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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Problema na tireoide aumenta em 30% risco cardíaco

Pesquisa revela ligação entre forma leve do hipertireoidismo a mortalidade por doenças cardíacas

Pacientes com hipertireoidismo subclínico – uma forma mais leve da doença caracterizada pelo funcionamento exagerado da tireoide – têm 30% mais risco de morte por doença arterial coronariana.

A descoberta é fruto do estudo “Hipertireoidismo subclínico e o risco de doença cardíaca coronariana e de mortalidade”, que avaliou 50 mil pessoas, de 59 anos em média, no Brasil, Estados Unidos, Japão, Austrália e outros países da Europa. No País, foram avaliados 2.188 pessoas.

O estudo identificou também que o risco de fibrilação atrial em pacientes com essa condição foi 69% maior.

“Todo o mecanismo de contração do coração depende do hormônio tireoidiano, tanto a força contrátil quanto a frequência. Se há um excesso, há um aumento do trabalho cardíaco que leva ao desgaste. A falta de hormônio, por outro lado, enfraquece o coração”, explica José Augusto Sgarbi, endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM-SP). O médico foi quem conduziu a pesquisa.

descoberta da ligação entre a forma mais leve da doença e o aumento no risco cardíaco deve mudar a conduta médica de tratamento dessa do hipertireoidismo subclínico.

"Por muito tempo acreditou-se que esta forma de hipertireoidismo não teria significado clínico importante e, portanto, não seria necessário o tratamento", afirma Sgarbi.

“Hoje ela não é tratada, mas agora, conhecendo-se as consequências graves dessa disfunção, a conduta tende a mudar. Os médicos devem dar mais importância ao problema”, completa o especialista.

A previsão de Sgarbi é baseada em suas experiências anteriores, já que o mesmo estudo havia conduzido à conclusão semelhante com o hipotireoidismo (funcionamento ineficiente da glândula). Nesses casos, a alteração da tireoide eleva o risco de infarto em 89%, quase o dobro se comparado com indivíduos sem o problema.

Diagnóstico
Um dos primeiros desafios para a implantação do tratamento é o diagnóstico dessa forma mais branda da doença. Isso porque dificilmente os pacientes têm sintomas perceptíveis e, em alguns casos, ela pode ser até assintomática.

Para descobrir o problema, só mesmo por meio de um exame de sangue que mede a taxa do TSH, hormônio da hipófise, glândula que controla a tiroide.

“O exame é extremamente preciso e, dependendo do resultado, o médico pode entrar com remédios já na próxima consulta”, diz Sgabri.

A medição do TSH deve ser feita em mulheres, principalmente após a menopausa, pessoas com mais de 65 anos, e ainda naqueles indivíduos com histórico de doença tireoidiana na família. Também é interessante passar por esse exame grávidas, pessoas com colesterol elevado ou diagnóstico de depressão.

“Essa parte da população deve obrigatoriamente fazer o exame, a fim de que o rastreamento desses casos pode ser feito”, alerta o médico.

Fonte iG

Brasil começa a produzir remédios antiasmáticos em 2013

A partir de 2013, o Brasil entra no mercado de produção dos antiasmáticos. A transferência de tecnologia será feita pelo laboratório espanhol Chemo à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a Farmanguinhos, para a fabricação do medicamento formoterol+budesonida, usado na bombinha do asmático. Com a produção nacional, o Ministério da Saúde espera economizar cerca de R$ 100 milhões e beneficiar aproximadamente 200 mil pessoas.

A economia também vai alcançar o doente de asma que hoje gasta pelo menos R$ 100 por mês com o tratamento, que é constante. Asmática crônica desde os 4 anos, a servidora pública federal, Ana Cristina Leal Propato, disse que usa o inalador pelo menos três vezes ao dia.

“O asmático não tem noção de quando vai ter uma crise. De repente, o peito fecha e a pessoa pode até morrer. Gasto por volta de R$ 30 com a bombinha e, nos momentos de crise, o corticoide sai por mais de R$ 100. Vou ficar de olho [nessa medida], pois remédio para asmático é muito caro e a gente tem que tomar para o resto da vida”, contou Ana.

Após os ensaios clínicos, o medicamento precisa ser aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) antes de ser lançado no mercado. O volume estimado de produção para o primeiro ano da parceria chega a 50,5 milhões de unidades.

Dados do Ministério da Saúde apontam que só, no ano passado, foram gastos mais de R$ 82 milhões com internações no Sistema Único de Saúde (SUS) em decorrência da doença que é uma das principais causas de internação em crianças de até 6 anos. Desde o dia 4 deste mês, drogarias credenciadas no programa Aqui Tem Farmácia Popular distribuem gratuitamente remédios contra a asma. De acordo com o Ministério da Saúde, os três medicamentos – brometo de ipratrópio, dipropionato de beclometasona e sulfato de salbutamol – estão disponíveis em mais de 20 mil estabelecimentos em todo o país.

Cerca de 2,5 mil pessoas morrem por ano por causa da asma. Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai), de 10% a 25% dos brasileiros têm asma e o Brasil é o oitavo país em prevalência da doença.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 300 milhões de pessoas sofrem com a asma e 60% são crianças. Anualmente, em âmbito mundial, esse problema respiratório chega a matar 250 mil pessoas. A asma é hereditária e seus principais sintomas são falta de ar, tosse e chiado no peito.

Fonte Agência Brasil

Brasileiros entram cada vez mais cedo no mundo das drogas, constata a Abrad

Rio de Janeiro - No Dia Mundial de Combate às Drogas, comemorado ontem (26), um dado preocupa autoridades e especialistas no Brasil: o uso de drogas está acontecendo cada vez mais cedo na vida dos brasileiros.

“Esta é a grande preocupação nossa devido à precocidade do acesso ao álcool e às demais drogas, sendo que o que fica mais notório é o abuso, o uso excessivo do álcool, entre menores de 18 anos”, disse à Agência Brasil a psicóloga Leandra Iglesias, diretora da unidade serrana da Associação Brasileira de Alcoolismo e Outras Drogas (Abrad). Ela participou da 14ª Semana Nacional de Prevenção ao Álcool e Outras Drogas, que ocorre na cidade de Petrópolis, na região serrana fluminense.

De acordo com a Abrad, o uso do álcool e do tabaco começa em torno de 12 anos de idade, em média. “Nós costumamos dizer que o álcool e o cigarro, que são as drogas legais, são a porta de entrada para as drogas ilegais”, destacou Leandra Iglesias. “Esta é a nossa preocupação, porque ninguém começa com uma droga pesada”, completou.

Cerca de 12,5% da população brasileira são dependentes de álcool. E o consumo entre as mulheres aumentou 55% nos últimos dez anos, “de forma abusiva”, informou a psicóloga.

A Semana Nacional de Prevenção ao Álcool e Outras Drogas promoveu palestras nas escolas sobre os danos do álcool ao cérebro e sobre o uso de esteroides e anabolizantes, considerados drogas sintéticas que causam dependência psicológica, entre outros temas.

Leandra Iglesias alertou que da mesma forma que as drogas ilícitas, os esteroides e anabolizantes causam danos em diversas áreas do organismo humano e do cérebro, inclusive com diferenciação entre malefícios no organismo feminino e masculino. “É bastante preocupante, porque o jovem não sabe disso e, em busca do corpo sarado, usa essas substâncias de forma não criteriosa”.

Fonte Agência Brasil

Observatório para melhorar atendimento a dependentes químicos começa a funcionar até agosto no Rio

Rio de Janeiro – Com objetivo de melhorar o serviço de atendimento e acompanhamento dos dependentes químicos no estado do Rio de Janeiro, começará a funcionar até o próximo mês de agosto, na capital fluminense, o Observatório Estadual de Gestão e Dados sobre Drogas, disse ontem(26) à Agência Brasil o presidente do Conselho Estadual de Política sobre Drogas do Rio, Leonardo Pecoraro.

O trabalho será feito em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). O observatório, entre outras ações, vai sistematizar os dados referentes ao consumo de drogas no estado e sobre a qualidade da rede de serviços de atendimento a dependentes químicos, que foi ampliada este ano para seis unidades regionais, elevando o número de vagas de 180 para 290.

Ele também continuará com o serviço de coleta de dados sobre as condições de vida dos usuários de drogas para proposição de novas metodologias de intervenção e assistência. ”Não se vai interromper o serviço que já existe. Os usuários e as famílias que hoje são atendidos vão continuar sendo atendidos da mesma maneira”, garantiu Pecoraro. “A gente vai ter noção de como está a questão do consumo em todo o estado, para ter uma leitura panorâmica do consumo, das variáveis sociais, das implicações, dos agravos e da qualidade dessa rede no estado”, completou.

De posse dos dados, e a partir da produção de metodologias de intervenção, o observatório vai trabalhar na capacitação das equipes dos seis centros regionais, além da qualificação de profissionais de serviços municipais que atuam com dependentes químicos.

Não existe ainda, segundo o presidente do conselho, um lugar que congregue todos os dados sobre usuários de drogas no estado. “O que ocorre é que os sistemas de vigilância e informação acabam sempre trabalhando com dados de subnotificação. A gente trabalha com dados de usuários que procuram o serviço [de atendimento]”, disse. “Mas são dados que precisam de monitoramento”, ressaltou. Por causa disso, segundo Pecoraro, a partir de agora, os serviços vão passar a ir até os usuários, gerando dados que serão de grande valia para o trabalho de prevenção e combate às drogas.

Ele, que também é assessor de Políticas sobre Drogas da Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, disse que o Conselho Estadual de Política sobre Drogas está trabalhando também em propostas encaminhadas pelos fóruns sobre drogas, ocorridos em 2010 e 2011, no sentido de elaborar um texto que crie as diretrizes de uma política sobre o tema no estado.

“Uma proposta que seja pautada não em uma política de gabinete, que saiu da cabeça de alguém, mas que tenha de fato um fundamento. Propostas vindas de uma realidade que é verificada nos serviços [de atendimento]”, explicou.

Na próxima reunião do conselho, programada para julho próximo, Pecoraro acredita que já se terá um esboço do trabalho e um cronograma para conclusão da política estadual.

Fonte Agência Brasil

Região Sul já registra 57 mortes por gripe A em 2012

Curitiba – A Região Sul do país registra desde o início do ano um total de 57 mortes confirmadas de pacientes que contraíram influenza A (H1N1). Conforme os últimos boletins, divulgados entre segunda (25) e terça-feira (26) pelos três estados da região, houve 35 mortes causadas pela gripe suína em Santa Catarina, 13 no Paraná e nove no Rio Grande do Sul.

Os municípios de Santa Catarina com maior número de óbitos são Blumenau (7 mortes), Videira (3) e Tubarão (2). No Paraná, as cidades de São José dos Pinhais (3) e Curitiba (2) aparecem no topo da lista. No Rio Grande do Sul, Santo Ângelo (2).

No Paraná, a faixa etária dos pacientes que morreram varia entre 16 e 70 anos de idade. No Rio Grande do Sul, de 15 a 59, além de uma vítima com mais de 60 anos. A Secretaria de Saúde Santa Catarina informará o perfil das vítimas nos próximos dias.

A assessoria de imprensa do Ministério da Saúde informou à Agência Brasil que, diferente do que foi feito na pandemia de 2009, não está divulgando boletins com os dados nacionais da doença. Em agosto de 2010, com base nos dados epidemiológicos, a Organização Mundial da Saúde declarou a pandemia como encerrada.

De acordo com o ministério, mesmo com o fim da pandemia, o subtipo A (H1N1) 2009 continua circulando no mundo inteiro, produzindo apenas surtos localizados, porque a maioria das pessoas já está protegida contra ele, seja porque tiveram a infecção natural ou porque se vacinaram.

Ontem, o estado de São Paulo divulgou a ocorrência de 11 mortes desde janeiro. Hoje, Minas Gerais relatou um total de cinco mortes.

Conforme dados do Ministério da Saúde, a Região Sul registrou 789 mortes por gripe A (H1N1) em 2009. Nos anos seguintes, de 2010 e 2011, foram 21 e 14, respectivamente. Em todo o país, morreram em razão da doença 2.060 pessoas em 2009, 113 em 2010 e 27 em 2011.

Os médicos devem prescrever o medicamento antiviral oseltamivir, conhecido pela marca Tamiflu, a todos os pacientes que apresentarem quadro de síndrome gripal, mesmo antes dos resultados de exames ou sinais de agravamento. Os sintomas da síndrome gripal são surgimento simultâneo de febre, tosse ou dor de garganta, somados a dor de cabeça, dores musculares ou nas articulações

Entre as orientações para se prevenir contra o vírus da gripe estão lavar as mãos várias vezes ao dia, evitar tocar a face com as mãos e proteger a tosse e o espirro com lenço descartável. Em caso de síndrome gripal, a orientação é procurar um serviço de saúde o mais rápido possível.

Fonte Agência Brasil