoas.

Nem se faz a lição de casa da Copa direito nem se promove atividade física básica. Caímos de boca na obesidade.

Mobilidade
Toda vez que se quer estimular crescimento, um dos primeiros beneficiários do corte de impostos é a indústria automobilística. Enquanto cada quilômetro de metrô tem 40% do custo constituído por tributos. Melhor desonerar a cadeia produtora de transporte público de massa do que estimular mais carros nas ruas. Mais trânsito e poluição.

Corretamente, se faz estudos aprofundados de impacto ambiental para construir metrô, porém não se exige qualquer estudo para colocarmos cerca de 700 veículos novos por dia em São Paulo; parte movida a diesel.

Queremos mais carros ou transporte coletivo?

Lei seca
Parece que todos querem o fim da impunidade dos motoristas alcoolizados que provocam acidentes fatais. No entanto, redigem-se leis cujo texto impede o enquadramento desses motoristas. Porque se tem a vocação de ir aos detalhes, de se querer pormenorizar tudo, de tal forma, que uma advocacia eficiente livra facilmente o infrator.

E daí?
Queremos ou não queremos resolver nossos problemas? Eis a questão. O Brasil como ele é, as cidades como elas são, se contrapõem ao que desejamos.

É um paradoxo brasileiro.

Algo está errado e precisamos mudar. Enquanto enxergarmos no poder público o único responsável pelas mudanças, avançaremos lentamente. Alterar essas incoerências que nos pegam de frente é uma questão de atitude.

Se a maioria da sociedade exercer uma determinada atitude, não haverá poder público qualquer que resista e não se enquadre.

Por conta da indignação geral a Câmara acaba de corrigir o erro na Lei Seca.

Obesidade, mobilidade, despoluição e respeito à vida dependem de nós.

Fonte Folhaonline

Dono de clínica pode ter gerado 600 bebês

Dono de clínica doava o próprio esperma
O dono de uma clínica de fertilidade, aberta nos anos 1940, em Londres, pode ser pai de cerca de 600 pessoas, segundo reportagem do jornal inglês "Telegraph".

Testes de DNA feitos em 18 pessoas geradas entre 1943 e 1962, após fertilização na clínica, mostraram que dois terços delas eram filhos de Bertold Wiesner, biólogo nascido na Áustria que fundou a clínica com sua mulher, a médica Mary Barton.

As informações surgiram após pesquisa feita pelo cineasta Barry Stevens e o advogado David Gollancz, concebidos na clínica.

Weisner morreu em 1972, aos 70 anos, de acordo com o "Daily Mail". Sua mulher morreu 11 anos depois e destruiu os arquivos da clínica. O estabelecimento atendia a clientes da alta sociedade e tinha a fama de escolher doadores com inteligência acima da média.

O uso de esperma de uma pessoa só para gerar tantos bebês é proibido porque aumenta o risco de os irmãos se conhecerem depois, sem saberem do parentesco, e terem filhos, que podem nascer com problemas hereditários.

Segundo o "Telegraph", desde 1990 há restrições ao número de doações de gametas que cada pessoa pode fazer no Reino Unido. Cada doador pode fornecer esperma para até dez famílias (os pais podem escolher o mesmo esperma para criar irmãos).

Nos EUA, o número de nascimentos por doador deve se limitar a 25 crianças por 800 mil habitantes. Mesmo assim, há falta de controle.

Em 2011, veio à tona o caso de um doador americano que gerou ao menos 150 meios-irmãos. A "família" foi alvo de reportagem no "New York Times".

Outro americano, Trent Arsenault, 36, já gerou 14 crianças e diz que sua missão na vida é doar esperma, o que ele faz por meio de um site, gratuitamente.

Arsenault diz que é virgem e dedica toda a sua "energia sexual" para doar esperma. Ele recebeu uma advertência da FDA (agência de vigilância sanitária dos EUA), porque não está seguindo recomendações como se submeter a testes para doenças sexualmente transmissíveis sete dias antes de cada doação.

No Brasil, o Conselho Federal de Medicina estabelece que um mesmo doador de gametas produza, no máximo, duas gestações de sexos diferentes numa área de 1 milhão de habitantes.

Fonte Folhaonline