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quarta-feira, 27 de junho de 2012

Proteínas encontradas no girassol auxiliam tratamento de doenças da pele

Pesquisa pode melhorar entendimento sobre como enzimas específicas contribuem para condições como dermatite e eczema

Proteínas encontradas em girassóis podem auxiliar no tratamento de pessoas com doenças da pele. É o que sugere estudo de pesquisadores da Queensland University of Technology, na Austrália.

A pesquisa pode melhorar as condições de vida de pacientes com dermatite, eczema.

A equipe, liderada por Simon de Veer, estava trabalhando para desenvolver novos inibidores de três proteases da pele, enzimas que desempenham um papel importante na regeneração constante da derme.

Trabalhando com o peptídeo conhecido como inibidor de tripsina de girassol (SFTI), e alterando sua superfície de ligação, os investigadores criaram um inibidor das três proteases da pele chamado peptidase relacionada à calicreína (KLK) 5, 7 e 14.

Segundo De Veer, esses inibidores são a peça que faltava do quebra-cabeça para quem sofre de doenças da pele. "Proteases na pele estão principalmente envolvidas na retirada de células velhas da superfície da pele, quebrando as ligações que normalmente as mantém juntas como parte da barreira de proteção. Isso exige um balanceamento para manter a estrutura e a espessura da pele normal. Excesso de atividade deixa a pele mais permeável do que o habitual, o que significa que está aberta a alérgenos, infecções e perda de água", explica De Veer.

O peptídeo SFTI de ocorrência natural em girassóis é um inibidor eficaz de uma protease chamada tripsina, que se assemelha às proteases calicreínas na pele humana.

"Nosso objetivo foi aproveitar a atividade de SFTI e tornar a superfície de ligação mais capaz de direcionar as proteases e ajudar a restaurar a pele ao seu estado original", afirma o pesquisador.

A equipe acredita que os resultados do trabalho pode criar uma nova visão sobre como as proteases contribuem para as doenças da pele e, potencialmente, levar a novos tratamentos para essas condições.

Fonte Isaude.net

Como ocorre a produção de hormônio e esperma

Novo anticoncepcional masculino em gel inibe produção de espermatozoides

Tratamento reversível em teste combina dois tipos de hormônios para reduzir a produção da célula reprodutiva masculina

Novo gel anticoncepcional para homens apresentou resultados promissores em testes de laboratório, de acordo com estudo no The Endocrine Society's 94th Annual Meeting.

A pesquisa revela que os participantes que aplicaram o composto sobre a pele mostraram redução significativa na produção de espermatozoides.

O gel, criado pelos médicos do Instituto de Pesquisa Biomédica de Los Angeles (LA Biomed), combina dois tipos de hormônios para inibir a produção de espermatozoides.

Um deles é a testosterona, o hormônio masculino. O outro é chamado de "nestorone", uma variação sintética do hormônio feminino progesterona.

Entre os homens que participaram dos testes, 89% apresentaram redução na contagem de espermatozoides a níveis considerados de baixo risco para a fecundação.

"Esta é a primeira vez que testosterona e Nestorone foram aplicados sobre a pele em conjunto para fornecer quantidades adequadas de hormônios que inibem a produção de esperma. Os homens podem usar géis transdérmicos em casa, ao contrário dos habituais injeções e implantes, que deve ser feitas no consultório médico", afirma a pesquisadora Christine Wang.

Segundo Wang, nos homens, a progestina aumenta a eficácia contraceptiva da testosterona. "Tanto testosterona quanto progesterona trabalham em conjunto para desligar a produção de hormônios reprodutivos que controlam a produção de esperma. Além disso, ao contrário de outras progestinas estudadas como contraceptivos masculinos, Nestorone não tem atividade androgênica. Atividade androgênica pode causar efeitos secundários, tais como acne e mudanças nos níveis de colesterol bom e ruim", observa a pesquisadora.

Para o trabalho, os pesquisadores recrutaram 99 homens saudáveis para usar um dos tratamentos transdérmicos não identificados todos os dias durante seis meses. O tratamento atribuído ou era um gel contendo 10 gramas de testosterona e um placebo ou o gel de testosterona mesmo com um gel contendo 8 ou 12 miligramas (mg) de Nestorone.

Apenas 23% dos homens que receberam testosterona sozinha obteviram uma concentração espermática inferior a 1 milhão de espermatozoides por mililitro, em comparação com 89% dos que receberam o gel combinado.

O gel pode ser aplicado na pele e tem efeito reversível, ou seja, a fertilidade é restaurada quando ele para de ser usado. E o hormônio sintético não causa efeitos colaterais como acne e alterações no colesterol.

Ainda vai levar um tempo até que o gel chegue ao mercado. "A combinação da testosterona com Nestorone teve poucos efeitos adversos. Isso merece um estudo mais aprofundado como um contraceptivo masculino potencial", afirma Wang.

Fonte Isaude.net

Saiba quais são os pontos éticos fundamentais da doação de embriões

Frequente na mídia, o tema reprodução assistida ainda gera muitas dúvidas. Há um conjunto de condutas médicas e leis federais que asseguram a ética nesses procedimentos. Saiba quais são as medidas certas em cada tipo de doação.

Uso do sêmen do irmão
O tratamento com óvulos e sêmen doados está devidamente regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina. A escolha do sêmen é feita em bancos específicos para tal finalidade, sendo que a identificação é apenas por números. Ou seja, a paciente e o médico que realiza o tratamento não sabem quem foi o doador.

Uso do sêmen de pessoa que já faleceu
Quando espermatozoides, óvulos ou embriões são congelados, as pessoas (homem, mulher ou casal, respectivamente) devem expressar por escrito sua vontade quanto ao seu destino em caso de divórcio, doenças graves ou falecimento.

Doadora de óvulo
Não é permitido que integrantes da equipe da Clínica de Reprodução Humana participem como doadores do óvulos, espermatozoides ou embriões.

Comportamento dos funcionários da clínica
Todos os funcionário da clínica devem, dentro de suas funções, manter preservado o sigilo do que ocorre em seu trabalho. Imaginem, por exemplo, uma pessoa famosa que passa em uma clínica para dependentes químicos. Os funcionários devem ser instruídos a manter total sigilo! Além disso, os dados médicos devem ser mantidos em arquivos específicos, sem acesso a outras pessoas.

Assim, é importante lembrar que a Reprodução Humana é uma especialidade regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina e cabe a nós seguirmos as regras impostas.

Fonte: Resolução do Conselho Federal de Medicina No 1.957 de 2010.

Por Minha VIda

Conheça as opções da reprodução assistida para casais homossexuais

Processo legal é mais difícil para homens que para mulheres

A luta contra o preconceito e a discriminação ainda está longe de ser vencida. Mas, cada vez mais, o casal homossexual leva uma vida plena, inclusive com direito de união estável garantido pelo Supremo Tribunal Federal. Desta plenitude, surge a vontade de ter filhos. Até pouco tempo atrás, poucas eram as alternativas. A adoção por casais do mesmo sexo, por exemplo, ainda é algo raro, quase que inexistente. A produção independente, como o próprio nome diz, não contempla o casal, apesar de ainda ser uma opção válida.

E onde entra a reprodução assistida nesta história?
Vamos exemplificar a situação de duas mulheres que vivem juntas e desejam ter um filho. A única opção no passado era de uma delas engravidar de forma independente, com sêmen de doador anônimo. No entanto, hoje existe outra possibilidade em que ambas participam. O que pode ser feito é a utilização do óvulo de uma mulher e o útero da outra. Pega-se o óvulo de uma delas, há a fecundação em laboratório, e o embrião formado da fecundação é transferido para o útero da segunda mulher. Ou seja, o material genético é de uma delas, mas a gravidez ocorre em sua parceira. Antes não permitido, este procedimento é agora uma realidade. De fato, o parecer do Conselho Regional de Medicina (CRM) foi bastante claro ao concordar com tratamentos de infertilidade para o casal homossexual.

A situação de dois homens que desejam ter filhos fica um pouco mais burocrática. Isso porque haverá a necessidade de um tratamento com embriões de um deles e a transferência destes embriões para o útero de uma mulher. A primeira etapa é a formação do embrião. Espermatozoides de um dos parceiros fertilizam óvulos doados anonimamente. Infelizmente, a obtenção de óvulos doados é mais difícil que a de sêmen doado, pela natureza do processo.

A segunda etapa é a transferência destes embriões para o útero de uma mulher. Este procedimento específico, a doação temporária de útero, precisa de autorização do CRM, pois não pode haver "aluguel" de útero. Assim, é necessário entrar com pedido de autorização, deixando bem claro que não há fins lucrativos no processo, o que pode demorar algum tempo.

Estas são novas perspectivas para a Medicina Reprodutiva!

Fonte Minha Vida