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terça-feira, 15 de maio de 2012

Computador identifica jovem em risco de desenvolver transtorno de humor

Pesquisadoras brasileiras criaram um método capaz de identificar adolescentes com risco de desenvolver transtornos de humor. O trabalho, divulgado na revista PLoS One, utiliza imagens do cérebro obtidas por ressonância magnética funcional para prever a probabilidade de que um jovem desenvolva doenças psiquiátricas com até 75% de acerto.

Com o prognóstico seria possível pensar formas de atenuar, remediar ou, até mesmo, evitar o aparecimento do transtorno, aponta Letícia de Oliveira, da Universidade Federal Fluminense (UFF). Ela realizou a pesquisa durante seu pós-doutorado no King's College, em Londres. Hoje, realiza o mesmo tipo de pesquisa no País, inclusive com outros tipos de doenças neurológicas e psiquiátricas. "É realmente um trabalho pioneiro", aponta Janaína Mourão Miranda, do University College London (UCL). Janaína trabalhou com Letícia no King's College. Hoje, está montando uma equipe para pesquisar o tema com dinheiro da Fundação Wellcome Trust.

Trabalhos anteriores já tinham utilizado neuroimagens para diagnosticar doenças. Mas, até agora, nenhum tinha comprovado a conveniência da técnica para realizar prognósticos.

As imagens utilizadas no estudo foram colhidas há cerca de quatro anos, nos Estados Unidos, e enviadas à Inglaterra para o estudo. À época, eram todos adolescentes saudáveis, que tiveram suas imagens cerebrais coletadas enquanto visualizavam faces com conteúdo emocional - como medo, felicidade ou apatia (mais informações nesta página).

Os pesquisadores tiveram acesso à evolução clínica dos voluntários que participaram da pesquisa. "Por isso, percebemos que, quanto maior era o grau de certeza da resposta do programa que analisava as imagens, maior era a chance dessas pessoas terem desenvolvido, na vida real, transtornos psiquiátricos", aponta Janaína.

Opinião. Lee Fu-I, do Programa de Atendimento de Transtornos Afetivos na Infância e Adolescência do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP (IPq-USP), analisou o trabalho a pedido do Estado e o elogiou. Disse que é um achado importante e que abre caminho, mas ainda não é um diagnóstico.

"O que se detectou é que o cérebro de pessoas com risco de desenvolver doença (porque tinham carga genética para transtorno bipolar) têm um mecanismo de funcionamento diferente daqueles que não tinham o risco. Mas não dá para dizer ainda se esse resultado é específico para o transtorno bipolar ou se ocorre, por exemplo, na maioria dos transtornos psiquiátricos."

Para ter essa certeza, explica, é preciso ter uma amostra muito grande de filhos de pacientes. Além disso, eles todos têm de apresentar o mesmo tipo de transtorno bipolar. Diferentes formas da doença podem apresentar alguma variação. "O teste propriamente dito ainda não está padronizado, e os pesquisadores estão em busca de um biomarcador que permita definir se é ou não é a doença. Como um teste de glicemia, que, se dá alto, mostra que a pessoa está diabética. Mas não temos isso para doenças psiquiátricas. O resultado da pesquisa até pode ser específico para o transtorno, mas ainda precisa ser testado em maior quantidade de pacientes."

Fonte Estadão

EUA discutem teste de HIV feito em casa

Um comitê consultivo externo da FDA (Agência que regula alimentos e medicamentos nos EUA) vai discutir nesta terça-feira se recomendará à agência a venda ao consumidor do teste de HIV para ser feito em casa, sem supervisão médica.

O teste OraQuick segue a linha dos exames de gravidez comprados em farmácias. Só que, ao invés de xixi, a pessoa usa saliva. Os resultados saem em 20 minutos.

Os pareceristas da FDA já deram uma sinalização positiva sobre o teste caseiro de HIV na última sexta-feira, quando afirmaram que o exame rápido feito em casa pode ajudar a reduzir a disseminação do vírus HIV.

Especialistas em saúde pública estimam que cerca de 20% das pessoas que contraíram Aids nos EUA (hoje são cerca de 1,2 milhões de portadores) não sabem que estão infectados pela vírus HIV.

O teste rápido e em casa seria uma maneira de conseguir retardar a evolução das infecções especialmente por quem não sabe que tem a doença.

A metodologia do exame OraQuick para identificação do vírus HIV pela boca é aprovada pela FDA desde 2004. Mas até hoje apenas médicos e demais profissionais de saúde podem fazer o teste.

Algumas ONGs de saúde pública já usam o teste há alguns para conseguir detectar a doença principalmente em comunidades remotas, onde é mais difícil fazer o exame de sangue.

Novo debate
Essa é segunda vez que a Aids passa pelo crivo da FDA nos últimos dias. A revisão do OraQuick começou um dia depois de um painel consultivo da agência dar um pontapé inicial para a aprovação da primeira droga que previne a infecção pelo HIV.

A FDA concluiu que uma pílula diária do antirretroviral Truvada, usado no tratamento de pessoas já contaminadas, pode ser eficiente para prevenir a infecção em grupos de risco.

Se aprovada, a Truvada será a primeira droga aprovada para evitar a infecção da Aids por pessoas saudáveis.

A FDA não é obrigada a seguir as recomendações do conselho consultivo -- embora geralmente o faz.

Fonte Folhaonline

Bancos de sangue têm queda de 20% em SP por causa do frio

O número de doadores de sangue caiu cerca de 20% na última semana em todo o Estado de São Paulo, segundo a Secretaria da Saúde. A situação deve ficar ainda mais crítica nos meses de junho e julho, quando o frio aumenta e as férias escolares também contribuem para a redução.


Na última semana, os estoques do Hospital São Paulo, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), sentiram os primeiros reflexos da queda da temperatura e ficaram em apenas 30% do volume considerado ideal.

Devido à redução, algumas cirurgias eletivas --que não são de urgência e emergência-- chegaram a ser canceladas no Hospital São Paulo e no Hospital do Rim e Hipertensão, que utilizam o mesmo banco de sangue.

"Tivemos que priorizar os procedimentos de emergência, porque o estoque teve uma queda aguda", afirma a chefe do banco de sangue do Hospital São Paulo, Maria Angélica Camargo.

As doações aumentaram no último fim de semana, mas ainda estão longe do ideal. Só o Hospital do Rim, que atende principalmente transplantes, necessita de oito a doze bolsas por dia.

"Neste período do ano os estoques ficam mais baixos, então precisamos intensificar a campanha para que os procedimentos não sejam prejudicados", diz José Medina Pestana, coordenador do setor de transplantes da Unifesp e diretor do Hospital do Rim.

Entre os tipos sanguíneos de Rh negativo as reduções costumam ser ainda mais significativas. "Eles são, geralmente, os primeiros a acusar uma diminuição importante", afirma Osvaldo Donini, coordenador da Hemorrede em São Paulo.

Além do inverno, os estoques de sangue costumam ter forte queda durante feriados prolongados e as festas de fim de ano.

Serviço - O Hemocentro do Hospital São Paulo fica na rua Botucatu, 620, Vila Clementino, zona sul de São Paulo. Confira aqui a lista completa com os locais de coleta de sangue em todo o Estado.

Fonte Folhaonline

Maior parte de mortes de crianças é "evitável"

Doenças evitáveis, como pneumonia, diarreia e malária, mataram quase 5 milhões de crianças com menos de cinco anos de idade em 2010, afirma uma pesquisa na última edição da "Lancet", uma das mais importantes revistas médicas do mundo.

No total, 7,6 milhões de crianças com menos de cinco anos morreram em 2010. Segundo os autores da pesquisa, os dados mostram que o mundo está longe de alcançar a meta estabelecida na virada do século pela ONU: reduzir a mortalidade infantil em dois terços até 2015.

Duas em cada cinco dessas mortes aconteceram nos 28 primeiros dias de vida.

Segundo o relatório, o nascimento prematuro agora é a segunda principal causa de mortalidade infantil, atrás da pneumonia, e provavelmente vai se tornar a principal causa em 2015 a menos que haja um grande crescimento nas intervenções disponíveis.

Cinco países -Índia, Nigéria, República Democrática do Congo e China- correspondem a quase metade das mortes de crianças nessa faixa etária, diz o estudo.

Desde o ano 2000, a redução mundial da mortalidade infantil foi de 26%.

Fonte Folhaonline

Laboratório de droga que supostamente matou 500 vai a julgamento na França

O laboratório Servier e seu fundador, Jacques Servier, 90, foram a julgamento nesta segunda-feira (14) na França, acusados de esconder de pacientes e do governo os perigos da utilização de uma droga para controle de diabetes.

O medicamento Mediator, que continha o componente benfluorex, um derivado da anfetamina, foi amplamente receitado como emagrecedor. Autoridades alegam que a droga tenha sido a causa da morte de pelo menos 500 pessoas.

Após comprovado que o ingrediente engrossava as válvulas do coração, o remédio foi retirado do mercado francês em 2009, cerca de uma década depois de sair de circulação em outros países, como Espanha, Itália e os Estados Unidos.

Os promotores acusam o laboratório que a natureza do Mediator foi supostamente escondida para obter a aprovação do produto, comercializado pela primeira vez em 1976. Desde então, estima-se que o remédio tenha sido utilizado por aproximadamente cinco milhões de pessoas.

"O Servier permitiu que as pessoas utilizassem um produto tóxico por anos. Não existe discussão sobre isso", disse Charles Joseph Oudin, advogado de uma das supostas vítimas.

Fonte Folhaonline