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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Tanque de flutuação garante relaxamento profundo

Foto: Divulgação
dentro da câmara equivale a quatro horas de sono profundo
Câmara recria ambiente do Mar Morto e ausência de estímulos permite desconectar a mente

À primeira vista, a câmara de 1,12m de altura por 3,5 m de comprimento causa certa claustrofobia. Pensar em se fechar dentro do ambiente escuro, isolado acusticamente, com apenas 25 centímetros de água salgada e relaxar parece impossível.

No entanto, aos poucos a experiência vai se tornando prazerosa, a pessoa vai ganhando confiança e uma hora depois, quando um pequeno tremor anuncia o fim da sessão, o corpo totalmente relaxado.

Para encarar o tratamento no tanque de flutuação, é preciso uma pequena preparação. Deve-se esvaziar a bexiga, tirar joias, relógios e lentes de contato, tomar uma ducha para retirar a oleosidade da pele, tampar os ouvidos com protetores auriculares e proteger arranhões ou cortes com curativos de silicone. Homens não devem fazer a barba no dia da flutuação, assim como as mulheres não devem se depilar.

Banho tomado, a pessoa fica sozinha na sala onde a câmara está localizada, garantindo privacidade. Primeiro um pé vence a desconfiança, seguido do outro. A porta pode ser deixada aberta, ou ainda entre-aberta, uma boa opção para espantar a claustrofobia inicial. A água morna, mantida a 35°C, temperatura semelhante a do corpo humano, acalma. A impressão dos primeiros minutos é semelhante à de estar em uma banheira. Mas conforme o tempo passa a flutuação fica mais natural, braços, pernas e tronco vão se soltando e tomando conta do espaço e o relaxamento vai se aprofundando.

A mistura de 600 litros de água com 350 quilos de sal Epson é a responsável por garantir a sensação de falta de gravidade. A concentração elevada também evita que a pele enrugue ou resseque.

A água vai acolhendo o corpo, que solta cada músculo, cada articulação, encontrando a posição mais confortável, sem barreiras. Dores esquecidas – ou até aquelas velhas conhecidas – vão ficando suaves. A falta de estímulos permite que a mente também aproveite o relaxamento. Há quem quase durma.

“A ausência de som, a pouca claridade e a falta de cheiros reduzem a função do cérebro , permitindo um descanso mais profundo”, explica Helena Liva, terapeuta holística e responsável por trazer o tanque ao país.

“Uma hora de flutuação é equivalente a quatro horas de sono”, garante. Para Helena, a flutuação difere dos métodos convencionais, como a massagem, pois permite também um relaxamento emocional.

A ideia de importar a terapia veio depois de uma viagem à Israel, onde a terapeuta teve a oportunidade de se banhar no Mar Morto.

“Descobri que soldados israelenses utilizavam o dispositivo como tratamento para insônia , síndrome do pânico e trauma pós-guerra”, relata. Ela testou, aprovou e importou. Atualmente existe apenas um tanque como esse no Brasil, na Inner Fit, clínica de medicina complementar, em São Paulo. No local, o tanque é utilizado no tratamento de atletas, como uma fisioterapia, ou ainda contra a ansiedade e a depressão.

“Também temos resultados muito bons em gestantes após o terceiro mês”, garante Fábio Abreu, coordenador da Inner Fit.

Lincoln Lima, professor de educação física, experimentou a flutuação um dia antes do casamento. “Eu estava muito tenso, enfrentando problemas com a viagem de lua-de-mel. Saí leve. Estava até me achando mais bonito”, relata.

Ele afirma que os benefícios perduraram pelos três dias posteriores. A insônia, que o deixava com olheiras, desapareceu.

“A qualidade do sono melhorou, sinto meu corpo mais relaxado. Hoje faço duas vezes por mês”, diz. Cada sessão custa R$200, mas o preço pode diminuir se a pessoa fechar um pacote.

Uma hora depois, quando a sessão termina, nem é preciso recomendar calma. O efeito relaxante faz com que tudo seja realizado de forma tranquila. A ducha após o tratamento ajuda a despertar o corpo, mas a sensação de descanso permanece. Difícil mesmo é voltar à rotina.

Fonte iG

Qual a diferença entre bronquite e asma?

Saiba como identificar as doenças que se confundem por atacarem as vias respiratórias

Muita gente faz confusão. Antigamente, inclusive, a asma era chamada de bronquite. Mas são duas patologias distintas, embora acometam a mesma região (vias respiratórias) e tenham sintomas parecidos.

As características de cada uma, de acordo com o Manual Merck de Informação Médica, são:

Bronquite é a inflamação das vias respiratórias superiores (brônquios), causada geralmente por infecção (provocada por vírus, muito comum no inverno) e, por vezes, pela exposição a substâncias irritantes.

Os sintomas da bronquite são:
- Nariz pingando

- Irritação na garganta

- Cansaço

- Arrepios

- Dores nas costas e nos músculos

- Tosse

- Chiado no peito

Asma é uma doença caracterizada pelo afilamento das vias respiratórias, como resposta a alguns estímulos. Sua característica mais importante é a obstrução das vias respiratórias. A palavra asma vem do grego "asthma", que significa "sufocante". Trata-se de uma doença crônica que não pode ser prevenida, nem curada. No entanto, as crises podem ser evitadas quando se identificam e se evitam os fatores desencadeantes, como agentes alergênicos (ácaros, penas, pelos de animais) ou irritantes (fumo).

Os sintomas da asma são:
- Respiração sibilante

- Tosse seca

- Falta de ar

Fonte iG

Peixes e frutas para vencer a asma

Dieta mediterrânea ajuda a combater a asma
Estudos mostram que dieta mediterrânea ajuda no controle da doença respiratória, agravada pela obesidade

A prevenção da doença que interna 21 pessoas por hora no Brasil pode estar no prato e nas escolhas feitas no supermercado.

As últimas pesquisas nacionais e internacionais comprovam que uma dieta equilibrada e rica em nutrientes pode ser a chave para controlar e prevenir a asma.

“Os peixes, as frutas, as castanhas e os outros alimentos típicos da dieta mediterrânea já aparecem em vários estudos científicos como inibidores do risco da asma”, elenca o médico da Universidade Federal da Bahia e diretor do GINA Brasil (Grupo Internacional de Controle da Asma), Álvaro Cruz.

“Temos uma pesquisa feita com meninos e meninas de Salvador, ainda não publicada, que mostrou índices muito menores da doença respiratória naqueles que consumiam mais hortifrutis.”

Além da análise de Cruz, em 2009, o maior estudo feito sobre asma na infância, realizado por pesquisadores dos institutos de saúde da Alemanha, Espanha e Inglaterra, também comprovou a interferência da comida na manifestação da asma. Por 10 anos, foram acompanhados 50 mil estudantes entre 8 e 12 anos. Os casos da infecção respiratória foram igualmente distribuídos em diferentes classes sociais, mas até duas vezes menos recorrentes entre aqueles que consumiam frutas, peixes e legumes três vezes por semana ou mais.

A explicação para o efeito protetor da dieta mediterrânea é que ela é uma das mais ricas em propriedades antiinflamatórias, que fortalecem o organismo e preparam os pulmões para os eventos respiratórios. Além disso, ela também é fonte de elementos antioxidantes, os mais necessários na proteção da asma.

Obesidade
Outra vantagem da rotina alimentícia mediterrânea é que ela ajuda a prevenir a obesidade, outro agravante da asma. Um estudo clínico também conduzido por Álvaro Cruz mostrou que nas crianças com sobrepeso as taxas de asma são até 36% maiores. Foram avaliados com testes de sangue e cutâneos (pele) 1.129 crianças entre 4 e 12 anos.

“Para ter asma é preciso ter predisposição genética, mas já conhecemos alguns fatores ambientais que aumentam o risco”, explica Cruz.

“É sabido que crianças nascidas em cesarianas têm risco duas vezes maior de ter asma. Em ambientes com pouca higiene e ventilação, além de falta de saneamento básico, as crises também ocorrem em maior número. Agora, a dieta e a obesidade se consolidam como desencadeadores deste problema respiratório, que não tem cura garantida e ainda mata 3 mil pessoas por ano no Brasil”, alerta Cruz.

Só em 2010, mostram os dados do Ministério da Saúde, foram 192.601 internações por asma registradas em hospitais brasileiros. O número ainda é considerado alarmante pelos especialistas, mas representa uma redução de 51% quando comparado aos 397.333 casos notificados em 2000.

Além do incentivo da alimentação saudável e da diminuição da obesidade em território nacional, são traçadas outras estratégias para o controle da doença no País. A distribuição gratuita de medicamentos, além da capacitação dos profissionais de saúde para acolher da melhor forma os portadores de asma são apontados como crucias no cerco à doença.

“As pessoas também precisam se conscientizar de que a asma não é corriqueira, pode provocar crises muito sérias e também matar. O que é um absurdo, já que com tratamento especializado ninguém morreria de asma”, diz Cruz.

Fonte iG

Pouco contato com natureza 'aumenta a incidência de alergias'

"Existem micróbios em todo lugar, inclusive em áreas urbanas,
mas os micróbios de ambientes naturais são mais benéficos para nós"
Quem vive em área rural ou em mais contato com o campo tem maior diversidade de bactérias e, por isso, é menos sensível

A falta de exposição à natureza pode estar aumentando a incidência de asma e outras alergias entre moradores de cidades, segundo um estudo finlandês. Os cientistas dizem que certas bactérias, apontadas em outros estudos como benéficas para a saúde humana, são encontradas em maior abundância em ambientes rurais.

Esses micro-organismos cumprem um papel importante no desenvolvimento e manutenção do sistema imunológico, explicam os especialistas. As conclusões do estudo foram divulgadas na publicação científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

"Existem micróbios em todo lugar, inclusive em áreas urbanas, mas os micróbios de ambientes naturais são mais benéficos para nós", disse à BBC um dos autores, Ilkka Hanski, da Universidade de Helsinque.

Função 'especial'
Para realizar a pesquisa, a equipe coletou amostras de pele de 118 adolescentes finlandeses e constatou que os que viviam em fazendas ou perto de florestas tinham maior diversidade de bactérias e eram menos sensíveis a alergias. Hanski explicou que as bactérias são benéficas para nós porque promovem a microbiota - o conjunto de micro-organismos que formam colônias dentro do corpo ou sobre a pele, mas sem provocar doenças.

Segundo ele, estes micro-organismos são importantes "para o desenvolvimento e manutenção do sistema imunológico". O estudo também permitiu que a equipe identificasse um grupo de bactérias, conhecidas como gama proteobactérias, que têm uma "função especial".

Um dos tipos de gama proteobactéria, chamada Acinetobacter, foi "fortemente associado ao desenvolvimento de moléculas anti-inflamatórias. Basicamente, nosso estudo revelou que quanto maior a quantidade dessa bactéria em particular você tem na pele, (maiores suas) respostas imunológicas capazes de suprimir reações inflamatórias (ao pólen, a animais, etc)", afirmou Hanski.

O cientista explicou ainda que as gama proteobactérias tendem a ser mais prevalentes em ambientes vegetais, como florestas e terras usadas para agricultura, do que em ambientes urbanos e na água. "A urbanização é um fenômeno relativamente recente, durante a maior parte do nosso tempo (de evolução da espécie humana), temos interagido em uma área que hoje chamamos de ambiente natural."

"A urbanização pode ser vista como uma oportunidade perdida, para muitas pessoas, de interagir com o meio natural e sua biodiversidade, inclusive as comunidades de micróbios". Hanski admite que não é possível reverter a tendência global de urbanização, mas disse que há uma série de opções para aumentar o contato com ambientes naturais. "Além de preservar áreas naturais fora de áreas urbanas, acho que é importante fazer um planejamento de cidades que inclua espaços verdes, cinturões verdes e infraestrutura verde."

Fonte iG

Os principais tipos de parto

Parto cesáreo (cesariana)
Como são feitos, as indicações, os benefícios e as desvantagens de cada forma de parir

Parto normal (ou vaginal)

Como é
Ao final da gestação (cujo termo normalmente ocorre entre 37 e 40 semanas), as contrações dão o alerta de que o trabalho de parto vai começar. Quando elas passam a ocorrer em intervalos de cinco minutos, é um sinal de que o corpo está pronto para dar à luz o bebê.No estágio inicial do trabalho de parto o colo do útero se dilata lentamente e vai se tornando mais fino.

Quando a dilatação chega a aproximadamente 10cm, tem início o processo em que o útero passa a empurrar o bebê através do canal vaginal. A força para expulsar o bebê deve ser feita até que ele esteja "coroando", ou seja, até que a cabeça já seja visível fora do corpo da mãe.

Depois do nascimento, novas contrações ajudam o útero a expulsar a placenta do corpo da mãe.

Indicação
Por ser o método mais natural e seguro tanto para a mãe quanto para o bebê, é também o mais indicado para qualquer gravidez que não apresente complicações.

Vantagens
A compressão do tórax ao passar pelo canal vaginal faz com que o líquido amniótico seja expelido dos pulmões do bebê, facilitando a respiração. Para a mãe, a recuperação é mais rápida e menos dolorosa. Além disso o aleitamento logo após o nascimento aumenta a imunidade do bebê e estreita os laços entre mãe e filho.

Desvantagens
A dor no períneo é a principal – ela é provocada pela pressão exercida pela cabeça do bebê sobre a região. Muitas vezes é necessário que o médico faça um pequeno corte na região muscular entre a vagina e o ânus, para facilitar a passagem do bebê. Chamada de episiotomia, essa prática é seguida por alguns pontos, que normalmente caem sozinhos alguns dias após o parto.

Recuperação
Costuma ser rápida e praticamente indolor (à exceção de algum desconforto causado pela episiotomia). Geralmente, em dois dias mãe e bebê já podem ir para casa.

Modalidades de parto normal
Há diversas modalidades de partos normais, que diferem entre si desde em relação ao método usado para evitar ou não a dor até o meio em que o bebê nascerá. Confira a seguir algumas das mais populares.

Parto de cócoras: a diferença para o parto normal tradicional é a posição da parturiente, que fica de cócoras em vez de permanecer deitada. Com a gravidade agindo, a tendência é de um parto mais rápido. Mas atenção: ele só pode ser realizado em mulheres saudáveis e sem problemas de pressão e se o bebê estiver na posição cefálica (com a cabeça para baixo).

Parto na água: em uma banheira esterilizada e com água aquecida, a parturiente dá à luz no mesmo ambiente em que o bebê se encontra no útero, ou seja, cercado de líquido. Como ele segue respirando pelo cordão umbilical por alguns segundos após o nascimento, não há risco de afogamento caso o parto seja conduzido por profissionais habilitados. Para a mãe, a água quente pode atenuar as dores e o cansaço do trabalho de parto, ajudando a relaxar e a tornar a experiência mais prazerosa.

Parto natural: é o parto vaginal feito sem intervenções como a analgesia, o rompimento artificial da bolsa e a episiotomia. Apesar de proporcionar à mulher a experiência de parir em circunstâncias totalmente naturais – o que para algumas é descrito como uma experiência ponderosa –, esse tipo de parto não é indicado para todas as mulheres.

Parto cesáreo (ou cesariana)

Como é
Trata-se de uma cirurgia abdominal em que o médico faz uma pequena incisão no abdome (normalmente, um pouco abaixo da linha do biquíni) e na parte inferior do útero para retirar o bebê da barriga da mãe.

O procedimento é precedido de anestesia, normalmente raquidiana (nela o analgésico é administrado de uma só vez e com duração de ação limitada).

Assim que o bebê nasce, é avaliado por um pediatra e levado até o berçário para o banho e, se necessário, a incubadora. Enquanto isso, depois de ter o corte fechado por pontos, a mãe é transferida para uma sala de recuperação, onde receberá o bebê para as primeiras tentativas de amamentação.

Indicação
Por apresentar maiores riscos de infecção e sangramento, a cesariana é indicada apenas quando há algum impedimento para a realização do parto normal. Em geral, a cesariana é indicada quando:

O bebê estiver sentado ou de ladoHouver desproporção céfalo-pélvica (quando a cabeça do bebê é maior do que a passagem da mãe)A mãe tiver hemorragias no final da gestaçãoFor uma gestação de múltiplosHouver piora em um quadro de pré-eclâmpsia (elevação da pressão arterial)A mãe tem herpes genitalA grávida tiver problemas de coluna e/ou quadrilA mãe tiver diabetes gestacionalHouver ruptura prematura da bolsa

Indicações de urgência:
Sofrimento fetal (alteração nos batimentos cardíacos do bebê)Prolapso do cordão umbilicalDescolamento de placentaTrabalho de parto prolongado

Vantagens
A cesariana oferece um método de nascimento alternative nos casos em que os riscos de um parto normal superam os benefícios. É também uma opção para mulheres que enfrentam uma gravidez complicada ou de risco.

Desvantagens
Como trata-se de uma cirurgia, os riscos são os mesmos de outros procedimentos incisivos, incluindo infecção, hemorragia e até mesmo acidentes cirúrgicos. A cicatrização também pode apresentar problemas, como a formação de queloides ou hérnias.

Recuperação
Por se tratar de uma cirurgia de grande porte, a recuperação pode ser bem lenta. Em geral, mãe e bebê só vão para casa após três ou quatro dias. Apenas cerca de 8 a 12h após a cesárea é liberada a alimentação, e só de 10 a 12 horas após o parto a mulher pode sair da cama – normalmente levada para tomar um banho com a ajuda de enfermeiras.

Caminhar é um dos primeiros passos rumo à recuperação, mas o processo de cicatrização geral é longo e demanda alguns cuidados, especialmente com a área externa do corte – que precisa estar sempre bem higienizada.

Nas primeiras quatro a seis semanas, é fundamental não fazer grandes esforços físicos, não carregar peso além do próprio bebê e não dirigir. A retomada da atividade sexual costuma ser liberada pelos médicos em 40 dias, mas é necessário que cada caso seja avaliado individualmente.

Fonte: Flavia Moreira Soares, ginecologista e obstetra da Secretaria da Saúde do Governo do Estado do Rio Grande do Sul

Por Delas