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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Homem que se cuida não perde o melhor da vida

Unidades de saúde de Porto Velho realizam campanha de prevenção à Hepatite

Trabalhos de conscientização e alerta à população vão ocorrer no próximo dia 28 em todos os postos de Saúde da capital

A secretaria municipal de Saúde (Semusa) de Porto Velho (RO) vai mobilizar, no próximo dia 28, todas as unidades de saúde da capital em campanha sobre os riscos da hepatite.

De acordo com a enfermeira responsável pela iniciativa, Graça Reis, os tipos de hepatite A, B e C são doenças causadas por três vírus diferentes. Embora cada tipo de hepatite possa causar sintomas similares, eles têm diferentes formas de transmissão e podem afetar o fígado de maneiras distintas. " Pessoas com hepatite A geralmente melhoram sem tratamento. Já os tipos de hepatite B e C podem começar como infecção aguda, mas em algumas pessoas o vírus permanece no corpo, resultando em doenças crônicas e problemas de longo prazo no fígado. Há vacina para os tipos de hepatite A e B, mas não para a hepatite C. Se uma pessoa teve um tipo de hepatite viral no passado, ainda assim é possível contrair outros tipos" , explicou.

Segundo a enfermeira, a hepatite C é transmitida através do sangue contaminado, quando se compartilham seringas, objetos de higiene pessoal e utensílios médicos e odontológicos mal esterilizados. Já a chance de transmissão por via sexual ou pela gestante ao bebê é pequena.

Na hepatite A, o agente da infecção é encontrado nas fezes, através do consumo de água e alimentos contaminados.

A Hepatite B é transmitida pelo sangue, sêmen ou fluidos vaginais (inclusive pelo sangue da menstruação). Assim, os meios de transmissão podem ser as transfusões de sangue, agulhas contaminadas, instrumentos cirúrgicos e odontológicos, relação sexual ou após o parto. O teste de hepatite pode ser feito em qualquer unidade de saúde de Porto Velho.

Fonte isaude.net

Mulheres que não tomam anticoncepcionais são mais atraentes no período fértil

Pesquisa da Universidade de São Paulo comprova que o ciclo menstrual influencia atratividade facial feminina

Pesquisa da Universidade de São Paulo (USP) mostra que, na fase mais fértil do ciclo menstrual, mulheres que não tomam anticoncepcional hormonal (AH) são consideradas mais atraentes pelos homens do que quando estão na fase menos fértil. O estudo é parte da tese de doutorado da psicóloga Lina María Perilla-Rodríguez.

Durante a pesquisa, duas fotos da face de 18 mulheres em fase reprodutiva (dos 18 aos 42 anos), obtidas nas fases fértil e infértil do ciclo, eram apresentadas a 64 julgadores voluntários do sexo masculino, maiores de 18 anos, que deviam apontar a mais atraente e indicar um nível de atratividade para cada retrato. Em uma das etapas do estudo, 62% dos rostos fotografados na fase fértil foram escolhidos como mais atraentes, contra 38% na fase infértil. Em outra etapa, na qual foram excluídos da foto elementos externos, como cabelos e orelhas, o resultado alterou-se para 58% na fase fértil, contra 42% na infértil.

O estudo também envolveu uma comparação entre a variação da atratividade de mulheres que não faziam uso do anticoncepcional hormonal (AH) e outras que o utilizavam. Para isso, foram avaliadas as faces de mais 18 mulheres, estas usuárias de AH, fotografadas nos períodos correspondentes à FFT e FL de um ciclo menstrual ovulatório normal. A partir disto, um importante achado da pesquisa foi a diferença não significativa no julgamento da atratividade entre as faces destas mulheres nas duas etapas do ciclo: houve 52% de preferência pelos rostos fotografados na fase fértil (FFT), contra 48% pelos rostos da infértil. Lina María explica que nessas mulheres não ocorrem as mudanças hormonais características da transição de fase menstrual, conforme a ovulação, e essa pode ser uma das razões pelas quais não são detectadas alterações na atratividade. " O uso ou não do anticoncepcional pode influenciar na atratividade da mulher" , conclui.

O que muda na mulher?
Após a finalização da pesquisa, a psicóloga também fez uma observação das faces das mulheres em nível qualitativo, percebendo certas alterações nos rostos daquelas que não usam anticoncepcionais. " Basicamente, o que muda são os tecidos moles do rosto: os lábios ficam um pouco mais volumosos, e o rosto fica mais arredondado na região das bochechas. Mas são mudanças muito sutis" , relata. Apesar disso, para melhores conclusões sobre essas diferenças seriam necessários novos estudos voltados especificamente para a identificação das características do rosto e outras partes do corpo feminino que sofrem alterações conforme o ciclo menstrual.

Segundo Lina María, essas constatações respaldam estudos que afirmam que o ser humano, mesmo inconscientemente, é hábil para perceber pequenas mudanças no outro, entre elas a fertilidade, neste caso, relacionada ao julgamento de maior atratividade facial da mulher. Como seres biológicos, ela explica, o objetivo de toda espécie é a reprodução. Logo, esta capacidade de percepção seria conveniente para a escolha da melhor parceira para procriação.

Fonte isaude.net

Paraná vai receber mais 400 mil doses de vacina contra a gripe

Insumos serão enviados pelo Ministério da Saúde. Até o momento, 23 mortes pelo vírus H1N1 foram registradas no estado

O Paraná receberá mais 400 mil doses de vacina contra a gripe na próxima quinta-feira (26). A informação foi confirmada, nesta quinta-feira (19), em Brasília, pelo superintendente de Vigilância em Saúde, Sezifredo Paz, durante reunião realizada pelo Ministério da Saúde, para o enfrentamento da gripe nos três estados do Sul. Até o momento, foram registradas 23 mortes pelo vírus da gripe (H1N1) no estado.

A Secretaria Estadual de Saúde distribuirá equitativamente as doses aos municípios e orientará quais grupos deverão ser atendidos. " Vamos definir em conjunto com a Comissão Estadual de Infectologia os grupos que poderão ser contemplados com as novas doses" , explica o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto. A reunião com a comissão será segunda-feira (23).

A vacina é a mesma oferecida durante a campanha de vacinação que ocorreu em maio/junho e protege contra os três vírus influenza que mais circulam no país: Influenza A (H1N1), Influenza A (H3N2) e Influenza B. A estimativa de proteção da vacina é de um ano.

Desde o início da campanha, o Paraná já recebeu mais de 2,2 milhões de doses da vacina para imunizar idosos, crianças de seis meses a dois anos, gestantes, trabalhadores de saúde, indígenas e outros grupos de risco definidos pela Secretaria da Saúde em consonância com os municípios.

Segundo dados do Ministério da Saúde atualizados até o último dia 12, o país registra desde janeiro 159 mortes relacionadas ao vírus Influenza H1N1. Dois terços dessas pessoas viviam na Região Sul.

Fonte isaude.net

Teste ergométrico: um ato exclusivo do médico

Alberto F. Piccolotto Naccarato, coordenador da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP)

O teste ergométrico está saindo de moda. Esta é a conclusão de cardiologistas de todo o país ao colocarem na ponta do lápis todos os custos envolvidos no examee os baixos valores pagos pela saúde suplementar, ou seja, os convênios.

Além do local para a realização do teste e dos custos a ele atrelados, são necessários uma esteira ergométrica elétrica, de custo aproximado de R$ 16 mil, um sistema de computação com um software específico, que não sai por menos de R$ 10 mil, e um desfibrilador para a cardioversão elétrica no caso de ocorrência de arritmia grave. Esse equipamento é vendido hoje, em média, a R$ 6 mil. Há, ainda, outras despesas menores, como o jogo de eletrodos. Sem falar na equipe envolvida no atendimento e no preparo do paciente, e no médico cardiologista, que deve obrigatoriamente acompanhar o exame.

O teste, em si, dura 8 minutos em média, mas deve ser considerado também o tempo necessário até o paciente ser preparado, e mais alguns minutos após o exame, para que a frequência cardíaca volte ao normal. Ao final de todo o processo, transcorre, no mínimo, meia hora. E por tudo isso, os planos e as seguradoras nos remuneram em pouco mais de R$ 50. Nem o médico é pago adequadamente, muito menos o investimento em todos os equipamentos é recuperado.

Assim, existe desestímulo em boa parte da especialidade, o que leva outros profissionais a avançarem em uma área de atuação que é de atribuição privativa do médico. A distorção de competências certamente é um risco à saúde do paciente. Por isso, antes de realizar um teste ergométrico, recomendo que a pessoa se certifique na recepção da clínica que o exame será realizado por um cardiologista.

Segundo o Departamento de Ergometria e Reabilitação Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (DERC/SBC), embora apresente morbi-mortalidademínima, o teste ergométrico não é isento de riscos. Por responsabilidade legal, não apenas a solicitação, mas também a realização e a conclusão com o relatório devem ser exclusivamente do profissional médico.

Outro complicador é a substituição do teste ergométrico pela cintilografia, solução adotada por algumas clínicas. Mesmo sob o risco de isquemia, o exame vem sendo indicado em lugar do teste de esforço, que está sendo abolido em virtude dos custos. A cintilografia do miocárdio, procedimento no qual é utilizada substância radioativa, não deixa de ser um risco para o paciente, mas virou opção equivocadamente, pois é mais bem remunerada.

A consequência desses desvios são exames de pouquíssima qualidade técnica, metodologias inadequadas e laudos mal elaborados. Em muitos casos, o clínico se vê obrigado a solicitar exames complementares, como a cintilografia de perfusão miocárdica ou a angiotomografia de coronárias, aumentando os custos do processo diagnóstico e onerando o sistema de saúde.

Em suma, uma melhor remuneração do teste ergométrico é fundamental para cardiologistas e pacientes.

Fonte isaude.net