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terça-feira, 24 de abril de 2012

Palestras educativas marcam semana de combate à hipertensão arterial no DF

Brasília – Às vésperas do Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, comemorado dia 26 de abril, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) iniciou no domingo (22), no centro do Serviço Social do Comércio (Sesc) do Riacho Fundo 2, cidade nos arredores de Brasília, campanha de conscientização com palestras explicativas, atividades físicas e uma mesa expondo alimentos considerados saudáveis.

A Semana de Controle e Combate à Hipertensão Arterial no Distrito Federal ocorre até 28 de abril em todos os postos de saúde e hospitais de Brasília com o objetivo informar à população sobre os riscos dessa doença que é chamada de silenciosa pelos especialistas, porque ela é assintomática e muitas pessoas só descobrem serem portadoras quando vão aferir a pressão.

Somente em Brasília, o número de hipertensos chega a 400 mil pessoas. Desse total, 50% não sabem que tem a doença, de acordo com a SES-DF. O coordenador do Programa de Hipertensão do Distrito Federal, Lucimir Henrique, disse que a população precisa se preocupar mais com a saúde indo periodicamente ao médico.

“Hoje a questão da hipertensão requer uma captação maior da população. Metade dos hipertensos não sabe que é hipertenso porque [eles] não toma uma atitude simples de medir sua pressão [no posto de saúde]. O governo, preocupado com a mortalidade deste grupo, tem realizado seus principais programas logo na atenção primária de saúde (sistema nacional de saúde definido pela Organização Mundial da Saúde)”, explicou o cardiologista.

Segundo Henrique, a expectativa de vida dos brasileiros reduz-se em 16 anos por falta de esclarecimentos e informação sobre como ter uma vida saudável, mesmo quando o ritmo de trabalho é tenso e a alimentação fica em segundo plano.

A coordenadora de Endocrinologia da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (DF), Lílian Assunção, disse que a hipertensão arterial está se tornando uma “epidemia” por falta de hábitos mais saudáveis. “O ritmo do dia a dia tem feito as pessoas se alimentarem mal, com comidas fast food e cada vez mais sedentárias. É preciso mudar esse cenário o quanto antes”, alertou.

Durante toda a semana, palestras, ações educativas e atividades laborais ocorrerão nos centros de saúde. Na próxima quinta-feira (26), uma equipe formada por funcionários do posto de saúde fará uma caminhada com um grupo de pacientes hipertensos, que sairá do Centro de Saúde 13, na Asa Norte (um dos bairros do Plano Piloto do DF), com destino ao Parque Olhos D'água, na mesma área. A ideia é chamar a atenção da população para a necessidade de hábitos de vida saudáveis como exercícios físicos regulares e dieta balanceada.

O Ministério da Saúde (MS) informou à Agência Brasil que desenvolve uma pesquisa anual que monitora as tendências de crescimento e queda das doenças crônicas não-transmissíveis e seus fatores de risco. Os dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) mostram que 23,3% da população brasileira declararam ter recebido diagnóstico de hipertensão no ano de 2010.

O ministério destacou ainda que programas, como o Saúde na Escola e Academias da Saúde, locais populares para a prática de atividade física, ajudam a reduzir e prevenir essas doenças nos últimos anos.

Fonte Agência Brasil

Depressão

Definição

A depressão pode ser descrita como uma sensação de tristeza, infelicidade, abatimento ou pesar. A maioria de nós já se sentiu assim em algum momento, por um período breve.
A depressão clínica é um transtorno de humor no qual a sensação de tristeza, pesar, raiva e frustração interfere na vida diária por um longo período.

A depressão também pode ser:
  • Depressão adolescente
  • Depressão na terceira idade
  • Depressão maior

Nomes alternativos

Tristeza; Vazio; Desânimo; Melancolia

Considerações


Foto: ADAM
Depressão e insônia

Os sintomas de depressão incluem
  • Desânimo ou irritação constante
  • Perda no prazer em atividades usuais
  • Problemas para dormir ou excesso de sono
  • Uma alteração dramática no apetite, muitas vezes com perda ou aumento de peso
  • Fadiga e falta de energia
  • Sensação de inutilidade, autodepreciação e culpa inapropriada
  • Dificuldade extrema para se concentrar
  • Movimentos físicos lentos ou agitados
  • Inatividade e isolamento das atividades usuais
  • Sensação de desesperança e impotência
  • Pensamentos recorrentes sobre morte e suicídio
Baixa autoestima é comum com a depressão. Explosões repentinas de raiva e falta de prazer em atividades que você pratica normalmente, incluindo sexo, também são comuns.
Crianças deprimidas talvez não apresentem os sintomas clássicos que se manifestam na depressão em adultos. Preste atenção especialmente em mudanças no desempenho escolar, nos hábitos de sono e no comportamento. Se você acha que seu filho pode estar deprimido, vale a pena procurar um médico.

Os principais tipos de depressão incluem:
  • Depressão maior -- cinco ou mais sintomas listados acima devem estar presentes por, no mínimo, 2 semanas, em um diagnóstico de depressão maior. A depressão maior costuma durar, no mínimo, 6 meses, se não for tratada. (A depressão é classificada como leve se você apresenta menos de cinco sintomas de depressão por, no mínimo, 2 semanas. Em outras palavras, a depressão leve é semelhante à maior, mas apresenta apenas 2 a 4 sintomas)
  • Depressão atípica -- ocorre em um terço dos pacientes com depressão. Os sintomas incluem comer e dormir em excesso. Esses pacientes costumam se sentir oprimidos e reagem fortemente à rejeição
  • Distimia -- uma forma geralmente mais moderada de depressão que dura anos, se não for tratada

Foto: ADAM
Depressão e ciclo menstrual

Outras formas comuns de depressão incluem
  • Depressão pós-parto -- muitas mulheres se sentem melancólicas após terem um bebê, mas a verdadeira depressão pós-parto é mais grave e inclui os sintomas da depressão maior
  • Transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) -- os sintomas de depressão ocorrem 1 semana antes da menstruação e desaparecem quando chega a menstruação
  • Transtorno afetivo sazonal -- ocorre geralmente durante o inverno/outono e desaparece durante a temporada de primavera/verão. Costuma estar relacionado à falta de luz do sol
Uma forma de depressão exclusiva das mulheres, o transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) é uma síndrome de sintomas depressivos desencadeados pela flutuação hormonal mensal. A depressão também pode se alternar com uma fase maníaca (também chamada de psicose maníaco-depressiva ou transtorno bipolar).
A depressão pode ser mais comum em mulheres do que em homens, mas talvez isso se deva ao fato de que as mulheres procuram ajuda com mais frequência do que os homens. A depressão também é especialmente comum durante a adolescência.

Causas comuns

A depressão muitas vezes é genética. A causa pode estar nos seus genes (herança genética), em comportamento adquirido ou ambos. Mesmo que devido aos seus genes você tenha mais tendência a ter depressão, um evento estressante ou trágico costuma provocar o princípio de um episódio depressivo.

Vários fatores podem causar depressão, incluindo:
  • Eventos ou situações difíceis, como:
    • Divórcio, incluindo a separação dos pais
    • Morte de um membro da família ou amigo
    • Doença na família
    • Abuso ou abandono
    • Perda do emprego
    • Isolamento social (causa comum da depressão em idosos)
    • Término de um namoro
    • Reprovação em escola/cursos
  • Doenças e tratamentos, como:
    • Tireoide inativa (hipotireodismo)
    • Alguns tipos de câncer
    • Dor prolongada
    • Problemas para dormir
    • Medicamentos com esteroides

Cuidados em casa

Se você está deprimido há 2 semanas ou mais, procure um médico, que poderá oferecer opções de tratamento.

Seja qual for o tipo e a gravidade de sua depressão, as seguintes medidas de cuidados em casa podem ajudar:
  • Durma o suficiente
  • Siga uma dieta saudável e equilibrada
  • Pratique exercícios regularmente
  • Evite o álcool, a maconha e outras drogas recreativas
  • Dedique-se a atividades que tragam satisfação a você, mesmo que não esteja com disposição
  • Passe tempo com a família e os amigos
  • Se você é uma pessoa religiosa ou espiritualizada, converse com um sacerdote ou guia espiritual, que podem ajudá-lo a dar significado a experiências difíceis
  • Pratique meditação, tai chi ou atividades relacionadas ao relaxamento
  • Adote ácidos graxos com ômega 3 na sua dieta, eles podem ser encontrados em suplementos que podem ser vendidos sem prescrição médica ou em peixes, como atum, salmão etc.
Se sua depressão ocorre nos meses de outono ou inverno, experimente a fototerapia, com o uso de uma lâmpada especial que imita a luz do sol.
Se você apresentar depressão moderada ou grave, o plano de tratamento mais eficaz provavelmente envolverá uma combinação de psicoterapia, mudanças no estilo de vida e medicação.

Ligue para seu médico se

Ligue para 192 ou para um telefone de ajuda para quem cogita o suicídio, ou procure o atendimento de emergência mais próximo se você tem pensado em causar danos a si próprio ou a outras pessoas.

Ligue para o médico se:
  • Ouvir vozes que não são reais
  • Tiver crises de choro com pouca ou nenhuma justificativa
  • Tiver apresentado sintomas de depressão que atrapalham o trabalho, os estudos e a vida familiar há mais de 2 semanas
  • Apresentar três ou mais sintomas de depressão
  • Achar que um dos seus medicamentos atuais pode estar fazendo com que você se sinta deprimido -- NÃO altere nenhuma medicação sem falar com seu médico
  • Achar que deve parar de beber, ou se um membro da sua família ou um amigo sugeriu que você parasse, se você se sentir culpado pela quantidade de álcool que bebe ou se você bebe assim que acorda

O que esperar da consulta médica

Um histórico completo, uma entrevista psiquiátrica e um exame físico serão realizados para tentar classificar sua depressão como leve, moderada ou grave e para verificar se há uma causa subjacente e tratável (como o abuso de álcool ou uma tireoide inativa). A hospitalização costuma ser recomendada diante da possibilidade de comportamentos suicidas.
Provavelmente serão explorados os problemas e eventos associados aos seus sintomas de depressão.

O médico fará perguntas sobre:
  • Seu estado de ânimo depressivo e outros sintomas (sono, apetite, concentração, energia)
  • Possíveis fatores estressantes na sua vida e os sistemas de apoio existentes
  • Se você já pensou em dar fim à sua vida
  • Consumo de drogas e álcool, e os medicamentos que você toma atualmente, se estiver tomando algum
O tratamento poderá variar de acordo com a causa e a gravidade dos seus sintomas depressivos, assim como suas preferências pessoais. Para a depressão leve, orientação psicológica e práticas de cuidados caseiros sem medicação podem ser o suficiente. A terapia mais eficaz para depressão moderada ou grave é uma combinação de medicamentos antidepressivos e psicoterapia (terapia por meio da conversa).
Seu médico poderá conduzi-lo a um psiquiatra se sua depressão for moderada ou grave, ou se o quadro não apresentar melhoras com o tratamento inicial.

Prevenção

Hábitos de estilo de vida saudáveis podem ajudar a prevenir a depressão e a diminuir as chances de uma recaída. Psicoterapia e antidepressivos também podem diminuir a probabilidade de você ter depressão novamente.
A psicoterapia pode ajudá-lo em períodos de dor, estresse ou tristeza. A terapia familiar pode ser especialmente importante para adolescentes que se sentem infelizes.
Manter o contato com outras pessoas é muito importante para evitar a depressão.

Fonte iG

Expectativa de vida de homens pode alcançar a de mulheres até 2030

Declínio de hábitos como o fumo, entre os homens, justificaria tendência
Se a atual tendência for mantida, ambos os sexos poderão viver, em média, até os 87 anos

A expectativa de vida dos homens deve alcançar a das mulheres até 2030, segundo um pesquisador do Escritório Nacional de Estatísticas Nacionais, da Grã-Bretanha.

De acordo com o pesquisador Les Mayhew, a expectativa de vida de ambos os sexos está crescendo, mas o índice dos homens está crescendo a um ritmo mais acelerado.

Mayhew, que é professor de estatísticas do Cass Business School, analisou dados de expectativa de vida da Inglaterra e do País de Gales, mas outros pesquisadores percebem um padrão global nos estudos de Mayhew.

O pesquisador estava analisando os dados de pessoas com 30 anos de idade na ocasião do estudo e qual seria a expectativa de vida deles.

Tendência em 2030
O estudo mostrou que os homens ficaram atrás das mulheres em relação à expectativa de vida ao longo de várias décadas, mas que agora eles estão se aproximando. Se a atual tendência prosseguir, afirma o analista, ambos os sexos poderão viver, em média, até os 87 anos em 2030.

''O interessante é que nos últimos 20 anos, a expectativa de vida de homens na faixa dos 30 anos aumentou em seis anos. Se seguir aumentando, nos próximos 20 anos, a expectativa de vida masculina irá coincidir com a feminina", diz.

Os motivos disso, segundo o analista, podem estar ligados aos homens estarem levando um estilo de vida mais saudável. ''Uma das principais razões, acredito, é a tendência de declínio do hábito de fumar. O fumo ganhou força entre a população masculina na década de 20. E em seu ápice, na década de 70, 80% dos homens fumavam. A expectativa de vida nesse período registrava uma disparidade de 5,7 anos entre homens e mulheres'', afirma Mayhew.

Outros fatores, segundo ele, seriam mudanças no ambiente de trabalho dos homens, que, em sua maioria, afirma, passaram a ser ofícios realizados em escritórios e não mais em ambientes que ofereciam danos à saúde, como, por exemplo, poços de mineração.

Pessoas com doenças cardíacas , atualmente, por exemplo, têm uma expectativa de vida muito superior à que tinham pessoas com condições cardíacas há décadas atrás.

Em contraste com a melhora do desempenho masculino, as mulheres começaram a fumar mais tarde que os homens. As taxas de câncer de pulmão entre mulheres estão aumentando, mas estão declinando mais rapidamente entre os homens.

Vantagem feminina
Um menino e uma menina nascidos no mesmo dia ainda têm a mesma expectativa de vida, mas o estudo se concentrou somente em pessoas que já chegaram aos 30 anos de idade.

Os meninos são mais propensos a morrer em seu primeiro ano de vida e mais sujeitos a se envolver em acidentes fatais ou com esportes que oferecem riscos de vida. Por isso, as mulheres ainda poderão prosseguir na dianteira, em se tratando de expectativa de vida, nos próximos anos.

De acordo com David Leon, da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, "em virtualmente todos os países do mundo, as mulheres ainda têm uma ligeira vantagem''.

Mas ele afirmou que as disparidades estavam diminuindo em alguns países. Os países que contam com baixas expectativas de vida, como a África subsaariana, têm pouca diferença entre os sexos. Isso se deve ao fato de que tais nações, segundo David Leon, enfrentam doenças infecciosas que ''não escolhem entre homens e mulheres''. Em países que conseguiram superar as taxas das principais doenças infecciosas, como os do Leste Europeu, a diferença é maior, ainda dominada por fatores ligados aos contrastantes estilos de vida de homens e mulheres, comenta o pesquisador.

Durante um período, na década de 90 as expectativas de vida na Rússia chegaram a alcançar um nível de 13 anos de diferença entre homens e mulheres.

Em uma terceira categoria de países, entre as quais se inclui a Grã-Bretanha, a expectativa de vida começa a diminuir. ''Os homens estão começando a se portar melhor e as mulheres estão adotando expectativas de vida dos homens'', afirma Leon.

Fonte iG

Pesquisa explica por que pessoas com fome ficam de mau humor

Baixa na serotonina explica mau-humor na hora da fome
Cientistas esperam usar descoberta para tratar transtornos psiquiátricos em que a violência é um problema comum

Se você sempre se perguntou por que pessoas com fome são mais propensas a ficarem zangadas ou agressivas, um grupo de pesquisadores britânicos afirma ter descoberto a razão: os níveis de serotonina
– um hormônio que ajuda a regular o comportamento
– flutuam quando as pessoas estão estressadas ou há muito tempo sem comer.

A flutuação dos níveis de serotonina afeta partes do cérebro que permitem às pessoas controlar a própria raiva, explicaram os pesquisadores da Universidade de Cambridge em um artigo publicado esta semana na revista científica Biological Psychiatry.

“Sabemos há décadas que a serotonina desempenha um papel fundamental na agressividade, mas só muito recentemente tivemos a tecnologia para examinar o cérebro e estudar o quanto a serotonina nos ajuda a regular nossos impulsos emocionais. Combinando uma longa tradição em pesquisa comportamental com novas tecnologias, finalmente fomos capazes de elucidar o mecanismo pelo qual a serotonina pode influenciar agressividade”, disse a pesquisadora Molly Crockett, que integrou o grupo de pesquisadores responsáveis pelo estudo, feito no Instituto de Neurociências Clínicas e Comportamentais de Cambridge.

Na condução do estudo, os pesquisadores controlaram a dieta de voluntários saudáveis para manipular os seus níveis de serotonina. Os cérebros dos participantes foram então escaneados usando um aparelho de ressonância magnética funcional enquanto eles observavam rostos com expressões que indicavam raiva, tristeza e neutralidade, para determinar como várias partes de seus cérebros reagiram e se comunicavam umas com as outras.

O estudo revelou que baixos níveis de serotonina deixaram as comunicações entre determinadas partes do cérebro mais fracas do que o normal. Os pesquisadores concluíram que, quando isso acontece, pode ser mais difícil para o cérebro controlar as respostas emocionais de raiva.

Os participantes também responderam a um questionário de personalidade para avaliar se eles tinham ou não uma tendência natural para a agressividade. Aqueles que estavam predispostos a serem agressivos tinham uma comunicação ainda mais fraca entre certas regiões do cérebro quando os níveis de serotonina estavam baixos, observaram os pesquisadores.

As descobertas podem ser aplicadas a uma variedade de transtornos psiquiátricos em que a violência é um problema comum, tais como o transtorno explosivo intermitente, que é caracterizado por explosões de extrema e incontrolável de violência, sugeriram os autores.

“Estamos esperançosos de que nossa pesquisa possa levar a melhores diagnósticos, bem como melhores tratamentos para estas e outras condições”, disse Luca Passamonti, que atuou na pesquisa como cientista visitante da Unidade de Cognição e Ciências do Cérebro, do Conselho Nacional de Pesquisas Médicas de Cambridge.

Fonte iG

Malhar exerce controle sobre a vontade de comer

Fome: malhar afeta o interesse do cérebro por comida

Exercícios alterariam o modo como o cérebro reage à visão dos alimentos, levando uns a sentir mais fome e outros menos

Algumas pessoas reagem à prática de exercícios físicos comendo mais. Outras comendo menos. Por muitos anos, os cientistas acreditaram que as alterações hormonais, estimuladas pelos exercícios, ditavam se o apetite das pessoas aumentava ou diminuía depois dos treinos. Agora, porém, a nova neurociência está indicando uma outra causa provável.

O exercício pode sim, influenciar a vontade de comer, sugerem dois estudos recentes, alterando o modo como certas partes do cérebro reagem à visão de alimentos.

Em um dos estudos, os cientistas levaram 30 jovens, homens e mulheres fisicamente ativos, para um laboratório da Universidade Estadual Politécnica da Califórnia, em San Luis Obispo, para duas sessões experimentais nas quais tiveram a cabeça coberta por bobinas de ressonância magnética funcional.

Os pesquisadores queriam controlar a atividade das porções do cérebro conhecidas como sistema de recompensa alimentar, que incluem a ínsula (de nome poético), o putâmen e o opérculo rolândico. Essas regiões do cérebro controlam nosso gosto por uma comida e desejo de comê-la.

Em geral, quanto mais atividade houver nas células que as compõem, mais teremos vontade de comer. Porém, não estava claro como o exercício altera o sistema de recompensa alimentar.

Para descobrir isso, os pesquisadores pediram que os voluntários se exercitassem vigorosamente em bicicletas ergométricas computadorizadas ou ficassem calmamente sentados durante uma hora antes de se acomodarem nas mesas de ressonância magnética. Na segunda sessão, os voluntários trocavam de atividades.

Imediatamente depois, os participantes assistiram ao disparo de uma série de fotos em telas de computador. Algumas retratavam frutas, vegetais ou grãos nutritivos de baixo teor de gordura, enquanto outras exibiam cheeseburgers, sundaes e biscoitos resplandecentes. Algumas fotos que não eram de alimentos foram intercaladas na série.

O sistema de recompensa alimentar dos voluntários que ficaram sentados por uma hora se manifestou, especialmente depois deles verem as imagens de itens açucarados e de alto teor de gordura.

Contudo, se tivessem se exercitado antes, durante uma hora, essas mesmas pessoas teriam mostrado um interesse muito menor na comida, de acordo com o exame cerebral realizado nelas. Sua ínsula e outras partes do sistema de recompensa alimentar teriam se mantido relativamente tranquilas, mesmo frente aos sundaes.

Fonte iG