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quinta-feira, 10 de maio de 2012

Secretaria de Saúde confirma surto de hepatite A em município da Costa Verde fluminense

Rio de Janeiro - Um surto de hepatite A em três bairros de de Mangaratiba (Ranchito, Nova Mangaratiba e Praia do Saco), na Costa Verde, litoral sul fluminense, foi confirmado ontem (9) pela Secretaria de Saúde. Técnicos da Subsecretaria de Vigilância em Saúde já estão na região promovendo ações de fiscalização e controle dos reservatórios de água e fontes alternativas (bicas, poços artesianos e carros-pipa) nas três localidades.

A prefeitura de Mangaratiba informou que está disponibilizando 15 mil litros de água mineral para as pessoas infectadas pela doença, além de distribuir pastilhas de cloro para serem aplicadas na água das escolas municipais e para a população aplicar nas caixas d’água.

De acordo com o superintendente de Vigilância Epidemiológica e Ambiental, Alexandre Chieppe, não há indicação para a vacinação contra a hepatite A em Mangaratiba, conforme prevê o Programa Nacional de Imunização e Nota Técnica emitida pelo Ministério da Saúde.

“Até existe uma vacina específica contra o vírus causador da hepatite A. Mas esta vacina só é recomendada em situações específicas como de pessoas com outras doenças crônicas no fígado ou que fizeram transplante de medula óssea”, disse.

Segundo Chieppe, as ações recomendadas pela Secretaria de Saúde já estão sendo desenvolvidas, incluindo a identificação das possíveis fontes de contaminação e a adoção de medidas que visam a evitar a utilização dessas fontes pela população.

Fonte Agência Brasil

Transtorno Bipolar: extremos opostos

Pessoas bipolares têm episódios alternados de euforia e depressão, ambos perigosos
Surto de euforia ou depressão coloca metade dos portadores do transtorno em risco

Catarina estava eufórica. Queria tomar chuva e não teve medo de colocar metade do corpo para fora da janela do apartamento.

“A água parecia limpar a minha alma, tirando as coisas ruins. Eu poderia ter caído, mas na hora nem pensei nisso. A gente perde a noção do perigo”, relata a analista administrativa de operações, de 27 anos, que há quatro recebeu o diagnóstico de bipolaridade.

O dentista Welser Minucci Guimaraes injetou anestésicos na própria veia. Foi encontrado pela secretária, desacordado, e levado a um hospital. Anos depois, tomou diversos medicamentos. Desta vez foi a esposa que o salvou. “A angústia á tão grande que você não suporta mais aquele sentimento em você”, relata. Depois das crises, o diagnóstico: transtorno bipolar.

Bipolar assim como Catarina e Welser, Willian Hideo Katahira, após o término do casamento de oito anos, estava pronto para pular de uma ponte de São Paulo quando foi salvo por um homem de nome Severino que passava pelo local. Tempos depois, a família teve de interná-lo ao descobrir um caderno onde ele escrevia como pretendia se matar.

Pessoas bipolares têm episódios alternados de euforia e depressão, ambos perigosos. Estimativas da Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB) apontam que até 50% dos portadores da doença tentam o suicídio pelo menos uma vez na vida e 15% realmente se suicidam.

Evitar que eles cheguem a essas situações extremas é um dos grandes desafios dos psiquiatras. “Esses pacientes tentam o suicídio em momentos de muito sofrimento e angústia, que podem aparecer de uma hora para outra. Por isso, é importante educá-los para que eles mesmos possam identificar quando uma crise se aproxima”, avalia o psiquiatra Ricardo Moreno, presidente da ABTB e coordenador do núcleo de doenças afetivas do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Identificar a crise, no entanto, é mais complexo do que parece. “Essa é uma das partes mais difíceis depois de aceitar a doença: atingir o autoconhecimento. Queria muito ter um botão que me avisasse quando estou up ou down demais, mas não tenho. Eu percebo detalhes pequenos, mas quando já estou na crise, nunca quando ela está chegando.”

Sintomas
Há alguns meses, durante uma viagem, os amigos repararam que Catarina falava e gesticulava muito. “Nesse momento parei para me avaliar, para ver se estava só feliz ou entrando em euforia”, relata. Para Moreno, é comum que as alterações sejam percebidas pelos outros. “Os sinais são diferentes do que a pessoa é usualmente, não é tristeza, alegria, mal-estar. Os episódios são percebidos pelos outros como sendo algo novo e diferente do indivíduo e os sintomas de uma crise são bem definidos e duram de uma semana a mais.”

Em geral, na fase de euforia, a pessoa fica exageradamente bem-humorada, com elevada autoestima, agitada, fala demais, dorme de menos e parece estar descontrolada. “Tenho mais medo da euforia do que da depressão, é nela que eu faço estragos. Todas as coisas que tiveram mais consequências foram feitas na euforia, porque ela te dá muita coragem”, relata Welser.

Na fase da depressão, o portador da doença chora compulsivamente e sem motivo aparente, tende a querer ficar quieto, sem conversar, dorme bastante e não tem vontade de fazer nada. “Eu tive uma crise de depressão muito forte depois que perdi o meu emprego. Não tinha energia, não queria voltar ao trabalho de jeito nenhum, só chorava e tremia”, relata Willian.

De acordo com estimativas da ABTB, 15 milhões de brasileiros são portadores da doença em seus dois níveis. O tipo I é caracterizado pela alternância entre depressão e mania/euforia, e atinge cerca de 1% da população. No tipo II, que tem como característica a depressão e episódios mais leves de euforia, a prevalência pode chegar a até 8% da população.

Suporte familiar e preconceito
A doença traz sofrimento e prejuízos tanto para quem tem o problema quanto para os familiares. Por ser uma doença da mente, e ainda pouco compreendida pela sociedade, é comum bipolares enfrentarem o preconceito de família e amigos. “O bipolar é visto pelas pessoas de forma geral como um fresco, uma pessoa sem vontade. As pessoas não entendem que a oscilação de humor é forte e impede que ele faça as coisas. Eu já ouvi de amigos: ‘você não tem nada. Eu também um dia estou mais triste e outro mais feliz, a vida é assim.’”, descreve Willian.

Com Catarina e Welser não foi diferente. “Meu pai fala que eu tenho que me esforçar para pensar positivo e não desanimar, meus irmãos vivem em seus mundos, ignoram o assunto e falam que eu sou mimada. Minha mãe se faz de amiga, mas na primeira oportunidade, me critica e me julga, dizendo que tudo é culpa minha.”, diz ela. O psiquiatra que acompanha o tratamento de Welser foi indicado pelo irmão, que é cardiologista e ouviu falar no diagnóstico. Mas deixou claro até onde iria: “se eu me envolver, estou perdido”, disse o irmão. “É uma pena que haja tanta ignorância. A família não sabe como lidar e precisa ser educada para isso. Algumas atitudes podem piorar o quadro da pessoa ”, afirma Moreno.

Genética
Em muitos casos, os membros mais próximos da família não conseguem dar apoio justamente por que também sofrem da doença, mas desconhecem o fato. A bipolaridade tem uma forte característica genética: segundo dados da ABTB, 50% dos portadores da doença tem algum familiar afetado em maior ou menor grau. No Grupo de Doenças Afetivas do Instituto de Psiquiatria do HC-SP, as pesquisas tentam definir marcadores para identificar quem tem predisposição à bipolaridade e consequentemente tratá-la precocemente.

“Não é só genética que levará um indivíduo a ter ou não a doença, mas os filhos têm 25% de chance de tê-la se um dos pais a tiver e de 50% a 75% se mãe e pai tiverem a bipolaridade”, afirma o psiquiatra.

Mas a probabilidade não fez com que Welser a desistisse de ter filhos. Pai de um adolescente e duas crianças, ele prefere não pensar na possibilidade deles desenvolverem a doença e opta por uma boa conversa. Para o psiquiatra, essa pode ser uma boa medida. “Assim como temos fatores de risco, temos fatores de proteção que podem impedir a manifestação da doença. Uma família estruturada, um ambiente protegido e saudável podem ser determinantes”, avalia.

Tratamentos
A bipolaridade não tem cura, mas tem tratamento – que deve ser feito durante toda a vida – e controle. “O transtorno é uma doença complexa e os medicamentos estabilizadores de humor são os principais tratamentos. Mas também é fundamental que a pessoa faça psicoterapia, tenha uma orientação nesse sentido”, recomenda Ricardo Moreno.

Para o psiquiatra, o principal problema com relação aos tratamentos é a adesão dos pacientes. Ao sair de uma crise, o bipolar tende a deixar de lado os medicamentos e achar que pode continuar sem tomá-los. Além dos remédios, o médico aponta que uma mudança no estilo de vida é essencial para que o tratamento seja realmente eficaz. “Tem de dormir bem, não deve ingerir álcool ou drogas de nenhum tipo, reduzir drasticamente o consumo de bebidas estimulantes como o café e aprender a lidar com os fatores de estresse do cotidiano”, recomenda.

“Você é taxado de louco por frequentar o psiquiatra, mas se vai ao cardiologista, você é doente. Pressão alta não tem cura, mas precisa ser controlada através de remédios. Com a bipolaridade não é diferente, as pessoas precisam entender isso”, afirma Catarina, que também encontrou na escrita uma forma de “tratamento”. Quase diariamente ela escreve em seu blog, A Bipolar. Assim como ela, Willian criou o blog Bipolar Brasil, que começou como um diário e hoje reúne informações sobre a doença.

Fonte iG

Sintomas da bipolaridade podem começar na adolescência, diz estudo

"Esse estudo confirma a impressão de que o início em adolescentes
 faz parte do panorama para este distúrbio, para muitos pacientes"
Pesquisa feita com 10 mil adolescentes mostrou que a doença pode se manifestar mais cedo do que se pensava

O número de adolescentes que têm experimentado manias obsessivas, uma característica marcante do transtorno bipolar, é próximo ao número de adultos estimados com o transtorno de humor, sugerindo que para muitas pessoas os sintomas começam durante a adolescência, de acordo com um estudo realizado nos EUA.

"O conhecimento tradicional tem sido de que a mania começa entre os 20 e 30 anos", afirmou Kathleen Merikangas Ries, autora principal do estudo e chefe do setor de epidemiologia genética no Instituto Nacional de Saúde Mental.

"Acho que o importante é que as pessoas reconheçam que a mania obsessiva ocorre em adolescentes."

A definição mais comum de distúrbio bipolar inclui ciclos alternados de obsessão e depressão, mas um tipo de diagnóstico de transtorno bipolar envolve apenas a mania obsessiva.

O estudo, publicado na revista Archives of General Psychiatry, envolveu mais de 10.000 adolescentes que passaram por longas entrevistas sobre seu humor e comportamento.

Os pesquisadores descobriram que 2,5% atendiam aos critérios de já terem apresentado mania e depressão, e 2,2% dos adolescentes tinham experimentado os sintomas nos últimos 12 meses. Além disso, no ano anterior à pesquisa, 1,3% dos adolescentes tinham apenas mania e 5,7% tinham depressão.

De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental, 2,6% dos adultos tiveram transtorno bipolar nos últimos 12 meses.

"Eu acho que os nossos dados sugerem que o transtorno bipolar é mais comum em adolescentes do que estudos anteriores haviam demonstrado," explicou Merikangas à Reuters Health.

Ela disse que a razão pode ser as questões utilizadas nas entrevistas, que foram um pouco mais amplas do que as das pesquisas anteriores, mas todos os adolescentes que são considerados com transtorno de humor no estudo apresentaram os critérios do manual de diagnóstico padrão para a psiquiatria para o transtorno.

"Esse estudo confirma a impressão de que o início em adolescentes faz parte do panorama para este distúrbio, para muitos pacientes", disse Robert Finding, diretor da divisão de psiquiatria infantil e adolescente no Centro Médico do Hospital Universitário Case, em Cleveland, que não foi envolvido no estudo.

Especialistas disseram que os resultados do estudo não sugerem necessariamente que as taxas de sintomas bipolares em adolescentes estão subindo, mas é mais provável que um número crescente de adolescentes que procuram tratamento para um problema psiquiátrico estão sendo diagnosticados com transtorno bipolar.

* Reportagem de Kerry Grens, em Nova York, para a Reuters Health

Fonte iG

Lipoaspiração pode aumentar a gordura visceral no corpo

Pesquisadores brasileiros descobriram que alguns meses após a
lipoaspiração abdominal, pode haver um aumento na gordura
 visceral que envolve os órgãos abdominais
Estudo brasileiro mostra que, em quem não se exercita, gordura acumulada vai parar dentro do abdome

Um novo estudo sugere que mulheres que fazem lipoaspiração para chapar a barriga podem ganhar um tipo de gordura mais profunda, localizada dentro do abdômen – um tipo que é particularmente ruim para a saúde do corpo.

Pesquisadores brasileiros descobriram que alguns meses após a lipoaspiração abdominal, pode haver um aumento na gordura visceral que envolve os órgãos abdominais. A boa notícia, dizem eles, é que a prática regular de exercícios pode prevenir a formação dessa gordura mais profunda.

A gordura não é um tecido inerte, explicou a coordenadora do estudo, Fabiana Benatti, da Universidade de São Paulo (USP).

“Removê-la por meio de cirurgia pode ter consequências importantes, como o crescimento compensatório de gordura visceral, que pode ser prejudicial no longo prazo”, disse Benatti à Reuters Health.

A gordura visceral é particularmente indesejável porque está mais intimamente ligada a um aumento do risco de diabetes tipo 2 e de doença cardíaca, em comparação com a gordura abdominal superficial, localizada logo abaixo da pele.

O estudo atual, segundo a equipe do Benatti, parece ser o primeiro a dar “provas irrefutáveis” de que a gordura visceral se acumula após a lipoaspiração – pelo menos em pessoas que não se exercitam.

As conclusões baseiam-se no estudo feito com 36 mulheres de peso normal que se submeteram a lipoaspiração para retirar uma pequena quantidade de gordura superficial da barriga. Todas eram sedentárias antes do procedimento.

A equipe de Benatti selecionou aleatoriamente metade das mulheres para iniciar um programa de exercícios de dois meses após a lipoaspiração. Essas mulheres malhavam três vezes por semana, caminnhando na esteira e fazendo musculação leve, enquanto o resto manteve o estilo de vida habitual – sedentário.

Quatro meses depois, constatou a pesquisa, as mulheres que tinham permanecido sedentárias ainda estavam com a barriga chapada, mas já mostravam ganho de gordura visceral – um aumento de 10%, em média. Em contraste, as mulheres que tinham se exercitado não mostraram tal ganho, relataram os pesquisadores no periódico médio Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism.
Ainda não está muito claro porque a gordura visceral aumenta após a lipoaspiração, afirmam Benatti e seu grupo.

“Mas acreditamos que pode ser porque este depósito de gordura, em particular, é metabolicamente mais ativo do que os outros depósitos de gordura do corpo”, disse ela.

Outra razão, disse Benatti, pode ser porque a lipoaspiração destrói a "arquitetura" das células de gordura logo abaixo da pele. Assim, a gordura ganha após a cirurgia pode ser redirecionada para as células de gordura visceral, ainda intactas.

Em geral, os especialistas dizem que a lipoaspiração não deve ser vista como um substituto para uma dieta saudável e para a prática de exercício físico. Ela é indicada para reduzir acúmulos de gordura “teimosos”, não como um tratamento para a obesidade, afirma a Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).

Na verdade, o grupo diz que os melhores candidatos para a lipoaspiração são pessoas com peso normal a moderadamente acima do peso, que fazem exercícios regularmente.

Com base nestas últimas descobertas, permanecer ativo após uma lipoaspiração é fundamental, afirmaram os pesquisadores brasileiros.

“Se alguém decide se submeter a uma lipoaspiração, é muito importante, se não essencial, fazer exercícios após a cirurgia.”

Os riscos conhecidos da lipoaspiração, em curto prazo, incluem coágulos sanguíneos, danos na pele ou nervos e pele solta ou “ondulada” na região onde a gordura foi removida. Mas pouco se sabe sobre se a lipoaspiração está relacionada com quaisquer problemas de longo prazo de saúde, apontam Benatti e sua equipe.

Fonte iG

Internações por diabetes crescem 12,6% em 2 anos


O Sistema de Informações sobre Mortalidade do
Ministério da Saúde notificou 52.104 mortes por diabetes no
país em 2009. Em 2010, este número subiu para 54.542.
Índice de diabéticos é de 5,6% da população, mas proporção entre os homens é maior. Número de doentes mudou pouco em um ano

O número de internações por causa do diabetes aumentou de 131.734 em 2008 para 148.452 em 2010, um incremento de 12,6%, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Ministério da Saúde.

Segundo Débora Malta, diretora de Análise de Situação em Saúde do Ministério, dados preliminares de 2011 revelam queda nesse número, que está em torno de 145 mil. Ainda assim, haveria aumento de 1% em relação a 2008.

O Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde notificou 52.104 mortes por diabetes no país em 2009. Em 2010, este número subiu para 54.542. Apesar do aumento, há uma desaceleração do crescimento nos últimos três anos. Entre 2005 e 2007, houve aumento de 26% e, entre 2008 e 2010, o número caiu para 7,5%.

O percentual de brasileiros diabéticos não mudou muito do ano passado para cá. Houve queda entre os homens mais velhos e as mulheres jovens.
A taxa de 5,6% ainda assim é menor do que nos países vizinhos como Argentina (9,6%), Chile (6,3) e Estados Unidos (8,7%).

O aumento do diabetes, aponta o Ministério, está relacionado ao envelhecimento da população e aumento da obesidade e excesso de peso.

"O grande problema das doenças crônicas não- transmissíveis é que, além da dor e perdas de capacidades pessoais, elas geram um custo alto para o país. Em 2011, o Brasil gastou 87,9 milhões de reais em internações por diabetes", afirma Deborah Malta.

Campeões
Fortaleza, no Ceará, é a capital com o maior índice de diabéticos do Brasil. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta terça-feira mostram que 7,3% da população da cidade têm a doença. Os homens são maioria (8,3%, contra 6,5% entre as mulheres).

A capital cearense já havia aparecido em outra lista desconfortável: a das capitais com mais pessoas acima do peso. Fortaleza é a segunda capital do País com mais habitantes nessa condição: 54% da população. O sobrepeso aumenta o risco de doenças crônicas, como o diabetes.

Vitória, no Espírito Santo, aparece logo atrás de Fortaleza na lista. Do total da população, 7,1% são diabéticos, sendo que o número é maior entre as mulheres (8,6% contra 5,3% dos homens). Porto Alegre, no Rio Grande do Sul é a terceira capital na lista, com 6,3% da população diabética. É também a capital com mais pessoas acima do peso: 55%.

Os dados fazem parte do estudo Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel). Os pesquisadores do Ministério ouviram, por telefone, 54.144 pessoas, entre janeiro e dezembro do ano passado, todas maiores de 18 anos e moradoras das 26 capitais brasileiras e do Distrito Federal.

Mais saudáveis
Entre as capitais com menos diabéticos estão Palmas, em Tocantins (2,7% da população em geral, sendo 1,9% dos homens e 3,6% das mulheres doentes), Goiânia, em Goiás (o índice é o mesmo entre homens e mulheres, 4,1%) e Manaus (4,2% dos habitantes possuem diabetes, sendo 5% entre as mulehres e 3,4% entre os homens).

Queda nas jovens
A pesquisa feita pelo Ministério da Saúde também mostrou que houve uma pequena queda no índice da doença entre os jovens. Na faixa etária entre os 25 e 34 anos, as mulheres lideraram o decréscimo. Em 2010, 3,1% delas tinham diabetes. No ano passado, o número caiu para 1%. Nas jovens de 18 a 24 anos, o índice de diabéticas caiu de 1% em 2010 para 0,7% em 2011.

O índice entre os homens de 25 a 34 anos foi mantido, mas caiu entre os mais velhos. Em 2010, 17,1% dos brasileiros com idade entre 55 e 64 anos possuíam a doença. Em 2011, o percentual diminuiu para 14,6%. Nas demais faixas etárias, a variação foi pequena na comparação anual.

A escolaridade, segundo o Vigitel, continua sendo um fator importante para o diabetes. A doença aparece mais entre os menos escolarizados. Em 2011, 7,5% da população que estudou oito anos ou menos convive com a doença (6,4% dos homens e 8,6% das mulheres). O menor índice, entretanto, está na faixa de escolarização intermediária: é de 3,3% entre a população que estudou entre 9 e 11 anos e de 3,7% entre os que têm mais de 12 anos de estudo.

Fonte iG