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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Transmissão e sintomas do vírus A/H1N1

Gripe aviária de 2009 matou 15 vezes mais que o anunciado

Não foram 18,5 mil, mas sim algo entre 151 mil e 575 mil

A pandemia de gripe aviária em 2009 causou 15 vezes mais mortes que a estimativa baseada exclusivamente em exames de laboratório, destaca um estudo publicado nesta terça-feira pela revista médica The Lancet Infectious Diseases.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) registrou até o momento 18,5 mil óbitos pelo vírus H1N1 - confirmados com provas de laboratório - entre abril de 2009 e agosto de 2010, mas o novo estudo estima em entre 151,7 mil e 575,4 mil as vítimas fatais da gripe aviária.

"Este é um dos primeiros estudos que facilita estimativas globais sobre o número de óbitos provocados pela gripe H1N1 e, ao contrário de outras avaliações, inclui os países do sudeste asiático e a África, onde os dados sobre a mortalidade associada às gripes são limitados", assinala Fatimah Dawood, do Centro de Controle e Prevenção de Enfermidades (CDC) de Atlanta.

Ao contrário das gripes sazonais, que afetam principalmente os idosos, a pandemia de 2009 atingiu muito mais as pessoas com menos de 65 anos (80% do total dos óbitos).

O sudeste asiático e a África foram as regiões mais afetadas, com 51% de todos os óbitos atribuídos ao H1N1, contra a média mundial de 38%.

"Os resultados mostram a necessidade de se melhorar a resposta global diante de futuras pandemias e de se desenvolver e distribuir vacinas contra gripe na África e no sudeste da Ásia", destacam os autores do trabalho.

Fonte R7

Enxaqueca

Definição
A enxaqueca é um tipo comum de dor de cabeça que pode ocorrer com sintomas como náuseas, vômitos ou sensibilidade à luz. Muitas pessoas sentem uma dor latejante em somente um dos lados da cabeça.
Algumas pessoas que sofrem de enxaqueca têm sintomas de aviso, chamados de aura, antes que comece a enxaqueca propriamente. A aura é um grupo de sintomas, geralmente distúrbios visuais, que serve como um sinal de aviso de que uma dor de cabeça muito forte está chegando. A maioria das pessoas, entretanto, não tem esses sinais de aviso.

Nomes alternativos

Cefaleia, migrânea

Foto: ADAM
Enxaqueca

Causas, incidência e fatores de risco

Muitas pessoas têm enxaquecas – cerca de 11 em 100. As dores de cabeça tendem a aparecer pela primeira vez entre os 10 e os 46 anos. Ocasionalmente, as enxaquecas podem acontecer mais tarde em uma pessoa sem histórico dessas dores.
As enxaquecas ocorrem mais frequentemente em mulheres que em homens e podem ser genéticas. As mulheres podem ter menos enxaquecas durante a gravidez. A maior parte das mulheres com esse tipo de dor de cabeça tem menos episódios durante os dois últimos trimestres da gravidez.
A enxaqueca é causada por uma atividade anormal do cérebro, que é desencadeada pelo estresse, alguns alimentos, fatores ambientais, entre outros. Porém, a cadeia de eventos exata continua incerta.
Os cientistas acreditavam que as enxaquecas se deviam a alterações nos vasos sanguíneos do cérebro. Hoje, a maioria dos especialistas acredita que o ataque na verdade começa no próprio cérebro, envolvendo vários elementos químicos e circuitos neurais. As alterações afetam o fluxo sanguíneo no cérebro e nos tecidos adjacentes.
Os ataques de enxaqueca podem ser desencadeados por:
  • Álcool
  • Reações alérgicas
  • Luz forte
  • Certos cheiros ou perfumes
  • Alterações nos níveis hormonais (que podem ocorrer durante o ciclo menstrual feminino ou com o uso de contraceptivos orais)
  • Alterações nos padrões de sono
  • Exercícios físicos
  • Ruídos fortes
  • Saltar refeições
  • Estresse físico ou emocional
  • Fumar ou ser exposto à fumaça
Alguns alimentos e conservantes de alimentos podem desencadear enxaquecas em algumas pessoas.

Os desencadeadores relacionados com a comida incluem:
  • Qualquer alimento processado, fermentado, marinado ou em conserva
  • Assados
  • Chocolate
  • Produtos lácteos
  • Alimentos contendo glutamato monossódico (GMS)
  • Alimentos contendo tiramina, como vinho tinto, queijos curtidos, peixe defumado, fígado de galinha, figos e certos tipos de feijão
  • Frutas (abacate, banana e frutas cítricas)
  • Carne contendo nitratos (bacon, salsicha, salame, carnes curadas)
  • Castanhas
  • Cebolas
  • Manteiga de amendoim
Essa lista pode não incluir todos os desencadeadores.
A verdadeira enxaqueca não é resultante de um tumor cerebral ou de outro problema medicinal grave. Contudo, somente um médico experiente pode determinar se seus sintomas se devem a uma enxaqueca ou a outra doença.

Sintomas

Os distúrbios visuais, ou aura, são considerados um "sinal de aviso" de que a enxaqueca vai começar.

A aura ocorre nos dois olhos e pode envolver qualquer um dos itens a seguir, ou todos:
  • Um ponto cego temporário
  • Vista embaçada
  • Dor nos olhos
  • Ver estrelas ou linhas em ziguezague
  • Visão de túnel
Nem todas as pessoas que sofrem de enxaquecas têm aura. As que têm, geralmente desenvolvem alguma cerca de 10 a 15 minutos antes da dor de cabeça. Entretanto, ela pode ocorrer de alguns minutos a 24 horas antes. Pode não ocorrer enxaqueca depois da aura.
A enxaqueca pode ser leve ou severa. A dor pode ser sentida atrás dos olhos ou na parte posterior da cabeça e do pescoço Para muitos pacientes, as dores de cabeça começam sempre do mesmo lado.

Em geral, as dores de cabeça:
  • São latejantes ou pulsantes
  • São piores de um lado da cabeça
  • Começam como uma dor leve e pioram em minutos ou horas
  • Duram de 6 a 48 horas
Outros sintomas que podem ocorrer com a dor de cabeça:
  • Calafrios
  • Aumento da micção
  • Fadiga
  • Perda de apetite
  • Náuseas e vômito
  • Dormência, formigamento ou fraqueza
  • Problemas de concentração, dificuldade para encontrar as palavras
  • Sensibilidade à luz ou ao som
  • Transpiração excessiva
Os sintomas podem continuar mesmo depois de terminada a enxaqueca. Os pacientes com enxaqueca às vezes chamam esses sintomas de "ressaca" da enxaqueca.

Eles podem incluir:
  • Sentir que está lento mentalmente, como se seu raciocínio não fosse claro ou preciso
  • Maior necessidade de sono
  • Dor no pescoço

Exames e testes


Foto: ADAM
Tomografia computadorizada do cérebro

Seu médico pode diagnosticar esse tipo de dor de cabeça fazendo perguntas sobre seus sintomas e histórico familiar de enxaquecas. Será feito um exame físico completo para determinar se as dores de cabeça se devem à tensão muscular, problemas nos seios nasais ou uma doença cerebral grave.
Não há um exame específico para provar que sua dor de cabeça seja realmente uma enxaqueca. Entretanto, seu médico poderá pedir uma ressonância magnética ou tomografia computadorizada se você nunca tiver feito um desses exames.
Se você tem uma enxaqueca com sintomas incomuns como fraqueza, problemas de memória ou perda do estado de alerta, pode ser necessário um eletroencefalograma para excluir convulsões. Uma punção lombar pode ser necessária.

Tratamento

Não há cura específica para a enxaqueca. O objetivo é prevenir os sintomas evitando ou alterando seus desencadeadores.

Uma boa forma de identificar os desencadeadores é manter um diário de suas dores de cabeça. Anote:
  • Quando suas dores de cabeça ocorrem
  • O grau de severidade
  • O que você comeu
  • Quantas horas de sono você dormiu
  • Outros sintomas
  • Outros fatores possíveis (as mulheres devem anotar o momento do ciclo menstrual)
Por exemplo, o diário pode revelar que suas dores de cabeça tendem a ocorrer com mais frequência nos dias em que você acorda mais cedo que o normal. Alterar seus horários de sono pode resultar em menos episódios de enxaqueca.
Quando tiver os sintomas da enxaqueca, tente tratá-los imediatamente. A dor de cabeça pode ser menos grave.

Quando os sintomas da enxaqueca começarem:
  • Beba água para evitar a desidratação, principalmente se tiver vomitado
  • Descanse em um quarto silencioso e escuro
  • Coloque um pano frio na cabeça
Existem muitos medicamentos disponíveis para as pessoas com enxaqueca.

Os medicamentos são utilizados para:
  • Reduzir o número de ataques
  • Interromper a enxaqueca quando ocorrerem os primeiros sintomas
  • Tratar a dor e outros sintomas
REDUZINDO OS ATAQUES
Se você tem enxaqueca frequentemente, seu médico pode receitar medicamentos para reduzir o número de ataques. Esses medicamentos precisam ser tomados diariamente para que sejam eficazes.

Esses remédios podem incluir:
  • Antidepressivos como a amitriptilina
  • Medicamentos para a pressão arterial como os bloqueadores beta (propanolol) ou bloqueadores do canal de cálcio (verapamil)
  • Medicamentos anticonvulsivos como valproato, gabapentina e topiramato
  • Inibidores seletivos da recaptação da serotonina (SSRIs) como a venlafaxina
  • Inibidores seletivos da recaptação de norepinefrina (SNRIs) como a duloxetina
INTERROMPENDO UM ATAQUE
Outros medicamentos são usados com o primeiro sinal de um ataque de enxaqueca. Muitas vezes, os analgésicos de venda livre como paracetamol, ibuprofeno ou aspirina são úteis, principalmente se sua enxaqueca é branda. Se eles não ajudarem, consulte seu médico sobre medicamentos com receita.
Entretanto, saiba que o abuso ou uso indevido desses medicamentos pode resultar em cefaleias de rebote. As cefaleias crônicas ocorrem normalmente em pessoas que tomam analgésicos mais de 3 dias por semana de forma contínua.

Seu médico pode escolher entre vários tipos diferentes de medicamentos, inclusive:
  • Triptanos, os medicamentos mais frequentemente prescritos para interromper os ataques de enxaqueca, como almotriptano, frovatriptano, rizatriptano, sumatriptano e zolmitriptano
  • Ergots como diidroergotamina ou ergotamina com cafeína
  • Isometepteno
Esses medicamentos vêm em diferentes formatos. Aos pacientes que têm náuseas e vômitos com as enxaquecas, podem ser receitados sprays nasais, supositórios ou injeções, em vez de comprimidos orais.
Alguns medicamentos para a enxaqueca estreitam os vasos sanguíneos e não deverão ser tomados se você tiver risco de ataque cardíaco ou tiver doenças cardíacas, a menos que seja recomendado por seu médico. Os ergots não deverão ser tomados se você estiver grávida ou planejando engravidar, porque eles podem causar efeitos colaterais graves no feto.
TRATANDO OS SINTOMAS
Outros medicamentos são administrados principalmente para tratar os sintomas da enxaqueca. Usados separadamente ou em conjunto, essas drogas podem reduzir a dor, náuseas e o estresse emocional.

Os medicamentos desse grupo incluem:
  • Medicamentos para as náuseas como a proclorperazina
  • Os analgésicos de venda livre como o paracetamol
  • Sedativos como o butabarbital
  • Medicamentos narcóticos como a petidina
  • Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) como o ibuprofeno
Se você quiser tentar uma alternativa, a erva Tanacetum parthenium é muito usada para a enxaqueca. Muitos estudos, mas não todos, apoiam o uso da Tanacetum parthenium para tratar a enxaqueca. Se você estiver interessado em experimentá-la, certifique-se de que seu médico aprove o tratamento.
Além disso, saiba que nem todos os remédios com plantas medicinais vendidos nas farmácias e em lojas de alimentos naturais são regulamentados. Peça a ajuda de um herbologista especializado ao escolher as ervas.

Evolução (prognóstico)

Cada pessoa responde de maneira diferente ao tratamento. Algumas pessoas têm dores de cabeça que requerem pouco ou nenhum tratamento. Outras precisam usar vários medicamentos ou mesmo hospitalização ocasional.

Complicações

A enxaqueca é um fator de risco para AVC, tanto em homens quanto em mulheres.
As enxaquecas em geral não representam uma ameaça significativa para a saúde geral. Entretanto, elas podem ser um problema a longo prazo (crônico) e interferir com seu cotidiano.

Ligando para o médico

Recorra ao especialista se:
  • Você estiver sentindo "a pior dor de cabeça da sua vida"
  • Você apresentar dificuldades para se movimentar, enxergar ou falar, ou apresentar perda de equilíbrio, principalmente se nunca tiver tido esses sintomas junto com uma dor de cabeça
  • Sua dor de cabeça for mais grave quando você estiver deitado
  • A dor de cabeça começar repentinamente
Também ligue para seu médico se:
  • Sua dor ou o padrão regular da dor de cabeça mudar
  • Os tratamentos que fizeram efeito no passado não estiverem mais ajudando
  • Você sentir efeitos colaterais do medicamento, incluindo batimentos cardíacos irregulares, pele pálida ou azulada, sonolência extrema, tosse persistente, depressão, fadiga, náusea, vômito, diarreia, constipação, dor de estômago, cólicas, boca seca ou sede extrema
  • Você estiver grávida ou se essa for uma possibilidade, já que alguns medicamentos não devem ser tomados durante a gravidez
Consulte o artigo geral sobre dores de cabeça para obter mais informações sobre sintomas críticos

Prevenção

Compreender quais são os desencadeadores da cefaleia pode ajudar a evitar as situações que causam essas dores. Mantenha um diário de suas dores de cabeça para identificar a origem ou o desencadeador de seus sintomas. Depois, modifique o ambiente ou seus hábitos para evitar dores de cabeça futuras.

Outras dicas para prevenir a enxaqueca incluem:
  • Evite fumar
  • Evite o consumo de álcool
  • Evite adoçantes artificiais e outros desencadeadores conhecidos relacionados com alimentos
  • Faça exercícios regularmente
  • Durma bastante todas as noites
  • Aprenda a relaxar e a reduzir o estresse. Alguns pacientes descobriram que o biofeedback e a auto-hipnose ajudam a reduzir o número de ataques de enxaqueca
Fonte R7

Tristeza hormonal

Depressão pós-parto pode ser confundida com problema na tireoide

“Nem toda tristeza no período pós-parto é depressão.” A avaliação do endocrinologista Pedro Saddi, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), é um alívio para muitas mães. Sonolência, fraqueza e tristeza também podem ser sintomas de hipotireoidismo, o funcionamento insuficiente da tiroide, uma glândula de apenas 20 gramas, que tem o formato de uma borboleta e está localizada no pescoço. A tireoide é a responsável pelo bom funcionamento de praticamente todo o corpo. Ela produz dois hormônios importantes – o T3 e o T4 –, que controlam dos batimentos cardíacos ao metabolismo, passando pela atividade cerebral.

O hipotireoidismo é uma doença comum em mulheres, principalmente aquelas que acabaram de dar à luz. O corpo dá sinal de que algo não está bem nas seis primeiras semanas após o nascimento do bebê. Segundo um estudo realizado pelo Departamento de Endocrinologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), 13% das paulistas sofrem de tireoidite pós-parto.

Ainda não se sabe exatamente porque essa disfunção aparece no pós-parto, mas os médicos acreditam que a doença seria o resultado de uma falha na reorganização do organismo feminino. “Durante a gravidez, o corpo e os hormônios da mulher se alteram. A imunidade – a defesa do organismo – sofre modificações e o corpo fica mais tolerante. Ao término da gestação, ela deixa essa tolerância e vai para um estágio de intolerância, rejeitando estímulos do próprio corpo. A tireoide passa a ser reconhecida como um corpo estranho e é atacada”, explica o endocrinologista.

Tratamento simples, sem prejudicar a amamentação
Muitos casos de tireoidite pós-parto são passageiros, mas não devem deixar de inspirar cuidados. Se o exame que mede o TSH, hormônio da tireoide, confirmar a doença, a mãe deverá tomar remédio todos os dias para regular o funcionamento da glândula. O hormônio ingerido pela mãe pode passar parcialmente para o bebê por meio do leite, mas a tiróide dele regulará as funções do corpo sem trazer maiores consequências.

Disfunções
As disfunções da tireoide são mais comuns em mulheres “por conta da ação direta do estrogênio, o hormônio feminino, sobre a glândula”, explica Hans Graf, presidente da Sociedade Latino-Americana de Tireoide e membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). O hipotireoidismo e o hipertireoidismo, respectivamente o funcionamento insuficiente e o exagerado da tireoide, são as mais freqüentes. Segundo estimativas da entidade, 10% das mulheres acima dos 40 anos e 20% das mulheres acima de 60 anos têm algum desses problemas.

Tireoide preguiçosa
Nem sempre os sinais de que a tireoide anda produzindo menos hormônio do que deveria são facilmente perceptíveis. Os principais sintomas da doença como fraqueza, depressão, dores musculares, alteração de humor e ganho de peso podem passar despercebidos ou ainda serem facilmente confundidos com estresse. “Eu nunca senti nada de diferente, só descobri que tinha isso durante um check-up pedido pelo médico”, conta a aposentada baiana Darci Souza de Albuquerque, de 65 anos, que há cinco toma remédios para manter o bom funcionamento da glândula.

O hipotireoidismo pode ser congênito ou causado por doenças autoimunes, como a doença de Hashimoto, na qual o corpo passa a produzir anticorpos contra a própria tireóide. Em recém-nascidos, o problema é identificado pelo “teste do pezinho”. Em adultos, os médicos recomendam exames de sangue para medir a dosagem do TSH (hormônio que regula a tireóide). A partir dos 35 anos, eles devem ser feitos anualmente.

Glândula a todo vapor
Mas, e quando a tireoide funciona muito além do esperado? Nesse caso, os sintomas são claros, já que todos os processos metabólicos estão acelerados. “A pessoa perde peso muito rapidamente, tem taquicardia, insônia, tremor nas extremidades”, relata o Dr Hans Graf. O hipertireoidismo é mais comum em mulheres mais jovens, em torno dos 20 anos, mas apenas 2% da população feminina apresentam a disfunção.

O problema também é ocasionado por uma doença autoimune, a doença de Graves. Apesar de o diagnóstico ser mais fácil, o tratamento, neste caso, é mais complicado. Existem três formas de controlar o hipertireoidismo: com medicamentos que diminuam a produção de T4, com a administração de iodo radioativo e com a extração total da tireoide – em casos mais graves.

A culpa é da genética?
As duas disfunções mais comuns estão relacionadas com uma combinação de predisposição genética e fator ambiental. “O estresse, por exemplo, faz com que a produção de cortizol, um hormônio imunoregulador, aumente, desencadeando a doença”, relata Dr. Graf. “Há um aumento nos casos de hipotireoidismo, por exemplo. Isso pode estar relacionado com o estresse ou também com o aumento do consumo de sal pela população. O brasileiro ingere de 6g a 10g de sal diariamente, quando o recomendado pela Organização Mundial de Saúde é de 4g a 6g”, alerta o médico.

Fonte Delas

Cansaço pode ser doença na tireoide

No passado problema era chamado pelos médicos de síndrome da dona de casa cansada

Quando a mulher chegava aos 40 ou 50 anos, uma série de transformações acontecia: os filhos começavam a sair de casa, a menopausa chegava e o marido se aposentava. Esses eram os principais "sintomas" usados pelos médicos dar o diagnóstico de... síndrome da dona de casa cansada.

“Não é mentira. Isso realmente estava descrito em livros de medicina há uns 40 ou 50 anos”, afirma Laura Ward, professora da Unicamp e vice-presidente do departamento de tireóide da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia).

Essa improvável síndrome reunia sintomas como cansaço excessivo, depressão, lentidão, dor de cabeça e palidez. Hoje, a medicina avançou e se tornou capaz de identificar a produção irregular de hormônios pela glândula tireoide, doença chamada de hipotireoidismo. “Provavelmente era isso que causava a síndrome da dona de casa cansada”, avalia Laura.

Como aconteceu no passado, o hipotireoidismo continua sendo confundido com outras doenças porque seus sintomas são pouco específicos. Mas o perfil dos pacientes já é bem conhecido. Cerca de 90% dos portadores são mulheres, sendo que a doença se torna mais incidente após os 40 anos e no período pós-parto.

“A prevalência de problemas na tireoide é de 10%. Isso foi verificado em estudos internacionais e confirmado por um recente estudo feito em Bauru, neste ano”, revela a endocrinologista.

Apesar dos sintomas serem pouco específicos na maioria dos casos, existem alguns sinais mais característicos como queimação gástrica, constipação intestinal, falta de ar, angina e perda de audição.

Hormônios fora de controle
Quando esses sintomas se manifestam, é sinal que os hormônios da tereóide – T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina) – já estão bem abaixo do normal. Quando isso acontece, a glândula hipófise aumenta o nível de TSH para estimular mais a tireoide.

“É uma forma de tentar compensar a doença”, explica a endocrinologista Gisah Amaral de Carvalho, professora da Universidade Federal do Paraná. Quando esses hormônios todos saem do normal, a pessoa se torna sujeita a muitos problemas graves. Um deles é a depressão.

“Pacientes com a taxa de TSH acima de 10 têm três vezes mais chances de manifestar sintomas depressivos”, afirma. Um estudo feito nos Estados Unidos, na Universidade da Carolina do Norte, revela que é três vezes maior (56%) a incidência de ao menos um episódio de depressão em mulheres com ligeira diminuição das funções da tireoide.

Melhor diagnóstico
O exame de TSH é o mais indicado para diagnosticar o hipotireoidismo precocemente. Isso porque este hormônio é o primeiro a manifestar alterações. “Ele se eleva 100 vezes mais do que o T4 diminui”, compara Laura.

O diagnóstico por alterações de TSH pode ser feito no estágio sub-clínico, quando a pessoa não tem nenhum sintoma. “Como o exame não é caro e é coberto por muitos planos, ele pode se tornar um exame de rotina. Ele pode ser feito junto a testes de colesterol, por exemplo, especialmente a partir dos 40 anos”, recomenda Laura.

Campanha
A farmacêutica Sanofi-Aventis lançou em 2010 a Campanha Mulher Sem Falta, na qual alertava para a importância dos sintomas e do diagnóstico precoce. O foco era as  mulheres com mais de 30 anos, faixa etária na qual a prevalência da doença aumenta. Como parte da campanha, a farmacêutica lançou um site para dar mais detalhes sobre a doença.

Especialistas revelam que a incidência da doença tem aumentado, ela passou de 3,9 para 14 casos em cada 100 mil habitantes nos últimos 10 anos. E um dos motivos seria o envelhecimento da população.

“Alguns fatores ambientais também podem influenciar, como o consumo de alimentos industrializados e produtos tóxicos (cigarro), além da exposição à radiação, caso de alguns tratamentos contra câncer”, afirma Laura.

Fonte Delas