Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



terça-feira, 29 de maio de 2012

Organizações participam de mobilização pela saúde da mulher e redução da morte materna em todo Brasil

Rio de Janeiro – Redes e organizações da sociedade civil de diferentes estados brasileiros realizaramm durante todo o dia deo ntem (28) a Mobilização pela Promoção dos Direitos das Mulheres e Redução da Morte Materna.

No Rio de Janeiro, integrantes da Rede Estadual de Jovens Vivendo e Convivendo com HIV/Aids utilizaram a internet para divulgar uma campanha nacional sobre o tema. No dia 16 de junho o grupo vai realizar a oficina Estamos Todos Juntos Pela Redução da Morte Materna. Para a facilitadora da Rede, Damiana Cristina Adão, apesar dos avanços nas políticas públicas e na redução de mortes de gestantes, cerca de 90% das mortes de mulheres grávidas são evitáveis, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Hoje, de 92 mulheres que engravidam, uma morre durante o parto, segundo o Ministério da Saúde e a maioria é jovem. Por isso, queremos dar um grito para que a atenção à saúde da mulher seja humanizada e não discriminatória, pois muitas mulheres não têm condições financeiras nem de se deslocar para um hospital”, ressaltou.

No terreiro Ilê Omolú e Oxum, em São João de Meriti, Baixada Fluminense, mulheres de diferentes religiões participaram de uma oficina à tarde sobre os direitos das grávidas no Sistema Único de Saúde (SUS). “Muitas mulheres não sabem que têm direitos como, por exemplo, a de ter acompanhante no parto e no pós-parto, doze consultas e o direito à acessibilidade”, comentou a mãe Nilce de Iansan do Ilê Omolú e Oxum. “Por isso, nesse ponto de cultura e de promoção da saúde, todas as mulheres são bem-vindas para se informarem sobre seus direitos.”

A integrante da Rede Nacional de Regiões Afrobrasileiras e Saúde e do Grupo de Trabalho Mulheres de Axé, Vilma Piedade, explicou que o país já tem políticas nacionais que não são implementadas de forma efetiva. “Temos a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher e outra de Saúde da População Negra, mas é muito difícil implementá-las nos estados e municípios”, lamentou. “Não existe meio direito, meia negligência ou meia morte. Essas mortes são típicas de países subdesenvolvidos e o Brasil não pode continuar a ter esse tipo de óbitos.”

Vilma lembrou que as mulheres negras são as maiores vítimas e que doenças como a anemia falciforme e o diabetes agravam o quadro, por afetarem principalmente a população negra.

Ainda no Rio, estudantes da Rede Lai Lai Apejo e do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet/RJ) distribuíram materiais da campanha pela redução da mortalidade materna na Estação de Metrô de São Cristóvão e realizaram uma roda de conversas sobre mortalidade materna na sede do Cefet.

As atividades da mobilização, que celebra hoje (28) a Luta Pela Saúde da Mulher e a Redução da Mortalidade Materna, estão agendadas para serem realizadas em todo o Brasil.

Idealizada em 2009 pelo Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa) e pela Prefeitura do Município de Salvador, com apoio do Ministério da Saúde, a mobilização vem ganhando adesões desde então.

Dados do relatório Tendências Sobre a Mortalidade Materna: 1990 a 2010, elaborado pela OMS, apontam que o país registrou uma redução de 51% nas mortes maternas, superior à média mundial (47%) e latino-americana (41%) para o período, mas ainda insuficiente para alcançar a meta do Objetivo de Desenvolvimento do Milênio que estabelece uma redução de 75% em relação aos dados de 1990.

Ainda segundo o relatório, a cada dois minutos uma mulher morre por complicações na gravidez. As quatro causas mais comuns de morte são hemorragias graves após o parto, infecções, hipertensão durante a gravidez e abortos inseguros, realizados em más condições. Noventa e nove por cento das mortes maternas ocorrem nos países em desenvolvimento.

Fonte Agência Brasil

Campanha destaca importância de mamografia para mulheres com mais de 40 anos

Rio de Janeiro - Toda mulher, a partir dos 40 anos, deve realizar anualmente um exame de mamografia e procurar um mastologista, médico especializado no cuidado das mamas, para uma consulta. Este é o principal alerta da Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Mama, que foi lançada ontem (28), no Rio de Janeiro, pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). De acordo com a entidade, as medidas aumentam as chances de um diagnóstico precoce e contribuem para a redução do índice de mortalidade em consequência da doença.

O câncer de mama é o segundo tipo mais frequente no mundo, atrás apenas do câncer de pulmão. De acordo com estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Brasil deve registrar este ano 11 mil mortes por causa da doença e 51 mil novos casos devem ser diagnosticados.

A mastologista Mônica Travassos, membro da SBM e uma das responsáveis pela mobilização, destacou que o câncer de mama é o mais temido pelas brasileiras porque, além dos danos físicos, causa prejuízos psicológicos que afetam a percepção da sexualidade e a autoestima da mulher. Ela enfatizou que quando a doença é identificada em estágios iniciais, a chance de cura supera 95% dos casos.

“A mamografia é a melhor arma para o diagnóstico da doença a partir dos 40 anos de idade e para aumentar as chances de cura. Diagnosticamos os tumores com tamanhos ainda pequenos. Quanto mais cedo eles forem encontrados, mais cedo é possível combatê-los”, afirmou.

Mônica Travassos destacou que para estimular o engajamento, um hotsite no portal da SBM publicará fotos de peitos produzidas por internautas anônimas. Além disso, a fanpage da instituição no site de relacionamentos Facebook e o canal no Twitter veicularão notícias sobre o câncer de mama e servirão de meio de comunicação para a população tirar dúvidas. No portal da Sociedade Brasileira de Mastologia há uma lista com os locais onde o exame pode ser feito gratuitamente no país, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Após seis anos em tratamento contra um câncer de mama, a dona de um serviço de buffet no Rio de Janeiro, Ruth Nery, 61 anos, recebeu alta na última terça-feira (22). Após muitas idas e vindas ao Instituto Nacional do Câncer (Inca), a carioca conta que o resultado foi muito comemorado pela família e pelos amigos. Segundo Ruth, ter o diagnóstico da doença ainda em estágio inicial foi fundamental para a cura.

“Eu recebi o diagnóstico após um exame de mamografia pedido pelo meu médico e hoje eu sei como isso foi importante. Recomendo a todas as mulheres que se cuidem e façam o mesmo. Hoje posso dizer que estou curada e tenho uma vida normal”, disse.

Fonte Agência Brasil

Campanha de vacinação contra a gripe imuniza 54% do público-alvo em São Paulo

São Paulo – A campanha nacional de vacinação contra a gripe imunizou pouco mais de 50% do público-alvo no estado. De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, até a última sexta-feira (25), foram vacinados 3,7 milhões de paulistas, resultando em 54% de cobertura. Desses 60% foram crianças, 56% idosos e 48% grávidas.

Como a prorrogação da campanha até sexta-feira (1º), a secretaria espera alcançar a meta de 5,3 milhões de pessoas imunizadas, o que corresponde a 80% do número de cidadãos dentro dos grupos atendidos, que inclui também indígenas e profissionais de saúde. A vacina imuniza a população contra a influenza A (H1N1) e outros dois tipos do vírus Influenza – as variedades A (H3N2) e B.

Segundo a diretora de Imunização da secretaria, Helena Sato, o que aconteceu neste ano é muito semelhante ao que houve no ano passado. “Com três semanas de campanha, não tínhamos chegado à nossa meta, mas com a prorrogação chegamos. A ideia da prorrogação é justamente essa, porque as pessoas ainda deixam para depois ou são resistentes a tomar a vacina porque acham que vão ter reação”, disse.

Uma das reações que as pessoas temem é a possibilidade de tomarem a vacina e aí sim ficarem gripadas, mas a médica explicou que a vacina é feita com fragmentos do vírus, incapazes de causar a gripe. “A vacina pode dar reação, mas nada além de uma febre nos dois dias que se seguem à imunização. E, normalmente, não mais que 10% daqueles que a tomarem terão essa reação”.

Entretanto, Helena também destacou que, mesmo depois de 14 campanhas realizadas, ainda há pessoas que deixam de se vacinar mesmo sendo do grupo prioritário, por não entenderem a importância da vacinação. “Crianças, grávidas e idosos infectados com a gripe têm maior risco de evoluírem com complicações, como pneumonia e internação hospitalar”.

Entre as gestantes, a cobertura acaba sendo menor na comparação com outros grupos, devido ao temor de que a vacina faça mal ao bebê. “A vacina não faz mal ao bebê, não causa má-formação. Ao contrário, a mãe tomando a vacina faz o bebê nascer imunizado, pois [a imunização] passa para ele pela placenta”.

Segundo dados do Ministério da Saúde, estudos demonstram que a vacinação contra a gripe pode reduzir entre 32% a 45% o número de internações por pneumonias e entre 39% e 75% a mortalidade global.

Até sexta-feira, continuam em funcionamento no estado de São Paulo os 7 mil postos de vacinação, entre fixos e volantes, além de 3,5 mil veículos, 32 ônibus e cinco barcos. Os postos de saúde vão abrir das 8h às 17h.

Fonte Agência Brasil

Baixa nos estoques de bancos de sangue da capital paulista começa a ser revertida, mas situação ainda preocupa

São Paulo – Após um período crítico de falta de doadores de sangue, que forçou, inclusive, o adiamento de algumas cirurgias na capital paulista, a situação dos bancos de sangue começa a melhorar no estado. Na Fundação Pró-Sangue, por exemplo, que abastece 128 hospitais da capital e região metropolitana de São Paulo, o número de doadores mais que dobrou na semana passada e passou de 230 para cerca de 500 por dia.

Segundo a entidade, os alertas sobre a redução dos estoques de sangue, emitidos pela Secretaria de Estado da Saúde e pelo Ministério da Saúde, colaboraram para o aumento das doações na última semana.

Os dados do ministério mostram que, com a aproximação do inverno e das férias de julho, as doações caem de 20% a 25%. Nas últimas semanas, os estados do Rio de Janeiro, de São Paulo e do Rio Grande do Sul tiveram as maiores quedas nas doações, com redução de até 40%, de acordo com o ministério.

Na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, a redução levou ao cancelamento de cirurgias eletivas. “Cirurgias que não eram de urgência tiveram que ser adiadas na semana retrasada. Estávamos com um estoque de apenas 30% de bolsas de sangue”, explicou o coordenador do Hemocentro, Dante Mário Langhi, que não soube informar quantas cirurgias foram canceladas ao todo. Segundo Langhi, hoje, a situação é melhor, mas os níveis de estoque ainda estão 30% abaixo do que é ideal.

Atualmente, o número de doadores na Santa Casa varia de 150 a 180 pessoas por dia, quando o ideal seria de 230 a 250 para atender nove hospitais da capital e região metropolitana. Há cerca de duas semanas, o número foi ainda menor, chegando a apenas 60, no máximo 70, doações diárias. De acordo com Langhi, a queda na temperatura, no final de abril e início de maio, pode ter sido um dos fatores para a diminuição das doações, tendo em vista que as pessoas saem menos de casa nos períodos de frio.

Segundo Selma Soriano, hematologista e hemoterapeuta da Pró-Sangue, a situação melhorou, mas é necessário manter a média atual de 450 a 500 doações por dia para que os estoques dos hospitais atendidos pela fundação na capital e região metropolitana não entrem em colapso. De acordo com a médica, o estoque dos tipos sanguíneos O positivo e O negativo está em estado de alerta, com bolsas suficientes para dois ou três dias. O tipo A negativo também está em alerta, mas já se aproxima de estado crítico, quando o estoque seria suficiente para somente um ou dois dias. Os demais tipos sanguíneos estão em um nível ideal, que corresponde ao período de uma semana.

Há duas semanas, o estoque do tipo A positivo, por exemplo, chegou ao nível de emergência, não sendo suficiente para mais de 24 horas. Apesar da baixa, nos hospitais atendidos pelo Hemocentro, não foi necessária a remarcação de cirurgias eletivas. Também houve adiamento de cirurgias em hospitais atendidos pela fundação. “Tivemos que postergar alguns procedimentos que não eram de urgência. O paciente ficava internado por um ou dois dias aguardando um melhor nível do estoque de sangue”, explicou Soriano.

Qualquer pessoa com peso acima de 50 quilos e idade entre 18 e 67 anos pode doar sangue. No momento da doação, é necessário apresentar documento com foto, válido em todo território nacional. O Ministério da Saúde orienta que os doadores não estejam em jejum, façam um repouso mínimo de seis horas na noite anterior à doação, não tomem bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores, evitem fumar por duas horas antes da doação e evitem alimentos gordurosos nas três horas antecedentes.

Fonte Agência Brasil

Diminuição de casos da doença mostra que o Rio não vive mais epidemia de dengue

Rio de Janeiro – A tendência decrescente do número de doentes de dengue, a partir do mês de abril e início de maio, quando foram registrados 166,3 casos por 100 mil habitantes, descaracteriza a situação epidêmica na capital fluminense, disse ontem (28) o secretário de Saúde do município do Rio, Hans Dohmann. Segundo ele, o número acumulado da doença já chega a 82.680 casos. Desse total, 258 foram registrados na última semana.

“Isso era esperado para essa época do ano. Conforme o período diurno vai diminuindo e a temperatura caindo, o normal é que haja um decréscimo. Foi isso que nós anunciamos em agosto do ano passado. A gente acertou na projeção da curva e, ela está se confirmando agora”, disse.

O secretário anunciou ainda que com o fim da epidemia, os 31 polos de atendimento devem ser desativados gradativamente, dependendo do grau de incidência de cada região. Ele ressaltou que até o final deste mês, os carros fumacê, que nebulizam com inseticida regiões da cidade, devem parar de circular no município. “A gente vai devagar desmobilizando o aparato que foi montado para o atendimento e, já vamos pensando no ano que vem, convidando a população para se manter atenta”.

Segundo o boletim semanal divulgado hoje pela Secretaria Municipal de Saúde, 19 pessoas morreram em decorrência de dengue na cidade. Os bairros que mais registraram casos foram de Bangu, Realengo e Campo Grande, na zona oeste, com 103 notificações. Em seguida aparece a localidade de Madureira e região, com 43 casos.

Fonte Agência Brasil