Definição
A escoliose é um encurvamento da coluna vertebral. A coluna vertebral se encurva no meio ou nos lados e geralmente inicia no começo da puberdade e progride durante o período de crescimento rápido.
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Escoliose
A maioria das escolas primárias faz triagem de escoliose, pois, se detectada cedo, a curvatura progressiva da coluna pode ser evitada. A escoliose afeta muito mais meninas do que meninos.
Causas, incidência e fatores de risco
Existem três grandes causas para a escoliose:
A escoliose congênita (de nascença) decorre de um problema com a formação dos
ossos da coluna vertebral (vértebras) ou fusão de costelas durante o desenvolvimento do feto ou do recém-nascido
A escoliose neuromuscular é causada por problemas como fraqueza muscular ou do controle precário dos músculos, ou paralisia decorrente de doenças como paralisia cerebral, distrofia muscular, espinha bífida e pólio.
A escoliose idiopática não tem causa conhecida. A escoliose idiopática em adolescentes é o tipo mais comum.
Algumas pessoas são mais suscetíveis ao encurvamento da coluna. A maioria dos casos ocorre em meninas. O encurvamento geralmente se agrava durante os surtos de crescimento. A escoliose em crianças é menos comum e geralmente atinge igualmente tanto meninas quanto meninos.
Sintomas
Há suspeita de escolise quando um ombro parece estar mais alto do que o outro ou a pélvis parece estar inclinada. Um olhar leigo não percebe a curvatura nos estágios iniciais.
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Sinais de escoliose
O tratamento pode envolver o uso de uma órtese ou cirurgia e é determinado pela causa da escoliose, o tamanho e o local da curva e o estágio do crescimento ósseo do paciente.
Outros sintomas podem incluir:
Pode haver fadiga na coluna vertebral após longa permanência de pé ou sentado. A dor ficará persistente caso haja uma inflamação no tecido mole e desgaste dos ossos da coluna vertebral.
Observação: A cifoescoliose também inclui curvatura anormal da frente para trás, com uma aparência de costas arredondadas.
Exames e testes
O médico realizará um exame físico, inclusive um teste de curvatura para frente, o que ajuda a definir a curvatura. O teste de curvatura para frente é usado com mais frequência em escolas e consultórios médicos para a triagem de escoliose.
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Teste de curvatura para frente
Durante o teste, a criança curva-se para frente com os pés unidos e os joelhos retos e pendendo os braços. Quaisquer desequilíbrios na caixa torácica ou outras deformidades ao longo da coluna podem ser um sinal de escoliose.
O grau da curvatura vista no exame pode subestimar a real curva vista no raio X, logo, qualquer criança que tiver a coluna encurvada terá o raio X solicitado.
Os testes incluem:
Tratamento
O tratamento depende da causa da escoliose, do tamanho e da localização da curva, além de quanto crescimento o paciente ainda terá.
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Coluna vertebral
A coluna vertebral é dividida em diversas seções. As vértebras cervicais compõem o pescoço. As vértebras torácicas compõem a seção do peito e têm as costelas conectadas. As vértebras lombares são as vértebras restantes abaixo do último osso torácico e a parte superior do sacro. As vértebras do sacro são cercadas pelos ossos da pélvis, e o cóccix representa a vértebra terminal ou cauda vestigial.
Na maioria dos casos de escoliose idiopática adolescente (menores de 20 graus), o tratamento é dispensado, mas devem ser realizadas verificações semestrais.
Na medida em que a curvatura se agrava (acima de 25 a 30 graus em crianças em fase de crescimento), o uso de órteses é geralmente recomendado para auxiliar a retardar a progressão da curva. Existem muitos tipos de órteses utilizados. O colete de Boston, o colete de Wilmington, o colete de Milwaukee e o colete de Charleston foram batizados com o nome dos centros onde foram desenvolvidos.
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Órtese para escoliose
Cada colete tem uma aparência distinta. Existem diferentes modos de usar cada um deles adequadamente. A seleção de uma órtese e a maneira como ela será usada depende de muitos fatores, inclusive das características específicas da curvatura. A órtese exata será decidida pelo paciente e o médico.
Um colete para as costas não reverte a curva. Em vez disso, usa a pressão para alinhar a coluna vertebral. O colete pode ser ajustado com o crescimento. O uso de colete não funciona para as escolioses congênitas e neuromusculares e é menos eficaz na escoliose idiopática infanto-juvenil.
A decisão do momento apropriado para se operar é variável. Após os ossos do esqueleto cessarem o crescimento, a curvatura não deve se agravar muito. Por conta disso, talvez o cirurgião queira aguardar até que os ossos do seu filho parem de crescer. Entretanto, pode ser que seu filho necessite de cirurgia antes disso, se a curva na coluna for grave ou estiver se agravando rapidamante. Curvas de 40° ou mais geralmente precisam ser operadas.
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Fusão da coluna vertebral
A cirurgia consiste em corrigir a curva (embora não completamente) e encaixar os ossos dentro dela. Os ossos são fixados no lugar com uma ou duas hastes de metal presas com ganchos e parafusos até que o osso seja recuperado. Às vezes, a cirurgia é feita através de um corte nas costas, no abdome ou abaixo das costelas. Pode ser necessário o uso de uma órtese para estabilizar a coluna vertebral após a operação.
Muitas vezes, as limitações impostas pelos tratamentos afetam o lado emocional e podem ameaçar a autoimagem, principalmente para adolescentes. Apoio emocional é importante.
Fisioterapeutas e ortopedistas (especialistas em aparelhos ortopédicos) podem ajudar a explicar os tratamentos e a assegurar que o colete se encaixe confortavelmente.
Evolução (prognóstico)
O resultado depende da causa, localização e gravidade da curvatura. Quanto maior for a curva, maior será a chance de ela piorar após cessar a fase de crescimento.
Quanto maior for a curva inicial da coluna vertebral, maior será a chance de que a escoliose se agrave após a conclusão da fase de crescimento. A escoliose grave (curvas na coluna vertebral maiores do que 100°) pode causar problemas respiratórios.
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Há quatro curvas naturais da coluna vertebral (cervical, torácica, lombar e sacral). Elas judam a absorver e distribuir tensões decorrentes de atividades físicas
Os casos que não possuem gravidade e que são tratados apenas com o uso de órteses costumam ser resolvidos satisfatoriamente. As pessoas com esse quadro não são suscetíveis a problemas a longo prazo, exceto uma taxa elevada de dor na coluna lombar quando envelhecem. As pessoas com escoliose idiopática corrigida cirurgicamente recuperam-se bem e podem levar uma vida ativa e saudável.
Os pacientes com escoliose neuromuscular sofrem de um outro distúrbio grave (como paralisia cerebral ou distrofia muscular), então os objetivos são distintos. Geralmente, a meta da cirurgia é simplesmente permitir que a criança se sente corretamente na cadeira de rodas.
Os bebês com escoliose congênita têm uma grande variedade de defeitos de nascença subjacentes. Essa doença tem um manejo difícil e geralmente muitas operações precisam ser feitas.
Complicações
Problemas emocionais ou baixa autoestima podem ocorrer como um resultado da doença ou de seu tratamento (principalmente, o uso de órtese)
Incapacidade dos ossos se encaixarem (muito raro em escoliose idiopática)
Artrite e dor na coluna lombar na idade adulta
Problemas respiratórios decorrentes de uma curvatura grave
Danos na medula ou no nervo espinhal decorrentes da cirurgia ou da incorreta curvatura grave
Infecção na coluna vertebral após a cirurgia
Ligando para o médico
Procure assistência médica caso haja suspeita de que seu filho sofre de escoliose.
Prevenção
Testes de rotina para escoliose realizados nas escolas de ensino fundamental e médio poderiam identificar muitos casos que seriam descobertos apenas em um estágio avançado da doença.
Fonte iG