sexta-feira, 4 de maio de 2012
Governo quer ampliar número de transplantes de órgãos e medula
Brasília - O governo quer aumentar o número de transplantes de órgãos e de medula óssea no país. Para isso, duas portarias do Ministério da Saúde com normas de estímulo aos hospitais foram publicadas ontem (3) no Diário Oficial da União.
O setor de transplantes ganha reforço com a criação de incentivos financeiros para hospitais que realizem cirurgias na rede pública de saúde. O valor disponível para o custeio dessa iniciativa pode chegar a R$ 217 milhões este ano.
De acordo com as novas regras, os hospitais que fazem quatro ou mais tipos de transplantes – se cumprirem os indicadores definidos pela portaria - poderão receber um incentivo de até 60% em relação ao gasto com os procedimentos de transplantes já pagos pelo Ministério da Saúde.
Para os hospitais que fazem três tipos de transplantes, o recurso será 50% a mais do que o pago atualmente. As unidades que fazem dois ou apenas um tipo de transplante receberão 40% e 30% acima do valor, respectivamente.
De acordo com o Ministério da Saúde, a ideia é aumentar o incentivo de acordo com a quantidade e a complexidade dos transplantes. Além do pagamento pelo transplante, o incentivo poderá servir para manter por mais tempo um paciente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), se for o caso.
Os hospitais que fazem transplante de rim terão um reajuste específico de 30% para estimular a realização dos procedimentos e a redução do número de pessoas que aguardam pelo órgão. O valor pago para transplantes de rim de doador falecido sobe de R$ 21,2 mil para R$ 27,6 mil. Nos casos de transplante de rim de doador vivo, o valor sobe de R$ 16,3 para R$ 21,2 mil.
Fonte Agência Brasil
Secretaria de Saúde do Distrito Federal diz que já cumpriu parte de determinações do TCDF sobre Samu
Brasília – A Secretaria de Saúde do Distrito Federal disse que já resolveu parte dos problemas apontados pelo Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) em relação ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Em decisão no último dia 24 de abril, o TCDF determinou que o secretário de Saúde, Rafael de Aguiar Barbosa, equipasse as ambulâncias com aparelhos médicos para atendimento emergencial, contratasse médicos e outros profissionais próprios para o Samu, implantasse sistema telefônico ágil e criasse um sistema de monitoramento da manutenção das ambulâncias.
As determinações foram motivadas por um processo apresentado pelo Ministério Público de Contas do DF em 2007. De acordo com a secretaria, desde essa data, várias dessas medidas já foram adotadas. Das 37 ambulâncias do Samu, todas estão equipadas com os aparelhos recomendados pelo Ministério da Saúde. Dessas, nove estão paradas por falta de médicos e motoristas, segundo o coordenador do Samu, Rodrigo Caselli. No processo, uma inspeção havia apontado que seis ambulâncias estavam sem circular por não ter aparelhos médicos.
Além disso, está autorizado, segundo a secretaria, um concurso para contratação de 106 médicos e 100 motoristas concursados serão convocados. Não há, no entanto, data para lançamento do edital do concurso e nem para a convocação.
Sobre o sistema telefônico, Caselli informou que o novo sistema está em fase de implantação e vai agilizar a comunicação entra a central telefônica e os médicos nas ambulâncias, além do contato com o Corpo de Bombeiros. O coordenador alega ainda que, desde 2008, o Samu dispõe de um departamento que administra a manutenção e o conserto das ambulâncias. “Não temos nenhuma ambulância parada por falta de manutenção”, disse Caselli.
O TCDF também multou o secretário Rafael Barbosa, no valor de R$ 3 mil, por descumprir determinações anteriores do tribunal relacionadas à melhoria do Samu. O secretário vai recorrer da multa. Não há possibilidade de recorrer das outras determinações, conforme a assessoria do TCDF. O tribunal informou que pretende fazer uma inspeção para verificar as providências adotadas pelo governo DF. A data não foi marcada.
Fonte Agência Brasil
Casos de dengue ainda não evidenciam epidemia da doença no estado do Rio, diz superintendente de Vigilância Epidemiológica
Rio de Janeiro – Na avaliação do superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental de Saúde do Estado do Rio, Alexandre Chieppe, o número de casos de dengue registrados até o momento ainda não indica uma epidemia no Rio de Janeiro.
Ao participar ontem (3) de audiência pública na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), ele ressaltou que ainda é cedo para dizer que a Secretaria de Estado de Saúde vai decretar situação epidêmica de dengue em todo o estado.
“Até o momento não há nenhuma evidencia de que há epidemia no estado. Não há indícios de que a gente vai ter um quadro epidêmico no estado do Rio como um todo. A Baixada Fluminense com uma área de alta densidade populacional tem um número de casos ainda muito inferior ao que nós tivemos no ano passado”, disse.
Chieppe ressaltou que a secretaria tem investido em ações de combate à proliferação do mosquito Aedes aegipty, com objetivo de diminuir a velocidade de transmissão da doença em todo o estado. “O combate ao mosquito da dengue é um combate do dia a dia. A gente está lidando com um mosquito extremamente bem adaptado ao ambiente urbano. Apesar de a gente trabalhar com um cenário de epidemia, as nossas ações visam a reduzir a velocidade de transmissão”, declarou.
O superintendente destacou que o crescente número de casos de dengue no Rio se dá principalmente com a chegada do vírus tipo 4 que, segundo ele, faz com que grande parte da população fique vulnerável, já que esse vírus não circulava no país há mais de 30 anos.
"A gente está com um vírus novo aqui no Rio de Janeiro. Toda a população está susceptível a esse tipo de vírus e, no entanto, a gente conseguiu ter um número de casos muito semelhante com o que a gente teve em 2011”, disse, acrescentando, que a Secretaria de Saúde trabalha com a expectativa de diminuição dos casos de dengue no estado a partir da segunda quinzena deste mês.
Para o presidente da Comissão de Saúde da Alerj, deputado Bruno Correia, o crescente número de casos de dengue no estado é preocupante. “É um tema que vem nos preocupando muito. Para evitar que se repitam os números alarmantes de casos registrados nos últimos anos, temos que agir o mais rápido possível”, disse.
Correia garantiu que a comissão tem acompanhado a evolução da doença no estado desde o início do ano passado. De acordo com ele, é fundamental que o tema da dengue seja aperfeiçoado. “O papel da audiência pública é aperfeiçoar. É trazer o que a população quer ouvir do Poder Público. O mais importante é que a comissão não fique só nessa audiência pública”, declarou.
Fonte Agência Brasil
Vacinação contra a gripe começa amanhã em todo o país
Brasília – Cerca de 65 mil postos de saúde em todo o país abrem amanhã (5) para o início da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. O horário de funcionamento será das 8h às 17h. A dose aplicada vai proteger também contra a influenza A(H1N1) – gripe suína.
Devem procurar os locais de vacinação idosos com mais de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 2 anos, grávidas em qualquer período da gestação, indígenas e profissionais de saúde. A meta é imunizar 24,1 milhões de pessoas até o dia 25 de maio.
Crianças que serão vacinadas pela primeira vez deverão tomar duas doses, com intervalo de 30 dias. Aquelas que já receberam uma ou duas doses da vacina no ano passado deverão receber apenas uma este ano. Os demais grupos deverão tomar dose única.
Em 2011, de acordo com dados do Ministério da Saúde, 25,134 milhões de pessoas foram vacinadas – 84% do público-alvo. No mesmo período, foi registrada uma redução de 64% nas mortes provocados pelo vírus Influenza H1N1. Ao todo, 53 óbitos foram confirmados. Também no ano passado, houve queda de 44% nos casos graves da doença, que totalizaram 5.230.
Fonte Agência Brasil
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