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quinta-feira, 26 de julho de 2012

Hillary Clinton anuncia mais US$ 75 milhões para combate ao HIV no mundo

Investimentos serão destinados a programa de circuncisão voluntária em países da África e para outras populações específicas

A secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, anunciou, nesta semana, mais US$ 40 milhões para apoiar os planos africanos realizar circuncisão masculina voluntária em mais de 500 mil jovens e adultos até 2013 (prática aceita por especialistas somente em países africanos cuja epidemia é generalizada). Ela também confirmou mais US$ 35 milhões voltados para populações específicas, além da expansão dos serviços e pesquisas para intervenções mais efetivas.

A declaração foi dada na 19ª Conferência Internacional de Aids (Aids 2012), em Washington (EUA). Apesar do panorama econômico global, os programas de Aids de todo o mundo não serão prejudicados. "Nós não vamos recuar. Iremos lutar por recursos para atingir este marco histórico", afirmou. O movimento social americano também poderá contar com o apoio de US$ 2 milhões para programas que combatam o HIV.

Os EUA também tem apoiado programas dedicados ao que ela chamou de geração livre a Aids. Isso implica em reduzir a zero o numero de crianças nascidas com o vírus, tratar os jovens já infectados diminuindo significantemente o risco de transmissão e ajudar todos os que têm o HIV a conhecer as formas de prevenção e evitar, assim, o risco de infecção. "O HIV estará no nosso futuro até, finalmente, alcançarmos a cura, a vacina. Mas a doença causada pelo HIV (a aids) não pode mais existir", afirmou.

O plano para combater o HIV nos EUA trabalha com a combinação de métodos preventivos como o uso do preservativo, além de pontos de referência específicos para mulheres grávidas interromperem a transmissão vertical (de mãe para filho), para circuncisão masculina voluntária, e para oferecer tratamento a todo soropositivo que queria se medicar (independente da indicação médica). Com esta última questão, o número de pacientes usando antirretrovirais passará de 4,5 milhões para 6 milhões até o fim de 2013.

Hillary também lembrou a necessidade de programas voltados para a prevenção entre grupos com alto risco de transmissão do HIV como as profissionais do sexo e usuários de drogas injetáveis - apesar de esses dois grupos terem sido impedidos de entrar nos EUA para participar do evento.

Fonte isaude.net

Atletas de finais de semana devem ter cuidado com seus joelhos

Não são apenas os atletas profissionais que precisam se preocupar com lesões de joelho. Os esportistas de finais de semana também devem fazer esforços para protegerem essa parte do corpo. Essa articulação é a maior que temos no nosso organismo e está mais exposta a diversos problemas, como contusões, fraturas e torções.

Pessoas que limitam a sua prática de exercícios aos finais de semana correm grandes riscos de causarem danos aos seus joelhos. É comum, por exemplo, que homens que jogam futebol e mulheres que correm nos sábados ou domingos enfrentem esse problema. “O problema é que geralmente essas pessoas não têm condicionamento físico, estão acima do peso e realizam os exercícios de forma inadequada”, explica o ortopedista do Vasco, Alexandre Campello.

Como o exagero na prática esportiva além da capacidade do corpo da pessoa é um grande causador de lesões e dores, é preciso ter cuidado na hora de criar uma rotina de exercícios. Não deve haver sobrecarga e é necessário que exista um período de descanso do corpo.

“Todas as atividades, individuais ou coletivas, como o futebol, voleibol ou basquete, requerem um preparo físico prévio que incluem: treinos aeróbicos, fortalecimento muscular e principalmente alongamentos. Os sedentários que desejam iniciar uma atividade devem fazer uma avaliação completa com cardiologistas, ortopedista, nutricionista e preparador físico, evitando assim, problemas nas articulações. Muito treino requer muito descanso”, completa o médico.

Fonte: DMC21, 20 de julho de 2012

Por Boa Saúde

Células- tronco ajudam na regeração do tecido cardíaco

Cientistas do San Diego State University's Heart Institute, nos Estados Unidos, dizem que as células-tronco modificadas são capazes de regenerar células danificadas e envelhecidas do tecido cardíaco em pacientes idosos com insuficiência cardíaca.

O coordenador do estudo, Dr. Sadia Mohsin, diz que a descoberta da capacidade de rejuvenescimento do tecido cardíaco com células-tronco pode conduzir a novos tratamentos para pacientes que sofrem com problemas como a insuficiência cardíaca.

As células-tronco, também conhecidas como estaminais (células mestras do corpo humano que podem dividir-se para produzir cópias de si mesmas e muitos outros tipos de células), ajudaram na sinalização e estrutura das células do coração.

Os pesquisadores modificaram as células-tronco em laboratório com PIM-1 - uma proteína que promove a sobrevivência e crescimento das células. As células foram rejuvenescidas quando as células estaminais modificadas melhoram a atividade da telomerase da enzima, que se alonga comprimento dos telômeros.

Os telômeros são "caps" (espécie de tampa) nas extremidades dos cromossomos que facilitam a replicação da célula. O envelhecimento e a doença ocorrem quando os telômeros se quebram. De acordo com o Dr. Mohsin, a pesquisa não deixa dúvida de que as células-tronco podem ser usadas para combater o processo de envelhecimento das células cardíacas causadas pela degradação dos telômeros. A técnica de aumento do comprimento e da atividade dos telômeros aumentou a proliferação de células-tronco cardíacas, auxiliando na luta contra a insuficiência cardíaca, explica Dr. Mohsin.

O estudo foi apresentado no American Heart Association's Basic Cardiovascular Sciences Scientific Sessions, que ocorre de 23 a 26 de julho em New Orleans, nos Estados Unidos.

Fonte: UPI, 23 de julho de 2012

Por Boa Saúde

Para muitos soropositivos, necessidades vão além de acesso a remédio

Segundo especialista, epidemia mudou de perfil e hoje está atingindo pessoas mais pobres, que precisam de recursos financeiros e de condições de sobrevivência mínima

Eram 10h do dia 5 de setembro de 2007 quando José Luís da Silva descobriu que era soropositivo. No ano seguinte, soube que havia desenvolvido uma leucemia. Hoje, a vida está 'a pior possível'. Aos 47 anos e desempregado ele afirma:

— Hoje sou um sem-teto.

Há quatro meses, ele passa as noites na Rodoviária Novo Rio, dormindo em um banco no segundo andar, usando a mochila como travesseiro. Quando consegue dinheiro de amigos solidários, dorme em uma pensão.

Silva toma os medicamentos antirretrovirais todos os dias, religiosamente, mesmo que não tenha o que comer. O coquetel vem ajudando a controlar o HIV, mas o tratamento médico não mata a sua fome. Sua única renda fixa são R$ 70 que recebe do Bolsa Família.

Silva é um exemplo de como o programa brasileiro para pessoas com HIV no Brasil, que inovou no passado ao determinar a oferta universal da terapia antirretroviral, hoje precisa de mais que remédio.

Ele não tem família e depende da solidariedade de amigos e da ajuda de ativistas de ONGs onde milita. A incerteza sobre o teto se arrasta desde que soube da doença. Morava com a namorada, mas ela pediu que saísse de casa um dia após saber do diagnóstico.

Assistência social
Coordenadora de um programa educativo no Grupo Pela Vidda, Mara Moreira afirma que há um aumento de pessoas que chegam à ONG com demandas de cunho social.

— Há muitos casos de pessoas que recebem alta do programa de Previdência Social, deixam de receber o benefício, mas não conseguem emprego.

Mara, que tentou buscar apoio na Secretaria Municipal de Assistência Social, mas foi encaminhada de volta à Secretaria de Saúde, diz:

— A epidemia mudou de perfil e hoje está atingindo pessoas mais pobres. Temos recebido várias demandas na área de assistência social, com pessoas que precisam de recursos financeiros e de condições de sobrevivência mínima, mas não temos a quem recorrer.

Ela ressalta que a terapia antirretroviral exige que as pessoas se alimentem bem, e alguns medicamentos precisam ser mantidos na geladeira. 'E aí as pessoas estão dormindo na rua. Como fazer?'

Para o psicólogo Veriano Terto Júnior, coordenador-geral da Associação Brasileira Interdisciplinar de Aids (Abia), faltam medidas para além do fornecimento de antirretrovirais.

— O Brasil tem acesso universal (ao tratamento). Esse é o nosso grande resultado. Mas infelizmente começamos a ver um novo crescimento da taxa de mortalidade em alguns lugares, o que está menos relacionado à Aids em si do que a deficiências na assistência.

Mortes
No ano passado, 11 mil pessoas morreram por causa da Aids no Brasil. No Rio, o ritmo de óbitos vem aumentando desde 2007, diz Terto.

— Isso é inaceitável para um país que tem acesso universal ao medicamento.

Apesar de ser bem articulado, Silva tem pouca esperança de conseguir um emprego. A última vez que tentou foi em uma empresa de ônibus do Rio que anunciara vagas para pessoas com necessidades especiais.

— O médico perguntou qual era a minha deficiência. Quando respondi, ele rasgou a minha ficha e disse que não contratavam soropositivos.

Ele diz querer um emprego, mas duvida que encontre um empregador que preencha seus requisitos.

— Os patrões têm que entender que a cada três meses vou ter que me ausentar para ir ao médico, e que de vez em quando vou chegar atrasado.

Ele defende que pessoas em sua situação sejam beneficiadas por uma política de segurança nutricional, de moradia e de assistência pecuniária.

— Eu não vou viver só de antirretroviral. Tenho que me alimentar.

Fonte R7

Sedentarismo aumenta influência de genes sobre tamanho da cintura

Segundo pesquisa, passar horas diante da TV sem se movimentar aumenta em até 50% a gordura em torno da cintura

A ciência já descobriu que a vida sedentária aumenta o Índice de Massa Corporal, o IMC. No entanto, pesquisas recentes foram mais além. Um estudo da Associação Americana do Coração (AHA) constatou que a falta de atividade física pode colaborar para o aumento da predisposição genética para a obesidade. Segundo a pesquisa, passar horas diante da televisão sem se movimentar aumenta em até 50% a gordura em torno da cintura.

No entanto, para evitar esse problema os cientistas dizem que uma boa opção é a caminhada. De acordo com eles, basta uma hora por dia caminhando em ritmo constante. Essa mínima movimentação já é capaz de colaborar para a diminuição do IMC no corpo.

Fonte R7