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sexta-feira, 4 de maio de 2012

Saúde bucal das crianças

Observe seu filho escovar os dentes. Auxilie-o até que ele se habitue.

Como posso ajudar meu(s) filho(s) a cuidar dos dentes e evitar cáries?
Ensinar seu filho a cuidar dos dentes desde pequeno é um investimento que trará benefícios para o resto da vida dele. Comece dando o exemplo: cuide bem dos seus próprios dentes. Isto mostra a ele que a saúde bucal é importante. Atitudes que tornam o cuidado com os dentes algo interessante e divertido (como, por exemplo, escovar os dentes junto com ele ou deixá-lo escolher sua própria escova) incentivam a boa higiene bucal.

Para ajudar seu filho a proteger seus dentes e gengiva e para ajudá-lo a reduzir o risco de cáries, ensine-o a seguir os seguintes passos:

- Escovar pelo menos três vezes ao dia com um creme dental que contém flúor para remover a placa bacteriana (aquela película pegajosa que se forma sobre os dentes e que é a principal causa das cáries).

- Usar fio dental diariamente para remover a placa que se aloja entre os dentes e abaixo da gengiva, evitando que ela endureça e se transforme em cálculo dental. Depois que o cálculo se forma, só o dentista pode removê-lo.

- Adotar uma alimentação equilibrada, com pouco açúcar e amido. Estes alimentos produzem os ácidos da placa que causam cáries.

- Ingerir alimentos com açúcar e amido durante as principais refeições e não entre as refeições (a saliva extra, produzida durante a refeição, evita que os resíduos alimentares se depositem nos dentes).

- Usar produtos que contêm flúor (inclusive o creme dental). Certifique-se de que a água que suas crianças bebem contém flúor. Se a água não contiver flúor, seu dentista ou pediatra poderá prescrever suplementos diários de flúor.

- Ir ao dentista para exames regulares.

Que técnicas de escovação posso ensinar a meus filhos?
Observe seu filho escovar os dentes. Auxilie-o até que ele se habitue ao seguinte:

- Use uma pequena quantidade de creme dental com flúor. Não deixe a criança engolir o creme dental.

- Use uma escova de cerdas macias e escove primeiro a superfície interna de cada dente, onde o acúmulo de placa é geralmente maior. Escove suavemente.

- Escove a superfície externa de cada dente. Posicione a escova em um ângulo de 45 graus ao longo da gengiva.

- Escove com movimentos para frente e para trás.

- Escove a superfície de cada dente usada para mastigar. Escove suavemente.

- Use a ponta da escova para limpar atrás de cada dente frontal, na arcada superior e inferior.

- Não esqueça de escovar a língua!

Quando a criança deve começar a usar o fio dental?
O fio dental remove as partículas de alimentos e placa bacteriana que se instala entre os dentes e que a escova sozinha não consegue retirar. Por isso, comece a usá-lo quando a criança tiver quatro anos. Ao completar oito anos, as crianças já podem usar o fio dental sem auxílio dos pais.

O que é selante dental e como saber se meu filho precisa usá-lo?
O selante dental cria uma barreira altamente eficaz contra as cáries. O selante é uma película fina de plástico (resina) aplicada à superfície dos dentes permanentes posteriores, onde a maioria das cáries se forma. A aplicação do selante não dói e pode ser feita durante uma consulta ao dentista. O dentista poderá informar se é recomendável fazer esta aplicação nos dentes de seu filho.

O que é o flúor e como saber se meu filho está recebendo a quantia certa de flúor?
O flúor é uma das melhores maneiras de evitar as cáries. Trata-se de um mineral natural que se combina com o esmalte dos dentes, fortalecendo-os. Muitas empresas de distribuição de água adicionam a quantia de flúor adequada ao desenvolvimento dos dentes. Para saber se a água que você tem em casa contém flúor e qual a quantidade de flúor que apresenta, ligue para a empresa de distribuição de água no seu município. Se a água que você recebe não tem flúor (ou não contém a quantidade adequada), seu pediatra ou dentista poderá recomendar gotas de flúor ou um enxagüante bucal, além de um creme dental com flúor.

Qual é a importância da alimentação na saúde bucal da criança?
Para que seu filho desenvolva dentes resistentes, é necessário que ele tenha uma alimentação equilibrada. Sua alimentação deve conter uma ampla variedade de vitaminas e sais minerais, cálcio, fósforo e níveis adequados de flúor.

Assim como o flúor é o maior protetor dos dentes do seu filho, as guloseimas são seu maior inimigo. Os açúcares e amidos que fazem parte de vários tipos de alimentos e de bolachas, biscoitos, doces, frutas secas, refrigerantes e batata frita combinam-se com a placa bacteriana produzindo substâncias ácidas. Estas substâncias atacam o esmalte e podem formar cáries.

Cada "ataque" pode durar até 20 minutos, após o término da ingestão do alimento. Até as "beliscadas" podem criar ataques ácidos da placa. Portanto, é recomendável não comer entre as refeições.

O que fazer se meu filho quebrar um dente?
Em qualquer caso de ferimento na boca, você deve comunicar-se imediatamente com o dentista. Ele fará um exame na área afetada e determinará o tratamento adequado. Você pode dar um analgésico para evitar que a criança sofra até chegar ao consultório.

Se possível, guarde a parte quebrada do dente e mostre-a ao dentista. No caso de cair o dente em razão de um acidente, leve-o ao dentista o mais rápido possível. Evite tocar muito no dente e procure não limpá-lo. Coloque-o em água ou leite até chegar ao consultório do dentista*. Em alguns casos é possível reimplantá-lo.

* Pode ser que seja possível recolocá-lo na boca de seu filho através do procedimento de reimplante.

Fonte Colgate-Palmolive

Propagandas antigas: Aspirina Bayer



1930

Aspirina funciona como anticoagulante em pacientes cardíacos

A aspirina previne a coagulação do sangue e a warfarina,
disponível com receita médica, dilui o sangue
Especialista acredita que descoberta terá grande impacto nas políticas de saúde pública

A aspirina funciona tão bem quanto o anticoagulante warfarina na maioria dos pacientes com insuficiência cardíaca para prevenir hemorragia , acidente vascular cerebral ou morte, segundo um estudo internacional divulgado nesta quarta-feira.

As descobertas, publicadas na revista New England Journal of Medicine, surgiram de um estudo de referência clínica com 10 anos de duração, que acompanhou 2.305 pacientes em 11 países.

O risco combinado de hemorragia, AVC e morte era de 7,47% ao ano para os pacientes que tomavam warfarina e de 7,93% ao ano para os que tomavam aspirina, uma diferença que os cientistas consideram estatisticamente insignificante.

Os pacientes que tomavam o anticoagulante, de nome comercial Coumadin, tinham a metade do risco de acidente vascular cerebral do que os que tomavam aspirina, mas os pacientes que tomavam warfarina tinham o dobro de risco de sofrer uma hemorragia grave, razão pela qual estes dois fatores se anularam mutuamente, segundo os cientistas.

Houve alguma evidência entre pacientes que tomavam warfarina, estudados durante quatro anos ou mais, de que os anticoagulantes podem ter benefícios superiores à aspirina, mas são necessários mais estudos para confirmá-lo, destacou o informe.

"Visto que os riscos e benefícios globais são similares na aspirina e na warfarina, o paciente e seu médico são livres para escolher o tratamento que melhor se adapta às suas necessidades médicas específicas", disse o principal pesquisador, Shunichi Homma, da Universidade de Columbia.

"No entanto, em vista da conveniência e do baixo custo da aspirina, muitos podem seguir este caminho", observou.

A insuficiência cardíaca pode aumentar o risco de coágulos sanguíneos, que podem causar derrame cerebral. A aspirina previne a coagulação do sangue e a warfarina, disponível com receita médica, dilui o sangue.

"Com pelo menos seis milhões de americanos, e muitos mais em todo o mundo, sofrendo de insuficiência cardíaca, o resultado do estudo WARCEF terá um grande impacto na saúde pública", afirmou Walter Koroshetz, vice-diretor do Instituto Nacional de Transtornos Neurológicos e Acidentes Vasculares Cerebrais dos Estados Unidos (NINDS, na sigla em inglês).

"A decisão chave será entre o aumento do risco de acidente vascular cerebral com aspirina ou o aumento do risco de hemorragia gastrointestinal com a warfarina", disse.

Fonte iG

Conheça mitos e verdades sobre bebês prematuros

A evolução da medicina é capaz de confortar, mas
não de acabar com todos os medos dos pais
Especialistas esclarecem as principais dúvidas sobre bebês que nascem antes do previsto

Prematuros são bebês mais frágeis já que nascem antes do previsto e, algumas vezes, sem terem alcançado o desenvolvimento ideal dos órgãos. Existem muitas dúvidas que cercam essas crianças: todas precisam ficar mais de um mês no hospital? Podem ser seguradas pelas mães? Podem ser amamentadas no peito?

A evolução da medicina é capaz de confortar, mas não de acabar com todos os medos dos pais. O iG reuniu as questões mais recorrentes entre mães de prematuros. Especialistas consultados esclarecem o que é mito e o que é verdade quando o assunto é um bebê que nasceu antes dos ideais nove meses de gestação.

Todo prematuro é igual
Mito. Existem prematuros tardios e extremamente prematuros (que nascem com menos de 32 semanas). Segundo Victor Nudelman, neonatologista do hospital Albert Einstein, é possível cuidar de bebês a partir de 25 semanas, com peso próximo a 500 gramas. “A ansiedade da mãe de um bebê assim é diferente da mãe de um bebê de 34 semanas. Dependendo do grau de imaturidade, os bebês terão tempos e dificuldades completamente diferentes”, diz.

Bebês de 35 semanas são prematuros
Verdade. “Crianças que nascem antes de 37/38 semanas, por definição, são prematuros”, afirma a pediatra Heloisa Ionemoto, do Hospital Infantil Sabará.

A mãe não pode segurar o bebê prematuro
Mito. Segundo os médicos, as mães devem segurá-lo no colo, desde que com cuidado e sempre orientada pela equipe médica, como ressalta Jorge Huberman, neonatologista do Hospital Albert Einstein. A pediatra Heloisa lembra que há programas como o “Projeto Canguru”, no qual o contato físico entre pai/mãe e bebê prematuro ajuda no desenvolvimento. Mas vale lembrar que a incubadora é importante para manter o pequeno sempre aquecido.

O prematuro precisa passar mais de um mês no hospital
Depende. O risco de mortalidade e doenças específicas está inversamente relacionado à idade gestacional. “Quanto menor a idade gestacional, maior a chance de complicações. Os prematuros com mais de 34 semanas, de um modo geral, se saem muito bem, já os menores enfrentam mais dificuldades. Desta forma, estes bebês precisam de cuidados especiais que podem durar poucos dias a alguns meses, com necessidade de internação hospitalar”, esclarece Maria Otília Bianchi, neonatologista da UNICAMP.

Os órgãos do prematuro não estão prontos
Verdade. Principalmente os pulmões, uma vez que ele fazia a troca de ar por meio da placenta. Por isso é muito comum ele apresentar dificuldades respiratórias, o que requer ajuda para assegurar os níveis adequados de oxigênio. Nudelman alerta para a necessidade de aparelhos que forneçam alguma pressão positiva para o ar entrar e medicações que mantenham o pulmão, ainda imaturo, mais aberto.

O prematuro não pode ser amamentado
Mito. Ele deve ser amamentado, porém não consegue sugar, por isso, a alimentação pode ocorrer por meio de sondas. De acordo com Maria Otília, o ideal é alimentar o bebê com leite materno ordenhado, mas pode ser necessário o uso de nutrição endovenosa. “Mesmos os prematuros maiores são sonolentos, sugam vagarosamente e não ganham peso”, explica.

Quanto menos aparelhos ligados no bebê, melhor ele está
Verdade. Isso significa que o corpo já consegue se manter aquecido sem a necessidade da incubadora, os pulmões estão suficientemente desenvolvidos para garantir o ar necessário, ele já consegue sugar e se alimentar sem ajuda de sondas.

Prematuros terão problemas para o resto da vida
Mito, embora prematuros extremos tenham mais chances de apresentar alguma complicação. “Casos graves, como falta de oxigênio ao nascer, por exemplo, podem deixar sequelas e por isso precisarão de acompanhamento prolongado”, aconselha Heloisa.

O prematuro não pode fazer todos os exames
Mito. Huberman afirma que o acompanhamento clínico e laboratorial, além de exames de imagem para verificar o crescimento e desenvolvimento do bebê são primordiais. A prevenção de doenças acontece graças à extensa bateria de exames.

Ele é mais vulnerável a doenças
Verdade. Principalmente as respiratórias.

As vacinas do prematuro são as mesmas do calendário nacional de vacinação
Verdade. “Mas o pediatra pode orientar de forma diferente, caso haja necessidade”, cita Huberman.

É impossível evitar a prematuridade
Mito. “Com um pré-natal precoce e muito bem feito, é possível detectar os indícios da prematuridade”, diz Huberman. As causas mais comuns do parto prematuro são hipertensão arterial, ruptura precoce das membranas amnióticas e infecções.

O desenvolvimento neurológico do bebê prematuro é diferente
Verdade. “Os prematuros ganham um descontinho, visto que consideramos a data provável para 40 semanas para avaliar as novas conquistas. Por exemplo, um bebê que nasce de 31 semanas ao completar quatro meses deve fazer o mesmo que um bebê não prematuro que completou dois meses”, conta Maria Otília. Porém, este “desconto” acaba quando se completa dois anos. A mesma regra é utilizada para peso e estatura, o que significa que ele tem um tempo a mais para buscar o que perdeu por nascer antes.

Os cuidados médicos devem ser diferenciados
Verdade. Heloisa aponta para a necessidade de assistência médica diferenciada e equipe multidisciplinar, principalmente para os nascidos com menos de 30 semanas. “No futuro, o pediatra poderá indicar outros profissionais, como fisioterapeutas e fonoaudiólogos, se necessário”, acrescenta Huberman.

O bebê prematuro precisa viver numa redoma de vidro
Mito. Após os cuidados extremos no hospital – e o ganho de peso e maturidade necessários para ir para a casa – os médicos sugerem que a família leve vida normal, sempre que possível: passeios, aleitamento materno exclusivo, contato com o mundo exterior, inclusive com outras crianças. “Manter as vacinas em dia, alimentação saudável e evitar o contato com pessoas doentes bastam”, diz Maria Otília.

Fonte Delas

Partos prematuros aumentam no mundo


Bebê prematuro: nascimentos antes do tempo aumentam em todo o mundo
Nascimentos antes do tempo são responsáveis por quase metade das mortes de recém-nascidos no mundo

Os países do mundo desenvolvido observaram que a taxa média de partos prematuros dobrou desde 1995, chegando a 6%, apesar dos esforços para reduzir o fenômeno, de acordo com um relatório divulgado na quarta-feira.

Em todo o mundo, 15 milhões dos 135 milhões de bebês nascidos em 2010 foram prematuros e 1,1 milhão morreu, segundo o relatório "Born Too Soon" (nascido cedo demais), compilado como parte da iniciativa "Every Woman Every Child" ("Toda Mulher, Toda Criança"), da Organização das Nações Unidas (ONU).

Produzido ao longo de três anos e redigido por especialistas de 11 países, o relatório pretende chamar atenção ao problema e atrair doações de governos e instituições filantrópicas para resolvê-lo.

O trabalho analisa os nascimentos pré-termo (que ocorrem antes das 37 semanas da gestação; a completa dura 40 semanas) em 184 países, no maior estudo já realizado sobre o tema.

Dos 65 países que mantiveram dados confiáveis ao longo dos anos, apenas a Croácia, o Equador e a Estônia reduziram a taxa de nascimentos pré-termo desde os anos 1990. Nos outros 62, apesar dos programas para melhorar o pré-natal e reduzir o número de cesáreas, os partos prematuros aumentaram de uma média de 3% para 6%.

A falta de progresso é em parte causada "pelos mitos e equívocos" das agências de saúde pública, disse o médico Christopher Howson, vice-presidente para programas globais da instituição March of Dimes e autor do relatório.

Os equívocos incluem a noção de que os partos prematuros são raros e que, portanto, não são um problema significativo que mereça atenção e recursos.

"O relatório afasta essa ideia", afirmou Howson.

"O parto pré-termo não apenas não é raro, como é comum e mata."

Mas o quanto ele é comum e em especial quão letal varia enormemente pelo mundo, produzindo o que Howson chama de "pavoroso gap de mortalidade".

Os partos prematuros são responsáveis por quase metade das mortes de recém-nascidos no mundo, o que o faz a segunda principal causa de morte de crianças abaixo de 5 anos, depois da pneumonia.

Embora mais de 90% dos bebês nascidos antes de 28 semanas nos países mais ricos sobrevivam, nos países pobres mais de 90% morrem. As taxas de parto prematuro variam de 4% em Belarus a 18% no Malaui, e geralmente acompanham os índices de pobreza.

Nove de 11 países com taxas de parto pré-termo acima de 15% se situam na África Subsaariana.

Fonte Delas