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quinta-feira, 19 de abril de 2012

Novas drogas contra câncer de próstata enfrentam tumor avançado

Um novo medicamento que aumenta a sobrevida de pacientes com câncer de próstata avançado começa a ser vendido no Brasil neste mês. A abiraterona é o capítulo mais recente na enxurrada de drogas contra a doença lançadas na última década.

Só nos últimos dois anos, a FDA (agência dos EUA de vigilância sanitária) aprovou quatro tratamentos contra a doença. Outras drogas já demonstraram sucesso em estudos e podem engordar a lista.

O tumor na próstata se alimenta da testosterona e de outros hormônios masculinos. Por isso, o tratamento precisa controlar o nível desses hormônios. Em casos avançados, é necessário eliminar essa fonte. Ou seja, fazer uma castração química.

Mas, em alguns pacientes, o câncer "aprende" a contornar o problema. É possível que restem níveis baixos dos hormônios ou que o tumor use outras fontes de sustento.

"A principal causa para essa mudança [aumento dos tratamentos disponíveis] é que existe um melhor entendimento dos mecanismos que levam à resistência hormonal", disse à Folha a oncologista Cora Sternberg, da Universidade da Pensilvânia.

Os novos tratamentos se concentram nesses casos. A abiraterona inibe outros hormônios que ajudam a alimentar o tumor.

Custo alto
Ainda não liberado no Brasil, mas já em uso nos EUA, o Provenge trabalha com outro método, que estimula o sistema imune.

Segundo Fernando Maluf, do Hospital São José, "depois da castração química, não dá para dizer que a vida é normal. Mas os remédios conseguiram prolongar não só o tempo de vida como também a qualidade", diz.

Os novos tratamentos são para poucos. A abiraterona será vendida por R$ 8.554 (preço da caixa com 120 comprimidos). Ainda não há previsão de quando, ou se, esse tratamento estará no SUS.

Fonte Folhaonline

Beber água durante provas pode aumentar chances de notas melhores, diz estudo

Estudantes que bebem água durante exames aumentam suas chances de conquistar notas mais altas, segundo um estudo feito na Grã-Bretanha.

A pesquisa, realizada pelas universidades londrinas de East London e Westminster com 447 estudantes, constatou um desempenho em média 5% melhor nos estudantes que beberam água em comparação com os que não ingeriram líquido.

Um dos autores do estudo, Chris Pawson, da Universidade de East London, disse que consumir água pode ter um benefício psicológico sobre o raciocínio, além de aliviar a ansiedade.

"São necessários outros estudos para determinar com mais precisão as causas disso, mas é evidente que os estudantes devem se esforçar para estarem hidratados durante as provas" disse ele.

Os resultados da pesquisa podem ter implicações em políticas adotadas sobre a acessibilidade da água durante os exames, dizem os pesquisadores.

Fonte Folhaonline

Japoneses "ensinam" cabelo humano a crescer nas costas de camundongo

Camundongo sem pelos tem cabelos de origem humana (negros) em suas costas, em pesquisa de cientistas japoneses
Camundongo sem pelos tem cabelos de origem humana (negros) em suas costas, em pesquisa de cientistas japoneses
Com o perdão do trocadilho, a imagem é de arrepiar os cabelos: um tufo de cabelo humano crescendo no dorso de um camundongo de uma linhagem naturalmente "pelada".

Os responsáveis pela visão inusitada são Takashi Tsuji e seus colegas da Universidade de Ciência de Tóquio, no Japão. Em artigo recém-publicado na revista científica "Nature Communications", eles mostram como conseguiram uma integração do cabelo humano muito similar à natural no organismo dos roedores.

Em tese, a técnica, que partiu do cultivo em laboratório de folículos capilares de um homem com calvície, poderia ser um novo caminho para tratar a calvície.

O ponto importante do estudo japonês é que ele conseguiu fazer com que os cabelos implantados nos camundongos ficassem realmente conectados com a pele do animal, incluindo terminações nervosas e músculos que fazem os pelos arrepiarem.

Os pesquisadores também mostraram que esses cabelos passam pelo ciclo normal de crescimento, queda e reposição da cabeleira natural.

Fonte Folhaonline

Material de pesquisa com células-tronco terá prioridade em aeroporto, diz Padilha

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reforçou que está empenhado em desburocratizar a entrada de material voltado para a pesquisa de células-tronco no país.

Nesta segunda-feira (16) o governo anunciou um pacote de R$ 15 milhões para expandir a produção e os estudos sobre o tema. Hoje, a maior parte das células e dos insumos utilizados em pesquisa é importada.

Para apoiar o investimento, Padilha disse que já está em andamento um projeto nos aeroportos do país para facilitar a entrada do material necessário ao desenvolvimento da tecnologia na área de células-tronco.

"Além do investimento nos centros, adotamos medidas em parceria com a Anvisa e a Infraero para acelerar a entrada desses produtos. Eles terão fluxo prioritário, porque não vem para simples comercialização ou terapia, mas para pesquisa clínica", afirmou.

O treinamento e a capacitação do pessoal que vai diferenciar os itens que devem receber prioridade ao entrar no Brasil começaram no fim do ano passado. Os aeroportos escolhidos para o projeto-piloto foram: Guarulhos (São Paulo), Galeão (Rio de Janeiro) e Juscelino Kubitschek (Brasília).

De acordo com a assessoria de imprensa do ministério, a intenção do governo é replicar a ação em todos os aeroportos internacionais do país, mas ainda não há prazos definidos.

Fonte Folhaonline

Um terço das próteses de silicone PIP podem se romper, dizem britânicos

Prótese mamária da marca francesa PIP que foi retirada de uma paciente francesa após o produto ter se rompido
Prótese mamária da marca francesa PIP que foi retirada de uma paciente francesa após o produto ter se rompido
Uma dupla de cirurgiões plásticos britânicos afirma que a taxa de ruptura dos implantes de seio PIP (que causaram pânico em mulheres do mundo todo, inclusive no Brasil) pode chegar a um em cada três implantes.

Eles estudaram 453 de suas pacientes, que receberam os implantes da fabricante francesa falida entre sete e 12 anos atrás, e verificaram uma taxa de ruptura entre 15,9% e 33,8%.

"Estudos anteriores normalmente mostravam taxas de falha entre 2% e 5%", disseram Miles Berry e Jan Stanek, autores de um estudo na revista médica "Journal of Plastic, Reconstructive and Aesthetic Surgery".

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores empregaram exames com ultrassom, que são mais conclusivos do que os exames físicos mais comumente realizados, disseram eles.

A dupla aconselha a remoção de todos os implantes da marca.

Fonte Folhaonline