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terça-feira, 15 de maio de 2012

Os muitos sinais do infarto

Dor no peito não é sintoma exclusivo; 25 hospitais vão diagnosticar outros avisos do coração “à beira de um ataque”

A paciente tinha 66 anos e foi parar no hospital após ter crises de vômito. O motivo para um homem de 69 anos sair às pressas para a unidade de saúde mais próxima foram as dores fortes no braço. Algumas pessoas sentem desconforto nas costas, formigamento na língua ou falta de ar. São sintomas diferentes para a mesma doença: o infarto agudo do miocárdio.

Diariamente, contabiliza o Ministério da Saúde, 187 pessoas precisam ser internadas por causa das panes no coração e, ao contrário do que a maioria pensa, o sinal prévio do ataque cardíaco não se resume à clássica dor no peito. As manifestações são as mais variadas e confundem doentes e familiares. Por vezes, faz dias que o infarto “avisa” que pode chegar e ninguém se dá conta.

As mulheres, sugerem as pesquisas, são as que mais ignoram os sintomas de que uma falha cardíaca está a caminho, sendo este um dos motivos apontados para o infarto nelas ser 50% mais fulminante do que em homens (de acordo com levantamento feito em 2009 pelo Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia de São Paulo).

A agravante neste cenário de manifestações múltiplas é que receber o socorro médico de forma rápida é peça-chave para conseguir sobreviver ao infarto. Não dar importância para os sinais, portanto, é hábito comum que antecede os casos que chegam tarde demais nos hospitais.

Identificação
Os “avisos” do infarto, tanto em homens como em mulheres, ainda não fazem parte das estatísticas, sendo impossível afirmar quais são os sinais mais freqüentes. Para preencher esta lacuna de informações cardíacas, 25 hospitais brasileiros assinaram um protocolo de parceria para catalogar, de forma minuciosa, todos os casos atendidos e conseguir abastecer a população com informações preciosas sobre o problema grave no coração.

“A dor no peito ainda deve sim ser vista com um dos principais sintomas ou potencial indício de um infarto. Mas outros quadros como suor frio, náuseas, sensação de desmaio, arritmias e até mesmo parada cardiorrespiratória podem ter como causa base o infarto, particularmente em pacientes diabéticos e idosos”, afirma Luiz Alberto Mattos, Coordenador dos Registros Brasileiros Cardiovasculares da Sociedade Brasileira de Cardiologia. “Estas informações poderão ser melhor caracterizadas a medida em que o dados forem preenchidos nos diversos hospitais país afora que aceitaram participar do estudo”, completa Mattos que coordena o projeto em parceria com Otavio Berwanger e Helio Penna Guimarães, médicos do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital do Coração da Associação do Sanatório Sírio de São Paulo.

Por dois anos, todos os hospitais referência em atendimento cardíaco vão abastecer um banco de dados eletrônico com os prontuários médicos e permitir à Sociedade Brasileira de Cardiologia um mapeamento mais preciso da situação da doença no País.

Doença em ascensão
Saber os mecanismos de ação do infarto, avaliam os médicos, é importante para tentar frear a ascensão de casos no Brasil. Entre 2008 e 2009, os casos cresceram de 22.769 registros para 25.253 entre as mulheres, uma alta de 11%.

Os homens também estão mais presentes nas estatísticas, já que eram 39.454 há dois anos e ano passado somaram 43.285 notificações, aumento de 9,7%

O perfil
Ainda que seja consenso entre os médicos que a rotina mais estressante e os hábitos de vida menos saudáveis sejam responsáveis pelo crescimento de casos de panes cardíacas, o perfil do infartado também não é muito claro.

“O perfil atual do infartado no Brasil tem ainda sido muito baseado em dados dos grandes centros urbanos ou dos hospitais de referência nacional, que não necessariamente traduzem a realidade do país”, dizem os médicos Mattos, Berwanger e Pena Guimarães. “Há possibilidade, sim, de existir diferenças regionais nas características das populações”, acreditam.

Com o abastecimento do banco de dados feito pelos hospitais que assinaram a parceria, os médicos acreditam que as particularidades dos infartados serão descritas e que isto pode contribuir também para elaboração de tratamentos mais efetivos regionalmente.

Vantagem em dobro e sem exagero
Com a identificação mais precisa do perfil de quem infarta e, ao mesmo tempo, a “munição” de saber quais são os possíveis sinais do problema no coração pode ajudar a reduzir as mortes provocadas pela doença.

A única ressalva é que o exagero na atenção aos sinais também pode ser prejudicial. Não é saudável achar que qualquer desconforto é um problema cardíaco. Devem ficar mais de “orelha em pé” os que têm antecedentes na família, obesos, diabéticos, fumantes e ex-fumantes. A dica é valorizar o que foge do normal. E na dúvida, sempre deixar o médico descartar se a “dor nas costas” não é nada mais sério.

Fonte iG

Argentina: Crise econômica aumenta mortes por infarto

Estresse aumenta a frequência cardíaca e a pressão arterial, gerando mais demanda do coração por oxigênio, explicam pesquisadores

As crises econômicas aumentam os índices de mortalidade por infarto e acidente vascular cerebral (AVC), segundo médicos argentinos que estudaram o impacto sanitário das adversidades que o país enfrentou entre 1998 e 2002.

Entre 1998 e 1999, no meio de uma crise financeira em países asiáticos que empurrou à Argentina para uma longa recessão, a taxa de mortandade por doenças cardíacas subiu 5,4%, diz o estudo publicado nesta segunda-feira no site da "Revista de Cardiologia".

"Esta mesma crise fez com que uma considerável tendência da redução da quantidade de mortes fosse revertida", indica o estudo depois de assinalar que em 1999 houve 3.027 mortos a mais que em 1997, dos quais 2.379 são de infartos.

A pesquisa também destaca que os casos de AVC e infarto cerebral aumentaram 13% entre 2001 e 2002, quando Argentina suportava a pior recessão de sua história com o chamado "corralito financeiro".

Em 2002, quando se pôs fim à política de "déficit zero" e aos 11 anos de um plano neoliberal de livre conversão entre o peso e o dólar sob uma relação de um por um, os AVC eram apontados como a principal causa de morte entre os que sofrem doenças cardíacas e circulatórias.

O relatório, que calculou estes índices de mortalidade cardiovascular por cada 100 mil pessoas com base em dados do Ministério da Saúde, ressalta que "a incerteza econômica gera pânico e estresse na população".

"Esse estresse gera um aumento significativo da frequência cardíaca e da pressão arterial com o aumento da demanda miocárdica por oxigênio e com a ruptura de placas de colesterol que obstruem a circulação sanguínea", explica o estudo.

A Argentina esteve em recessão entre 1998 e 2002, época em que seu Produto Interno Bruto (PIB) se reduziu em 25% e as taxas de desemprego e pobreza dispararam até 26% e 57%, respectivamente.

"A estreita relação entre o aumento relativo da mortalidade cardiovascular e a queda do PIB permitiria considerar às crises econômico-financeiras como um novo fator de risco psicossocial", adverte o estudo elaborado por um grupo de oito cardiologistas liderado pela pesquisadora María Sosa Liprandi.

Fonte iG

Exercício físico ajuda a diminuir pressão arterial, diz estudo

Quem tem histórico familiar da doença e faz exercícios tem chance 34% menor de ter pressão alta em comparação a quem não faz

O exercício físico pode ajudar a diminuir o risco de hipertensão em pessoas que têm um histórico familiar de incidência desta doença, publicou nesta segunda-feira a revista "Hypertension", publicação da Associação Cardíaca dos Estados Unidos.

O estudo, realizado com seis mil voluntários, diz que as pessoas que têm familiares com pressão alta mas que realizam exercício físico têm um risco 34% menor de apresentar o problema em relação a quem não estava com bom condicionamento físico.

"É muito importante entendermos o papel do histórico familiar e da condição física", disse Robin P. Shook, da Escola Arnold de Saúde Pública da Universidade do Sul da Califórnia.

"Os resultados do estudo têm uma mensagem prática: mesmo níveis moderados de exercício, como por exemplo 150 minutos de caminhada rápida por semana, trazem benefícios para as pessoas com pré-disposição para desenvolver pressão alta em função de seu histórico familiar", explicou Shook.

Estudos anteriores mostraram que o histórico familiar é responsável por entre 35% e 65% das chances de uma pessoa apresentar a doença, número que depende de qual dos progenitores teve ou têm a doença e de quando começou o problema.

O estudo foi feito com 6.278 pessoas, a maioria entre 20 e 80 anos, ao longo de uma média de 4,7 anos. Trinta e três dos participantes disseram que seu pai ou mãe tinham hipertensão.

Quando o estudo começou, todos os voluntários eram saudáveis e marcavam pelo menos 85% do ritmo cardíaco máximo previsto para suas idades. Os pesquisadores determinaram a aptidão cardiorrespiratória dos participantes usando uma prova de exercício na esteira que chegava ao máximo para cada participante.

Durante o estudo, 1.545 dos participantes desenvolveram hipertensão. A pesquisa descobriu que tomando em conjunto as pessoas com e sem histórico familiar de pressão alta, um alto condicionamento físico diminui em 42% as chances de surgimento da hipertensão. No caso de níveis moderados de aptidão física, esse risco caiu 26%.

As pessoas com baixo nível de aptidão física e um familiar com hipertensão mostraram risco 70% maior de desenvolver a hipertensão, em comparação com as pessoas com boa aptidão física e sem histórico familiar de pressão alta.

Fonte iG

Boa postura melhora "sensação de poder"

Boa postura dá sensação de ser poderoso - ou poderosa
Costas retas e braços abertos trazem mais autoestima e, consequentemente, mais confiança

Novo estudo mostra que a maneira como nos sentamos e ficamos de pé pode afetar a forma como nos sentimos em relação a nós mesmos.

Pesquisadores da Kellogg School of Management at Northwestern University em Illinois constataram que universitários que assumiram uma postura mais “expansiva” – com os braços estendidos e uma perna casualmente cruzada sobre o joelho – tiveram melhor pontuação em variáveis que mediram a sensação de poder, o pensamento abstrato e a vontade de entrar em ação do que seus colegas que assumiram uma postura mais “constrita”, com as mãos posicionadas embaixo das coxas, ombros caídos e pés bem juntos.

Em três experimentos diferentes, a equipe de pesquisa demonstrou que a postura física mais expansiva – especificamente, em posições que “abrem” o corpo, ocupando o espaço – pode provocar maior sensação de poder em um indivíduo, fazendo com que ele se sinta em uma posição hierárquica superior – como se fosse o patrão, por exemplo.

“Pesquisas anteriores demonstraram basicamente que existem diversas formas de fazer aumentar nossa sensação de poder”, disse Li Huang, que está se preparando para um doutorado na universidade e um dos autores do estudo.

“Basicamente, constatamos que a postura, e não o papel desempenhado por um indivíduo, é o fator que determina se o mesmo está pronto ou não para entrar em ação”, disse Huang.

Segundo dados do estudo, publicado na edição de janeiro da revista especializada Psychological Science, a vontade de agir e a habilidade de pensar de forma abstrata são critérios estabelecidos em pesquisas para calcular o poder.

O estudo
Entre 57 e 77 homens e mulheres participaram de cada um dos experimentos. Huang diz que, no geral, os resultados foram bastante semelhantes para os dois sexos.

Os participantes do estudo tiveram de assumir, aleatoriamente, a função de empregador ou empregado antes de participar de diversas atividades. Eles foram informados que deveriam dar ou seguir instruções nas posições de patrão ou empregado, respectivamente, ao mesmo tempo em que tentariam solucionar um problema. O impacto da função versus postura foi então calculado em uma série de outras atividades.

Em um dos experimentos, os participantes foram colocados em posturas expansivas e constritas, em seguida tiveram de completar fragmentos de sete palavras com a primeira palavra que tivessem em mente. Eles foram pontuados somente pelas palavras relacionadas ao poder. Aqueles que foram colocados em posturas expansivas antes do teste obtiveram pontuação mais alta.

Em outro experimento, os participantes tiveram de decidir entre tirar ou não uma carta em uma partida de blackjack e tiveram de identificar objetos parcialmente escondidos em gravuras fragmentadas. O ato de tirar uma carta foi pontuado como a vontade de agir. A identificação de objetos escondidos foi uma medida do pensamento abstrato. Nos dois casos, aqueles que assumiram uma postura expansiva obtiveram melhor pontuação.

Em um terceiro experimento, os participantes tiveram de se lembrar de uma ocasião na qual estavam em situação de controle ou de um incidente no qual estavam submetidos ao controle de alguém. Em seguida, eles tiveram de decidir se entrariam ou não em ação em três cenários diferentes - dentre eles, deixar o local de uma queda de avião em busca de ajuda ou juntar-se a um movimento para libertar alguém de uma encarceramento injusto. Embora as lembranças de situações de poder ou subordinação não tenham tido efeito significativo nas escolhas dos participantes, os pesquisadores constataram que aqueles que assumiram uma postura mais expansiva mais uma vez foram mais propensos a entrar em ação.

O estudo mostra que, tanto no caso de seres humanos como de animais, a expansividade corporal parece ser evolucionariamente inerente ao poder, tendo assim um forte efeito no comportamento.

“Nossa tendência é pensar que o poder está baseado no papel de um indivíduo na sociedade ou em uma organização. O mais fascinante nestes resultados sobre a relação postura e poder em comparação à posição de poder de um indivíduo é que a postura tem um impacto muito maior sobre o poder psicológico”, disse Amy J.C. Cuddy, professora assistente da Harvard Business School.

“Essa constatação e bem impactante”, complementou a professora, que também ministra um curso sobre poder psicológico, persuasão e influência na Harvard e também já realizou uma pesquisa sobre os efeitos da postura.

Sua pesquisa, citada no estudo, demonstrou que as posturas de poder alteram funções do sistema endócrino. Ela diz que os níveis de testosterona subiram tanto nos homens quanto nas mulheres, enquanto que o nível de cortisol (o hormônio do estresse) caiu depois que os participantes foram colocados em posturas “expansivas”.

“Não estamos tentando criar machos alfa ou Gordon Gekkos”, disse Cuddy, referindo-se ao agressivo protagonista de filme Wall Street. “Ir a uma entrevista e tentar dominar a situação, ou deferir o tempo todo, não é uma atitude recomendável. Em situações como essa, o esperado é que o candidato mostre autoconfiança e entusiasmo”, ela explicou.

Com os dados do novo estudo em mãos, pode ser que gerentes frustrados com o cargo assumido ou pessoas em busca de emprego queiram melhorar a postura antes de se candidatar a um novo emprego nestes tempos de vacas magras.

Cuddy diz: “A postura é uma solução simples e elegante de aumentar a sensação de poder”.

Fonte iG

Proteja-se da dor nas costas no escritório

Veja dicas para enfrentar seu dia de trabalho sem sobrecarregar a coluna

Se você tem dor na região lombar, permanecer sentado na mesa do escritório o dia todo pode agravar o sintoma.
A Universidade de Michigan Health System oferece algumas dicas para gerenciar a dor nas costas no trabalho:

- Sentado na cadeira, certifique-se de que os pés estão no chão. Se isso não for possível, ajuste a altura do assento ou use um apoio nos pés

- Se a sua cadeira não oferece suporte suficiente para a região inferior das costas, coloque uma toalha enrolada ou uma pequena almofada atrás de você

- Certifique-se de que tudo o que você tiver de ler está no nível dos olhos

- Configure sua mesa para que todos os materiais usados com frequência estejam facilmente acessíveis, evitando que você tenha de se curvar ou torcer a cintura para alcançá-los

- Faça pausas regulares para levantar, se mover e se esticar um pouco

Fonte iG