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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Mortes por gripe A na Região Sul sobem para 123

Curitiba – Com mais cinco mortes registradas ontem (19) no Rio Grande do Sul e outras dez em Santa Catarina, subiu para 123 o total de pacientes com o vírus Influenza H1N1 que morreram este ano na Região Sul do país.

Desde janeiro, morreram 62 pessoas em Santa Catarina, 38 no Rio Grande do Sul e 23 no Paraná em decorrência da influenza A (H1N1) – gripe suína.

O total registrado em 2012 equivale a 15,6% dos óbitos verificados em 2009, auge da pandemia, quando 789 pessoas morreram nos três estados. O fim da pandemia foi decretado em agosto de 2010 pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Blumenau é a cidade catarinense que apresenta o maior número de mortes, com 11 ocorrências. Nos estados do Rio Grande do Sul e do Paraná, as capitais lideram o número de óbitos – são seis em Porto Alegre e quatro em Curitiba.

Segundo dados do Ministério da Saúde atualizados até o último dia 12, o país registra desde janeiro 159 mortes relacionadas ao vírus Influenza H1N1. Dois terços dessas pessoas viviam na Região Sul. O clima frio do inverno facilita a circulação do vírus.

Na última sexta-feira (13), o ministério divulgou um levantamento segundo o qual metade dos pacientes que morreram em Santa Catarina teve acesso tardio ao antiviral oseltamivir, conhecido pelo nome comercial Tamiflu.

Os médicos de todo país estão orientados a prescrever o Tamiflu aos pacientes que apresentarem quadro de síndrome gripal, mesmo antes dos resultados de exames ou sinais de agravamento. O medicamento, que reduz as chances de que a doença evolua para um caso grave, é mais eficaz nas primeiras 48 horas desde o início dos sintomas.

A gripe se caracteriza pelo surgimento simultâneo de febre e tosse ou dor de garganta, somados a dor de cabeça, dor muscular ou nas articulações. Lavar as mãos várias vezes ao dia, usar lenço descartável ao tossir e espirrar, evitar aglomerações e ambientes fechados são algumas das formas de evitar a transmissão da doença.

Fonte Agência Brasil

Com greve dos servidores da saúde, hospitais federais do Rio estão com atendimento limitado

Rio de Janeiro - A greve nacional dos servidores federais completa três semanas sem previsão de encerramento ou acordo com o governo. Nesse período, muitos pacientes não estão sendo atendidos e o agendamento de novas consultas está impedido em diversos hospitais. Muitos ambulatórios permanecem fechados e, na maioria das unidades, somente procedimentos e cirurgias emergenciais vêm sendo realizados.

O Ministério da Saúde, que coordena seis hospitais federais no Rio de Janeiro, informou em nota que em três unidades o atendimento ocorre normalmente: nos hospitais federais do Andaraí, Bonsucesso e Servidores do Estado.

Segundo o ministério, no Hospital Federal da Lagoa, na zona sul do Rio, estão sendo priorizadas as cirurgias mais graves, enquanto os procedimentos de menor complexidade são remarcados. Já os exames laboratoriais e as consultas agendadas estão ocorrendo, da mesma forma que a marcação de novas consultas e demais serviços.

De acordo com a assessoria do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), em Laranjeiras, na zona sul, praticamente toda a unidade está funcionando, mas parte do ambulatório está parada e foram canceladas as consultas de rotina. Estão sendo atendidas as consultas agendadas consideradas emergenciais. A marcação continua, porém, para datas futuras. As cirurgias agendadas estão ocorrendo normalmente.

Ontem (19) foi feita uma manifestação dos servidores federais em frente ao INC. A diretora do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social no Estado do Rio de Janeiro (Sindisprev/ RJ), Lúcia Pádua, disse que os manifestantes fecharam completamente a pista em frente à unidade. Segundo a diretora, o bloqueio da via se deu porque a Polícia Militar fez uso de violência e truculência contra os manifestantes, utilizando gás de pimenta.

Segundo o comando do Batalhão de Choque da Polícia Militar, a manifestação foi pacífica e não houve necessidade do uso de spray de pimenta ou qualquer outro recurso policial.

No Hospital Cardoso Fontes, na zona oeste, os atendimentos em oncologia, odontologia, hemodiálise, endoscopias, cirurgia geral, cirurgia do tórax, urologia, ginecologia, terapia intensiva e áreas de apoio (laboratório, imagem e farmácia) continuam ocorrendo. Porém, foram interrompidos o serviço de alguns ambulatórios, enquanto os atendimentos de emergência estão sendo realizados de acordo com a classificação de risco.

Já no Hospital Federal de Ipanema, também na zona sul da capital fluminense, estão sendo atendidos somente os pacientes agendados. A marcação de novas consultas continua interrompida. Apenas as cirurgias complexas e os casos de maior gravidade vêm sendo realizados.

Fonte Agência Brasil

MPF recomenda ao Ministério da Saúde solucionar questão da falta de médicos em estados na Amazônia Legal

Brasília – O Ministério Público Federal (MPF) encaminhou ofício ao Ministério da Saúde em que recomenda a adoção de medidas para solucionar o problema da insuficiência de médicos na rede pública de saúde dos estados do Amapá, Maranhão, Pará, de Rondônia e do Tocantins. Além disso, o documento pede melhorias nas condições de trabalho dos profissionais do setor.

Pesquisa feita pelo Conselho Federal de Medicina e Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), em 2011, aponta a Amazônia Legal, onde estão os estados notificados, como a região mais carente do país em números de profissionais de saúde em relação ao número de habitantes. Enquanto a média nacional é de 3,33 profissionais a cada mil moradores, na Amazônia Legal a taxa chega a 1,86 médico para cada mil habitantes. Apesar de a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendar a existência de, no mínimo, um profissional para cada mil habitantes, estados como o Amapá, Pará e Maranhão não chegam a ter nem esse mínimo.

Para o MPF, é necessária providências urgentes, sobretudo para atendimento à população do interior, e para isso devem ser levadas em consideração “as peculiaridades locais, como o espaço geográfico e a acessibilidade às localidades na Amazônia Legal, fiscalizando a realização da política pública de manutenção de profissionais da medicina nos estados e municípios”.

O Ministério Público Federal ressalta que tem conhecimento de medidas para melhorar o atendimento como a implantação de unidades de Saúde da Família Fluviais e do Programa de Valorização dos Profissionais na Atenção Básica, mas que tais ações “não estão sendo suficientes para o seu enfrentamento, milhões de pessoas continuam não tendo o acesso a médicos”.

De acordo com a Procuradoria da República no Pará, caso o Ministério da Saúde não encontre uma solução para o problema, o MPF poderá adotar medidas judiciais. O ministério informou que ainda não recebeu a recomendação do Ministério Público e que só comentará o caso após ser notificado oficialmente.

Fonte Agência Brasil

Fenilcetonúria

Teste de Fenilcetonúria
Definição
A fenilcetonúria (PKU) é uma doença rara na qual o bebê nasce sem a habilidade de quebrar adequadamente um aminoácido chamado fenilalanina.

Nomes alternativos

PKU; Fenilcetonúria neonatal

Causas, incidência e fatores de risco

A fenilcetonúria é hereditária, isto é, passa de pais para filhos. O pai e a mãe devem passar o gene defeituoso para que o bebê tenha essa doença. Isso é conhecido como traço recessivo autossômico.
Os bebês com PKU não possuem uma enzima chamada fenilalanina hidroxilase, necessária para quebrar um aminoácido essencial denominado fenilalanina. Essa substância é encontrada em alimentos que contêm proteínas.
Sem essa enzima, os níveis de fenilalanina e de duas substâncias associadas a ela crescem no organismo. Tais substâncias são prejudiciais ao sistema nervoso central e causam dano ao cérebro.

Sintomas

A fenilalanina atua na produção de melanina, o pigmento responsável pela cor da pele e do cabelo. Portanto, bebês com essa doença geralmente posuem pele, cabelo e olhos mais claros do que seus irmãos que não sofrem dessa doença.

Outros sintomas podem incluir:
  • Atraso mental e das habilidades sociais
  • Tamanho da cabeça significantemente menor do normal
  • Hiperatividade
  • Movimentos incontroláveis de braços e pernas
  • Retardo mental
  • Erupções cutâneas
  • Tremores
  • Posicionamento incomum das mãos
Se a doença não for tratada ou se os alimentos contendo fenilalanina não forem evitados, um odor "de rato" poderá ser sentido no hálito, na pele e na urina. Esse odor incomum deve-se ao aumento de substâncias de fenilalanina no organismo.

Exames e testes

A fenilcetonúria pode ser fácilmente detectada em um simples exame de sangue. O teste para PKU em recém-nascidos (teste do pezinho) é obrigátório na maioria dos estados norte-americanos.

Esse teste é geralmente feito com uma picada no calcanhar do bebê logo depois do seu nascimento. Se o teste inicial é positivo, exames de sangue e urina são feitos para confirmar o diagnóstico.

Tratamento

A PKU é uma doença tratável. O tratamento consiste em uma dieta extremamente baixa em fenilalanina, especialmente durante o crescimento da criança.
A dieta deve ser rigorosamente seguida. Isso demanda uma supervisão apurada de um nutricionista ou de um médico, além da cooperação dos pais e da criança.
Aqueles que mantêm a dieta durante a vida adulta possuem saúde física e mental melhores. "Dieta para sempre" se tornou um bandeira levantada pela maioria dos especialistas. Isso é muito importante, principalmente antes da concepção e durante a gestação.
A fenilalanina é encontrada significantemente em leite, ovos e outros alimentos comuns. Adoçantes com aspartame também contém fenilalanina. Todos os produtos que contém aspartame devem ser evitados.
Uma fórmula especial chamada Lofenalac é feita para crianças com PKU. Ela pode ser usada por toda a vida como uma fonte de proteína extremamente pobre em fenilalanina e equilibrada para os aminoácidos essenciais restantes.
O uso de suplementos como óleo de peixe para substituir a longa cadeia de ácidos gordurosos ausentes em uma dieta padrão sem fenilalanina pode ajudar a melhorar o desenvolvimento neurológico, inclusive a coordenação motora fina. Outros suplementos específicos, como ferro ou carnitina, podem ser necessários.

Evolução (prognóstico)

O resultado esperado costuma ser plenamente satisfatório se a dieta for bem seguida, iniciando-se logo após o nascimento do bebê. Se o tratamento for adiado ou a doença permanecer não tratada, acontecerão danos no cérebro. A vida escolar pode ficar um pouco prejudicada.
Se as proteínas que contêm fenilalanina não forem evitadas, a PKU pode resultar em retardo mental ao final do primeiro ano de vida.

Complicações

O não tratamento dessa doença resulta em retardamento mental grave. O TDAH (transtorno de déficit de atenção e hiperatividade) aparentemente é o problema mais comum em pacientes que não aderem muito bem à dieta de baixa fenilalanina.

Ligando para o médico

Procure seu médico se seu filho não realizou o teste do pezinho. Isso é essencial se existir alguém na família com a mesma doença.

Prevenção

Um ensaio enzimático pode determinar se os pais carregam o gene da PKU. Exames de amostras de vilosidades coriônicas podem ser realizados em gestantes para determinar se o feto tem PKU.
É muito importante que mulheres com PKU sigam rigorosamente uma dieta de baixa fenilalanina antes de engravidarem e durante a gravidez, uma vez que o aumento dessa substância vai prejudicar o desenvolvimento do feto, mesmo que ele não tenha herdado o gene defeituoso.

Fonte iG

Nova opção para tratar a obesidade com remédio

EUA aprovam segundo medicamento contra o excesso de peso e especialistas brasileiros comemoram

O FDA (Food and Drug Administration), agência que regula o comércio de medicamentos e alimentos nos Estados Unidos, aprovou um novo medicamento contra a obesidade, o Qsymia (inicialmente chamado de Qnexa), do laboratório Vivus. A medicação é uma combinação de duas drogas já utilizadas mundialmente, a pentermina e o topiramato.

Esta é a segunda droga que chega ao mercado norte-americano no intervalo de 40 dias, após a agência ficar 13 anos sem autorizar a entrada no mercado de nenhuma droga contra o excesso de peso.

O Qsymia é indicado para adultos com um índice de massa corporal (IMC) de 30 ou acima, ou ainda para aqueles com IMC de 27 (sobrepeso) com a presença de comorbidades, como hipertensão, diabetes ou colesterol alto.

Testes realizados com 3.700 pacientes mostraram que aqueles que consumiram o medicamento perderam até 8,9% do seu peso em comparação com os que tomaram placebo.

"A obesidade ameaça o bem-estar dos pacientes em geral e é um importante problema de saúde pública", disse Janet Woodcock, diretora do Centro do FDA para a avaliação da droga e Pesquisa, no comunicado oficial da agência.

No Brasil, os especialistas receberam a notícia com entusiasmo. “Os Estados Unidos ficaram 13 anos sem aprovar droga nenhuma contra a obesidade e no espaço de quase um mês aprovaram duas. Parece que a postura está mudando. É ótimo porque a população está aumentando de peso e estamos sem muitas opções terapêuticas”, afirma Rosana Radominski, presidente da Associação Brasileira para Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso).

“Sempre houve a alegação de que não existiam estudos sobre a fentermina. Hoje a droga foi estudada, demonstrou ter um bom perfil de segurança. Não teria por quê não ser aprovada”, afirma o endocrinologista Bruno Halpern, da Liga de Diabetes do Hospital das Clínicas e também da Abeso.

O uso da pentermina é proibido no Brasil desde 1998. O topiramato, no entanto, é largamente utilizado contra enxaquecas e epilepsia. A nova droga tem ação no sistema nervoso central, mas, ao reunir os dois princípios ativos, ganha sinergia, segundo os médicos.

“A combinação de um estimulante (a fentermina) com um estabilizador de humor com efeito sedativo (o topiramato) permite um equilíbrio. Assim é possível usar uma dose baixa dos dois remédios, sem tantos efeitos”, diz Bruno.

“Um diminui o efeito colateral do outro”, complementa Rosana.

O FDA ressalva que o uso do medicamento é contraindicado para grávidas, pois aumenta as chances do bebê nascer com lábio leporino (uma fissura entre a boca e o nariz). Pessoas com histórico de problemas cardíacos também não devem tomá-lo, pois há um ligeiro aumento na pressão arterial, assim como quem tem glaucoma ou hipertiroidismo.

De acordo com os especialistas, também aumentam as chances de ter insônia e irritabilidade, além de formigamento das mãos e pés, tonturas, sensação de alteração do paladar, constipação e boca seca.

Fonte iG