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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Médicos consideram paralisar atividades em outubro

A paralisação daria continuidade à luta pela correção das defasagens acumuladas nos últimos anos e por reajustes das consultas

Passados três meses de negociação após a advertência dada às operadoras dos planos de saúde, em mobilização de 25 de abril, entidades e associações médicas aprovaram um indicativo de nova e possivelmente mais ampla paralisação nacional em outubro.

O movimento médico avalia que há avanços nas negociações com os planos de saúde desde as últimas mobilizações -7 de abril e 21 de setembro de 2011 e em 25 de abril de 2012-, em que médicos suspenderam atendimentos aos planos e realizaram atos públicos. Os médicos entendem, porém, que os avanços alcançados ainda são insuficientes.

O balanço foi feito nesta quinta-feira em reunião ampliada da Comissão Nacional de Saúde Suplementar (COMSU), composta por representantes do Conselho Federal de Medicina (CFM), Associação Médica Brasileira (AMB) e Federação Nacional dos Médicos (Fenam), com a participação de conselhos regionais, sindicatos e sociedades médicas.

Representantes dos Estados criticaram as propostas de reajustes nos honorários dos médicos feitas pelas operadoras, em alguns casos tidos como “pífios”.

Os médicos ainda alertaram para a necessidade de corrigir as defasagens acumuladas nos últimos anos e de estender os reajustes das consultas também aos procedimentos.

A reunião desta quinta-feira apontou para a continuidade das negociações com as operadoras, a realização de assembléias nos Estados entre julho e agosto e para um indicativo de paralisação nacional em outubro, mês em que se comemora o dia do médico.

A duração dessa nova paralisação e outras estratégias de mobilização serão avaliadas pelos Estados e chanceladas na próxima reunião da Comissão Nacional de Saúde Suplementar, marcada para 17 de agosto.

Paralelamente a esse movimento, as entidades médicas cobram da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) a edição de uma resolução normativa que substitua a atual, de 2004, que garanta a assinatura de contratos adequados entre operadoras e médicos, através de suas entidades, e reajustes satisfatórios.

Fonte SaudeWeb

Remédios antigos: Tetmosol sabonete

Portugal: Consumo de café reduz risco de cancro de pele

 
O aumento do consumo de café reduz o risco de desenvolver a forma mais comum de cancro de pele, o carcinoma basocelular, indica um estudo publicado esta segunda-feira no jornal 'Cancer Research', da associação norte-americana de pesquisa da doença.

"A nossa investigação indica que mais chávenas de café com cafeína se consumir, menor é o risco de desenvolver cancro na pele", referiu o professor da Escola de Medicina e da Escola de Saúde Pública de Harvard Jiali Han.

"Não recomendo o aumento da ingestão de café apenas com base nestes dados", ressalvou o investigador, acrescentando, no entanto, que "os resultados [do estudo] colocam o carcinoma basal numa lista de doenças cujo risco é diminuído quando o consumo de café é aumentado".

Esta lista inclui doenças como o diabetes tipo 2 e Parkinson.

O carcinoma basocelular é a forma de mais comum de cancro de pele e, embora se desenvolva lentamente, tem uma taxa de mortalidade elevada, representando um custo pesado nos sistemas de cuidados de saúde.

"Tendo em conta o grande número de novos casos diagnosticados, algumas mudanças diárias na dieta podem ter um impacto na saúde pública", defendeu Jiali Han.

Fonte Correio da Manhã

Portugal: Enfermeiros ganham menos do que 4 euros por hora

A Administração Regional de Saúde de Lisboa garante que o valor de referência para subcontratar enfermeiros é 10 euros/hora, mas estes profissionais queixam-se de receber apenas quatro euros por causa da parte cobrada pelas empresas de serviços.

Em causa estão entre 60 a 70 enfermeiros que prestam serviços nos centros de saúde e hospitais, através de empresas de prestação de serviços que concorrem a concursos abertos pela Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARSLVT), um dos quais terminou na semana passada.

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) denunciou que, em virtude do novo concurso que foi aberto, alguns enfermeiros vão ganhar menos de quatro euros por hora.

Segundo Guadalupe Simões, dirigente do SEP, as empresas ganham 50 por cento do que a tutela paga, cabendo aos enfermeiros os restantes 50 por cento, o que neste caso significa que o valor do contrato ficou abaixo do montante de referência definido pela ARSLVT.

"Com estes valores, os enfermeiros acabam por levar para casa 250 euros mensais", disse, alertando para a falta de motivação destes profissionais em prestar serviço por estes valores.

Questionado pela Lusa, o presidente da ARSLVT, Luís Cunha Ribeiro, disse que este organismo não contrata enfermeiros nem quaisquer outros profissionais.

"Abrimos um concurso para uma prestação de serviços, cujo valor de referência [o máximo que a tutela está disposta a pagar] foi cerca de dez euros", disse.

Cunha Ribeiro adiantou que foram excluídas as empresas que apresentaram propostas 50 por cento inferiores ao valor de referência.

O presidente da ARSLVT esclareceu que esta é uma solução provisória para três meses, uma vez que "está em curso um processo contratual".

Em relação ao valor final que está a ser oferecido aos enfermeiros, Cunha Ribeiro descarta responsabilidades, mas garante que a qualidade dos serviços não está posta em causa.

"É totalmente falso que a qualidade esteja em causa. Estes enfermeiros têm as mesmas habilitações e capacidades, reconhecidas pelos organismos", disse.

O SEP vai esta segunda-feira tentar ser recebido por Cunha Ribeiro, aproveitando um pedido de reunião "há muito formulado" e que "nunca teve resposta", segundo Guadalupe Simões.

O presidente da ARSLVT limitou-se a dizer que não tem conhecimento de qualquer pedido de reunião sobre este assunto.

Fonte Correio da Manhã

Portugal: Compatibilizar recursos financeiros e atividade hospitalar é "muito difícil"

A presidente do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC) reconhece que é "muito difícil" compatibilizar os recursos financeiros com a atividade hospitalar e que este é um exercício que deve ser balizado por "elevada consciência ética e rigor científico".

A afirmação de Teresa Sustelo vem plasmada na introdução do livro "Omnia Sanctorum", que conta as "Histórias da História do Hospital Real de Todos-os-Santos e seus sucessores" e será apresentado na terça-feira, na Academia de Ciências de Lisboa.

Nas primeiras páginas do livro, Teresa Sustelo aproveita a história para dar conta do novo hospital, previsto para a zona oriental de Lisboa, e que aguarda financiamento, uma vez que a tutela já demonstrou vontade política na sua construção.

Fonte Destak