Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



sexta-feira, 27 de abril de 2012

15 dicas para não sair da dieta no fim de semana

Dois dias são capazes de arruinar a dieta de uma semana inteira, veja como evitar que isso aconteça

Relaxar nos cuidados alimentares no sábado e domingo pode comprometer a dieta da semana inteira.

“Dependendo da quantidade, em um dia do fim de semana a pessoa pode ingerir mais do que o dobro do permitido para o dia a dia”, avalia a nutricionista Denise Giacomo da Motta.

“As pessoas reduzem na semana para ter um total mais liberado depois. Mas isso não quer dizer comer à vontade”, alerta.

A nutricionista afirma que é positivo se permitir um pouco mais de prazer aos finais de semana. No entanto, é preciso fazer escolhas conscientes e não sucumbir a todas as tentações. Veja dicas da especialista para cada parte do seu final de semana e reduza as calorias.

Sexta à noite - Se o fim de semana começa na sexta a noite, vale ficar ainda mais atento para o que comer nos demais dias. No happy-hour da firma, faça trocas inteligentes. Que tal um sanduíche natural em vez de batata frita?

- Faz questão da cerveja gelada? Para reduzir a ingestão da bebida e não comprometer o regime, intercale com água. A cada gole de cerveja, beba um de água e siga assim o restante da noite

Café da manhã na padaria - O grande problema do café da manhã na padaria é a quantidade de opções – muitas delas, calóricas – disponíveis. Evite bolos, geleias e chantili no café. Fuja dos pães de queijo. Uma boa opção é pedir um sanduíche de pão integral com queijo branco e peito de peru. Mata a fome sem matar de culpa logo cedo

Feijoada do sábado - Um prato tradicional de feijoada pode chegar a 1000 calorias. Para diminuir o tamanho da bomba calórica, vale encher a concha de feijão em vez de caprichar na carne

- Abra mão do bacon, tanto aquele do feijão quanto o que vem com a couve. Dois cubos de bacon frito têm 198 calorias. Portanto, pense nessa economia ao separar os quadradinhos de lado

No cinema
- Já existem estudos que comprovam que a pipoca pode ser um lanche tão saudável quanto uma fruta. No entanto, para isso, ela deve ser preparada sem gordura e conter pouco sal. Escolha o menor recipiente disponível, diga “não” à manteiga extra e pegue leve no sal

- Deixe o refrigerante de lado e prefira a água. A nutricionista Denise da Motta diz que a opção entre com ou sem gás é indiferente.

Jantar fora – Resista ao couvert. Pão quentinho com manteiga derretendo é uma delícia, mas pode elevar em um terço as calorias da sua refeição. O melhor, na verdade, é pedir para que ele nem seja servido.

- O primeiro pedido deve ser uma salada, de preferência de folhas e legumes crus. Evite molhos gordurosos prontos e para temperar vá da tradicional mistura de azeite, vinagre, sal e limão.

- Pule a sobremesa. O melhor horário para consumir um doce é logo após o almoço. Portanto, guarde seu “direito à sobremesa” para o domingo

Pizza em casa - Vai receber os amigos ou a família e resolver pedir pizza? Esqueça sabores como portuguesa, quatro queijos, calabresa e frango com catupiry.

- Se possível, prefira massa integral. Ela traz mais satisfação e as fibras ajudam o intestino a funcionar melhor

Almoço de domingo – Macarronada, lasanha, nhoque. Mesmo para quem acha que domingo é dia de massa, é possível manter a forma. Sirva-se de forma maneirada e evite o pão branco que acompanha as refeições. Se a massa tiver recheio, prefira sempre conteúdos light, como ricota, e evite os mais pesados, como presunto

– “Evite molhos gordurosos, que aumentam as calorias e nem sempre são tão saborosos”, aconselha Denise. Os campeões de calorias são aqueles que levam creme de leite na receita, seguidos por aqueles à base de queijo

- “Se o molho tiver carne, não é necessário optar por uma nova fonte proteica”, indica a nutricionista. Ou seja, não precisa incluir um bife no prato de macarrão a bolonhesa

Fonte iG

Pressão alta é responsável por 80% dos casos de AVC e 47% dos infartos

Reduzir pela metade o consumo de sal já seria o suficiente para diminuir em 15% dos casos de AVC e em 10% os de infarto

A cada ano, 315 mil pessoas morrem no Brasil por doenças cardiovasculares. Mais da metade dessas mortes, aponta a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), seria evitada com o diagnóstico precoce e o tratamento da hipertensão. E os especialistas vão mais longe no alerta:

“O brasileiro come, em média, de 12g a 15g de cloreto de sódio (sal) por dia. Se conseguisse diminuir esse total para 5g, isso seria suficiente para reduzir em 15% os casos de AVC (acidente vascular cerebral) e em 10% os casos de infarto” diz o cardiologista Carlos Alberto Machado, diretor de Promoção da Saúde Cardiovascular da SBC.

A influência do estilo de vida no surgimento da hipertensão, em especial da alimentação, inspirou o mote da campanha deste ano da entidade para o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, celebrado hoje (26).

Com o slogan “Menos sal, menos pressão, mais saúde” a SBC espera aumentar a conscientização sobre a importância de reduzir o consumo de sal na alimentação.

“Um pão francês tem 337mg de sódio. Ao comer três unidades você já comeu mais da metade que pode comer o dia todo. As pessoas precisam aprender a ler os rótulos dos alimentos e a escolher entre produtos semelhantes os que contêm menos sódio na composição” adverte o cardiologista.

Hoje a hipertensão atinge 30 milhões de brasileiros – cerca de 30% da população adulta. Desse total, a maioria sequer sabe que tem pressão alta e por isso não faz qualquer tipo de controle. Uma realidade, explica Machado, que interfere diretamente nas estatísticas de saúde do País, já que a hipertensão é responsável por 80% de todos os casos de AVC e 47% dos infartos, fatais ou não, em todo o mundo.

Mas, como identificar que algo não anda bem na pressão sanguínea e evitar que ela evolua para algo mais grave? Ao contrário do que muita gente pensa, os sintomas comumente associados à hipertensão – dor de cabeça, cansaço, tontura, sangramentos no nariz e pernas inchadas, entre outros – não podem ser considerados um indicativo da doença porque nem sempre há uma relação de causa e efeito entre a ocorrência deles e a hipertensão.

“A única forma de identificar pressão alta é fazer a medição. Para quem não tem problemas de saúde, a recomendação é ter a pressão medida a cada seis meses. Quem descobre que tem, deve procurar um médico e iniciar um acompanhamento que pode incluir mudanças no estilo de vida, na alimentação e, caso necessário, o uso de medicamentos.”

A pressão alta pode comprometer o funcionamento de todo o organismo, especialmente do coração, do cérebro, dos rins e dos olhos. Além contribuir para a ocorrência de infarto e AVC, a doença pode agravar os quadros de arritmia – alteração do ritmo normal do coração.

“Em pessoas que já têm arritmias, a hipertensão agravará de forma importante o quadro, fazendo com que a arritmia se manifeste mais frequentemente, em alguns casos, se torne crônica” explica o cardiologista Adalberto Lorga Filho, presidente da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (SOBRAC).

Fonte iG

Brasil soma 85 mil doentes sem radioterapia

Inca diz que faltam 155 aparelhos no Brasil. Para os que conseguem tratamento, espera é de 113 dias

Até o final do ano, o Brasil vai acumular 85 mil pacientes com o diagnóstico de câncer , mas sem acesso ao tratamento fundamental para mudar o curso da doença.

A radioterapia – indicada principalmente para tratar os tumores malignos de mama, próstata, garganta e pele (todos líderes em incidência no País) – não contempla todos os doentes brasileiros, mostra mapeamento feito pela Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBR).

Os números – já conhecidos pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca) e pelo Ministério da Saúde – foram realizados com o cruzamento de três levantamentos com os números do Inca.

O primeiro projeta os novos casos de câncer que serão acumulados no ano de 2012 (520 mil, uma média de 12 por hora). O segundo, é o número de máquinas atualmente em funcionamento (230 aparelhos). E o terceiro que contabiliza a capacidade de tratamentos desta rede de oncologia radioterápica, que não dá conta dos 320 mil doentes que precisam exclusivamente da radioterapia para combater suas doenças.

Para atender as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS), seriam necessários mais 155 aparelhos de radioterapia.

“O panorama que temos é horroroso”, sentencia Carlos Manoel Mendonça de Araújo, ex-presidente da SBR e diretor de radioterapia do Inca. “São quase 90 mil brasileiros que não estão nem na fila de espera, com a esperança de serem atendidos. Esta estatística é sobre o número de pessoas que simplesmente não serão atendidas.”

Quando os algarismos pontuam o intervalo entre o diagnóstico do câncer e o acesso ao tratamento, o cenário também é ruim. Em geral, a demora é de 113 dias, de acordo com um relatório feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU) no ano passado. Os especialistas sabem que este prazo tende a ser ainda maior em Estados em que não há um único aparelho de radioterapia, como Amapá e Roraima.

“Como se não bastasse ter de lidar com o déficit de maquinário e a ausência de perspectiva de ter acesso ao tratamento perto de casa, alguns doentes viajam quilômetros para fazer radioterapia – já debilitados – e ainda esperam meses nas filas já grandes dos hospitais de câncer do Sudeste e Sul”, lamenta o presidente da Sociedade Brasileira de Radioterapia, Robson Ferrigno.

Luciana Holtz, presidente do Instituto Oncoguia – entidade que oferece assistência para as pessoas com câncer e seus familiares – confirma a deficiência de radioterapia até mesmo nos centros de excelência no tratamento do câncer.

A instituição faz um trabalho voluntário com as mulheres vítimas de câncer de mama que chegam ao Hospital Pérola Byngton, em São Paulo, uma referência nacional em atendimento aos cânceres de mama e colo do útero.

“Mapeamos que boa parte destas mulheres, mesmo com o resultado de câncer de mama em mãos, levou um ano pulando de unidade em unidade até conseguir acesso ao tratamento”, diz Luciana.

Márcia Barros, hoje com 41 anos, foi uma das que peregrinou por 7 meses até conseguir fazer radioterapia contra o câncer de mama no Hospital das Clínicas de São Paulo, cinco anos atrás.

“Primeiro, foi o plano de saúde que me deixou na mão na hora em que mais precisei, apesar de eu jamais ter atrasado o pagamento da mensalidade. Depois foi o vácuo de informação, entre um hospital público e outro, até conseguir fazer o tratamento”, lembra.

“Já é uma doença que traz uma série de incertezas. Quando a gente fica condenado a não ter tratamento, o medo só aumenta”, diz ela que já está com o câncer controlado.

Ampliação
A história de Márcia, vivenciada em São Paulo, tende a ser ainda pior para os moradores de estados como Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Rio Grande do Sul, onde a cobertura de radioterapia é mais deficitária, mostrou o relatório do TCU.

Para tentar reverter o déficit, o Ministério e o Inca fizeram em conjunto um plano de ampliação da oferta de radioterapia. Com investimento de R$ 550 milhões, a proposta é ampliar 32 serviços já existentes e construir mais 48. Cada nova unidade teria a capacidade de contemplar 600 novos pacientes por ano (48 mil tratamentos anuais).

“Passaríamos, no prazo de três anos, dos atuais 65% de cobertura em radioterapia para 90%”, afirma Luiz Antônio Santini, diretor-geral do Inca. “É uma ampliação complexa porque o maquinário para radioterapia não é simples como um aparelho de raio-X. Cada um deles tem 2,5 metros de espessura, exige uma blindagem especial e profissionais capacitados”, complementa Santini.

Por isso, afirma Maria Inês Gadelha, assessora do Departamento de Atenção Especial do Ministério da Saúde, além da ampliação da rede, desenhada com base nos locais com maior deficiência, também está previsto um investimento na formação de médicos, enfermeiros e técnicos especializados. “Desde maio do ano passado, em conjunto com o Ministério da Educação, analisamos a possibilidade de ampliar a oferta de residência médica em radioterapia para atuar nestes novos centros”, diz Maria Inez.

Pacientes invisíveis
Mas além dos casos que são detectados pelos levantamentos numéricos, o oncologista Rafael Kaliks chama a atenção para os “pacientes fantasmas” que nem chegam a virar estatísticas da dificuldade do acesso à radioterapia.

“No Brasil, os números são feitos conforme as notificações dos centros que recebem os pacientes. Pelos dados do Inca, a incidência de câncer em São Paulo chega a ser oito vezes maior do que no Tocantins, por exemplo”, afirma.

“Não há nenhum fator ambiental, nada, que justifique uma diferença tão gritante, além de uma falha em identificar e notificar os pacientes. São os casos invisíveis. As pessoas morrem de câncer e no atestado de óbito, por desconhecimento e falha do setor de saúde, a causa vem infecção generalizada.”

Cobertor curto
Se a oferta de radioterapia hoje já não dá conta dos “pacientes visíveis”, os especialistas ainda temem que um aumento da rede seja insuficiente para os doentes que estão por vir.

“Em 10 anos, tivemos um aumento de 69% nas projeções de casos novos de câncer no Brasil. Hoje, os tumores malignos já são a segunda causa de morte e em 2020, serão a primeira”, afirma o presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica, Anderson Silvestrini.

“Não só os maus hábitos de vida impulsionam este aumento – tabagismo e obesidade são os principais – mas o próprio envelhecimento populacional acarreta mais casos de câncer”.

“Estes pacientes a mais que serão contemplados (48 mil) são 33% dos que hoje, exatamente hoje, não têm acesso à radioterapia. E a tendência é que esta demanda só aumente para um cobertor que já é curto”, contemplou o presidente da Sociedade Brasileira de Radioterapia.

Santini, diretor do Inca, diz que, com base na evolução da incidência de casos de câncer, a ampliação da rede de tratamento é contínua e nunca deve se esgotar. "Atualmente, temos apenas duas fábricas no mundo que fabricam equipamentos de radioterapia. Temos um projeto de implantar uma destas indústrias no País, o que já traria benefícios enormes."

Fonte iG

Antidepressivo pode reduzir calores da menopausa

Medicamento desponta como uma opção à terapia de reposição hormonal

Nova pesquisa mostra que o antidepressivo escitalopram pode reduzir a frequência e a severidade das ondas de calor da menopausa.

No início do estudo, as participantes sofriam aproximadamente 10 ondas de calor ao longo do dia, mas tais sensações foram reduzidas quase que pela metade no grupo de mulheres que usou o antidepressivo. O grupo-controle que se tratou com placebo apresentou cerca de 6,5 ondas de calor ao dia.

“Embora as ondas de calor sejam normalmente tratadas com hormônios, tratamento que se mostra eficaz, esta é uma opção para as mulheres que não querem correr os riscos potenciais da reposição hormonal”, disse Ellen Freeman, professora e pesquisadora do departamento de obstetrícia e ginecologia da Escola de Medicina da Universidade da Pensilvânia e principal autora do estudo.

“Constatamos que, após oito semanas de tratamento com o escitalopram, as participantes apresentavam menor frequência das ondas de calor quando comparadas ao grupo-controle com placebo”, ela complementou.

Os resultados do estudo, financiados pelo Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, foram publicados na edição de janeiro da revista da Associação Médica Americana.

A reposição hormonal é o tratamento geralmente usado para aliviar as ondas de calor que fazem parte da menopausa. Porém, quando um estudo de 2002 da Iniciativa de Saúde da Mulher relatou que a terapia hormonal apresentava riscos, muitas mulheres decidiram que os benefícios não compensavam os possíveis danos.

Desde a descoberta, especialistas conseguiram identificar quais mulheres podem correr maiores riscos com a terapia hormonal e aquelas para quem os hormônios são uma opção.

“Para algumas mulheres, a reposição hormonal com estrógeno em curto prazo pode ainda ser uma opção viável. Neste caso, usamos dosagens mais baixas durante o período de tempo mais curto possível”, explicou a Dra. Judi Chervenak, endocrinologista especialista em reprodução da Montefiore Medical Center de Nova York.

“Mas, em mulheres para quem os hormônios não são uma opção, ou para aquelas que não querem tomar hormônios, os antidepressivos do tipo ISRS (inibidores seletivos da recaptação da serotonina) são outra opção”, disse Chervenak.

Os ISRSs são medicamentos aprovados pelo FDA para o tratamento da depressão, mas os médicos muitas vezes os prescrevem para outros usos ainda não aprovados pelo órgão, tais como o tratamento de dores ou – como no estudo – para o alívio das ondas de calor. Dentre os ISRSs estão o citalopram, o escitalopram, a paroxetina, a fluoxetina e a sertralina.

Segundo informações do FDA, a versão genérica do escitalopram ainda não está disponível no mercado americano. O custo do suprimento mensal do medicamento é variável, mas a dose diária de 20 miligramas é de aproximadamente US$110 para 30 dias.

Participaram do estudo 205 mulheres entre os 40 e os 62 anos de idade, que estavam ou no início da menopausa ou na pós-menopausa há um ano. Para participarem do estudo, as mulheres deveriam apresentar, semanalmente, um mínimo de 28 ondas de calor – classificadas como incômodas ou severas. A maioria das participantes apresentava mais do que isso.

Durante oito semanas, as mulheres foram designadas, aleatoriamente, para receber ou o escitalopram (entre 10 e 20 miligramas ao dia) ou as pílulas de placebo.

Os pesquisadores constataram que 55% das mulheres sob uso do escitalopram relataram uma diminuição de pelo menos 50% na frequência das ondas de calor, comparadas aos 36% das que receberam placebo. O grupo sob uso do escitalopram também relatou a ocorrência de ondas de calor mais brandas.

Os pesquisadores observaram que, após três semanas de interrupção da medicação, as mulheres sob uso do escitalopram tiveram um aumento de 1,5 ondas de calor ao dia.

Freeman diz que os efeitos colaterais foram mínimos. Apenas 4% das mulheres sob uso do escitalopram abandonaram o estudo devido aos efeitos colaterais.

A especialista diz que ainda não se sabe exatamente como o escitalopram ajuda a aliviar as ondas de calor – que também são de causa desconhecida, ela ressaltou. “Estas sensações são tão incômodas para tantas mulheres que qualquer nova opção é bem-vinda. Este não é um tratamento definitivo, mas é uma opção que temos a oferecer a estas pacientes”, disse Chervenak.

Ela complementou que, para as mulheres que não quiserem tomar o medicamento, uma das melhores maneiras de reduzir as ondas de calor é fazendo um boletim diário dos sintomas para tentar encontrar a causa destas sensações e tentar evitá-las. Ela conta que muitas mulheres, por exemplo, sofrem uma onda de calor depois de tomarem vinho tinto. Outros disparadores do desconforto são a cafeína, o chocolate, as comidas condimentadas e as situações estressantes

Fonte Delas

O que provoca ondas de calor, afinal?

Estudo sugere que esse desconforto da menopausa é provocado por algo mais do que a queda nos níveis hormonais

Milhões de mulheres de meia-idade convivem com aqueles rubores intensos e repentinos, acompanhados de suor, conhecidos como as ondas de calor da menopausa.

Desde sempre se atribuiu a origem desses calores à queda dos níveis hormonais que acompanha a menopausa, mas especialistas reconhecem que muito pouco se sabe sobre o que realmente faz com que eles surjam, ou o que ocorre no organismo das mulheres quando estão enfrentando uma onda de calor.

“Cerca de 70% das mulheres sente as ondas de calor, mas a fisiologia desse fenômeno ainda não é bem compreendida”, diz Rebecca Thurston, professora-assistente de Psicologia, Psiquiatria e Epidemiologia da Universidade de Pittsburgh (EUA).

Um novo estudo realizado por Thurston e seus colegas tentou explicar justamente isso. Os pesquisadores pediram a 21 mulheres na perimenopausa e na pós-menopausa, todas entre 40 e 60 anos e que relataram ter ondas de calor diárias, para usarem um monitor cardíaco durante um período de 24 horas. A perimenopausa é o tempo que antecede a menopausa, quando os ovários produzem menos estrógeno, mas uma mulher ainda menstrua.

O monitor cardíaco mostrou que durante uma onda de calor, a variabilidade da frequência cardíca – uma medida batida a batida das alterações no ritmo cardíaco – diminuiu significativamente, sinal de que o sistema nervoso parassimpático não estava funcionando tão bem como normalmente faz.

O sistema nervoso parassimpático é faz parte do sistema nervoso autônomo, que regula as funções corporais inconscientes, tais como as frequências cardíaca e respiratória. Enquanto o sistema nervoso simpático regula a reação de luta ou fuga, o sistema nervoso parassimpático está envolvido com “descanso e restauração”, ou seja, é trabalho dele regular o corpo quando em repouso, explica a pesquisadora.

Outras pesquisas já haviam encontrado uma associação entre doenças cardiovasculares e diminuição do controle do sistema nervoso parassimpático do coração . Enquanto os pesquisadores dizem que é demasiado cedo para concluir que as ondas de calor têm uma conexão com doenças do coração, vale a pena continuar a estudá-los, diz Thurston.

“Houve uma redução transitória da atividade desse sistema durante a onda de calor, mas a boa notícia é que ele volta ao normal”, acrescenta Thurston. A pesquisa está na edição deste mês do periódico científico Menopause.

Para algo que é tão comum, os especialistas dizem que é surpreendente quão pouco se sabe sobre as ondas de calor da menopausa. O que se sabe é que elas podem variar em frequência, gravidade e duração. Algumas mulheres podem ter apenas algumas ondas de calor, enquanto outras experimentam múltiplas ondas por dia durante anos.

As ondas de calor são uma das queixas mais comuns das mulheres quando vão ao médico, dizem especialistas. Elas podem prejudicar a qualidade de vida, o sono e levar a sentimentos de tristeza e até depressão, de acordo com informações divulgadas no estudo. Outras pesquisas têm indicado que ondas de calor estão associadas a efeitos adversos à saúde, incluindo doenças do coração e baixa densidade óssea, uma condição que pode levar à osteoporose.

Especificamente, os estudos descobriram que as mulheres que têm ondas de calor são mais propensas a ter sinais de aterosclerose precoce (também chamado de endurecimento das artérias), tais como placas calcificadas na aorta do coração, explica Thurston.

“As mulheres simplesmente não precisam sofrer com eles”, diz Margery Gass, diretor-executivo da Sociedade Norte-Americana de Menopausa.

O tratamento mais eficaz para ondas de calor é a terapia hormonal, geralmente estrogênio e progestina, explica Gass. No entanto, porque a terapia hormonal traz alguns riscos – incluindo o aumento do risco de certos cânceres, como o de endométrio – as mulheres só devem usar hormônios, se estiverem realmente incomodadas com as ondas de calor, e devem permanecer usando somente enquanto precisam, defende Gass.

Outra opção de tratamento são os inibidores selectivos da recaptação da serotonina, ou ISRS – uma classe de medicamentos comumente usada no tratamento da depressão ou da ansiedade. Mas os medicamentos não funcionam tão bem como os hormônios para a maioria das mulheres, diz Thurston.

Mudanças no estilo de vida também podem ajudar, sugere Gass. Na medida em que as pessoas envelhecem, a “zona termoneutra” – a temperatura na qual elas não sentem muito calor e nem muito frio – encolhe.

Um pequeno aumento na temperatura corporal pode provocar ondas de calor em algumas mulheres. Então, evite ficar superaquecida, adverte Gass. Traga um ventilador para trabalhar e ligue-o se sentir que está ficando calor. Use roupas em camadas de modo que possa ir “descascando” as camadas quando necessário. À noite, durma com um cobertor leve e com uma perna descoberta, e evite edredons.

Com o tempo, as ondas de calor diminuem, e geralmente desaparecem totalmente, diz Gass.

“O curso natural das ondas de calor é ficarem mais suaves e menos frequentes ao longo do tempo. E para a maioria das mulheres, elas desaparecem por completo”, afirma o médico.

“Algumas podem ter ondas de calor ocasionais para sempre, mas geralmente elas são administráveis.”

Fonte Delas