Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quinta-feira, 31 de maio de 2012

Doença pulmonar

Definição
Doença pulmonar é qualquer doença ou distúrbio que ocorra nos pulmões ou que leve os pulmões a não funcionarem adequadamente.


Foto: ADAM
O ar é inspirado por meio das passagens nasais, percorre a traqueia e os brônquios e vai até os pulmões
 
 
Existem três tipos principais de doença pulmonar:

1) Doenças das vias respiratórias -- Essas doenças afetam os tubos (vias) que transportam oxigênio e outros gases para os pulmões. Essas doenças causam um estreitamento ou bloqueio das vias respiratórias. Elas incluem asma, enfisema e bronquite crônica. Pessoas com doenças das vias respiratórias às vezes descrevem a sensação como "tentar expirar através de um canudo".
2) Doenças do tecido pulmonar -- Essas doenças afetam a estrutura do tecido pulmonar. A escoriação ou inflamação do tecido incapacita os pulmões de se expandirem totalmente ("doença pulmonar restritiva"). Ela também faz com que os pulmões sejam menos capazes de absorver oxigênio (oxigenação) e liberar dióxido de carbono. Fibrose e sarcoidose pulmonares são exemplos de doenças no tecido pulmonar. Às vezes, as pessoas descrevem a sensação como "vestir um suéter ou colete muito apertado" que não permite que elas respirem fundo.
3) Doenças da circulação pulmonar -- Essas doenças afetam os vasos sanguíneos dos pulmões. Elas são causadas por coagulação, escoriação ou inflamação dos vasos sanguíneos. Elas afetam a capacidade de os pulmões absorverem oxigênio e liberarem dióxido de carbono. Essas doenças também podem afetar o funcionamento do coração.

Foto: ADAM
O fumo passivo foi classificado como uma causa conhecida de câncer de pulmão em humanos (carcinógeno Grupo A)

A maioria das doenças pulmonares realmente envolve uma combinação dessas categorias.
As doenças pulmonares mais comuns incluem:
Outras doenças pulmonares incluem:
  • Asbestose
  • Aspergiloma
  • Aspergilose
  • Aspergilose - invasiva aguda
  • Atelectasia
  • Pneumonia eosinofílica
  • Câncer pulmonar
  • Pneumonia necrotizante
  • Efusão pleural
  • Pneumoconiose
  • Pneumocistose
  • Pneumonia
  • Pneumonia em paciente imunodeficiente
  • Pneumotórax
  • Actinomicose pulmonar
  • Proteinose alveolar pulmonar
  • Antraz pulmonar
  • Malformação arteriovenosa pulmonar
  • Edema pulmonar
  • Embolia pulmonar
  • Histiocitose pulmonar X (granuloma eosinofílico)
  • Hipertensão pulmonar
  • Nocardiose pulmonar
  • Tuberculose pulmonar
  • Doença veno-oclusiva pulmonar
  • Doença pulmonar reumatoide
Fonte iG

Manutenção dos protetores bucais

O protetor bucal só deve ser usado durante a prática de esportes ou jogos.

Depois de feitos os ajustes em seu protetor bucal para que este se encaixe corretamente nos dentes, é preciso que você aprenda a fazer a manutenção do aparelho. O protetor bucal só deve ser usado durante a prática de esportes ou jogos. Não morda o protetor para não reduzir a eficácia do plástico ou material laminado.

Seu dentista deve eliminar todas as bordas finas do aparelho para evitar que irritem ou machuquem a gengiva ou bochechas. Depois de usar o protetor bucal verifique se está em perfeitas condições. Se estiver danificado, substitua-o para evitar irritação na gengiva. A durabilidade do protetor depende dos cuidados que você dispensar a ele.

Depois de usá-lo, limpe-o com água fria e utilize uma escova com creme dental para eliminar as bactérias que possam ter aderido a ele durante o uso. Enxágue-o e guarde-o em um estojo, em temperatura ambiente, até a próxima prática desportiva. Vá ao dentista regularmente e peça-lhe que esclareça as dúvidas que você tiver em relação ao uso do protetor bucal nas práticas desportivas.

Fonte Colgate-Palmolive

Nova droga contra o Alzheimer foca na prevenção

EUA testarão medicamento para impedir o desenvolvimento da doença em colombianos com forma hereditária de Alzheimer

No dia 15 de maio, autoridades dos Estados Unidos anunciaram que um ensaio clínico que pode levar a novos tratamentos para prevenir o Alzheimer em pessoas com propensão genética para desenvolvê-lo – mas que ainda não têm quaisquer sintomas – testará pela primeira vez um medicamento destinado a impedir o aparecimento da doença.

Os especialistas dizem que o estudo será um dos poucos já realizados para testar tratamentos de prevenção de doenças geneticamente predestinadas. No caso da doença de Alzheimer, o estudo é inédito, "o primeiro a se concentrar em pessoas que estão cognitivamente normais, mas que têm um risco muito elevado de desenvolver a doença ", disse o médico e pesquisador Francis S. Collins, diretor dos Institutos Nacionais de Saúde.

A maioria dos participantes virá da família que tem mais membros com Alzheimer do que qualquer outra do mundo, um clã de cinco mil pessoas que vivem em Medellín, na Colômbia, e em aldeias montanhosas remotas fora da cidade.

Os membros da família que têm uma mutação genética específica começam a demostrar comprometimento cognitivo aproximadamente aos 45 anos, e demência completa em torno de 51. Isso os debilita nos principais anos em que estariam profissionalmente ativos, à medida que suas lembranças desaparecem e a doença começa a afetar rapidamente a capacidade de andar, comer, falar e se comunicar.

Trezentos membros da família vão participar do ensaio inicial. Os que têm a mutação estarão a anos de distância de apresentar sintomas, alguns ainda com cerca de 30 anos.

"Por causa desse estudo, não nos sentimos tão sozinhos", disse Gladys Betancur, de 39 anos, membro da família. A mãe de Gladys morreu de Alzheimer, três de seus irmãos já têm sintomas e ela se submeteu a uma histerectomia por medo de ter a mutação e passá-la para seus filhos.

"Às vezes achamos que a vida está chegando ao fim, mas agora sentimos que as pessoas estão tentando nos ajudar."

O estudo, com financiamento de 100 milhões de dólares, terá duração de cinco anos, mas em dois anos, testes sofisticados poderão indicar se o medicamento ajuda a conter o declínio da memória ou as alterações no cérebro, disse Eric M. Reiman, diretor executivo do Instituto Banner de Alzheimer, em Phoenix, e líder do estudo.

Para especialistas em Alzheimer que não estão envolvidos com o estudo, embora apenas uma pequena porcentagem de pessoas com Alzheimer tenha a forma genética de início precoce que afeta a família colombiana, a expectativa é de que o teste produza informações que possam ser aplicadas a milhões de pessoas que irão desenvolver o Alzheimer de modo mais convencional ao redor do mundo.

"Isso traz uma oportunidade extraordinária de responder a um grande número de perguntas, enquanto que ao mesmo tempo oferecemos a essas pessoas alguma ajuda clínica significativa que de outra forma elas nunca teriam tido", disse Steven T. DeKosky, pesquisador do Alzheimer e vice-presidente e diretor da Faculdade de Medicina da Universidade de Virginia. DeKosky fez parte de um grande grupo consultado no início do estudo, mas não tem envolvimento com ele.

Cerca de 5,4 milhões de americanos têm Alzheimer, e os números estão crescendo bastante, à medida que a chamada geração "baby boom" envelhece. A equipe de Reiman está planejando realizar um teste semelhante com pessoas que demonstram um risco elevado de desenvolver Alzheimer tardiamente, de modo convencional, nos Estados Unidos. O estudo anunciado neste mês incluirá um pequeno número de norte-americanos com mutações genéticas que indicam um início precoce de Alzheimer.

O teste do medicamento faz parte do primeiro plano do governo federal nacional para tratar a doença de Alzheimer, anunciado em 15 de maio por Kathleen Sebelius, secretária de saúde e serviços humanos.

O governo surpreendeu ao destinar 50 milhões de dólares do orçamento de 2012 dos Institutos Nacionais de Saúde para pesquisas consideradas promissoras demais para serem adiadas, incluindo o teste a ser conduzido na Colômbia e um estudo para saber se a insulina inalada pode amenizar transtornos cognitivos leves, disse Collins.

Houve a proposta de destinar outros 100 milhões de dólares principalmente para pesquisas em 2013, mas também para a educação, o apoio a cuidadores e a coleta de dados.

O sucesso do teste que será realizado na Colômbia, claro, não é algo certo. Muitos ensaios falham, e as pesquisas destinadas ao Alzheimer, até agora, não encontraram nenhum tratamento cuja eficácia dure mais do que meses. Porém, especialistas dizem que testar os medicamentos anos antes que os sintomas apareçam pode ter um potencial maior, já que o cérebro ainda não estaria devastado pela doença.

O experimento será financiado com 16 milhões de dólares dos Institutos Nacionais de Saúde, 15 milhões de dólares de doadores privados por meio do Instituto Banner e cerca de 65 milhões de dólares da Genentech, fabricante norte-americana do medicamento.

O medicamento é o Crenezumab, que ataca as placas amiloides no cérebro. Se ele mostrar que pode evitar problemas de memória ou cognitivos, os cientistas saberão que a prevenção ou o retardo são possíveis por meio de uma intervenção no amiloide anos antes da demência se desenvolver. Muitos dos pesquisadores do Alzheimer acreditam que o amiloide é uma causa subjacente da doença de Alzheimer.

Em 2010, o New York Times publicou uma reportagem sobre a prevalência de demência nessa grande família colombiana e as esperanças dos cientistas quanto à realização de testes de medicamentos preventivos. Mas convencer as empresas farmacêuticas a investirem levou meses.

Há questões científicas e éticas implicadas em dar medicamentos a pessoas que estão saudáveis e pessoas que vivem em um país em desenvolvimento, algumas das quais têm pouca instrução, renda baixa e superstições antigas sobre a doença que eles chamam de "la bobera" – a loucura.

"A primeira coisa que fiz foi perguntar a mim mesmo: 'Será que estamos nos aproveitando dessas pessoas?'", disse Richard H. Scheller, vice-presidente executivo de pesquisa e desenvolvimento inicial da Genentech. "A resposta, claramente, foi não."

Os riscos, segundo ele, são equilibrados pelo fato de que, se nada for feito, "eles com certeza vão desenvolver essa doença absolutamente terrível".

Os poucos testes de tratamentos preventivos – que envolvem a ginkgo biloba, o tratamento de reposição hormonal em mulheres e os anti-inflamatórios – envolveram pessoas que talvez não desenvolvessem a doença. Essas terapias falharam ou causaram efeitos colaterais adversos.

Testar medicamentos nesse tipo de população demanda "muitos voluntários saudáveis, muito dinheiro e muitos anos", disse Reiman.

A população colombiana é ideal porque ela é grande o suficiente para fornecer resultados sólidos, e facilita identificar quem a doença vai afetar e quando.

O Crenezumab foi escolhido para o teste a ser realizado na Colômbia em parte porque não parece ter efeitos colaterais negativos, ao contrário de outras drogas destinadas à remoção das placas amiloides do cérebro, disse Francisco Lopera, neurologista colombiano que já trabalhou com a família há décadas e é líder do estudo. Outros tratamentos contra o amiloide causaram edema nos vasos sanguíneos, um desequilíbrio de fluidos que pode ter consequências graves.

O Crenezumab está sendo administrado em dois ensaios clínicos que envolvem pessoas com sintomas de demência leves a moderados nos Estados Unidos, Canadá e Europa Ocidental. O objetivo é averiguar se o medicamento pode ajudar a reduzir o declínio cognitivo ou o acúmulo de placas amiloides, de acordo com a Genentech.

No estudo a ser conduzido na Colômbia, previsto para começar no próximo ano, 100 membros da família que têm a mutação vão receber a droga a cada duas semanas, tomando uma injeção em um hospital. Outros 100 portadores vão receber um placebo. E como muitas pessoas não querem saber se têm a mutação, os pesquisadores vão incluir 100 não portadores no estudo, que receberão um placebo.

Os pesquisadores desenvolveram uma sofisticada bateria de cinco testes de memória e cognitivos utilizados em outros estudos, nos quais mostraram detectar alterações sutis, que geralmente passam despercebidas, na capacidade de memorização e raciocínio. Pierre N. Tariot, diretor do Instituto Banner e líder do estudo, disse que as atividades envolvem a rememoração de palavras e de nomes de objetos, o raciocínio não verbal, a lembrança de épocas e lugares, e testes de desenho que solicitam que o participante copie imagens complexas.

Segundo Tariot, os pesquisadores também pretendem avaliar mudanças no estado emocional das pessoas, tais como "irritabilidade, tristeza, choro, ansiedade e impulsividade – essas são características básicas do aparecimento da doença".

Os cientistas vão fazer medições fisiológicas, incluindo exames de tomografia por emissão de pósitrons (PET) que medem o material amiloide e o modo como a glicose é metabolizada no cérebro, exames de ressonância magnética que medem se o cérebro está encolhendo, e exames de fluido cerebrospinal que medem o amiloide e a tau, proteína presente em células cerebrais degenerescentes.

Se o medicamento for capaz de tratar qualquer um desses indicadores, disse Reiman, os cientistas poderão então cuidar de uma dessas alterações fisiológicas precoces, assim como a pressão alta e o colesterol são tratados para prevenir doenças cardíacas.

Ambos os lados da família de Marcela Agudelo, 17 anos, de Medellín, têm a doença de Alzheimer, porque seus pais são primos distantes. Marcela assistiu a morte da avó materna, e seu pai, de 55 anos, antes um vibrante comerciante de gado, deteriorou-se tanto que não consegue mais andar, falar ou rir.

Com a pesquisa, "temos mais esperança de conseguir uma cura", disse Marcela, "ou pelo menos de ter uma vida melhor".

Fonte iG

Alimentos que ajudam a desinchar

Embora tenha origens diversas, o inchaço pode estar ligado à alimentação. Veja o que fazer e o que comer para evitá-lo

A causa pode ser prisão de ventre, estresse, alergias alimentares ou qualquer outro problema de saúde como intolerância a lactose ou problemas gastrointestinais. O fato é que ninguém gosta daquela sensação de barriga inchada, que pode durar horas.

O nutricionista David Grotto, no livro “101 Alimentos para uma vida plena” (Ed. Larousse) e a Clínica Mayo oferecem dicas de como evitar o inchaço e uma lista de alimentos que podem ajudar a reduzir o inchaço.

Mude de atitude
Escute o corpo: preste mais atenção aos efeitos do que você come na sua barriga e evite os alimentos que aumentam a sensação de inchaço.

Modere a ingestão de gordura: ela atrasa o esvaziamento do estômago e favorece a sensação e estufamento.

Coma devagar e aposente o canudinho: comer rápido e beber líquidos pelo canudo aumenta a ingestão de ar.

Fuja da cerveja e dos refrigerantes: essas bebidas liberam o gás dióxido de carbono, que ajuda a inchar a barriga.

Aposente o chiclete e a balinha: quando você masca ou chupa um caramelo mais duro, engole mais do que o normal e parte do que é engolido é ar.

Não fume: ao inalar a fumaça, também está engolindo ar.

Trate a prisão de ventre: quanto mais tempo o resíduo de comida permanece no intestino, mais tempo ele tem para fermentar, gerando inchaço.

Mexa-se: dar uma caminhada curta, de 15 minutos, após as refeições ajuda no processo de digestão.

Saiba quais são os alimentos mágicos
Sementes de linhaça, girassol e gergelim: são ótimas fontes de cálcio, zinco e vitamina E, que ajudam o corpo a eliminar toxinas que causam o inchaço.

Iogurte: laticínios fermentados contêm bactérias que ajudam o intestino digerir melhor alguns alimentos, evitando assim a produção de gases.

Cereais, frutas e folhas frescas, suplementos e ervas secas
A nutricionista Lucyanna Kalluf explica que essa turma é importante na recuperação do seu organismo (e das medidas da cintura) depois de um dia de exageros à mesa

Arroz integral
Contém fitoquímicos (orizanol e fitoesteróis) que tem o poder reduzir a absorção da gordura pelo organismo. Também é rico em fibras, que fazem a faxina do intestino.

Farelo de aveia
Tem betaglucanas, substâncias que estimulam o organismo a absorver menos a gordura vinda dos alimentos. Suas fibras melhoram o trânsito intestinal, contribuindo para limpar o intestino, além de prolongar a sensação de saciedade.

Alface
Carrega substâncias (clorofila + flavonoides) que, combinadas, contribuem para diminuir o excesso de líquido, o que faz desinchar.

Couve
Entre vários nutrientes importantes, tem alto teor de clorofila, substância que ajuda a limpar o organismo, especialmente o intestino. Esse nutriente ainda protege o fígado dos efeitos nocivos das bebidas alcoólicas.

Cenoura
A combinação de vitaminas desse legume estimula o metabolismo que costuma ficar mais lento depois de um processo de digestão difícil. Ainda carrega dois minerais, silício e potássio, que trabalham juntos na eliminação do excesso de líquido no organismo.

Abacaxi
A enzima bromelina presente na fruta facilita a digestão dos alimentos ricos em proteína (carne, peixe, frango). E suas fibras aumentam a saciedade.

Melancia
Carregada de fibras e água, desincha e limpa o organismo. Para oferecer um efeito diurético ainda mais eficiente, você pode bater a fruta com as sementes e coar o suco.

Kiwi
Rico em clorofila (e por isso que, mesmo madura, a fruta tem cor verde), limpa o organismo. Os minerais que ele carrega (cálcio, magnésio, potássio) diminuem o inchaço e as fibras estimulam o intestino.

Mel
Rico em frutose, equilibra o pH do sangue e os níveis de açúcar. E, como diminui o desejo de doce, no dia da dieta ajuda você a esquecer o pavê de chocolate que sobrou da festa.

Cavalinha e hibisco
Facilitam a digestão, desincham e têm efeito levemente laxante, especialmente o hibisco. A cavalinha ainda repõe potássio e silício, minerais importantes para a recuperação do organismo que trabalha em dobro quando você come mais do que o normal.

Camomila e melissa
Contêm substâncias (o flavonoide apigenina, na camomila, e óleos essenciais, na melissa) com efeito relaxante, proporcionando uma boa noite de sono.

Levedo de cerveja
Rico em vitaminas do complexo B e minerais (cálcio, cobre, cromo, magnésio, potássio, selênio, silício e zinco), diminui a absorção do açúcar. Além disso, facilita a recuperação do fígado, que fica especialmente sobrecarregado nos dias de comilança.

Fonte iG

Tecnologia inédita no País varre todo o lixo do Rio para cima do tapete

Central de tratamento de Seropédica, que protege solo com manta de polietileno, passa a receber nesta sexta-feira (1) as 7 mil toneladas diárias do lixão de Gramacho

Foto: J.Egberto
Mantas de polietileno protegem o solo na CRT Seropédica
Esqueça as montanhas de lixo escaladas pelos catadores que disputaram por décadas espaço com porcos e urubus em Jardim Gramacho, na região metropolitana no Rio. Com o encerramento das atividades do aterro em Duque de Caxias, marcado para esta sexta-feira (1), todo o lixo produzido na capital fluminense passará a ter como destino final a Central de Tratamento de Resíduos (CTR), em Seropédica.

A 75 quilômetros do Rio, a CTR começou a funcionar em abril de 2011, e vem recebendo gradativamente os resíduos que iam para Gramacho e também Gericinó, aterro de Bangu, na baixada fluminense. A nova central já recebe 6,7 mil toneladas de lixo vindas do Rio diariamente.

Entre as principais tecnologias empregadas está a implantação da tripla camada de impermeabilização do solo feita com mantas de polietileno de alta densidade, conhecidas como “pead”. Este imenso tapete cobre a parte inferior do terreno, que também recebe sensores ligados a um software que indica o ponto exato de um possível vazamento de chorume, o líquido tóxico proveniente da decomposição do lixo. A reportagem do iG esteve em Seropédica para ver de perto esta nova maneira de dar um fim ao lixo urbano e domiciliar.

“É o primeiro centro de resíduos da América Latina. Igual a este só nos Estados Unidos, e mesmo assim lá eles usam esta tecnologia apenas em aterro de resíduos industriais. Nós implantamos aqui, em aterro de lixo urbano. É um cuidado redobrado que estamos tendo no Rio”, conta Priscila Zidan, superintendente de operações da CTR, administrada pela Ciclus, uma empresa privada.

Foto: J.Egberto
Depois da proteção do solo, o lixo passa a ser
depositado em níveis de cinco metros de altura
Montanha de 100 m de lixo
Conforme explica a superintendente de operações, antes da CTR entrar em funcionamento, foi feita uma aplicação de um metro de camada de argila no solo primário da região. Em seguida, foi estendida uma primeira manta de polietileno, a “pead” de 1,5mm de espessura, junto com um emaranhado de pequenos sensores ligados a uma central. Após uma camada de areia drenante, outra camada de “pead”, de 2mm, e, por fim, mais 50cm de camada de argila compactada (o que impede que máquinas e tratores danifiquem o tapete de polietileno).

Só depois de todo este tratamento é que o lixo passa a ser jogado sobre o solo. Cada camada de resíduo tem, em média, 5 metros de altura. O limite máximo a ser alcançado com as camadas que virão nos próximos anos é de 100 metros de altura. A previsão é que se alcance esta meta em dez anos. A vida útil do atual espaço da CTR é de 17 anos, considerando as cerca de 7 mil toneladas de lixo que chegam ao local por dia.

Energia no gás
O cheiro, entretanto, ainda é bastante desagradável. Já na entrada no portão principal, por onde chegam mais de 300 caminhões 24 horas por dia, é possível sentir o odor que vem da planície a alguns metros dali. O lixo vem de “estações de transferência” espalhadas por diversas localidades, destino dos caminhões coletores que circulam nos bairros da capital.

Tubos verticais são postos ao longo do terreno para coletar o biogás que, futuramente, produzirá energia. De acordo com Priscila Zidan, o biogás é composto por 50% de metano, sendo um dos principais poluentes gerados pela decomposição do lixo. “Em breve este gás será transformado em ativo econômico. O biogás pode ser levado a uma usina de geração de energia ou ser tratado e purificado para ganhar propriedades semelhantes às do gás natural, para comercialização. É o próximo passo”, diz a superintendente.

Ela explica que, para a geração de energia, o gás captado será levado para seis geradores com capacidade de absorver dois mil metros cúbicos do gás por hora. O aproveitamento bioenergético previsto terá capacidade de gerar 30 MW de energia quando o empreendimento estiver em pleno funcionamento, o que corresponde à iluminação de uma cidade de 200 mil habitantes.

Sem catadores
Assim que foi anunciada a construção do CTR em Seropédica, moradores locais se revoltaram. Protestos foram feitos diversas vezes às margens da BR-116. Havia o temor de que ali fosse implantado um aterro parecido com o de Gramacho, às margens da Baía da Guanabara. Com quase 80 mil habitantes, Seropédica não queria virar cópia de Gramacho.

Edson Cardoso, analista de responsabilidade socioambiental da central de Seropédica, acredita que a tensão já se dissipou. “A geração de empregos nesta comunidade foi um divisor de águas. Acabou aquele clima inicial de insegurança, quando viram o tipo de normas ambientais que seguiríamos. A CTR ajudou, inclusive, a aquecer a economia local, do pequeno empresário”, relata. Agnelo Júnior, supervisor de operações, é um exemplo de aproveitamento de mão de obra local. “Além dos ganhos com o meio ambiente, o Rio de Janeiro passa a ser exemplo aos outros estados. Criaram emprego num lugar onde antes não havia muita coisa para se fazer”, conta.

O terreno de 1,2 milhão de metros quadrados tem 247 trabalhadores fixos, com carteira assinada. Nenhum deles tem contato direto com o lixo. Todo o trabalho é mecanizado. O que é bem diferente do que ocorria em Gramacho, onde 1400 catadores viviam, noite e dia, à procura de materiais que pudessem ser reaproveitáveis.

Águas negras
Três lagoas artificiais foram construídas para receber o chorume proveniente das camadas de lixo enterradas sob a grama. Tubulações subterrâneas levam o líquido até as lagoas, que têm área de 2 mil metros cúbicos. Caminhões fazem a retirada diária do chorume das lagoas.

Pretende-se, em breve, que ali mesmo seja feito o tratamento desse resíduo líquido. Está sendo construída uma Estação de Tratamento de Chorume (ETC), para transformar o líquido tóxico em água de reuso. A previsão é que dois mil metros cúbicos do líquido serão tratados por dia em Seropédica. Por enquanto, o chorume retirado das lagoas é levado para tratamento em Niterói, a quase cem quilômetros da cidade.

O município de Seropédica recebeu este nome como antigo local de fabricação de seda. Sua principal atividade econômica hoje é a extração de areia para uso na construção civil. Com o lixo vindo de vários cantos do estado, armazenado sobre tapetes de polietileno e escondido em verde grama, a cidade ganha novo status socioambiental.

Fonte iG