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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Abuso infantil pode levar à obesidade na fase adulta

Pesquisadores da Boston University School of Medicine (BUSM) e da Boston University's Slone Epidemiology Center, nos Estados Unidos, mostrou que existe uma associação entre abuso sexual e físico na infância e adolescência com a obesidade na idade adulta.

Publicado na Revista Pediatrics, a pesquisa foi baseada no estudo Black Women's Health Study, que acompanha mulheres negras desde 1995. As informações fornecidas em 2005 por mais de 33.000 participantes sobre suas experiências na infância e adolescência foram cruzadas com seu peso na idade adulta, considerando o Índice de Massa Corporal (IMC) e a circunferência da cintura.

Os resultados mostraram que, em 2005, a taxa de obesidade era 30% maior entre as mulheres que sofreram abuso físico e sexual do que entre as mulheres que não relataram abusos. A associação levou em consideração a história reprodutiva das participantes, bem como a dieta, atividade física e sintomas de depressão, o que poderia levar ao ganho de peso.

De acordo com os pesquisadores, os resultados somam-se às evidências crescentes de que as experiências durante a infância podem ter consequências a longo prazo para a saúde. Eles explicam que os abusos durante a infância podem moldar negativamente os comportamentos de saúde e as estratégias para enfrentar o trauma, o que pode acarretar em ganho de peso.

Os pesquisadores ressaltam a necessidade de mais estudos que se foquem nessa relação entre abusos na infância e ganho de peso na fase adulta, mas destacam que é necessário treinar profissionais da saúde para reconhecer o abuso e intervir o quanto antes.

Fonte: EurekAlert!, 02 de julho de 2012

Por R7

Empresa esconde gordura trans em batata

Pringles destaca em rótulo não ter o ingrediente, mas pesquisa diz que tem

Um levantamento realizado pela associação de consumidores PROTESTE avaliou 53 alimentos industrializados e constatou que 32% dos produtos apresentaram alto teor de gordura trans, nem sempre deixando a informação clara no rótulo. A batata Pringles, por exemplo, contém gordura trans e não informa no rótulo, segundo a análise.

Ao consumir 100 g de batata Pringles o consumidor terá ultrapassado o limite sugerido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) - de 2 g para um adulto, ou seja, 1% do valor calórico total da dieta diária.

Na lista dos alimentos com excesso de trans também estão os biscoitos de polvilho e de chocolate Adria, a torta de frango com queijo congelada Qualitá, a pipoca de micro-ondas Chinezinho e a rosquinha de coco Bom Preço e Mabel.

"A função da rotulagem é informar o consumidor e ajudá-lo a fazer escolhas. Nossas pesquisas demonstram que a rotulagem, como está, não funciona adequadamente", comenta a professora Rossana Pacheco da Costa Proença, líder do Núcleo de Pesquisa de Nutrição em Produção de Refeições (NUPPRE) da UFSC e orientadora da pesquisa.

Embora na indústria alimentícia essa gordura seja usada para conservar os produtos e melhorar aparência, aroma, sabor, cor e textura, sua ingestão está associada à obesidade, hipertensão, diabetes tipo 2 e elevação dos níveis de colesterol ruim. Ou seja, é fator de risco para doenças cardiovasculares.

Legalmente, o fabricante pode alegar a ausência de gordura trans quando o teor for menor ou igual a 0,2 g na porção. Na avaliação da PROTESTE, o ideal é que essa conta seja feita por 100 g do alimento, o que nem sempre acontece, induzindo o consumidor ao erro.

Atualmente, a gordura trans só está presente na tabela nutricional quando ultrapassa 0,2 g na porção indicada pelo fabricante. Isso significa que pela regra vigente um biscoito feito com gordura vegetal hidrogenada e porção sugerida de 30 gramas (o que às vezes equivale a 2,5 biscoitos) tenha sempre o “zero trans” no rótulo. Assim, quem lê apenas a tabela nutricional pode comer 5 ou 10 biscoitos sem saber que está ingerindo gordura trans.

Fonte R7

Idosa morre durante incêndio em hospital no Rio de Janeiro

Rio de Janeiro - Uma idosa que estava internada no setor de Cirurgia Torácica do Hospital Pedro Ernesto, ligado à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), morreu na manhã de ontem (4) durante o incêndio que atingiu a unidade de saúde, localizada na zona norte da cidade.

Segundo informações da direção do hospital, a vítima tinha fibrose pulmonar e estava em estado terminal, portanto, ainda não é possível saber se a inalação de fumaça contribuiu para a morte. Ninguém ficou ferido diretamente por causa das chamas.

O almoxarifado foi o único setor destruído pelo fogo. De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, não há risco de falta de suprimento para o hospital. O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Sérgio Simões, informou que ainda não é possível saber o motivo do incêndio, mas garantiu que a estrutura do hospital não foi afetada.

Por causa da fumaça, mais de 60 pessoas tiveram que ser deslocadas das enfermarias de Neurologia, Nefrologia, Oftalmologia, Ortopedia, Cirurgia Plástica e Cirurgia Torácica para outros setores dentro do próprio hospital. Crianças que estavam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e pacientes internados no setor de Hematologia precisaram ser transferidos para outras unidades de saúde.

Fonte Agência Brasil

Sinais e sintomas da gripe sazonal (comum) e da H1N1

Gripe A já faz 72 mortes nos estados da Região Sul em 2012

Curitiba – A Secretaria de Saúde de Santa Catarina confirmou na noite de terça-feira (3) a ocorrência de sete novas mortes de pacientes com o vírus Influenza H1N1, o que eleva para 45 o total de mortes registradas este ano no Estado. A faixa etária dos sete pacientes variava de 8 a 72 anos de idade.

Nos três estados da Região Sul, 72 pacientes morreram em 2012. O Paraná registrou 14 mortes. E o Rio Grande do Sul, 13.

O número de mortes ocorridas este ano na região já supera o dobro das ocorrências nos dois anos anteriores somadas. Os três estados registraram 21 óbitos em 2010 e 14 em 2011.

Em 2009, auge da pandemia, a Região Sul registrou 789 mortes causadas pela influenza A (H1N1) - gripe suína. Os dados são do Ministério da Saúde.

O fim da pandemia foi decretado em agosto de 2010 pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O Brasil registrou 2.060 mortes provocadas pela doença em 2009, 113 em 2010 e 27 em 2011.

Os médicos estão orientados a prescrever o medicamento antiviral oseltamivir, conhecido pela marca Tamiflu, a todos pacientes que apresentarem quadro de síndrome gripal, mesmo antes dos resultados de exames ou sinais de agravamento. O medicamento foi disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para as redes pública e privada.

Os sintomas da síndrome gripal são surgimento simultâneo de febre, tosse ou dor de garganta, somados a dor de cabeça, dores musculares ou nas articulações. Entre as orientações para se prevenir contra a doença estão lavar as mãos várias vezes ao dia, evitar tocar a face com as mãos, proteger a tosse e o espirro com lenço descartável, evitar aglomerações e ambientes fechados.

Em caso de síndrome gripal, a orientação é procurar um serviço de saúde o mais rápido possível. A medicação é mais efetiva nas primeiras 48 horas da doença.

Fonte Agência Brasil