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domingo, 1 de julho de 2012

Barriga de aluguel britânica anuncia aposentadoria após 21 anos de "profissão"

Jill Hawkins (47) decidiu se aposentar após quase morrer durante última gravidez. Ela recebia cerca de R$ 38 mil em cada gestação

Britânica que deu à luz a dez filhos para outros casais decide se aposentar após 21 anos de "profissão". A mãe de aluguel mais profílica do Reino Unido, Jill Hawkins, de 47 anos, anunciou que iria interromper suas atividades após quase morrer durante a última gravidez.

Depois de perder quatro litros de sangue, Jill deu à luz aos gêmeos Jacob e William em uma cesariana de emergência. As crianças nasceram oito semanas antes da data prevista, com respectivamente 1,95 e 1,67 quilo. Agora os gêmeos estão na incubadora na unidade de tratamento intensivo (UTI).

"É hora de outra mulher assumir a função. Eu não posso arriscar a vida dos bebês, assim como minha própria vida. Já é ruim o bastante eu ter dado à luz a dois bebês prematuros", diz a mãe de aluguel.

De acordo com informações publicadas no Daily Mail, os gêmeos foram gerados a partir de embriões congelados produzidos por um professor de 42 anos de idade e sua esposa de 40 anos. O casal tem uma filha de dez anos que nasceu naturalmente, mas o casal se tornou incapaz de ter mais filhos.

Durantes os primeiros estágios de gravidez, Jill não apresentou problemas de saúde. No entanto, na 20ª semana os médicos descobriram que ela estava sofrendo do tipo mais grave da placenta prévia. Cinco semanas depois, ela começou a perder sangue e foi levado ao hospital. Três semanas depois os médicos decidiram fazer uma cesariana de emergência.

Jill teve o primeiro bebê de aluguel em 1991, aos 26 anos, mas não tem nenhum filho próprio.

A mulher recebia a quantia de 12 mil libras (R$ 37,8 mil) durante cada gestação.

Fonte isaude.net

Fruta do Centro-Oeste tem alta concentração de vitamina C e antioxidantes

Pesquisadores estudam a possibilidade de empregá-las em bebidas funcionais e isotônicas, além de aproveitá-las em geleias

O nome é bastante estranho, mas tem lá sua razão de ser. Doces e azedinhos, os frutos da cagaiteira, quando comidos em grande quantidade, especialmente se estiverem quentes do sol, têm efeito laxativo. Suas folhas, no entanto, preparadas em infusão, têm efeito exatamente oposto. Popular no Centro-Oeste brasileiro e praticamente desconhecida no restante do país, a cagaita (Eugenia dysrenterica) começa a ser descoberta pelos pesquisadores. Devido às suas boas concentrações de vitamina C superiores aos encontrados em muitas frutas convencionalmente cultivadas e antioxidantes de sua composição, eles andam avaliando a possibilidade de empregá-las em bebidas funcionais e isotônicas, além de aproveitá-las em geleias. Com isso, também estarão contribuindo para a fixação no campo dos pequenos agricultores da região e para a ampliação do cultivo dessas árvores, em geral nativas, que vêm perdendo espaço para a formação de pastos.

O projeto de Lucia Maria Jaeger de Carvalho, do Laboratório de Tecnologia e Análise Instrumental de Alimentos da Faculdade de Farmácia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), tem exatamente este objetivo. Com apoio do edital de Apoio a Grupos Emergentes, da FAPERJ, sua equipe analisa alternativas para o uso da fruta. "Com o boom das bebidas isotônicas e refrigerantes, o que estamos propondo são novas opções de sabores, com a vantagem de se aproveitar as propriedades antioxidantes e a vitamina C da fruta", afirma a pesquisadora. Ela explica que nas áreas do cerrado brasileiro, onde laranjas e outros cítricos do gênero não são tão abundantes, frutas como a cagaita oferecem uma fonte de vitamina C acessível à população.

Para seu trabalho, a pesquisadora lançou mão de recursos de grande precisão. "Identificamos as substâncias voláteis responsáveis pelo aroma do fruto, utilizando a microextração em fase sólida (MEFS) e a cromatografia gasosa de alta resolução acoplada à espectrometria de massas", explica. A análise da composição da fruta e de sua atividade antioxidante, por vários métodos, tema da dissertação de mestrado de Ediane Maria Gomes Ribeiro, revelou que a cagaita contém 90% de água; 0,25% a 0,33% de minerais; 1,85% a 2,03% de proteínas; 0,20% a 0,36% de lipídios; e 7,62% a 8,73% de carboidratos. Segundo a pesquisadora, a polpa, com ou sem casca, contém bom conteúdo de açúcares e baixo valor calórico. Sua boa capacidade antioxidante vem da vitamina C e dos carotenóides substâncias que lhe conferem a coloração amarelada, como a luteína e a zeaxantina. Essa parte do trabalho foi objeto da dissertação de mestrado de Patrícia Barros Gomes, orientanda de Lúcia, que avaliou carotenóides, como o alfa e betacaroteno, com atividade pró-vitamina A. "Por todas essas propriedades, nossa meta é estudar formas de aproveitar a cagaita em alimentos, sem reduzir sua atividade antioxidante ou seus níveis de vitamina C."

Esse é realmente o maior desafio, uma vez que a clarificação do suco extraído da polpa da fruta, realizada em filtração por membranas, já provoca uma pequena redução dessas substâncias. "A vitamina C é muito suscetível ao tratamento térmico, e o calor é a base para a fabricação de geleias e vários outros produtos", explica. Por isso mesmo, o assunto está sendo estudado por outro aluno de Lucia, o mestrando Nicolas Tebaldi. Em mais um trabalho, o doutorando Flávio de Souza Neves Cardoso avalia formas de empregar enzimas que possam facilitar o processo de clarificação. "Além de avaliar as perdas de nutrientes e não nutrientes no suco durante o processo de microfiltração, vemos a possibilidade de adicionar micro ou nanocápsulas de ácido ascórbico, ou seja, da vitamina C eventualmente perdida no processo", analisa.

A meta seguinte é formular diferentes sabores de bebidas energéticas, visando aos praticantes de atividade física. "Isso pode ser feito pela combinação da cagaita a outras frutas já tradicionalmente usadas em bebidas do gênero, como o maracujá. Todas são formas de se agregar valor ao produto", planeja a pesquisadora. Com isso, ela acredita que os agricultores possam se unir em cooperativas e trabalhar artesanalmente tanto a extração da polpa quanto seu aproveitamento em produtos simples, como o suco. Lucia pensa também no mercado externo de americanos e europeus, sempre bastante receptivos a produtos mais exóticos, especialmente os que chegam de regiões tropicais. Motivo para que a pesquisadora também estude meios para produzir polpa liofilizada. "Trata-se de um processo de passar a polpa do estado sólido para o gasoso, através da passagem por um aparelho liofilizador. O resultado é uma polpa inteiramente desidratada, transformada em um pó concentrado, que pode ser congelado." Isso facilita tanto problemas de conservação quanto de transporte. "Como a fruta é bastante perecível, seria preciso exportar a polpa. Mas não há comparação entre a vida útil de um produto em pó para uma polpa congelada", compara Lúcia.

Tudo isso permitirá o aproveitamento praticamente total do fruto da cagaiteira. "Com agregação de valor à matéria-prima regional e seu aproveitamento durante períodos de entressafra, estaremos contribuindo para ampliar as atividades das cooperativas do cerrado e fazendo com que brasileiros do Sul e Sudeste, além de estrangeiros, passem a conhecer os sabores do Centro-Oeste do país."

Fonte isaude.net

Governos Federal, estadual e municipal investem R$ 469 milhões contra o crack

O pacto entre as três esferas tem o objetivo de aumentar a oferta de tratamento de saúde e atenção aos usuários em MG

A prefeitura de Belo Horizonte (MG) e o governo do Estado de Minas Gerais assinaram, nesta sexta-feira (29), o termo de cooperação para aderir ao programa do governo federal " Crack, É Possível Vencer" . O pacto entre as três esferas de governo tem o objetivo de aumentar a oferta de tratamento de saúde e atenção aos usuários de drogas, enfrentar o tráfico e as organizações criminosas e ampliar atividades de prevenção. A União deverá investir (com repasses e aplicação direta) no estado e em municípios de Minas Gerais cerca de R$ 469,2 milhões até 2014.

Além da prefeitura de Belo Horizonte e do Governo de Minas Gerais, o programa Crack, é Possível Vencer envolve os Ministérios da Saúde, Justiça, dos Direitos Humanos e do Desenvolvimento Social. Minas Gerais é o quinto estado a fechar ações integradas com o plano, que segue três eixos: prevenção, cuidado (tratamento) e autoridade (enfrentamento ao tráfico de drogas). Pernambuco, Alagoas, Rio de Janeiro e o Rio Grande do Sul já assinaram termo de cooperação.

" O crack desafia médicos, profissionais de saúde e famílias sobre a melhor forma de enfrentar este problema" , afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Segundo o ministro, é necessário reorganizar o conjunto de ações públicas para vencer esta droga. " Isso porque ninguém vai conseguir derrotar o crack sozinho. Quem pensa assim, tomará medidas temporárias" , argumenta.

O conjunto de ações para o enfrentamento ao crack e outras drogas foi anunciado no ano passado pela presidenta Dilma Rousseff e prevê R$ 4 bilhões em recursos federais até 2014. O desenvolvimento das ações será avaliado ao longo da execução e o repasse dos recursos federais dependerá da capacidade de cada unidade federativa.

Rede de Atendimento
Belo Horizonte terá três Centros de Atenção Psicossocial (CAPS-AD) para atendimento 24 horas em 2012, chegando a cinco em 2014, seis Consultórios nas Ruas, 12 leitos em enfermarias especializadas em álcool e drogas. Além disso, até o final do ano serão criados duas novas Unidades de Acolhimento Adulto, sendo uma para atendimento adulto e uma para atendimento de crianças e adolescentes. Para implantar essas melhorias na capital mineira, o Ministério da Saúde investirá R$ 3,17 milhões neste ano. Até 2014, serão investidos R$ 18,5 milhões.

Em Minas Gerais os recursos serão na ordem de R$ 47,2 milhões. A previsão até 2014 é de investimento de R$ 469,2 milhões do Ministério da Saúde. De imediato serão criados 386 leitos, chegando em 2014 a 644 leitos de enfermarias especializadas em álcool e drogas. Em 2012, serão 32 CAPs AD 24 horas, chegando a 86 em 2014. Serão 17 Unidades de Acolhimento, em 2012, sendo nove destinadas ao público adulto e oito para o público infantil. Até 2014 serão 93 unidades. Neste ano serão implantados sete Consultórios nas Ruas, chegando a 35 em 2014.

Na área de assistência social, as ações para o enfrentamento ao crack contarão com a ampliação da capacidade de atendimento nos equipamentos públicos como os Centros de Referência Especializada em Assistência Social (Creas), os Centros de Referência Especializados para Pessoas em Situação de Rua (Centros POP) e outras unidades de acolhimento.

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, com o programa, irá aumentar os recursos mensais destinados ao estado de R$ 20 mil para R$ 90 mil. Será aberto também um novo Centro POP em Belo Horizonte que passa a contar com três unidades desse tipo. Os recursos mensais para os centros passam de R$ 13 mil para R$ 23 mil mensais por unidade.

As equipes de abordagem de rua passam de nove para 13. Serão também inaugurados três novos Creas que se juntam aos nove que estão hoje em funcionamento. No total, as unidades de acolhimento vão ter mais 250 vagas até 2012 e mais 450 até o fim de 2014.

Quando a abordagem for realizada junto a crianças e adolescentes, as equipes de saúde, de assistência social e segurança contarão com o auxílio dos Conselheiros Tutelares. Esses profissionais serão o elo com o Sistema de Garantia de Direitos das Crianças e Adolescentes. A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República realizará a formação desses conselheiros em abordagem de dependentes.

Prevenção
Com ações voltadas para a escola e a comunidade, Minas Gerais terá vagas de capacitação na formação de profissionais que atuam nas áreas de saúde, assistência social, justiça e segurança pública por meio de cursos presenciais e à distância. A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça (Senad) é responsável por articular essa formação.

A meta até 2014 é formar, no estado, 500 profissionais que atuam em comunidades terapêuticas; 1,6 mil operadores de direito; 7,5 mil educadores e policiais; 4,2 mil conselheiros; 1,5 mil lideranças religiosas.

Segurança Pública
As ações policiais do programa irão se concentrar nas fronteiras e nos locais de grande concentração de uso do crack nos centros urbanos. Em Minas Gerais, está prevista a implementação de policiamento ostensivo e de proximidade nas áreas de concentração de uso de drogas, onde serão instaladas câmeras de videomonitoramento fixo.

Os estado vai receber vai receber quatro bases móveis equipadas com sistema de videomonitoramento, 80 câmeras de videomonitoramento fixo, quatro veículos e oito motocicletas e 800 equipamentos de menor potencial ofensivo, além da capacitação de 160 profissionais de segurança pública que irão atuar nos locais de uso de crack e outras drogas. O total de investimentos do governo federal na segurança pública fica acima de R$ 7,5 milhões. A expectativa é que a utilização de câmeras móveis e fixas contribua para inibir a prática de crimes, principalmente o tráfico de drogas.

O programa Crack, é possível vencer prevê, no total, R$ 4 bilhões em recursos federais e conta com ações dos ministérios da Justiça, da Saúde e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, além da Casa Civil e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Fonte isaude.net

Dieta dos paulistanos é deficiente em todos os grupos alimentares

Pesquisa da USP constatou que 95% dessas pessoas ingerem menos frutas e sucos naturais do que o recomendado pelo MS

Os paulistanos estão se alimentando mal, indica um estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). A pesquisa mostra, por exemplo, que 95% dos entrevistados em um total de 725 pessoas ingerem menos frutas e sucos naturais do que o recomendado pelo Guia Alimentar para a População Brasileira, do Ministério da Saúde. A situação mais preocupante ocorre no grupo leite e derivados, no qual 100% revelam comer menos do que as três porções diárias indicadas.

" Relacionamos o consumo dos entrevistados em cada grupo alimentar com o que é recomendado pelo guia e verificamos uma situação preocupante especialmente nos grupos das frutas, leite, legumes e verduras" , disse à Agência Brasil o nutricionista Eliseu Verly Junior, autor da tese Ingestão Habitual de Alimentos entre Indivíduos do Município de São Paulo. O pesquisador explica que o guia do ministério orienta o consumo diário com a finalidade de prevenir a obesidade e as doenças dela decorrentes, especialmente as cardiovasculares.

Um dos principais alertas da pesquisa está relacionado aos adolescentes, tendo em vista que o maior percentual de inadequações de consumo ocorre nesse grupo. " Percebemos que o consumo deficiente vai se reduzindo à medida que aumenta a faixa etária" , analisou o pesquisador. No grupo de frutas e sucos naturais, por exemplo, a ingestão inadequada é verificada em 100% dos entrevistados com idade de 12 a 19 anos. Entre os idosos, o percentual cai para 86%.

Para Verly, uma alimentação precária na adolescência repercute por toda a vida. " Tanto por ser fase de crescimento, que demanda maior de vários nutrientes que estão presentes nas frutas, nas verduras, legumes de forma geral, quanto por ser uma fase de formação de hábito alimentar."

Na comparação entre sexos, o estudo mostrou que a alimentação do homens é mais deficiente do que a das mulheres. No grupo legumes e verduras, por exemplo, 98% deles não atingem a recomendação mínima diária. Entre as mulheres, no entanto, o percentual cai para 87%. A diferença também ocorre no grupo frutas e sucos homens (98%) e mulheres (91%).

Em relação ao consumo de feijão, no entanto, a situação é inversa. Entre os homens, 20% têm uma dieta inadequada. O percentual cresce para 40% entre as mulheres. A pesquisa mostrou ainda que o feijão está mais presente na dieta do estrato mais pobre dos entrevistados, com 30% de consumo deficiente. Entre os mais ricos, o percentual é 37%.

O consumo de carnes e ovos, por sua vez, apresenta uma situação melhor. Apenas 7% dos homens e 12% das mulheres não ingerem o mínimo recomendado. O pesquisador pondera, no entanto, que muitos excedem esse mínimo, o que também é perigoso. " O guia não fala em quantidade máxima e a gente sabe que a carne em excesso também não é uma coisa positiva. Essa análise não mostra, mas há estudos que comprovam que quase todo mundo consome acima do recomendado, que é de uma porção por dia" , declarou.

Verly esclarece que as porções mínimas diárias foram calculadas a partir do consumo calórico de cada entrevistado. " O termo mais apropriado não é falar pessoas não atingiram a recomendação de três porções diárias, por exemplo, porque uma pessoa pode precisar de três e, para outra, bastam duas" , explicou o nutricionista.

Fonte isaude.net

Tratando a Hipertensão