Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



terça-feira, 29 de maio de 2012

Doença hepática

Definição

O termo "doença hepática" se aplica a várias doenças e distúrbios que fazem com que o fígado funcione de maneira inadequada ou pare de funcionar.
Dor abdominal, amarelamento da pele ou dos olhos (icterícia) ou resultados anormais de testes da função do fígado sugerem que você tem doença hepática.
Consulte também:
Foto: ADAM
Cirrose do fígado

Uma doença crônica do fígado que causa danos ao tecido do órgão, produzindo cicatrizes (fibrose; regeneração nodular), redução progressiva na função do fígado, fluido excessivo no abdome (ascite), distúrbios de sangramento (coagulopatia), pressão elevada nos vasos sanguíneos (hipertensão portal) e distúrbios da função cerebral (encefalopatia hepática).
O uso excessivo de álcool é a principal causa de cirrose.

Fonte iG

Tabela sobre o cuidado e segurança dos dentes das crianças

Os dentes frontais superiores são os mais atingidos nos acidentes

Segurança e seus dentes:
Danos aos dentes podem, muitas vezes, ser prevenidos, especialmente se você sabe os cuidados que deve ter.

Esta tabela pode ajudá-lo nisso. Assinale as áreas específicas que você sabe que são perigosas.
 
 
 
 
CausaPrevençãoÁreas de Perigos Potenciais no Local
Puxar/empurrar- Estimule crianças a ter consideração um pelos outros e, de maneira gentil, lembre-os de esperar a vez quando apropriado
Cair da escada- Não apresse as crianças.
- Lembre as crianças de usarem o corrimão.
Cair da bicicleta ou
de um brinquedo em parquinhos
- Reveja a regras de segurança.
- Ensine a usá-lo(a) de maneira segura.
- Certifique-se de que são apropriados para a idade e de que estão em bom estado.

Correr com objetos na boca
- Façam, juntos, uma lista das únicas coisas que devem ser colocadas na boca e a ilustrem. Pendure na altura dos olhos das crianças.
Cair/tropeçar- Lembre às crianças que elas devem andar e não correr.
- Deixe o caminho livre de brinquedos, materiais e poças.

Acidentes de carro (paradas bruscas)
- Sempre use cinto de segurança.
- Dê objetos para seus filhos simularem a situação.
Morder objetos duros- Façam, juntos, uma lista do que não se deve morder. Estimule as crianças a incluir itens na lista assim que lembrarem de algo
Você Sabia?
- Os dentes frontais superiores são os mais atingidos nos acidentes.
- Os dentes de trás e a gengiva normalmente são feridos ao mastigarmos lápis, gelo ou quebrarmos nozes.

Fonte Colgate-PAlmolive

A vacinaç~çao contra a gripe foi prorrogada até 1° de junho

Probióticos ajudam a vencer diarreia causada por antibióticos

Análise de 82 estudos apontou que o uso de probióticos reduziu em até 42% a diarreia associada a esses medicamentos

Os probióticos – micro-organismos vivos que oferecem certos benefícios a seu hospedeiro – reduzem de forma significativa o risco de diarreia causada pelo uso de antibióticos, concluiu uma análise feita em 82 estudos sobre o tema.

A maioria das pesquisas testou espécies de lactobacilos encontradas em iogurtes, queijos e outros alimentos. Outros testaram combinações entre lactobacilos e outros organismos probióticos.

Os estudos envolveram pacientes internos e externos, crianças e adultos, e incluíram dados de diferentes antibióticos administrados em doses e esquemas de tratamento variados. Em geral, o uso de probióticos reduziu em até 42% a taxa de diarreia associada a antibióticos.


A análise revelou que ainda não há evidências de um probiótico cuja eficácia fosse significativamente maior do que a dos outros, nem de marcas de iogurte que seriam mais eficazes que os probióticos adquiridos em farmácias.

A maioria dos estudos deixou de documentar as cepas de “bactérias do bem” usadas ou a potência das preparações alimentares.

“Nosso estudo não diz se é melhor usar um ou outro probiótico”, afirmou Sydne J. Newberry, coautora do relatório e pesquisadora da RAND Corp.

“Isso parece ser algo relativamente inofensivo de se tentar fazer, mas precisamos trabalhar mais antes de afirmar que um é melhor que o outro.”

A meta-análise foi publicada este mês no periódico The Journal of the American Medical Association.

Fonte iG

Líderes em abuso de álcool são mulheres jovens e homens de meia-idade

Intervenção antes que o excesso vire vício permitiria convívio social com o álcool, dizem especialistas

Aos 13 anos, Alice virou três doses de pinga de uma vez, para parecer mais velha e descolada na frente dos amigos. Não largou mais a muleta da bebida alcoólica. Aos 56 anos, Manoel bebeu quase três litros de cachaça após perder o emprego e brigar com a mulher. Naquele porre, acredita, firmou o longo casamento com a dependência química.

Ela tão nova, ele na meia-idade. Ambos exemplificam o padrão nocivo de uso de álcool que acaba de ser detectado por uma pesquisa financiada pela Organização Mundial de Saúde. O estudo, chamado Megacity – feito nas Américas e na Europa – foi realizado no Brasil em parceria com o Instituto de Psiquiatria da Universidade de São Paulo (USP). Foram ouvidos 5.037 adultos da região metropolitana de São Paulo.

Os recortes dos dados nacionais sobre dependência de álcool em homens e mulheres foram antecipados com exclusividade ao iG Saúde e revelam percursos diferentes do vício na comparação dos gêneros.

“Enquanto no sexo feminino o maior índice de uso abusivo e de dependência de álcool está na faixa-etária mais jovem (até 24 anos), no recorte masculino esta maioria apareceu mais tarde, após os45”, afirma Camila Magalhães Silveira, autora do estudo no País e coordenadora do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool (Cisa).

A diferença, inesperada pelos pesquisadores, mostra uma mudança no comportamento da população dependente, já que há duas décadas a maior parte dos abusadores homens também era concentrada em uma fase mais precoce.

No passado, pontuam os especialistas, para cada cinco usuários problemáticos de álcool existia uma mulher na mesma condição. Atualmente, mostra o estudo, a razão comparativa é de 1 para 1. Elas já bebem tanto quanto eles, mas concentradas em fases distintas.

Curvas opostas
Alice, 23 anos, acumula mais de 120 meses de uso descontrolado “de toda e qualquer coisa alcoólica”, está no grupo de 6% de mulheres que antes mesmo dos 25 já apresentam problemas de saúde graves motivados pela bebida. O índice é mais do que o dobro do identificado entre as com mais de 45 anos – nesta parcela a taxa soma 2,9%.

No sexo masculino, entretanto, a curva é inversa. Os jovens com menos de 25 anos que apresentam as sequelas do consumo exagerado de cerveja, destilados e vinho somam 11,1%, contra 27,6% entre os que já completaram ou passaram dos 45 aniversários (16,5 pontos porcentuais a mais).

Em encontro recente com a reportagem, Manoel conta que sempre bebeu, mas só perdeu o controle “quando tinha família e era pra lá de maduro”. Hoje ele tem 63 anos.

A grande diferença entre as faixas etárias de homens e mulheres nas estatísticas de uso problemático de álcool tem algumas hipóteses.

A primeira explicação é fisiológica, e por si só um fator preocupante, aponta a psiquiatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) especializada em drogas, Alessandra Dihel.

“A estrutura hormonal delas é mais vulnerável ao álcool, o que faz com que seja mais precoce nelas a fragilidade diante do consumo de álcool. Para ter os mesmos danos que eles, as jovens precisam beber bem menos e por bem menos tempo.”

Outro fator apontado pela psicóloga especialista em dependência química da clínica Maia, Adriana Talarico, é o gatilho para a utilização nociva de álcool.

“No discurso dos homens, a motivação são as frustrações ao longo da vida, um declínio profissional e na produtividade, eles passam a se considerar um fardo à família, questionar as próprias conquistas”, pontua.

“Elas, por sua vez, falam da pressão para começar a vivência. A aceitação no grupo, no mercado de trabalho e também para lidar com as obrigações múltiplas que surgem desde muito cedo.”

A autora do estudo Megacity, Camila Siqueira, traz à tona outra questão: o foco da prevenção.

“É mais recente a aceitação social do uso do álcool pelas mulheres. Antes, elas não bebiam. Com isso, o foco das campanhas preventivas ficou muito centrado nos homens. As mulheres ficaram negligenciadas desta abordagem. Raros são os ginecologistas, por exemplo, que questionam se as suas pacientes bebem, fumam ou usam outras drogas.”

Perdas e ganhos
De acordo com as pesquisadoras ouvidas pela reportagem, quanto mais rápido forem feitas intervenções para evitar o comportamento abusivo, maior é a chance da pessoa afetada de mudar o curso da dependência etílica que pode comprometer o fígado, os pulmões, o coração, a fertilidade, além de aprisionar o usuário aos quadros de compulsão e depressão.

Neste sentido, a pesquisa Megacity foi pioneira também em mapear não apenas os dependentes de álcool, mas os que estão na categoria “abusadores”, fase anterior ao vício propriamente dito.

“Os usuários abusivos, por exemplo, já podem ter alterações em alguns exames clínicos provocados pela bebida, podem ter faltado muitos dias no trabalho devido à ressaca ou mudado os planos de vida por causa do álcool. Mas eles não sofrem de abstinência ou compulsão, duas características essenciais nos dependentes químicos”, explica Camila.

Se tiverem acesso ao acompanhamento terapêutico na fase de abuso – antes da transição para a dependência – estas pessoas podem até ser submetidas a um novo paradigma de tratamento para o álcool: uma relação saudável com o álcool, na qual o consumo não é totalmente banido da vida social.

“Os dependentes nunca mais podem beber, não é indicado nenhum gole. O consumo é zero. Já os abusadores, em alguns casos, podem voltar a beber socialmente”, diz a pesquisadora, lembrando que alguns chegam à etapa da dependência sem passar pelo abuso e alguns abusadores nem chegam à categoria dependente, apesar de sofrer problemas de saúde decorrentes do uso frequente da bebida.

Segundo a pesquisa, dos 6% de mulheres entre 18 e 24 anos que apresentam problemas com o álcool, 5,4% estão no padrão “abuso” e 0,6% no “dependentes”. Dos 27,6% de homens entre 45 e 54 anos computados no uso nocivo, 17,6% são abusadores e 10% estão na fase da dependência etílica.

Alice e Manuel fazem parte do segundo grupo e jamais poderão voltar a beber. Para ambos, as diferentes etapas da vida estão traçando rumo distintos à estrada da recuperação. Ela foca nas coisas que deixou de viver por causa do álcool.

“Nunca dancei uma música sem estar bêbada, não consegui terminar nenhuma faculdade, não tenho um livro de preferência porque também não consegui concentração para ler”.

Manoel, por sua vez, olha para o que deixou no caminho. “Meu filho, meu emprego, minha dignidade, minha casa, minhas conquistas, tudo ficou perdido.”

Felizmente, a disposição para seguir é compartilhada pelos dois. Alice quer saborear tudo que ainda está por vir. Manoel relembrar o gosto das vitórias que já teve.

Fonte iG