Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



sexta-feira, 20 de julho de 2012

Amil tem nota nacional elevada para AA pela Fitch

Segundo a agência o rating reflete a eficiência da operadora na gestão de seus negócios, sucesso na intergração de companhias adquiridas e o conservadorismo no gerenciamento do perfil financeiro

A nota nacional de longo prazo da Amil (AMIL3) foi elevada de AA- para AA, pela agência de classificação de risco Fitch, com perspectiva estável. O novo rating também inclui as suas terceira e quarta emissões de debêntures. As informações são do “Portal Exame”.

Em nota enviada ao mercado, a Fitch informou que o rating reflete a histórica eficiência da Amil na gestão de seus negócios, seu sucesso na intergração de companhias adquiridas e o conservadorismo no gerenciamento do perfil financeiro.

A nova nota também reflete a contínua melhora da rentabilidade e o consistente incremento da geração operacional de caixa da companhia, assim como a disciplina financeira e a eficiência operacional com que a Amil administrou a aquisição da Medial.

Segundo a Fitch, o ambiente de competição na fragmentada indústria de saúde no Brasil a exposição dos negócios da companhia a riscos não gerenciáveis e de mudanças regulatórias que possam afetar os fundamentos do setor são fatores que limitam as classificações.

O anúncio do novo rating da Amil ocorreu no primeiro dia útil após a suspensão de 19 planos de saúde da Amil pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), 13 da Excelsior Med e seis da ASL Assistência a Saúde. Para alguns especialistas a suspensão pode ter impacto na margem bruta e na margem Ebtida das empresas, com reflexos no desempenho das ações.

Fonte SaudeWeb

Sueca SKF mira nos fabricantes nacionais de equipamentos hospitalares

De olho no aumento da nacionalização de fabricantes de equipamentos médico-hospitalares, a sueca SKF, de serviços em mecatrônica, entra forte no setor

O PAC equipamentos, anunciado em junho pela Dilma Rousseff, deve impulsionar o setor de equipamentos médicos. Além de investimento de R$ 8,4 bilhões, a ação governamental também prevê margens de preferência de 8% a 25% para compra de equipamentos adquiridos pela esfera pública. Quanto maior a complexidade e demanda pelo equipamento maior será o estímulo. De olho nessa oportunidade, a companhia sueca decidiu aportar no País uma plataforma de produtos e serviços em mecatrônica.

A tecnologia auxilia, por exemplo, no acionamento e controle de movimento de camas hospitalares ou cadeiras odontológicas. Com a chegada dessa ciência no Brasil, a empresa espera que fabricantes de equipamentos médico-hospitalares aumentem o índice de nacionalização de suas máquinas e ajudem a diminuir o déficit transacional na saúde, que deve atingir a cifra recorde de US$ 12 bilhões.

“Enquanto o Governo Federal negocia a instalação de fábricas no País com grandes fabricantes de equipamentos médico-hospitalares, podemos fornecer produtos e serviços em mecatrônica que ajudam a melhorar o desempenho, a produtividade e a eficiência dessas máquinas. São sistemas mecânicos, eletrônicos e de controle totalmente integrados e dotados de moderna tecnologia”, conta Paola Jimenez, gerente de Produtos em Mecatrônica, em comunicado.

Meta de crescimento
No segmento médico a SKF conta com linha de produtos que vão desde guias e atuadores lineares até pilares telescópicos. Os componentes têm a função de ajudar a empurrar, baixar ou levantar uma cama hospitalar, aparelho de tomografia ou cadeira odontológica.

“É um setor que não para de crescer. Somente no ano passado foram movimentados mundialmente cerca de US$ 690 milhões com a venda de equipamentos médico-hospitalares. O Brasil é um importante player e estamos atentos às mais recentes movimentações de mercado. Vamos entrar forte nessa disputa”, revela Paola.

Além do setor médico, a SKF está de olho em outros setores importantes, como o de máquinas-ferramenta, alimentos e bebidas, automotivo, agrícola e petroquímico. “Atuamos no mundo com cera de 500 engenheiros altamente capacitados em mecatrônica. É uma equipe qualificada e especializada em soluções de engenharia avançada. Essa tecnologia está sendo transferida agora para o Brasil”, detalha a executiva.

A projeção de faturamento da companhia é de R$ 10 milhões a partir de 2015. Todos os produtos poderão ser adquiridos por meio de venda direta ou pela Rede de Distribuição SKF.

O Grupo SKF está presente em 10 países com sua plataforma de mecatrônica. Tem operações no Canadá, Suécia, Estados Unidos, Alemanha, Itália, China, Tailândia, Suiça, França e Itália.

Fonte SaudeWeb

USP avalia qualidade de vida de jovens portadores de HIV

Estudo recomenda que o tratamento não seja apenas com antirretrovirais, mas que leve em conta a qualidade de vida, preocupando-se de forma geral com alimentação, atividade física, perda auditiva, etc

A perda auditiva e a otite média supurada – uma inflamação no ouvido médio que pode ser causada pelo uso de um antirretroviral – têm alta ocorrência entre as crianças e adolescentes portadores de HIV-Aids, atingindo pelo menos 36% dos indivíduos avaliados, de acordo com um estudo realizado na Universidade de São Paulo (USP).

Outra pesquisa realizada na USP mostra que os adolescentes portadores de HIV-Aids, embora necessitem, a princípio, de cuidados redobrados com a alimentação, apresentam uma dieta semelhante à dos não-portadores – com alto consumo de açúcar, gordura saturada e sódio e consumo insuficiente de cereais integrais e frutas.

Os dois estudos fizeram parte do projeto Qualidade de vida e sua relação com o curso de vida de crianças e adolescentes portadores de HIV-Aids, apoiado pela FAPESP na modalidade Auxílio à Pesquisa – Regular e coordenado pela professora Maria do Rosário Latorre, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP.

Os estudos sobre a perda auditiva e sobre a dieta corresponderam, respectivamente, à tese de doutorado de Aline Medeiros da Silva e à dissertação de mestrado de Luana Tanaka. Ambas foram orientadas por Latorre e defendidas em 2011 na FSP-USP, com bolsas da FAPESP. Além dessas pesquisas, o projeto gerou mais um doutorado e dois mestrados ainda em curso.

De acordo com Latorre, os estudos de coorte foram realizados com crianças potadoras de HIV-Aids atendidas no Instituto da Criança, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP.

“O projeto teve o objetivo de analisar a qualidade de vida de crianças e adolescentes portadores de HIV-Aids em relação à saúde, adesão ao uso de medicamentos, presença de lipodistrofia, perda auditiva e sobrevida”, disse Latorre à Agência FAPESP.

Silva, que é fonoaudióloga, avaliou 106 indivíduos portadores de HIV-Aids com idades de 5 a 19 anos, atendidas no Instituto da Criança, com o objetivo de estimar a prevalência de perda auditiva entre elas, identificando os fatores associados a essa ocorrência. Além do doutorado, Silva teve bolsas da FAPESP também na Iniciação Científica e no Mestrado.

Dois critérios foram usados para identificar a perda auditiva. O BIAP, uma classificação internacional que tira uma média dos resultados a partir de uma audiometria, é amplamente usado para diagnósticos de perda auditiva. O ASHA é um critério mais rigoroso, que classifica alterações muito pequenas como perda auditiva.

“Mesmo na classificação BIAP, essas crianças e adolescentes apresentaram uma prevalência muito alta de perda auditiva: 35,8%. Pela ASHA, a prevalência chegou a 59,4%. Estudos de base populacional feitos no Brasil mostram que, entre as crianças sem HIV-Aids, a prevalência de perda auditiva pode ir de 2% a 20%, dependendo do critério”, disse Silva.

A otite média supurada, segundo Silva, apareceu como um fator de risco para a perda auditiva. Foi detectada também uma correlação entre a perda auditiva e o uso do antirretroviral Lamivudina.

“As crianças que tiveram otite média supurada tiveram uma prevalência maior de perda auditiva, assim como as que utilizaram a Lamivudina. Tanto os indivíduos que apresentaram a inflamação, como os que utilizaram o antirretroviral, apresentaram uma chance seis vezes maior de apresentar perda auditiva”, afirmou.

A partir das conclusões do estudo, Silva recomenda que as crianças com HIV-Aids tenham acompanhamento em longo prazo e que sejam avaliadas periodicamente em relação à perda auditiva.

“Essas crianças têm o sistema imunológico muito debilitado e necessitam de um cuidado especial. O ideal seria que, no serviço público, essas crianças fossem valiadas a cada seis meses com uma audiometria, a fim de acompanhar a evolução do quadro antes que a perda auditiva se estabeleça”, declarou.

No estudo sobre a dieta, Tanaka utilizou os dados referentes a entrevistas com 88 indivíduos de 10 a 19 anos, portadores de HIV-Aids, atendidos pelo Instituto da Criança. A metodologia consistiu em aplicar uma adaptação brasileira do Índice de Qualidade da Dieta, que avalia consumo de itens como frutas, vegetais, óleos, cereais, cereais integrais, gorduras saturadas, sódio e outros.

“Alguns valores chamaram a atenção. Verificamos que 72% dos adolescentes não consomem cerais integrais. O consumo aumentado de sódio ocorre em 86% dos entrevistados. Também verificamos médias baixas para consumo de frutas e calorias provenientes de gorduras sólidas”, disse Tanaka.

Segundo Tanaka, os valores apresentados indicam uma dieta de baixa qualidade que, no entanto, não difere da dieta típica dos adolescentes brasileiros não portadores do HIV-Aids. De acordo com ela, o estudo indica que há necessidade de uma melhora da dieta entre os jovens infectados.

“A literatura internacional mostra que a terapia antirretroviral pode contribuir para o aumento de gordura na região abdominal e pode estar associada a valores aumentados de colesterol ruim. Por isso, muitos desses adolescentes estão submetidos a riscos maiores que a população não infectada quando se alimentam mal. Entretanto, a forma como eles se alimentam é semelhante”, declarou.

O estudo, segundo Tanaka, recomenda que o tratamento dos jovens portadores de HIV-Aids não seja focado apenas no rigor da terapia com antirretrovirais, mas que leve em conta a qualidade de vida dos pacientes, preocupando-se de forma geral com a alimentação, a atividade física, a perda auditiva e o surgimento de doenças oportunistas.

Fonte SaudeWeb

Síndrome disfórica ou transtorno disfórico pré-menstrual?

Você sabe diferenciar os tipos de TPM? Especialista tira dúvidas e dá dicas sobre tratamentos e atividades que ajudam a melhorar os sintomas.

Quando o assunto é TPM – síndrome disfórica, ou síndrome pré-mentrual – não há mulher que não tenha sentido pelo menos um dos quase cem sintomas relacionados à condição. Entre estes sinais estão irritabilidade, ansiedade, labilidade emocional, sensação de perda de controle ou estar no limite, tensão e humor deprimido. Alterações no sono, fadiga, aumento do apetite ou vontade de comer doces, salgados ou chocolate, dificuldade de concentração e sensação de inchaço também fazem parte da lista.

A TPM é, portanto, a presença cíclica de sintomas físicos e psicológicos na segunda fase do ciclo menstrual, mas que desaparecem com a menstruação. “Para definição de TPM, os critérios mais usados são os adotados pelo Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia (American College of Obstetrics and Gynecology – ACOG). Esses critérios foram desenvolvidos pela Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD) e o Instituto Nacional de Saúde Mental (National Institute of Mental Health – NIMH)”, explica a ginecologista e obstetra Patrícia de Rossi, da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (Sogesp).

Os critérios diagnósticos são:

· Um ou mais sintomas afetivos (depressão, explosões de raiva, irritabilidade, ansiedade, confusão, isolamento social) e somáticos (sensibilidade mamária, sensação de distensão abdominal, cefaleia, edema de extremidades) durante os cinco dias antes da menstruação nos últimos três ciclos menstruais;

· Os sintomas devem melhorar até o quarto dia de menstruação e não acontecer até o 13º dia do ciclo;

· Os sintomas devem estar presentes na ausência de terapia farmacológica, ingestão hormonal, uso de álcool ou drogas;

· Os sintomas ocorrem em dois ciclos avaliados prospectivamente;

· Os sintomas causam disfunção no desempenho social ou econômico.

Transtorno disfórico pré-menstrual
Mas, quando os sintomas mais significativos são os psicológicos causando grande impacto no dia a dia, pode se tratar de transtorno disfórico pré-menstrual, uma forma mais severa da TPM que acomete de 3% a 5% das mulheres.

“Os critérios mais importantes para diagnóstico não são os sintomas predominantes, mas o padrão cíclico, a gravidade dos sintomas e o quanto eles afetam a vida diária”, diz a ginecologista.

Patrícia explica que, assim como na TPM, não existe um teste objetivo para diagnóstico da TDPM. A identificação é baseada no histórico médico e psiquiátrico completo da paciente. A Associação Americana de Psiquiatria estabeleceu a definição e critérios para o diagnóstico do “transtorno disfórico da fase lútea tardia”, que foram utilizados posteriormente para a definição de TDPM no DSM-IV-R (Manual Diagnóstico e Estatístico dos Transtornos Mentais).

“Uma anamnese detalhada é necessária para estabelecer o diagnostico e o diferencial com doenças mentais (principalmente transtornos do humor e ansiedade), anemia e doenças tireoidianas.”

Ela lembra ainda que é preciso verificar se estes sintomas não são, na realidade, a piora de sintomas de problemas físicos ou relacionados à saúde mental que a mulher já tem, como enxaqueca, síndrome do pânico, depressão, transtorno bipolar do humor. “Se não houver resolução dos sintomas depois do começo da menstruação, a hipótese de TPM nessas pacientes está afastada”, diz.

ABC da TPM?
Recentemente se popularizou um conceito de quatro tipos de TPM, que seriam combatidos com mudanças, principalmente na alimentação, e prática de exercícios. Mas Patrícia explica que esta classificação por tipos não é consenso. “Muito pelo contrário. Este conceito surgiu na década de 1980, quando o pesquisador Guy Abraham estudou perfis nutricionais como causa dos sintomas. Li relatos associando essa classificação à Organização Mundial da Saúde, mas não encontrei as referências originais. Vários suplementos nutricionais foram estudados para uso na TPM, porém não há resultados consistentes”, explica Patrícia.

A ginecologista diz que, de forma geral, o tratamento inicial da TPM deve incluir medidas não farmacológicas. A orientação da paciente e seus familiares ajuda a entender a síndrome e os cuidados que devem ser tomados para sua melhora. “Dentre as orientações iniciais, deve ser ressaltada a redução do estresse, repouso adequado e atividade física. Por exemplo, exercícios aeróbicos podem melhorar o humor e a retenção hídrica.”

Alimentação
Orientações alimentares podem melhorar vários sintomas da TPM. “Diminuição do consumo de cafeína reduz a irritabilidade e a insônia; menor ingestão de sal diminui o inchaço, a mastalgia e o ganho de peso”, diz Patrícia de Rossi.

Refeições frequentes com carboidratos complexos minimizam os distúrbios alimentares e a ocorrência de hipoglicemia. Outras orientações incluem moderação na ingestão de açúcar refinado e aumento do consumo de proteínas e vitaminas.

Interrupção da menstruação
Em casos mais extremos, algumas mulheres optam pela interrupção da menstruação, como forma de se verem livres dos sintomas da TPM. Esta pode ser uma opção também para quem sofre de TDPM.

Segundo Patrícia de Rossi, a melhor forma de interromper a menstruação é com uso contínuo (sem intervalo) de contraceptivos orais combinados. “Para isso, é necessário que todos os comprimidos tenham a mesma fórmula e dose. Obviamente, mulheres com contraindicações aos hormônios da pílula combinada não podem utilizar esse esquema”. Fazem parte deste grupo as mulheres com enxaqueca com aura (um sintoma específico, geralmente visual, que antecede a crise), antecedente de trombose, câncer de mama e fumantes com mais de 35 anos.

Outro método usado para interromper ou reduzir a menstruação é o dispositivo intrauterino de levonorgestrel. Mas, segundo a ginecologista, este método não apresenta a eficácia equivalente e não é indicado para o tratamento específico da TPM.

“Há um anticoncepcional oral que mostrou em estudos ser eficaz para alívio dos sintomas da TPM e TDPM (Yaz®, Bayer), mas uma revisão tipo metanálise da Cochrane Review não foi capaz de mostrar diferenças significativas entre essa pílula e outras formulações. Na prática, é uma opção válida”, indica.

Uso contínuo não afeta fertilidade
O uso de anticoncepcional oral combinado de forma contínua, afirma Patrícia, não gera danos para a saúde. “A composição da pílula, com os dois principais hormônios produzidos pelos ovários (estrogênio e progestogênio), tem uma atuação equilibrada no endométrio que se sustenta enquanto a mulher tomar a pílula.”

Ao interromper o uso, há uma brusca redução dos níveis hormonais que “sustentam” o endométrio e ocorre um sangramento semelhante à menstruação. “Portanto, o uso contínuo não produz ‘sangue’ demais ou outras ideias estranhas como ‘ir para a cabeça’”, diz.

Da mesma forma, o uso contínuo de contraceptivos hormonais combinados não afeta a fertilidade, da mesma forma como as mulheres que tomam a pílula irregularmente conseguem engravidar quando interrompem o uso. “Na verdade, as pílulas bloqueiam o estímulo de hormônios da hipófise e “repousam” os ovários. Creio que as pessoas acabam confundindo, porque algumas mulheres param de tomar pílula e imaginam engravidar automaticamente, fato que não ocorre nem mesmo naquelas que não usam nenhum método e que obviamente depende da idade da mulher”, conclui.

Fonte O que eu tenho

Má qualidade do sono está relacionada com demência

Dormir duas horas a mais ou a menos favorece o declínio cognitivo, aponta estudo

Quem tem sono de má qualidade pode ter problemas que vão muito além do que a sonolência e o mau humor do dia seguinte: um estudo feito por pesquisadores da Brigham and Women's Hospital in Boston (EUA) sugere que dormir tanto poucas horas quanto muitas está relacionado à deterioração mental e a doença de Alzheimer. O ideal seria dormir entre seis e oito horas diárias. Os resultados serão apresentados na reunião anual da Associação de Alzheimer, em Vancouver, Estados Unidos.

A pesquisa examinou dados de mais de 15.000 mulheres com idades acima dos 14 anos e apontou que aquelas que dormiam menos de cinco horas ou mais de nove horas por dia tiveram um pior funcionamento mental do que as participantes que dormiram sete horas por dia. Dormir mais ou menos que o recomendado foi equivalente a dois anos a mais de envelhecimento cognitivo. O estudo também mostrou que mulheres que dormiam sete horas por dia no início, mas que depois mudaram o seu comportamento de sono, também apresentaram declínio cognitivo.

De acordo com os pesquisadores, os resultados abrem caminho para estudar melhor como o sono interfere no desenvolvimento cognitivo, mas ainda não estabeleceram uma relação de causa e efeito. O estudo ainda precisa ser revisado para ser publicado em uma revista científica.

Durma melhor com essas nove dicas
Dormir bem melhora o humor, a memória, previne doenças e faz você viver mais. A ciência não para de comprovar os benefícios de uma noite bem dormida. Mas a falta de sono costuma ser um problema para muitos. Às vezes, basta alguma mudança simples nos hábitos antes de dormir, no travesseiro ou no colchão para resolver este drama. Confira as dicas abaixo.

1. Use sempre travesseiro
A melhor posição para dormir é de lado. Assim, a coluna fica longe das dores e os músculos também. A altura do travesseiro tem que ser igual à distância entre o pescoço e a parte externa do braço. Já para quem dorme com a barriga para cima, o melhor é levar para a cama um apoio mais baixo, preenchendo o espaço entre o pescoço e a nuca. O travesseiro deve ser trocado, no mínimo, a cada dois anos.

2. Evite se deitar de bruços
A pessoa que dorme de barriga para baixo acorda cansada e toda dolorida, pois o rosto não pode ficar afundado no travesseiro. Além disso, as regiões torácica e a lombar são prejudicadas nessa postura.

3. Colchão sem pressão
"O colchão ideal para um sono tranquilo não pode ser muito macio nem muito firme", ensina a diretora da Copespuma, Gisele Sapiro. Prefira os de látex, que se adaptam com perfeição aos contornos do corpo, aliviando os pontos de pressão.

4. Procure relaxar
Não vá para a cama assim que chegar do trabalho. Primeiro tome um banho morno, procure relaxar, para só então ir se deitar.

5. Desligue a TV e o computador
A luz desses aparelhos atrasa a produção das substâncias responsáveis pelo aviso de que é hora de dormir.

6. Exercícios físicos com atenção
Você deve praticar atividades físicas somente até quatro horas antes de ir dormir, ou o corpo ainda estará agitado, prejudicando o sono.

7. Beba chá ou leite
No caso do chá caso, é preciso escolher as ervas certas. Nada de tomar chá preto ou verde, ricos em cafeína, que é estimulante. Prefira os chás de melissa e camomila, que induzem ao sono e melhoram a sua qualidade. Quanto ao leite, ele é rico em triptofano, substância que ajuda o corpo a relaxar e dormir melhor.

8. Faça refeições leves
Faça uma refeição com alimentos leves, como aspargos, palmito, arroz, batata, aveia e soja. Tomar sopas com esses ingredientes é uma excelente pedida. Aquele bife gigante jamais deve ser comido à noite, porque o excesso de proteína animal ativa o sistema nervoso simpático, responsável por deixar seu corpo em estado de alerta.

9. Cuidado com o álcool
Após alguns goles, o álcool pode afrouxar estruturas da região da faringe, comprometendo a respiração. O resultado é o ronco, que prejudica as fases do sono, fazendo a pessoa acordar várias vezes no meio da noite.

Fonte Minha Vida