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segunda-feira, 2 de julho de 2012

Autoconfiança: estar perfumado provoca mudança de atitude nos homens, diz pesquisa

Homens perfumados são mais autoconfiantes, aponta estudo sobre o assunto. E isto é causado pela sensação de maior controle sobre o próprio corpo e, portanto, também sobre seus atos. Mas é controlar o suor, e não necessariamente estar perfumado, que parece ser o grande mecanismo por trás do hábito dos homens se perfumarem.

Parte da motivação para um homem se perfurmar, dizem pesquisadores ingleses, vem do fato que uma autoimagem confiante é relacionada com uma maior atratividade para as parceiras em potencial. E talvez, o sucesso de algumas marcas de desodorantes no mercado venham mais do fato desses produtos mascarem alguns odores do que salientar outros.

Craig Roberts, da Universidade de Liverpool, e outros pesquisadores – trabalhando com uma equipe de uma fábrica produtos para higiene pessoal – investigaram o problema e publicaram os resultados no Journal of Cosmetic Science.

Os pesquisadores sabiam, através de estudos anteriores, que determinadas essências podiam melhorar o humor de quem as usava. O que eles descobriram, entretanto, foi que quando um homem muda (ou tem a impressão de controlar) seu odor natural isso pode alterar sua autoconfiança e o efeito pode atingir as potenciais parceiras, mudando as percepções do quão atrativo elas classificavam esses homens perfumados (ou ainda, com o odor controlado).

Mudança de atitude
No experimento, dois grupos de homens receberam um spray aerosol contendo uma mistura diferente: metade do grupo recebeu uma formulação comercial de uma fragrância com agentes antimicrobianos; a outra metade recebeu uma lata idêntica mas sem determinados ingredientes ativos.

Durante vários dias, Roberts e seu time conduziram uma bateria de testes psicológicos em ambos os grupos. Os resultados mostraram que aqueles que tinham usado a fragrância comercial completa, que mascarava o odor do suor por mais tempo e deixava o perfume em primeiro plano, mostraram um aumento da autoconfiança. E, incrivelmente, o efeito se extendia sobre mulheres que podiam observá-los de longe, mas não sabiam se eles estavam ou não perfumados.

As mulheres classificavam esses homens como mais atraentes. Entretanto, quando deparadas com fotos, essas participantes não conseguiram identificar essas mesmas características de atratividade, o que sugeria que algo no modo como eles se portavam e se movimentavam é que fazia a diferença.

A experiência de Roberts mostra que o produto usado pode não ter nada a ver com a atração sentida pelas mulheres, mas tudo a ver com o efeito psicológico sentido pelos próprios homens ao usar um perfume (ou desodorante).

Fonte O que eu tenho

Consumo de soja não melhora a cognição das mulheres após menopausa, mas traz outros benefícios para a saúde

Em um novo estudo, pesquisadores da Universidade de Stanford, nos EUA, afirmam que o uso de suplementos de soja por mulheres na pós-menopausa não traz qualquer efeito – positivo ou negativo – com relação à memória e ao raciocínio.

O grão contém um composto chamado isoflavona, que age no organismo de maneira parecida com a dos estrogênios. Como há ausência desses hormônios após a menopausa — o que provoca sintomas como as ondas de calor —, muitas mulheres passam a consumir suplementos de soja como alternativa para essa perda hormonal.

O estudo, publicado no periódico Neurology, acompanhou 350 mulheres com idades entre 42 e 92 anos (todas já haviam passado pela menopausa). Ao longo de quatro anos, elas ingeriram diariamente 25 gramas de proteína de soja ou de placebo, e realizaram periodicamente testes cognitivos e neuropsicológicos. Ao analisarem os resultados dos testes, os pesquisadores não encontraram diferenças significativas nas habilidades mentais e cognição entre o grupo que recebeu doses de soja e as mulheres que tomaram placebo.

Outros benefícios para a saúde

No entanto, os autores ressaltam que a pesquisa não quer desencorajar as mulheres a consumirem soja para outros fins. “Se ela gosta de comer soja e isso traz outros benefícios à sua saúde, ela deve continuar fazendo o que ela está fazendo”, diz Victor Henderson, líder da pesquisa.

Ele observa ainda que, embora estes resultados sejam definitivos – Henderson afirma que o tamanho da amostra foi grande o suficiente para que se houvesse efeitos principais, os pesquisadores provavelmente teriam visto – os efeitos cognitivos das isoflavonas de soja pode ser diferente para as mulheres em idade reprodutiva e para os homens.

“Mais estudos são necessários nestas populações”, diz. Ele também enfatizou a necessidade de pesquisadores a continuar a estudar uma variedade de intervenções para melhorar a cognição em idosos, incluindo abordagens nutricionais, atividades físicas e mentais, e abordagens farmacêuticas.

Fonte O que eu tenho

Restrição alimentar relacionada a transtorno de imagem corporal aumenta risco de suicídio

Pessoas que restringem o quanto por sofrerem de transtorno dismórfico corporal (TDC) têm quase o dobro de chances de tentar cometer suicídio.

Este é o resultado de um novo estudo, publicado no periódico journal Suicide and Life-Threatening Behavior. Segundo a pesquisa, a restrição da ingestão de alimentos por causa do TDC pode até dobrar o risco de tentativas de suicídio. Os motivos desta relação, no entanto, ainda não está claro.

O estudo envolveu 200 pessoas, mais da metade mulheres (68%), diagnosticadas com transtorno dismórfico corporal. As idades variaram 14 aos 64 anos, e o número de tentativas de suicídio últimos variou de 0 a 25.

A restrição alimentar é um dos comportamentos característicos relacionados ao transtorno dismórfico corporal. Outras características são prática de exercício físico de forma excessiva, auto-mutilação, realizar cirurgias cosméticas constantes, entre outros.

Os resultados mostraram que 25% dos participantes já tentaram o suicídio e 75% tiveram pensamentos suicidas.

Os pesquisadores acreditam que porque a restrição drástica na dieta pode ser fisicamente dolorosa, aqueles capazes de suportar este tipo de desconforto são potencialmente mais capazes do que outros em suportar a dor física necessária para cometer suicídio.

“Limitar significativamente o quanto se come pode ser fisicamente doloroso”, explica Katharine A. Phillips, uma das autoras da pesquisa. “Vai contra nossos instintos naturais de alimentar os nossos corpos para responder à dor física que vem com fome extrema. Os resultados deste estudo ressaltam a importância da avaliação de indivíduos com TDC para comportamentos alimentares restritivos, no sentido de identificar o risco de suicídio, mesmo que eles não tenham anteriormente sido diagnosticados com um transtorno alimentar”, conclui.

Fonte O que eu tenho

Como você se chama mesmo? Esquecer nomes tem a ver com falta de interesse, não habilidade do cérebro

A maioria das pessoas já passou por isso. Você é apresentado a alguém e esquece o nome da pessoa na sequência. Depois passa um tempão tentanto recuperar a informação e mal consegue lembrar a primeira letra do nome da pessoa. Para muitos, isso é apenas uma característica da própria personalidade: “sou ruim em lembrar nomes”.

Mas uma pesquisa da Universidade Estadual do Kansas, nos EUA, encabeçada por Richard Harrys, aponta que isso não é uma questão de ter um cérebro mais ou menos apto a lembrar nomes. Ao contrário, as pessoas que esquecem nomes na verdade não têm o menor interesse em lembrá-los.

“Pessoas mais sociáveis, talvez, são mais interessadas nas pessoas com as quais convivem, mesmo que por tempo limitado. Há um maior interesse nas relações sociais. E possivelmente é isto o que faz com que elas se lembrem mais dos nomes de outras pessoas.”, diz o pesquisador.

Algumas profissões, dizem os autores, acabam treinando as pessoas a ficarem mais atentas, mas isto não tem nada a ver com memória. “Todo mundo tem uma boa memória”, diz Harris. O que acontece é quem nem todas as informações são igualmente interessantes para todos.

Interesses diversos
E ter interesse e, portanto, maior atenção aos nomes é o que determina este tipo de comportamento. Isto vale também em outros casos. Um tópico interessante para um indivíduo – matemática, por exempo – vai ser melhor lembrado, pois a pessoa se interessa por aquilo e tem prazer em ler e fazer relações com as informações coletadas sobre o tema.

“Algumas pessoas podem aprender geografia sem nunca ter estudado seriamente o assunto. Somente com informações adquiridas em conversas, navegação na internet e leitura de textos em revistas pode ser o suficiente para que ela tenha noção sobre o assunto”, dizem os pesquisadores. Indivíduos com menos interesse em outras pessoas vão se apegar menos aos nomes de novos contatos apresentados.

Associação do nome com outras características

“E caso alguém que não lembra nomes com facilidade queira uma dica, o bom seria que ela associasse os nomes a outras características da pessoas apresentadas (uma estratégia mnemônica)”, aponta Harrys. Se o sujeito chama-se “João” e é canhoto, o ideal é fazer a junção dos termos (joão-canhoto). Caso você se interesse por moda, associar o nome às roupas pode ser uma boa idéia ou então – caso seu interesse seja música – tentar lembrar partes de músicas que tenham o nome da pessoa.

“Outra estratégia é repetir o nome da pessoa em voz alta quando se é apresentado. A memória auditiva, neste caso, pode aumentar as chances de acertos na hora de resgatar a informação do fundo do cérebro”, finaliza o pesquisador.

Fonte O que eu tenho

Cartão SUS traz interoperabilidade para municípios

Durante evento sobre saúde móvel especialistas apontaram a possibilidade de o celular ser utilizado no cadastramento de pessoas junto ao SUS. Além disso, enfatizou-se a importância de os sistemas municipais se comunicarem com o Datasus

Considerado o maior projeto hoje dentro do SUS, o Cartão Nacional de Saúde tem como objetivo informatizar o setor público, possibilitando que por meio da integração de dados seja realizado um melhor atendimento ao indivíduo e melhor gestão aos administradores do sistema.

“Hoje o cadastro tem 205 milhões de registros. Acreditamos que foram identificados univocamente 170 milhões. E estimamos que até 2014 todos os 190 milhões de brasileiros já tenham o cartão SUS”, afirma o diretor da Secretaria de Gestão Participativa do Ministério da Saúde, Sylvain Levy.

Levy afirma que o cartão tem a tarefa de ser a chave integradora entre os sistemas de informação em saúde que hoje são operados pelo Datasus, possibilitando assim uma interoperabilidade entre as ferramentas.

“Hoje temos 800 municípios que já têm sistema próprio de informatização e temos mais de 100 empresas que desenvolvem sistemas de saúde. Precisamos fazer com que essas informações conversem com o Datasus, antes que sejam perdidas”.

O representante do Ministério da Saúde ressalta que essa não será uma tarefa fácil, mas acredita que até 2014 tudo esteja coberto.

Conectividade via celular
Em sua participação no Conected Living Latam Summit, realizado em São Paulo, Levy fala sobre a possibilidade da telefonia celular ser utilizada no cadastramento de pessoas junto ao SUS. “O registro poderia ser feito de forma móvel e a confirmação viria via SMS”.

Além disso, a possibilidade de haver um arquivamento de dados e informações dos pacientes via celular também é uma questão relevante para o Ministério da Saúde. No entanto, o profissional afirma que, nesse caso, o público precisaria ter um cuidado maior com seus aparelhos.

Os telefones celulares, segundo Levy, também poderiam ser utilizados na esfera da telemedicina. “Não há razão para não utilizar celular dentro deste escopo. Uma pessoa que tem uma úlcera na perna poderia ter o local fotografado por um atendente e a imagem enviada a um médico”.

A necessidade de que as ambulâncias do Samu tenham conectividade também foi uma questão abordada. O motivo está atrelado à possibilidade de maior facilidade na transmissão de dados que podem salvar vidas.

Por fim, o diretor chamou atenção para a importância de essas tecnologias serem utilizadas em áreas remotas de poucos interesses comerciais. “As pessoas merecem ser bem atendidas em qualquer localidade. Seja aqui em São Paulo ou em qualquer parte do Brasil. A saúde é um direito de todos e um dever da sociedade”.

Fonte SaudeWeb