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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Após cirurgia de mama, 20% das mulheres precisam de outra

Índice acomete quem opta pelo tratamento em que não há a retirada do seio

Uma em cada cinco mulheres com câncer de mama que optam por uma cirurgia conservadora em vez de uma mastectomia requer uma segunda operação, de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira (19) pela revista médica British Medical Journal.

O câncer de mama pode ser combatido com uma tumorectomia, cirurgia na qual se conserva a mama, ou com uma mastectomia, na qual há a extração de um ou dos dois seios.

Metade das mulheres diagnosticadas na Inglaterra opta pela primeira opção, e, delas, 20% necessitam passar pela sala de cirurgia em uma segunda oportunidade, segundo este estudo do qual participaram 55.297 mulheres maiores de 16 anos que foram operadas pelo Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido entre 2005 e 2008.

A cirurgia conservadora, em combinação com radioterapia, oferece índices de sobrevivência similares aos da mastectomia, explicou David Cromwell, pesquisador da London School of Hygiene and Tropical Medicine e autor principal do artigo.

No entanto, uma vez que alguns tumores são difíceis de detectar, a cirurgia conservadora pode não ser suficiente, pelo que se torna necessária uma segunda operação para suprimir totalmente o tecido cancerígeno.

Entre as mulheres que necessitaram de uma segunda operação, 40% dos casos requereram uma mastectomia.

O estudo também concluiu que as mulheres mais velhas têm menos chance de precisar de uma segunda cirurgia.

Fonte R7

Veja como se prevenir contra a gripe A

Veja nos infográficos abaixo as formas em que se pode contrair a gripe A (H1N1), também conhecida como gripe suína, e o modo mais eficiente de prevenção e tratamento.

Editoria de Arte/Folhapress
Fonte Folhaonline

Redução de estômago aumenta risco de filhos prematuros

Mulheres que se submeteram à cirurgia para redução de estômago têm mais riscos de ter filhos prematuros. O resultado é de um levantamento da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em em parceria com a Universidade Católica de Santos.

A pesquisa também indicou que essas mulheres têm baixa adesão ao aleitamento materno, além de maior número de partos por cesáreas.

O estudo analisou 35 mulheres com idades entre 24 e 39 anos. No grupo, 88,6% fizeram o parto por cesárea.

Entre os bebês, 50% nasceram com peso considerado abaixo do adequado e 14% tiveram complicações após o parto, como problemas respiratórios, infecções e até a necessidade de reanimação na sala de parto.

No grupo estudado, 28,57% engravidaram menos de um ano após a cirurgia.

África Isabel de la Cruz Perez, pesquisadora e nutricionista da Divisão de Doenças Não Transmissíveis do Centro de Vigilância Epidemiológica da secretaria, diz que tanto a mãe como o bebê podem sair comprometidos.

"Os resultados sugerem a necessidade de maior acompanhamento e intervenção nutricional no período pré-natal em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica", afirma África.

Ela reforça a necessidade de acompanhamento cuidadoso com essas pacientes, devido às diversas deficiências nutricionais que elas podem sofrer após a cirurgia, como deficit de proteínas, eletrólitos, cálcio e vitaminas A, D, K e B12.

A nutricionista recomenda ainda que a gestação só aconteça após 18 meses da cirurgia bariátrica.

"Sérios problemas podem acometer os neonatos quando a suplementação na gestação é inadequada, tais como retardo do crescimento fetal, desequilíbrio de eletrolíticos, hemorragias cerebrais, lesão da retina permanente, anemia e morte fetal", ressalta.

Fonte Folhaonline

Polipílula previne doença cardíaca em pessoas acima de 50 anos, diz estudo

Uma pílula que reúne remédios para controlar a pressão arterial e o colesterol e prevenir o entupimento de vasos sanguíneos mostrou resultados significativos em pessoas acima de 50 anos sem histórico de doenças cardíacas, afirma um estudo britânico.

O estudo randomizado britânico, pequeno, com 84 pacientes, é o primeiro a testar a polipílula em pessoas selecionadas com base apenas na idade.

A droga já foi testada em pacientes com risco moderado que não têm bons resultados com dieta e exercícios e pessoas com risco elevado, que já tiveram infarto ou derrame. O Brasil, inclusive, participa de pesquisas que avaliam a eficácia da polipílula.

Os pesquisadores do estudo, publicado na "PLoS One", porém, acreditam que o remédio poderia ser benéfico para todas as pessoas acima dos 50. A droga testada por eles reúne três medicamentos contra hipertensão e outro para o colesterol, e conseguiu reduzir a pressão alta em 12% e o colesterol LDL ("ruim") em 39%.

Um dos autores do estudo afirmou que os resultados sugerem que a pílula poderia reduzir infartos e derrames na população geral em até dois terços.


Arte
Remédio único facilita adesão ao tratamento
Remédio único facilita adesão ao tratamento

Alguns pacientes reclamaram de efeitos colaterais ao tomar a polipílula, como dores musculares, mas isso não levou nenhum deles a interromper o tratamento.

Apesar dos bons resultados, é improvável que o estudo seja visto como conclusivo pela comunidade médica, já que ele envolveu apenas 84 pacientes.

Trabalhos maiores, envolvendo centenas de pacientes, estão sendo desenvolvidos na Índia.

Fonte Folhaonline

Santa Catarina confirma mais dez mortes de pacientes com o vírus Influenza H1N1

Curitiba – A Secretaria de Saúde de Santa Catarina divulgou ontem (19) um boletim que aponta dez novas mortes de pacientes com o vírus Influenza H1N1. Desde janeiro, 62 pacientes morreram no estado.

Com esse novo boletim, chega a 118 o total de mortes provocadas este ano na Região Sul pela Influenza A (H1N1) – gripe suína. O Rio Grande do Sul contabiliza 33 óbitos e o Paraná, 23.

Blumenau é a cidade catarinense com o maior número de mortes de pacientes: são 11 ocorrências em 2012. No Paraná, o maior número foi registrado em Curitiba, com quatro mortes. No Rio Grande do Sul, os municípios de Porto Alegre e de São Borja apresentam cinco mortes cada.

O governo gaúcho deve divulgar um novo boletim sobre a doença ainda hoje. Já o governo do Paraná atualizará os seus números na próxima segunda-feira (23).

Segundo dados do Ministério da Saúde atualizados até o último dia 12, o país registra desde janeiro 159 mortes relacionadas ao vírus Influenza H1N1. Dois terços dessas pessoas viviam na Região Sul. O clima frio do inverno facilita a circulação do vírus.

Na última sexta-feira (13), o ministério divulgou um levantamento segundo o qual metade dos pacientes que morreram em Santa Catarina teve acesso tardio ao antiviral oseltamivir, conhecido pelo nome comercial Tamiflu.

Os médicos de todo o país estão orientados a prescrever o Tamiflu aos pacientes que apresentarem quadro de síndrome gripal, mesmo antes dos resultados de exames ou sinais de agravamento. O medicamento, que reduz as chances de que a doença evolua para um caso grave, é mais eficaz nas primeiras 48 horas desde o início dos sintomas.

A gripe se caracteriza pelo surgimento simultâneo de febre e tosse ou dor de garganta, somados a dor de cabeça, dor muscular ou nas articulações. Lavar as mãos várias vezes ao dia, usar lenço descartável ao tossir e espirrar, evitar aglomerações e ambientes fechados são algumas das formas de evitar a transmissão da doença.

Em 2009, no auge da pandemia de gripe suína, a Região Sul registrou 789 mortes causadas pela doença. Em todo o Brasil, 2.060 pessoas morreram naquele ano. O fim da pandemia foi decretado em agosto de 2010 pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Fonte Agência Brasil