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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Azitromicina aumenta riscos de problemas cardíacos

Um popular antibiótico, a azitromicina, utilizado para tratar bronquite, pneumonia, infecções do ouvido e doenças sexualmente transmissíveis, pode aumentar o risco de problemas cardíacos, segundo afirma um estudo americano nesta quarta-feira.

A azitromicina está disponível no mercado mundial desde 1980, mas o estudo na revista New England Journal of Medicine é o primeiro a documentar um sério risco cardíaco, um aumento de 2,5 vezes das possibilidades de ocorrer acidentes cardiovasculares nos primeiros cinco dias de tratamento comparado com outro antibiótico ou com um tratamento sem antibióticos.

A comparação baseia-se no estudo dos históricos médicos de pacientes no estado do Tennessee (sul dos EUA) de 1992 a 2006.

Os pesquisadores da Universidade de Vanderbilt compararam 348.000 casos nos quais se prescreveu azitromicina com milhões de históricos de pacientes que não foram tratados com antibióticos ou que receberam amoxicilina, outro antibiótico considerado seguro para o coração.

A análise concluiu que havia 47 mortes a mais por cada milhão entre aqueles que tomavam azitromicina comparados aos que receberam amoxicilina.

Quando os pesquisadores examinaram pacientes com alto risco de problemas cardíacos, as possibilidades aumentaram para 245 mortes cardiovasculares adicionais por milhão no grupo de azitromicina comparado aos da amoxicilina.

Enquanto o número de mortes relativo é baixo, os pesquisadores afirmam que suas conclusões oferecem nova informação sobre possíveis perigos que os pacientes e os médicos devem considerar.

"Acreditamos que este estudo oferece importante informação sobre o perfil de risco da azitromicina", afirma o principal autor, Wayne Ray, professor de medicina preventiva da Universidade de Vanderbilt.

"Para pacientes com risco cardiovascular elevado e infecções para as quais não há alternativa aos antibióticos, os efeitos cardiovasculares da azitromicina poderão ser uma importante consideração clínica", afirmou.

Fonte R7

Nos Estados Unidos, quem leva o cão para o trabalho sofre menos de estresse

Cientistas comprovaram que o animal ajuda na saúde psicológica dos funcionários

Em algumas cidades dos Estados Unidos é permitido levar cães de estimação para o trabalho.

Tanto que uma pesquisa da Universidade Virginia Commonwealth, nos EUA, garante que quem tem a companhia os animais no serviço sofre menos de estresse. A pesquisa foi realizada em uma empresa na cidade de Greensboro, na Carolina do Norte.

De 20 a 30 cachorros convivem nas instalações da firma diariamente acompanhando seus donos. Os cientistas analisaram os funcionários que levavam seus cachorros e os que não tinham animais de estimação.

Além de responderem a um questionário, os empregados também tiveram sua saliva analisada. No final do dia constatou-se que os que haviam levado seus cães tinham sofrido muito menos de estresse do que aqueles que não tinham animais de estimação. Outro teste descobriu que no dia que os donos não levavam seus animais, o estresse era maior.

Os cientistas chegaram a conclusão que o animal pode contribuir para o desempenho e a satisfação dos empregados, bem como contribuir também para a sua saúde psicológica.

Fonte R7

Panamá investe em mosquitos modificados para conter dengue

País vai recorrer a cientistas britânicos para desenvolverem mosquitos geneticamente modificados

Cientistas querem introduzir no Panamá mosquitos geneticamente modificados por uma empresa britânica para combater o inseto transmissor da dengue, informou nesta quarta-feira (17) Néstor Sousa, diretor do Instituto Comemorativo Gorgas de Estudos de Saúde, com sede no Panamá.

Os mosquitos OGM (organismos geneticamente modificados) introduzidos seriam machos que competiriam com seus congêneres pelas fêmeas, cuja descendência morreria por não conseguir sobreviver à fase de larva na água, a menos que recebam um suplemento nuritivo.

Esta característica corresponde a um gene introduzido em laboratório pela empresa de biotecnologia britânica Oxytec. Este processo tecnológico, ainda em fase de estudo e para o qual foram realizadas experiências em Brasil, Malásia e Ilhas Caiman, têm efeitos adversos teóricos, mas nenhum real, afirmou Sousa, nesta quarta-feira, durante uma conferência.

Mas a técnica e a modificação genética geram muitos temores entre grupos de ecologistas, ainda mais porque até o momento não há autorizações para este tipo de prática e os projetos para compra dos mosquitos OGM da Oxytec devem aguardar autorizações oficiais.

Sousa tenta tranquilizar os críticos. "Os efeitos adversos teóricos existem, mas não há um risco real", insistiu, acrescentando que este método de controle é "mais seguro para o ambiente" do que os inseticidas.

Trata-se de "uma nova tecnologia para controlar as populações de mosquitos 'Aedes aegypti' (...), ficou demonstrado que se você libera estes mosquitos machos, periodicamente a população diminui", disse Sousa.

Além disso, assegurou que não há impacto ecológico ao eliminar o 'Aedes aegypti' porque os mosquitos podem fazer "suas mesmas funções" no ecossistema.

A tecnologia RIDL, da Oxytec, é uma variação melhorada da Técnica do Inseto Estéril, usada no Panamá há vários anos para controlar a bicheira ('Cochliomyia hominivorax').

Nesta técnica, machos "estéreis" são liberados para acasalar com fêmeas silvestres, reduzindo o êxito reprodutivo destas fêmeas. Repetidas liberações levam, portanto, à supressão da população silvestre.

Fonte R7

Melaço e azeite: fontes de proteção contra o envelhecimento do organismo

Alimentos combatem a ação dos radicais livres que danificam as células

Os radicais livres são os principais responsáveis pelo surgimento de doenças no nosso organismo.Diariamente nosso corpo os produz.

Os radicais livres são moléculas instáveis que se ligam a moléculas saudáveis e danificam células musculares e de DNA. Para evitar sua proliferação, é preciso descansar o corpo e a mente e seguir uma alimentação saudável.

Dentre os alimentos que evitam o aparecimento dos radicais livres está o melado. Produzido quando a cana-de-açúcar é convertida em açúcar branco, o melaço retém nutrientes perdidos durante o processo de refinamento e é rico em ferro e magnésio.O ideal é acrescentar uma colher de melaço a vitamina de frutas.

Outro alimento que ajuda e evitar o desgaste celular é o azeite. Esse óleo é rico em antioxidantes, reduz a tensão arterial e é uma excelente fonte de vitamina E. Além disso, o azeite também diminui os riscos de doenças cardiovasculares e até de alguns tipos de câncer.

Fonte R7

Zytiga se mostra promissor contra câncer de próstata

Tumor desapareceu quase totalmente em 34% dos pacientes que usaram medicamento

Um novo tratamento permitiu eliminar totalmente ou em grande parte um tipo de câncer de próstata com alto risco de se propagar pelo restante do corpo, revela uma pesquisa publicada nesta quarta-feira nos Estados Unidos.

A utilização do Zytiga, da Johnson and Johnson, que bloqueia a produção de testosterona, já havia sido testada para tratar estados avançados de câncer de próstata, mas esta é a primeira vez que o medicamento é empregado para combater o tumor nas primeiras etapas de desenvolvimento, assinalou a doutora Mary Ellen Taplin, da Faculdade de Medicina de Harvard, principal autora do estudo publicado pela Sociedade Clínica de Oncologia dos Estados Unidos.

Este tipo de câncer de próstata localizado é característico de homens nos quais o tumor invade completamente a glândula e, com frequência, se propaga a outros órgãos, apesar dos tratamentos agressivos.

Nos testes clínicos, os pesquisadores trataram 29 homens com este tipo de câncer durante 24 semanas com Zytiga associado à leuprolida, que reduz a produção de testosterona por outro mecanismo.

Um segundo grupo, de controle, formado por 27 homens, tomou apenas leuprolida durante três meses, e depois Zytiga e leuprolida durante as últimas doze semanas do estudo.

No primeiro grupo, o tumor desapareceu quase totalmente em 34% dos pacientes, contra 15% no grupo de controle.

"Para estes pacientes de alto risco é espetacular ter pouco ou nenhum câncer detectável na próstata após seis meses de tratamento com Zytiga", destacou Taplin.

Para a doutora Taplin, o tratamento poderá evitar uma operação de próstata, com efeitos indesejáveis como incontinência ou problemas de ereção.

O custo do Zytiga é de 5 mil dólares por mês.

Fonte R7