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sexta-feira, 1 de junho de 2012

Tanorexia: Viciada em bronzeamento gasta R$ 87 mil e muda de cor

tannedEla, que tem tanorexia, já passou o equivalente a 66 dias se colorindo

Uma jovem de 24 anos está famosa nos Estados Unidos por um motivo preocupante: ela é obcecada por bronzeamento e chegou a desembolsar o valor equivalente a R$ 87 mil (até agora) para ficar assim, marrom.

Trisha Paytas começou sua obsessão por bronzeamento aos 14 anos de idade. Depois de sua mãe tê-la "zoado" por estar muito branquinha, resolveu dar de presente a filha uma sessão de bronzeamento artificial, como presente de aniversário.

Sua paixão contabilizou 66 dias de sua vida gastos em camas de bronzeamento, segundo o tabloide inglês The Sun. O precupante é que ela atingiu metade desse tempo antes mesmo de completar 17 anos, quando ainda era muito mais vulnerável à exposição dos raios ultravioleta.

A Dra. Bhertha Tamura, coordenadora do setor de dermatologia do Ambulatório Médico de Especialidades de Heliópolis, em São Paulo, explica que esta compulsão por ter a pele sempre queimada chama-se "tanorexia". "Tan" em inglês, significa bronzear, e dá origem ao termo para este vício que atinge principalmente as mulheres.

A médica explica que tanto no bronzeamento natural quanto artificial, estamos nos expondo aos raios que prejudicam a pele. Com tudo, submeter-se à uma sessão artificial é muito mais perigoso:

– O principal vilão causador do câncer de pele é o UVB, assim como UVA também é periogoso pois destrói as células da pele em nível profundo. Através da luz artificial, é possível escolher qual tipo de raio será emitido, inclusive aqueles que são bons para
tratamento de doenças, por exemplo. No bronzeamento, geralmente é feita uma enorme emissão de raio UVA, que bronzeia mais rápido. Porém, a exposição à essa quantidade imensa de UVA intensifica esses danos à pele.

Apesar de saber de todos os riscos, Trisha diz "Prefiro estar morta bronzeada e bonita do que viver e ser pálida".

A Dra. Bherta releva também que existem pessoas que compram medicamentos com objetivo de potencializar o bronzeamento. Os dermatologistas podem receitar vitaminas que ajudam nesse processo, mas sempre com ressalvas: usar protetor solar é indispensável, assim como tomar sol em horários que os raios são mais amenos.

Fonte R7

Menino de 12 anos passa por cirurgia para retirar peixe de 9 cm do pulmão

peixeAcidente ocorreu quando Anil Barela brincava com os amigos no rio

Anil Barela, de 12 anos, de Khargone, na Índia, passou por uma cirurgia para retirar um peixe de 9 cm do pulmão.

O acidente, de acordo com o site Times of India, ocorreu quando o menino indiano estava no rio com os seus amigos e, em uma brincadeira de comer peixes vivos, engoliu um que foi direto para o seu pulmão esquerdo.


Sentindo falta de ar, Anil foi direto para o hospital e durante o exame de raio X foi detectado o peixe em seu pulmão. A cirurgia foi realizada em 45 minutos pelo médico Pramod Jhawar, especialista em broncoscopia.

Segundo Pramod, o peixe ainda estava vivo no pulmão, causando uma diminuição de 18% do nível de oxigênio no sangue em relação ao nível normal.

— É o primeiro caso deste tipo que nós nos deparamos dentro de 20 anos.

Fonte R7

EUA mantêm aborto seletivo de meninas

A Câmara dos Deputados dos EUA rejeitou ontem um projeto de lei para punir médicos que realizarem aborto seletivo por sexo, que costuma ser empregado para interromper a gestação de meninas.

O texto obteve 246 votos contra e apenas 168 a favor, em uma votação na qual era necessário o apoio de 290 deputados. A rejeição, entretanto, deveu-se menos ao mérito e mais ao conteúdo. O projeto permitiria a abertura de um processo criminal contra o médico pelos parentes ou marido da paciente. "Essa é mais uma intromissão dos republicanos no direito de escolha da mulher", atacou o deputado democrata Jim McDermott.

Autor do projeto, o republicano Trent Franks lembrou que a ONU, em 2007, condenara a prática no mundo inteiro. "Somos o único país avançado que não restringe esse tipo de aborto", afirmou Franks.

Fonte Estadão

Médica lança dispositivo que alivia dor da injeção

Reprodução
Dispositivo em formato de abelha alivia dor da picada de injeção
Pediatra estudou maneiras de amenizar o sofrimento do filho, que tinha fobia de agulhas

Amy Baxter é uma pediatra de Atlanta, nos Estados Unidos. Estudou na Universidade de Yale e também na Emory Medical School. Trabalhou em vários hospitais até que um de seus filhos desenvolveu fobia de agulhas.

Diante do escândalo que o menino costumava dar na hora de tomar injeções, Amy começou a estudar maneiras de aliviar a dor que as crianças sentiam com as agulhas.

A médica criou um dispositivo que batizou de Buzzy: uma abelha de plástico movida à bateria que vibra e gela o local da injeção. “A temperatura baixa confunde os nervos, que respondem com menos dor às picadas e a vibração ajuda a distrair a criança”, diz ela, que fundou a própria empresa que fabrica e comercializa a invenção.

Fonte Estadão

Estudo causa polêmica ao comparar Doença de Chagas à Aids

Artigo dos EUA vê problemas no controle da doença; especialistas dizem que comparação é 'forçada', mas serve para chamar atenção

O artigo científico Doença de Chagas: A Nova HIV/Aids das Américas causou polêmica ao sugerir que o mal transmitido pelo inseto popularmente conhecido como barbeiro esteja em franca expansão no continente.

O estudo diz que a doença ameaça até os Estados Unidos, onde imigrantes latinoamericanos seriam um dos potenciais focos de infecção.

Escrito por dez cientistas baseados nos EUA e no México, o artigo foi publicado no Journal of Neglected Tropical Diseases (focado em doenças tropicais negligenciadas por políticas de saúde pública) na última terça-feira.

Para os cientistas a situação da doença tropical no continente hoje em dia tem semelhanças com a epidemia de HIV registrada no início dos anos 1980. Falta de medicamentos, alto custo de tratamento (que se estende durante anos) e a transmissão por transfusão sanguínea seriam parecidos.

Também seria parecido o estigma em torno de grupos atingidos: pobres, agricultores e imigrantes, no caso da Doença de Chagas atualmente, e homossexuais, no caso da Aids há 30 anos.

O estudo destaca o fato de que em alguns países como Paraguai e Bolívia o estágio de controle e tratamento da doença continua sendo muito deficiente.

'Alarmismo'
Especialistas consultados pela BBC Brasil dizem que vários pontos da comparação não se aplicam a grande parte da região e que o cenário alarmante estaria restrito a países como México e Bolívia, onde a doença ainda não foi controlada.

João Carlos Pinto Dias, que já chefiou o Programa Nacional de Combate à Doença de Chagas brasileiro e é membro do Comitê de Doenças Tropicais Neglicenciadas da Organização Mundial da Saúde (OMS), diz que o "trabalho é válido e provocador", embora hajam comparações "forçadas".

"São formas de chamar a atenção para algo geralmente muito negligenciado", diz o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz, que tem mais de 220 artigos científicos e sete livros publicados sobre o assunto.

Pinto Dias diz que é a comparação é "forçada" sobretudo por se referir aos anos iniciais da epidemia do HIV, quando a contaminação aumentava de forma exponencial. "No caso da doença de Chagas estamos longe disso. Não se trata de um momento de expansão".

Ele acrescenta que o Brasil está numa situação "bastante confortável", com uma diminuição drástica do contágio. "Nos anos 1970 tínhamos mais de 100 mil novos casos por ano. Hoje temos entre 150 e 200 novas contaminações anuais".

Em toda a América Latina são atualmente 8 a 9 milhões de infectados e no Brasil cerca de 2 milhões. Nos Estados Unidos vivem cerca de 300 mil pessoas com o mal de Chagas, em sua maioria imigrantes latinoamericanos vindos de regiões mais pobres.

Bolívia e México
O especialista explica que países como Brasil, Chile, Uruguai e partes da Argentina encontram-se em situação avançada de controle da doença. Outros como Colômbia, Equador, Honduras e Peru estão em estágio intermediário.

A situação descrita pelo estudo americano, de descontrole sobre as transfusões sanguíneas, falta de medicamentos e de políticas públicas e aumento dos casos, no entanto, se aplica à Bolívia e ao México.

"No caso boliviano, no final dos anos 1990 o governo obteve recursos do Banco Mundial e montou uma equipe ótima, mas com o passar dos anos as administrações subsequentes abandonaram o programa nacional", diz Pinto Dias.

"No México, desde 1949 cientistas e pesquisadores de renome vêm alertando o governo sobre a necessidade de se montar um programa consistente para conter a doença. Uma histórica falta de vontade política, no entanto, fez com que o país jamais montasse ações públicas para conter o problema", acrescenta.

O artigo americano aponta ainda o Paraguai como um dos países onde o combate à doença é deficiente, sobretudo pela falta do medicamento que pode levar à cura nos três primeiros meses após o contágio.

'Doença rara'
Para João Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, o mal de Chagas já é considerado "doença rara" no Brasil.

"O que falta é a alguns países é alcançar o que o Brasil já fez. Precisam acelerar o processo de eliminação da transmissão vetorial e depois pela transmissão de sangue", disse em entrevista à BBC Brasil.

Barbosa diz que o contágio vetorial (por diferentes espécies do inseto barbeiro) foi considerado oficialmente eliminado no Brasil pela OMS em 2006.

Quanto às contaminações por transfusão sanguínea e congênita, de mãe para filho, os especialistas apontam para a idade média de 35 a 40 anos entre as mulheres, fora de idade fértil, e para um controle em bancos de sangue há mais de 20 anos, o que coloca o Brasil em posição confortável.

No país a principal forma de contágio atualmente é pela via oral, quando o barbeiro ou suas fezes contendo o parasita são moídas junto a sucos e alimentos.

Fonte Estadão