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quarta-feira, 18 de julho de 2012

Doenças ligadas à obesidade e ao sobrepeso custam R$ 3,5 bi aos cofres públicos

Rio de Janeiro - O tratamento de doenças relacionadas à obesidade e ao sobrepeso custam R$ 3,57 bilhões por ano aos cofres públicos. É o que revela pesquisa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que fez o levantamento a partir dos atendimentos de ambulatório e internações pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O estudo usou dados da pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, referentes às doenças cardiovasculares, alguns tipos de câncer, diabetes, asma e osteoartrite de joelho e quadril.

A pesquisa começou no final de 2011 e durou seis meses. Não foram incluídos no levantamento gastos indiretos, como compra de remédios e licenças médicas, além de pacientes atendidos pela rede privada de saúde.

O médico Denizar Vianna, professor da Uerj que participou da pesquisa, explica que foi feita uma revisão sistemática da literatura para encontrar relações entre obesidade e sobrepeso com essas doenças. Depois, foram usados dados do governo para estimar os gastos relacionados a elas.

O estudo mostra que as doenças cardiovasculares, maior causa de morte no Brasil, respondem por 67% das despesas do SUS no tratamento de doenças ligadas à obesidade e ao sobrepeso, com custo de R$ 2,37 bilhões por ano. Foram levantados dados sobre hipertensão arterial, acidente vascular cerebral, doença arterial coronariana e insuficiência cardíaca.

Vianna explica que a população brasileira tem engordado. Os dados de 2011 mostram que 48,5% dos brasileiros podem ser consideradas com sobrepeso e 15,8% estão obesos.

“Essa condição só tem aumentando, enquanto outras vêm caindo, como o tabagismo. Então, em termos de magnitude, a obesidade hoje já é um fator de risco tão impactante quanto o tabagismo, que está estabilizado em 15% da população”.

Para Vianna, a pesquisa pode ajudar na orientação de políticas públicas de saúde, como promoção de alimentação saudável na escola e atividade física.

Fonte Agencia Brasil

Alimentos que protegem a pele dos danos do sol

Chamados de fotoprotetores, eles ajudam a combater o envelhecimento precoce e a proteger do câncer, garantindo beleza e saúde

A exposição constante e excessiva ao sol é um dos principais responsáveis por acelerar o envelhecimento da pele.

A radiação ultravioleta ainda promove alterações cutâneas que podem ir de atrofia da epiderme ou hiperqueratose a doenças como o câncer de pele.

Além do uso de protetores solares (fotoprotetores externos), alguns nutrientes (fotoprotetores internos) podem ajudar a reduzir os riscos.

“Pesquisas têm mostrado que nutrientes com ação fotoprotetora são excelentes para combater e minimizar os efeitos nocivos da exposição solar”, diz a nutricionista Natália Colombo, diretora da NCnutre – Nutrição Funcional Individualizada, de São Paulo.

Uma dieta rica em alimentos que contenham vitaminas, minerais, antioxidantes e ingestão de água adequada, aliada a boas horas de sono e a prática de atividade física, podem reverter os danos causados pelo tempo e melhorar a qualidade da pele.

“Quando usamos filtros solares, estamos bloqueando parte da radiação que atinge a pele. Quando temos uma alimentação balanceada, rica em nutrientes com ação fotoprotetora e antioxidante, estamos fortalecendo os sistemas de defesa das células, principalmente a defesa contra os radicais livres gerados pelo sol e a inflamação da pele”, explica Natália.

Veja a seguir alimentos aliados da sua pele, especialmente no verão:

Amêndoa: rica em vitamina E, um potente bloqueador da luz solar. A vitamina E é um antioxidante que ajuda a proteger as células contra a luz ultravioleta e outros fatores ambientais que geram radicais livres – em quantidades aumentadas levam ao envelhecimento precoce.

Cenoura e goiaba: fontes de betacaroteno, potente antioxidante precursor da vitamina A. O nutriente impede os danos dos radicais livres gerados pela exposição solar. A vitamina A ajuda a clarear a pele e previne o aparecimento de acne.

Cacau: contém flavonóides, antioxidantes capazes de melhorar a aparência de peles ásperas e de proteger contra os danos do sol. Estudos recentes mostraram que o consumo diário de cacau melhora a pele em geral e promove maior resistência aos efeitos dos raios UV.

Semente de linhaça: seus ácidos graxos ômega-3 melhoram a aparência das manchas, ajudam a minimizar as linhas de expressão e promovem hidratação.

Espinafre: rico em ácido fólico, reforça a capacidade da pele se renovar, prevenindo o envelhecimento.

Tomate: quando aquecido libera o licopeno, antioxidante que ajuda na eliminação dos radicais livres e previne o envelhecimento da pele causado pelos raios UV.

Castanha-do-pará: é rica em selênio, nutriente que ajuda a preservar a elastina, uma proteína que mantém a pele lisa e firme.

Fonte iG

Aumenta o cerco mundial ao bronzeamento artificial

Risco de câncer de pele faz o número de países com restrições à técnica subir de 2 para 11 em oito anos

Aumentou o número de países que restringem o bronzeamento artificial em jovens menores de 18 anos nos últimos anos, segundo um novo estudo. Os autores destacam que a elevação está relacionada à ligação entre o procedimento e o câncer de pele.

Entre 2003 e 2011, o número de nações com restrições de abrangência nacional sobre o uso de bronzeamento artificial por pessoas menores de 18 anos aumentou de dois (Brasil e França) para 11 ( incluídos Áustria, Bélgica, Inglaterra, Alemanha, Irlanda do Norte, Portugal, Escócia, Espanha e País de Gales). Os dados foram publicados na revista médica Archives of Dermatology.

"Desde 2003, o acesso dos jovens ao bronzeamento artificial passou a ser mais restrito no mundo devido ao acúmulo de evidências científicas sobre a associação entre melanoma e o procedimento”, afirmou a autora do estudo, Maria Pawlak, da Escola de Saúde Pública do Colorado (EUA), em um comunicado divulgado pela revista médica . “Os países e Estados começaram a desenvolver legislações mais incisivas sobre a técnica.”

Os especialistas do Centro de Câncer Sloan-Kettering, em Nova York, Lucy L. Chen e Steven P. Wang, afirmam – no mesmo comunicado - que o impacto mais abrangente da restrição ao bronzeamento se dá por meio de legislações federais. “No entanto, na ausência de uma proibição completa, existem outras estratégias para limitar a exposição dos menores de 18 anos aos raios ultravioletas".

"Como dermatologistas, exercemos papéis fundamentais nesta campanha (de restrição). Diariamente, podemos desencorajar os pacientes, especialmente os adolescentes, no uso destas camas de bronzeamento", observaram os médicos. "Podemos ainda dar o nosso testemunho para embasar as legislações restritivas e sermos defensores desta causa.”

Fonte iG

Americano que não sente dor conta como passou infância de gesso


Arquivo pessoal: Steve paaou a vida sem dor
Steve Pete, portador de analgesia congênita, relata problemas causados pela ausência de dor e seu medo de sofrer uma lesão séria sem perceber
 
Steven Pete e seu irmão nasceram com um raro mal genético chamado analgesia congênita.
 
Os dois americanos (do Estado de Washington) cresceram com o sentido do toque, mas sem jamais terem sentido dor, como Steve explica no depoimento a seguir:
 
"A primeira vez que ficou claro para os meus pais que algo estava errado foi quando eu tinha apenas cinco meses de vida.
 
Eu comecei a mastigar minha língua à medida que meus dentes nasciam. Meus pais me levaram a um pediatra, onde passei por uma bateria de exames.
 
Primeiro, acenderam um isqueiro na sola do meu pé e esperaram que se formasse uma bolha na pele. Logo que perceberam que eu não reagia, começaram a espetar agulhas nas minhas costas. Como eu novamente não respondi, chegaram à conclusão que eu sofria de analgesia congênita.
 
A essa altura, eu já havia mastigado cerca de um quarto da minha língua.
 
Eu e meu irmão crescemos em uma fazenda. Meus pais tentaram ser protetores sem nos sufocar. Mas, quando você vive no campo, e especialmente se você é um menino, você quer ficar fora de casa, explorar e aprontar um pouco.
 
Por isso, no início da minha infância, eu faltei muito à escola por causa de lesões e doenças.
 
Certa vez, acho que num rinque de patinação, quebrei a minha perna, mas não lembro dos detalhes. As pessoas apontavam para mim porque as minhas calças estavam cobertas de sangue da área em que o osso saiu. Depois disso, fui proibido de patinar até que fosse bem mais velho.
 
Com cinco ou seis anos, funcionários do serviço de proteção ao menor me levaram da minha casa, porque alguém denunciou meus pais por agressão. Fiquei sob os cuidados do Estado por cerca de dois meses.
 
E, quando voltei a quebrar a perna, eles finalmente perceberam que meus pais e meu pediatra estavam falando a verdade sobre a minha condição de saúde.
 
'Vai sentir dor quando eu acabar com você'
Na escola, muitas crianças me perguntavam sobre o que eu tinha. "Por que você está usando gesso?", eles questionavam. A maior parte do tempo eu estava engessado, até completar 11 ou 12 anos.
 
E frequentemente me envolvia em brigas. Sempre que um menino novo entrava na escola, as crianças tentavam convencê-lo a brigar comigo, como uma espécie de introdução à escola. E me diziam: "Se você não sente dor, vai sentir quando eu acabar com você".
 
Hoje, não me considero uma pessoa particularmente imprudente. Acho até que sou mais atento do que a maioria, porque sei que, se eu me machucar, não saberei a gravidade do machucado.
 
Lesões internas são as que mais me amedrontam, especialmente apendicite. Em geral, se tenho qualquer problema estomacal ou febre, vou direto para o hospital só por precaução.
 
A última vez que quebrei um osso, a minha mulher percebeu antes que eu. Meu pé estava inchado, com coloração preta e azul. Fui ao médico, passei pelo raio-x e descobri que tinha quebrado dois dedos e que precisaria usar gesso.
 
Eu precisava trabalhar no dia seguinte. E, se estivesse engessado, teria que ficar afastado do trabalho por um bom tempo. Então disse aos médicos que eu podia me cuidar. Voltei para casa, peguei fita isolante, prendi meus dedos, vesti uma bota e fui trabalhar.
 
Uma das coisas que terei que enfrentar em breve é o fato de que não terei mais a minha perna esquerda. Já passei por tantas cirurgias no meu joelho esquerdo que chegou num ponto em que os médicos disseram que só me resta esperar que a perna pare de funcionar. Quando isso acontecer, ela terá de ser amputada.
 
Eu tento não pensar a respeito. Tento não deixar que isso me afete.
 
Mas não posso evitar o pensamento de que a analgesia congênita foi uma das razões pelas quais meu irmão decidiu se suicidar.
 
Suas costas estavam ficando cada vez pior. Ele estava quase se formando em uma universidade local, e os médicos disseram que, em um ano ou um ano e meio, ele ficaria preso a uma cadeira de rodas.
 
Ele era uma pessoa que gostava do ar livre - gostava de sair, de pescar e caçar. Mas quando ele tentou receber algum tipo de ajuda financeira por sua debilidade quando ela chegasse, a resposta do juiz foi: "Se você não sente dor, não tem motivo para receber nenhuma assistência".
Steve tem medo de apendicite
 
O negócio é que, no caso do nosso problema, muitas pessoas que nos veem deduzem que somos saudáveis. Mas elas não têm ideia de que o meu corpo pode parar de funcionar a qualquer momento, que ele está todo machucado.
 
Eu tenho artrite severa nas minhas juntas. Não é dolorido - eu não sinto nenhuma dor -, é apenas um incômodo. Mas às vezes é difícil andar.
 
A sensação é de pressão, como se minhas juntas estivessem latejando. Alguns dias isso me deixa mau humorado. Isso limita a minha mobilidade.
 
Quanto aos médicos, acho que eles entendem o meu problema. Eles só não entendem o componente humano disso - a psicologia do que pode acontecer quando você cresce sem conseguir experimentar a dor."
 
Saiba mais sobre a analgesia congênita:

  • Portadores não sentem dor, e excessos de calor ou frio não são sentidos como perigosos
  • Esse distúrbio genético afeta menos de uma pessoa em 1 milhão
  • Enquanto bebês, portadores podem morder sua lingua e seus dedos, ou se queimar sem perceber
  • Alguns pais colocam óculos protetores, capacetes e meias nas mãos das crianças portadoras, para protegê-las
  • Mal pode causar artrite e problemas de crescimento
  • Causa é desconhecida, e o mal não tem tratamento ou cura
 
Fonte iG

Sopas de spa

Pratos para aquecer o corpo, matar a fome e a manter a forma

Quando as temperaturas caem, nada melhor do que um prato de comida bem quente e saboroso para ajudar a manter o corpo aquecido. Apesar de parecer inofensiva, nem toda sopa tem poucas calorias e – pasme! – ela pode comprometer a sua dieta. Uma sopa de feijão com macarrão, por exemplo, contém aproximadamente 400 calorias. Quando ingerida na companhia de pães, ou servida no pão italiano, o prejuízo pode ser dobrado.

Escolher ingredientes corretamente é a peça chave para fazer da sopa uma importante aliada na manutenção do peso ou até mesmo na perda dele. “A sopa deve ser preparada à base de legumes e hortaliças, sem óleo ou creme de leite e conter carnes magras como peito de frango, músculo ou coxão duro”, aconselham as nutricionistas Aline von Gal e Aline Garrido, do Spa Med Sorocaba, no interior de São Paulo. Além disso, é importante deixar de fora acompanhamentos como queijos, pães e torradas.

“Consumida ainda quente, ela ajuda a controlar a temperatura corporal e antecipa as mensagens de saciedade enviadas ao centro da fome. Mas o importante é não seguir essa dieta por longos períodos”, ressalta o endocrinologista Alfredo Cury, do Spa Posse do Corpo, no Rio de Janeiro.

Se o objetivo é emagrecer e ficar aquecido, o chef Reinhard Pfeiffer, do Spa Lapinha, no Paraná, indica os caldos caseiros e destaca a facilidade do preparo. “Sopas são perfeitas para serem preparadas com antecedência e podem ser congeladas por até três meses. Porém só se deve reaquecê-las uma vez, em fogo baixo, e mexendo de vez em quando, para aquecer de maneira uniforme", completa.

O iG Saúde selecionou quatro sopas saborosas e leves de diferentes spas. Siga a receita e bom apetite!

Sopa de Batata com Ervilhas
Nutricionistas Aline von Gal e Aline Garrido, do Spa Med Sorocaba Campus

Ingredientes:
300g de Batata
- 1 dente de alho
- ½ cebola picada
- ½ xícara de chá de leite desnatado
- 1 colher de sobremesa de farinha de trigo
- 2 colheres de sopa de ervilhas frescas
- Sal à gosto

Modo de Preparo:
Corte a batata em pedaços pequenos e leve para cozinhar coberta com água junto com o alho amassadinho, a cebola e uma pitada de sal até a batata ficar molinha.

Depois de cozida bata tudo no liquidificador e volte ao fogo. Adicione a farinha diluída no leite e mexa até engrossar. Por último acrescente as ervilhas frescas.

Rendimento: 4 porções
Valor Calórico: 90 calorias/porção

Sopa de Vegetais e Soja
Spa Posse do Corpo

Ingredientes:
- 1 xícara de Carne de Soja
- 1 tablete de caldo de carne
- 2 tomates
- 2 batatas
- 2 cenouras
- 2 folhas de couve manteiga
- 2 colheres de sopa de óleo de canola
- alho, sal, cheiro verde, cebola e temperos à gosto
- ½ xícara de arroz cozido (opcional)

Modo de preparo:
Deixe a carne de soja em água quente por10 a15 minutos. Depois, coloque-a em uma peneira e lave-a em água corrente até sair toda a cor escura. Esprema bem para tirar todo o excesso de água e reserve.

Refogue a cebola e o alho no óleo até dourar, acrescente a carne de soja e deixe refogar por alguns minutos. Junte o arroz, o tomate, a batata, a cenoura e a couve (todos picados) e cubra com água (aproximadamente 1 litro). Salgue a gosto. Após levantar fervura, deixe cozinhar por cerca de 20 minutos.

- Rendimento: 4 porções
- Valor calórico: 134 calorias/porção

Sopa de Ervilha com Limão Siciliano
Chef Reinhard Pfeiffer, Spa Lapinha

Ingredientes:
- 1 colher de sopa (25 gramas) de manteiga
- 55 gramas de cebola em cubos
- 435 gramas de ervilhas congeladas
- 5 folhas de alface-americana
- 1 litro de caldo de legumes natural
- raspas e suco de 1 limão siciliano picado
- 1 talo pequeno de alho poró
- sal e pimenta calabresa a gosto
- sementes de girassol torradas e croutons de pão de ervas para finalizar

Modo de preparo:
Aqueça a manteiga em uma panela e frite a cebola por 5 minutos, até ficar macia. Refogue o alho-poró. Acrescente a ervilhaas folhas de alface-americana, 1 litro de caldo de legumes e as raspas e o suco do limão siciliano. Tempere com sal e pimenta calabresa e deixe ferver. Reduza o fogo e deixe cozinhar por mais 10 minutos com a tampa fechada. Espere ficar morno e bata no liquidificador. Acrescente 5 folhas de hortelã picadas (3 gramas) e finalize com as sementes de girassol torradas.

- Rendimento: 2 porções
- Valor calórico: 240 calorias/porção

Sopa Chinesa
Nutricionista Renata Fidelis, do Spa Sorocaba

Ingredientes:
- 80g de carne
- 40g de ricota esfarelada
-1 ovo batido
- 2g de azeite
- 40g de macarrão cabelo de anjo
- 80g de batata
- 40g de cenoura
- 5g de shoyu
- 12g de farinha de trigo

Modo de Fazer:
Coloque na panela de pressão: a carne, o azeite, a cebola e o alho e deixe dourar com pingos de água, depois coloque água suficiente para cozinhar a carne e tampe a panela. Depois de cozida, coloque os legumes e deixe cozinhar com a tampa aberta até amolecer. Bata metade da sopa no liquidificador, acrescente a metade que ficou inteira, o macarrão, a farinha, o shoyu, o ovo batido e a ricota esfarelada mexendo sem parar por 10 minutos.

- Rendimento: 2 porções
- Valor calórico: 284 calorias/porção

Fonte iG