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terça-feira, 8 de maio de 2012

Venda de genéricos cresce 23,5% no primeiro trimestre

São Paulo – A venda de medicamentos genéricos no Brasil cresceu 23,5% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2011. De acordo com levantamento divulgado ontem (7) pela Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos (Pró Genéricos), foram comercializadas 152,8 milhões de unidades de genéricos, que passaram a ter 25,4% de participação de mercado.

Segundo a Pró Genéricos, o crescimento no setor é pelo menos duas vezes maior que a evolução no segmento farmacêutico total. Ao considerar todas as categorias de medicamentos, o crescimento foi 10%, de janeiro a março deste ano. O conjunto da indústria registrou vendas de 598,7 milhões de unidades no primeiro trimestre de 2012, contra 544,3 milhões em igual período de 2011. Excluída a participação dos genéricos do total da indústria farmacêutica, a evolução do mercado geral é ainda menor, ficando em 6%.

Na avaliação da Pró Genéricos, a tendência de crescimento deve se consolidar nos próximos meses com uma maior participação dos genéricos de nova geração, que são medicamentos com patente vencida recentemente. Segundo a associação, esses medicamentos são mais modernos, portanto, mais eficazes e possuem maior valor agregado. Com isso, a expectativa é alcançar a marca de 30% de participação de mercado ainda em 2012.

Desde 2001, quando os genéricos chegaram ao mercado brasileiro, a população economizou R$ 26,7 bilhões, segundo dados da associação.

Fonte Agência Brasil

Levantamento mostra que acidentes com motos foram os maiores causadores de mortes no trânsito em 2010

Brasília – O Mapa da Violência no Brasil, documento elaborado pelo sociólogo Júlio Jacobo, do Instituto Sangari, constatou que em cada três acidentes de trânsito com mortes registrados pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), em 2010, um envolve motociclistas.

Para Jacobo, a tendência é de o número de mortes envolvendo motociclistas continuar crescendo, e de forma acelerada, tendo em vista a facilidade (crédito) para comprar uma moto e a necessidade urbana. “Não estou negando que é uma necessidade imperiosa e funciona em geral”, disse ao lembrar que antes do barateamento e da facilitação do crédito, as motos eram sonho de consumo das classes alta e média alta. “Era um luxo, tinha aquela coisa de guiar para sentir o vento no rosto”, disse.

O autor do levantamento destacou que a fiscalização dos órgãos de segurança é mais efetiva em relação aos veículos de quatro rodas. “Muitos pardais não fazem a imagem das placas das motos. Começam, agora, a usar um tipo de pardal pistola, mais adequada para captar o movimento desse tipo de veículo”.

Durante a última década, o número de automóveis em circulação mais que dobrou (118%), mas as mortes em acidentes envolvendo os ocupantes de automóveis cresceram 72%. De acordo com a análise de dados, o risco de morte em automóvel caiu 46 pontos porcentuais no período.

Jacobo sugere que o Estado atue para melhorar a estrutura viária, implantem medidas que garantam mais segurança, insista em campanhas de mudança de comportamento e melhore o atendimento de pronto-socorro. Segundo ele, o governo federal e os governos estaduais deveriam trabalhar de forma mais articulada. “A vida não é federal, nem estadual e nem municipal”, ressaltou.

O Instituto Sangari, por meio do documento Mapa da Violência, mostra ainda que de 1998 a 2008 as mortes em acidentes envolvendo motos passaram de 1.047 para 8.939. O levantamento foi feito com base em certidões de óbito de todo o país.

O sociólogo aponta que a vulnerabilidade dos motociclistas é de tal nível que sua letalidade em acidentes chega a ser 14 vezes maior que a dos ocupantes de automóvel.

Fonte Agência Brasil

Sobe para 15 o número de mortos pela dengue na cidade do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro – A capital fluminense já registra 15 mortes por dengue este ano, de acordo com o boletim semanal divulgado ontem (7) pela Secretaria Municipal de Saúde. O número de notificações acumuladas da doença no município chega a 62.601 casos.

O mapa de distribuição da dengue na cidade aponta os bairros de Bangu e Realengo, na zona oeste, como os de maior incidência de vítimas da doença, com 17,691 infectados, seguido de Madureira e bairros vizinhos, na zona norte, com 12.693 contaminados.

Segundo a secretaria, entre as amostras de sangue coletadas das pessoas com dengue, o o vírus tipo 4 é o predominante entre o total de soropositivos, com 84,7% dos casos.

Desde o início de janeiro, em 12 caminhadas de mobilização contra a dengue, reunindo profissionais de saúde, alunos da rede municipal de ensino e voluntários, foram eliminados mais de 44 mil focos do mosquito Aedes aegipty, transmissor da doença, e identificados aproximadamente 78 mil possíveis criadouros do mosquito.

Fonte Agência Brasil

Desidratação

Definição
A desidratação significa que o seu corpo não está recebendo a quantidade de água e fluidos que deveria. A desidratação pode ser causada por perda excessiva de fluidos, pela ingestão insuficiente de água, fluidos ou por ambos. Vômito e diarreia são causas comuns.
As crianças são mais suscetíveis à desidratação do que os adultos devido ao peso inferior do corpo e maior circulação de água e eletrólitos.
Os idosos e os que se encontram doentes também têm maior propensão.
A desidratação é classificada como leve, moderada ou grave dependendo da quantidade de fluido que o corpo perdeu ou que não foi reposto.
Quando grave, a desidratação é uma condição que pode colocar a vida em risco.

Causas, incidência e fatores de risco

O corpo pode perder muitos fluidos devido às seguintes causas:
  • Vômito ou diarreia
  • Excreção excessiva de urina, tais como com diabetes não controlado ou uso de diuréticos
  • Suor excessivo (por exemplo, de exercício)
  • Febre
Pode-se não ingerir fluidos suficientes devido à:
  • Náusea
  • Perda de apetite causada por moléstia
  • Garganta inflamada ou feridas na boca
A desidratação em crianças doentes é frequentemente uma combinação de ambos — recusa em ingerir qualquer substância ao mesmo tempo que perde fluidos por causa de vômitos, diarreia ou febre.


Foto: ADAM
Uma redução no turgor da pele é um sinal tardio de desidratação

Sintomas

  • Boca seca ou grudenta
  • Pouca ou nenhuma excreção de urina; a urina concentrada surge amarela escura
  • Não produção de lágrimas
  • Olhos encovados
  • Moleira marcadamente baixa em bebês
  • Letargia ou coma (na desidratação grave)
Além dos sintomas da real desidratação, pode ainda haver vômito, diarreia ou a sensação de "não conseguir segurar nada", os quais podem ser a causa da desidratação.

Exames e testes

Um exame físico pode ainda mostrar sinais de:
  • Baixa pressão sanguínea
  • Queda da pressão sanguínea ao levantar-se
  • Frequência cardíaca alta
  • Turgor da pele deficiente — a pele pode perder a elasticidade e demorar para retornar a posição inicial quando apertada pelo médico; geralmente, a pele retorna rapidamente à posição inicial
  • Lento preenchimento capilar
  • Choque
Os testes incluem:
  • Bioquímica sanguínea (para verificar eletrólitos, especialmente os níveis de sódio, potássio e bicarbonato)
  • Densidade urinária específica (alta densidade urinária específica indica desidratação significante)
  • BUN (nitrogênio ureico sanguíneo — pode estar elevado com a desidratação)
  • Creatinina (pode estar elevada com a desidratação)
  • Hemograma para buscar sinais de sangue concentrado
Outros testes podem ser realizados para determinar a causa específica da desidratação (por exemplo, glicemia para verificar se há incidência de diabetes).

Tratamento

A ingestão de fluidos é geralmente suficiente para desidratação leve. É melhor ingerir quantidades pequenas e frequentes de líquidos (usando uma colher de chá ou seringa em crianças) do que tentar forçar grandes quantidades de uma só vez. A ingestão de muitos líquidos de uma só vez pode ocasionar mais vômito.
Soluções de eletrólitos ou picolés são bem eficazes. Encontram-se disponíveis no comércio. Isotônicos contêm muito açúcar e podem causar ou piorar a diarreia. Em crianças, evite usar água como o líquido de reposição principal.
Fluidos intravenosos e hospitalização podem ser necessários em caso de desidratação moderada a grave. O médico tentará identificar para, então, tratar a causa da desidratação.
A maioria dos casos de viroses intestinais (também chamadas de gastroenterite viral) tende a resolver-se por si só depois de alguns dias. Consulte também: diarreia

Evolução (prognóstico)

Quando a desidratação é identificada e tratada no início, o resultado é geralmente satisfatório.

Complicações

A desidratação grave não tratada pode resultar em convulsões, dano cerebral permanente ou morte.

Ligando para seu médico

Ligue para 192 se você ou seu filho apresentar os seguintes sintomas:
  • Tontura
  • Desfalecimento
  • Letargia
  • Confusão
Consulte seu médico imediatamente se você ou seu filho apresentar qualquer um dos seguintes sintomas:
  • Não produção de lágrimas
  • Olhos encovados
  • Pouca ou ausente excreção de urina por 8 horas
  • Pele seca que demora para retornar à posicão inicial quando dobrada
  • Boca ou olhos secos
  • Moleira afundada nas crianças
  • Batimento cardíaco acelerado
  • Sangue nas fezes ou vômito
  • Diarreia ou vômito (em crianças menores de 2 meses)
  • Apatia e ociosidade
Também procure seu médico caso não tenha certeza de que suas tentativas de hidratar seu filho estão funcionando.

Também procure seu médico se:
  • Alguma moléstia estiver combinada com a incapacidade de reter líquidos
  • Vômito persistente por mais de 24 horas em um adulto ou mais de 12 horas em uma criança
  • Diarreia persistente por mais de 5 dias em um adulto ou uma criança
  • Seu filho estiver muito menos ativo do que o normal ou está irritado
  • Você ou seu filho apresentarem micção excessiva, principalmente se há histórico familiar de diabetes ou se você estiver tomando diuréticos

Prevenção

Mesmo saudável, beba bastante líquidos diariamente. Beba mais quando o clima estiver quente ou você estiver praticando exercícios.
Monitore cuidadosamente alguém que se encontra doente, sobretudo se for criança ou idoso. Se você achar que a desidratação está se desenvolvendo, consulte um médico antes que a pessoa torne-se moderada ou gravemente desidratada. Inicie a reposição de líquidos tão logo os vômitos e a diarreia começarem — NÃO espere por sinais de desidratação.
Sempre estimule a pessoa a beber durante a moléstia e lembre-se de que a necessidade de ingerir líquidos é maior quando alguém tem febre, vômito ou diarreia. Os sinais mais fáceis de monitorar são a excreção de urina (se houver fraldas frequentemente molhadas ou muitas idas ao banheiro), saliva na boca e lágrimas no choro.

Fonte iG

Camisinha: não basta usar, tem que usar direito

Erros ao escolher, armazenar, colocar ou tirar a camisinha diminuem sua eficácia

Impermeável, o preservativo é o único método de prevenção contra o vírus da Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis – e ainda evita a gravidez indesejada. Mas basta usar a camisinha e pronto, a proteção está garantida? Segundo especialistas, não.

É fundamental observar uma série de detalhes para que a eficácia da camisinha seja garantida. E os cuidados começam muito antes da cama. “Na hora de comprar a camisinha é muito importante ver se ela tem o selo do Inmetro, se foi testada e aprovada. Alguns sex shops vendem camisinhas divertidas, mas elas não servem para a proteção, são quase decorativas”, afirma Camila Macedo, coordenadora de projetos do Instituto Kaplan.

A armazenagem do preservativo também faz diferença. Carregar a camisinha solta na bolsa ou na carteira pode danificá-la. “É necessário checar se a embalagem está inteira. Se você aperta a embalagem e consegue encostar um dedo no outro com facilidade, quer dizer que houve algum dano, e esta camisinha não deve ser usada”, explica Camila. E se essa era sua única, aí está outro erro: “não adianta ter uma camisinha só. Se ela se rompe, por exemplo, você precisa descartar e usar outra nova”, diz o professor e infectologista Alexandre Piva Sobrinho.

Mas os principais problemas no uso da camisinha acontecem mesmo na hora de colocar. O erro mais comum, segundo Piva Sobrinho, é esquecer-se de deixar um espaço na ponta do preservativo. “Se você não aperta a ponta, não deixa um espaço, a pressão da ejaculação pode estender o látex da camisinha e romper”. Também não pode deixar a ponta cheia de ar. “O ideal é apertar a ponta do preservativo com dois dedos, e aí desenrolar no pênis”, completa. “Algumas pessoas esquecem-se de colocar o preservativo nas preliminares, e a proteção é necessária desde o começo da relação”, diz Ivone de Paula, coordenadora da área de prevenção do programa estadual de DST/Aids de São Paulo.

É preciso atenção na hora de tirar a camisinha também. “Após a ejaculação é necessário retirar o preservativo enquanto o pênis está ereto”, indica Ivone. E Camila completa: “segure a base da camisinha junto ao pênis para não deixar o sêmen escorrer. Depois dê um nó e jogue no lixo”.
Se mesmo fazendo tudo certo o preservativo romper, não se desespere. “Na hora, o melhor a fazer é interromper a relação sexual e substituir o preservativo. Depois, procure atendimento médico”, aconselha Piva Sobrinho.

Para não restar dúvida, veja o passo a passo de como usar o preservativo corretamente e a lista dos erros mais comuns elaborada por Albertina Duarte Takiuti, ginecologista e coordenadora do Programa de Saúde Integral do Adolescente da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo

Fonte Delas