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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Esgoto humano tem milhares de vírus desconhecidos

Análise feita nos Estados Unidos e Europa mostrou apenas 234 espécies já descritas pelo homem

Uma pesquisa publicada na semana passada no periódico científico mBio mostrou que há uma série de potenciais ameaças invisíveis escondidas nos esgotos humanos.

Cientistas liderados por James Pips, da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, resolveram pesquisar o esgoto bruto nas cidades de Pittsburgh (Estados Unidos), Barcelona (Espanha) e Addis Ababa (Etiópia). O resultado: detectaram 234 vírus conhecidos pelo homem e a assinatura genética de milhares ainda desconhecidos.

De acordo com os cientistas, alguns podem ser oportunistas apenas esperando um enfraquecimento do sistema imunológico para agir. Outros pode ser até benéficos. Mas o fato é que ninguém sabe ainda qual a função deles.

“Esgoto é uma fonte rica de novos vírus, mas ainda assim limitada. [...] A terra é rica em diferentes biomas, cada um com uma imensa diversidade de espécies hospedeiras e seus vírus. A exploração deste universo apenas começou”, afirmaram os pesquisadores no artigo.

Entre os vírus conhecidos encontrados estavam o responsável pela gastroenterite, uma infecção cujos sintomas são cólicas intestinais, diarreia e vômito.

O próximo passo da pesquisa será ampliar as áreas de estudo para comparar e verificar os resultados.

Fonte iG

Produtos usados no dia-a-dia podem contaminar a água


Bactericidas e hormônios usados em produtos de higiene pessoal
interferem com o sistema reprodutivo de animais como o urso polar
Pequenas quantidades de substâncias contidas em fármacos e cosméticos podem alterar sistema reprodutor de animais

O simples ato de lavar os cabelos com xampu, ou tomar a diária pílula anticoncepcional traz riscos ambientais. Quantidades mínimas de substâncias que compõem medicamentos de uso comum e produtos de higiene pessoal podem ser a origem de diversas alterações em animais pelo mundo, como feminilização de anfíbios e peixes e diminuição de fertilidade em ursos polares e pingüins.

São os chamados contaminantes emergentes, que têm como via principal a água. Após serem usadas ou ingeridas pelas pessoas, caem no sistema de esgoto, passam incólumes pelo sistema de tratamento, e acabam em diferentes ecossistemas.

“A gente tem mais ignorância do que certeza sobre este assunto” adverte Wilson Jardim, pesquisador do Laboratório de Química Ambiental da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A estimativa é que por ano sejam criadas 1500 novas substâncias, o que de acordo com o professor, não dá tempo para avaliar o efeito de cada uma delas. “Estipula-se que a gente conviva com 100 mil substâncias”, diz.

Em pequenas doses
Estudos recentes, no entanto afirmam que o hormônio sintético usado na pílula anticoncepcional (17 alfa etinilestradiol), quando atinge o ambiente seja pela urina de seres humanos ou por serem descartados pela privada, pode causar alterações na reprodução de peixes, incluindo a feminilização de machos. Assim como a ocorrência de distúrbios no sistema reprodutor de ursos polares e pinguins devido a exposição alimentar de uma série de substâncias inibidoras endócrinas.

Outro composto que pode causar a alteração só que em anfíbios é a antrazina, herbicida largamente utilizado na agricultura.

Um contaminante recém encontrado na costa brasileira é o TBT (tributilestanho), substância antiincrustrante usada em casco de navios que provoca características sexuais femininas em moluscos machos.

Um bactericida, chamado triclosan e encontrado em produtos de higiene pessoal como pastas de dente, anti-séptico bucal, cremes para pele, sabonetes desinfetantes, desodorantes entre outros produtos é bastante tóxico para os organismos aquáticos, e pode se transformar em dioxinas quando exposto a luz solar.

Todas estas substâncias que são muito solúveis em água e têm ação no sistema endócrino animal. Geralmente são moléculas pequenas que têm o poder de mimetizar alguns hormônios esteróides ou da tireóide, comprometendo assim, os processos reprodutivos de várias espécies.

Sem se alarmar
“Não é uma questão de proibir, porque proibindo, a indústria terá que substituir por outra substância que talvez não se tenha conhecimento de seus riscos. É preciso saber, mas sem se alarmar. Não é uma coisa irreversível, a gente pode intervir”, analisa Gisela Umbuzeiro bióloga do Laboratório de Ecotoxicologia e Microbiologia Ambiental, da Unicamp.

A pesquisadora lembra que já existe tecnologia para que estas substâncias sejam tratadas nas redes de esgoto, por uso de oxidativos ou por métodos que mineralizam os compostos, “O problema é que ainda são muito caros”, diz.

Wilson Jardim também concorda que não é possível apenas proibir. “Nosso saneamento é deplorável”, diz. O professor também lembra a necessidade de que as cartelas de comprimido tenham apenas a quantidade necessária de acordo com a posologia do medicamento. “Todo mundo tem antibiótico em casa sobrando, não? Um dia ele acaba no lixo ou na privada”.

30 anos de um problema grande e variado
Já na década de 80 observou-se a contaminação de crocodilos no lago Apoka, na Flórida. A exposição contínua de alguns pesticidas, mesmo que em baixas concentrações, teve efeito sofre os ovos da espécie, interferindo no desenvolvimento do sistema reprodutor dos animais, tornando-os inférteis.

A feminilização de peixes em pontos de descarte de efluentes de estações de tratamento de esgoto, o aumento de tumores em peixes de áreas urbanas dos EUA e a formação disforme de larvas do mar do norte da Europa também são considerados efeitos causados pela presença de interferentes endócrinos contidos nos contaminantes.

Fonte iG

Análise do esgoto revela cidades líderes em uso de drogas na Europa

Segundo pesquisa, cidade belga de Antuérpia seria a cidade com maior uso de cocaína no continente. Conheça as líderes no consumo de outras substâncias ilícitas

Análises de amostras de esgoto de 19 cidades europeias permitiram aos cientistas identificar Antuérpia, na Bélgica, como a cidade com maior uso de cocaína no continente, enquanto os nórdicos demonstraram preferir as metanfetaminas, e os moradores de Amsterdã, a maconha.

Com base na maior pesquisa já realizada com amostras coletadas em estações de tratamento de esgoto na Europa, a pesquisa revelou que os europeus fazem uso de 350 quilos de cocaína por dia, enquanto a maconha se manteve como a droga ilícita mais popular.

"Através da pesquisa feita com o esgoto, podemos determinar o tamanho do mercado de drogas de uma cidade", afirmou Kevin Thomas, coordenador do Instituto Norueguês de Pesquisa Hídrica, ao explicar o estudo realizado em cidades de 11 países europeus.

A equipe de pesquisas coletou material em 21 estações de tratamento de esgoto, que atendem a uma população de cerca de 15 milhões de pessoas, durante sete dias consecutivos a partir de 9 de março de 2011, e analisou as amostras em laboratório.

Os resultados, publicados na edição desta quinta-feira da revista científica Science, revelaram que o maior consumo médio de cocaína se observou na cidade portuária belga de Antuérpia, seguida de Amsterdã (Holanda), Valencia (Espanha), Eindhoven (Holanda), Barcelona (Espanha), Londres (Grã-Bretanha), Castellón (Espanha) e Utrecht (Holanda).

Nas cidades holandesas de Amsterdã, Utrecht e Eindhoven observou-se um uso maior de ecstasy, embora os autores do estudo tenham afirmado que os números de Utrecht provavelmente saltaram devido ao descarte da droga em uma batida policial em uma fábrica de ecstasy dois dias antes do estudo.

Antuérpia e Londres também tiveram níveis elevados de ecstasy, enquanto nenhum foi detectado em Castellón, Umea (Suécia) e Estocolmo (Suécia).

O estudo revelou que os maiores índices de uso de metanfetamina foram identificados em Helsinque e Turku, na Finlândia, em Oslo, na Noruega, e em Budweis, na República Tcheca.

Em Eindhoven e Antuérpia foram detectados os maiores índices de anfetaminas.

Quanto à maconha, os níveis mais elevados foram identificados na capital holandesa, um popular destino turístico para o uso de drogas ilícitas leves.

Fonte iG

Quatro “coquetéis do dia seguinte da aids” são distribuídos por dia

“O preservativo permanece como principal estratégia
de prevenção da aids e não pode ser substituído”
Estratégia de oferecer remédios em até 72 horas após o sexo desprotegido está em ascensão no País e aumentou 43,9% em relação ao ano passado

Todos os dias, quatro pessoas recorrem ao “coquetel do dia seguinte da aids” na tentativa de bloquear a infecção pelo vírus HIV após o sexo desprotegido. O levantamento, inédito, foi feito pelo Ministério da Saúde a pedido do iG Saúde.

O coquetel consiste em misturar três medicamentos antirretrovirais, usados no tratamento de soropositivos já com o diagnóstico da doença, para pacientes ainda não infectados. Eles são oferecidos, de graça para homens e mulheres, em até 72 horas após a relação sexual sem camisinha.

A medicação deve ser tomada por 28 dias consecutivos, pode trazer efeitos colaterais graves, perder a eficácia se ingerida repetidas vezes e só deve servir de alternativa em situações de extrema urgência (mecanismo de ação semelhante ao da pílula de emergência para impedir a gravidez indesejada, daí a referência no nome).

Os dados mostram que o uso deste arsenal terapêutico para conter a contaminação pelo HIV está em ascensão no País. Entre janeiro e junho deste ano, os centros de referência em aids distribuíram 789 tratamentos do tipo. A média mensal de entrega de 131 coquetéis do dia seguinte (4,3 por dia) representa aumento de 43,9% em comparação ao ano passado (91 por mês), quando o tratamento foi padronizado pelo governo federal como parte da estratégia oficial para fechar o cerco a aids em território nacional.

Apesar da ampliação da oferta, os especialistas afirmam que o coquetel do dia seguinte ainda é desconhecido por grande parte da população. Uma das dificuldades, afirmam os médicos, é disseminar esta técnica de bloqueio, sem banalizar o uso. A cautela é porque tal recurso, devido o risco de efeitos colaterais, não pode provocar o que chamam de aposentadoria precoce da camisinha.

diz - de forma categórica - Ronaldo Hallal, coordenador da área de Cuidado e Qualidade de Vida do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. “Mas é fato também que as pessoas precisam ter acesso às estratégias mais recentes no cenário de proteção às contaminações. É este equilíbrio que precisamos encontrar.”

O Centro de Referência de Treinamento em Aids e DST de São Paulo (CRT/Aids) é um dos pólos brasileiros (são 789 no total) com o maior número de distribuição do coquetel do dia seguinte da aids (uma média de um por dia).

A coordenadora do CRT/SP, Maria Clara Gianna, ressalta que todas as pessoas que procuram esta estratégia de prevenção são orientadas por profissionais de saúde e também examinadas, para a definição de quais antirretrovirais serão ministrados em cada caso.

“É a oportunidade também de fazermos o teste de aids nesta população que procura os serviços. Ainda é grande o número de pessoas que não sabem ser portadora do vírus HIV e nunca nem sequer avaliaram isso”, afirma Maria Clara.

“Conhecer a própria sorologia é super importante para conter os avanços da aids. Além de aumentar a sobrevivência do próprio paciente, já temos dados contundentes que mostram que, ao ser tratado, o risco desta pessoa de contaminar outro também diminui”, completa a coordenadora ao também reforçar que a camisinha permanece como estratégia mais efetiva de prevenção.

O último relatório, publicado há 15 dias pela ONU, mostrou que, só no Brasil, 250 mil pessoas convivem com o vírus HIV sem saber. No mundo todo, 34,5 milhões têm o vírus da aids e que fazem o tratamento.

Casais X relações esporádicas
O nome oficial do coquetel do dia seguinte da aids é PEP (sigla para profilaxia pós exposição). Esta combinação de medicamentos, há muito tempo, já é utilizada para tentar proteger profissionais de saúde que sofrem algum acidente de trabalho com risco de contaminação pelo HIV, como luva cirúrgica rasgada durante o manuseio do paciente. Também é oferecida, há ao menos 15 anos, para vítimas de violência sexual.

Mais recentemente, o coquetel do dia seguinte passou a fazer parte do leque de opções após falhas na proteção sexual dos chamados casais sorodiscordantes (quando apenas um dos companheiros tem o vírus HIV) Em outubro de 2010, após uma comissão de especialistas ser convocada e avaliar a proposta, o Departamento Nacional de DST e Aids padronizou a indicação da PEP para toda a população.

A utilização começa agora a ganhar fôlego e o levantamento mostra que os usuários, em maioria, negligenciaram o preservativo com parceiros esporádicos e não fixos. Neste ano, por exemplo, foram 284 pessoas envolvidas em relações sorodiscordantes que tomaram o coquetel do dia seguinte frente as 789 em relações ocasionais (quase três vezes mais).

Fonte iG

Pão ‘ light’ é falso

Integrais com rótulos errados devem ser retirados das prateleiras, sob pena de multa

Rio - Preferido entre consumidores que fazem dieta, e custando o dobro do preço do produto comum, o pão de forma integral light não é tão saudável quanto mostra o rótulo. Sentença da juíza Márcia de Carvalho, da 2ª Vara Empresarial do Rio, proíbe a venda deles enquanto as empresas notificadas não apresentarem mudanças exigidas pela Anvisa e Inmetro. O objetivo é que as empresas deixem de passar a ideia ao consumidor de que ele não vai engordar ao consumir o produto.

Pelo sentença, os fabricantes devem tirar das embalagens atrativos de marketing não comprovados cientificamente, tais como frases indicando que os pães “podem contribuir para um melhor funcionamento do sistema digestivo” ou que ajudam a “reduzir a absorção de gordura”.

A ação foi movida pela Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Rio. Os fabricantes Wickbold, Kodama, Natuvita, Bimbo e Bread’s estão proibidos de vender até que as informações sejam alteradas. Caso não cumpram a determinação, terão que pagar multa diária de R$ 10 mil.

Os pães reprovados são os seguintes: light Wickbold, pão light de centeio Seven Boys, pão integral light Naturalle, pão com flocos de aveia light Carrefour, pão de forma Plus Vita light, pão light com grãos e proteína de soja Plus Vita Pullman, e pão multi grãos light Bread’s.

Os testes do Inmetro analisaram porções de 100 gramas de pães vendidos com o rótulo de light. A análise reprovou as marcas e revelou que nenhum pode ser classificado desta forma. Pesquisa recente constatou que é insignificante a diferença de calorias entre os pães comum, light, integral ou com grãos.

A esteticista Elizabethe Mendes, 60 anos, diz levava em conta informações das embalagens. “Quando compro pão integral light, entendia que ajuda a saúde”, disse.

Posições das empresas

WICKBOLD
“A empresa informa que está fazendo minuciosa revisão, tendo em vista a complexa legislação que regulamenta a rotulagem de alimentos embalados. Constando equívocos, serão tomadas as providências necessárias”.

KODAMA
“O pão com flocos de aveia Light B não é mais fabricado pela empresa, desde dezembro de 2006 em São Paulo, e junho de 2007 no Rio. Não obstante o fato de não ser mais comercializado, a informação nutricional desse pão fora elaborada com o cálculo teórico a partir dos dados nutricionais.”

NATUVITA
Em nota, a companhia Natuvita informou que ‘está providenciando a retirada das frases “...é uma deliciosa e saudável combinação...” e “É mais saúde e sabor para você” do rótulo dos produtos para atender à legislação. “Necessitamos de um período de, no mínimo, 60 dias para providenciar a retirada das frases nas embalagens”.

BIMBO
Com referência ao pão D, onde aparece ‘0% Açúcar’, a empresa disse que “vai fazer a devida alteração para o termo permitido ‘sem adição de açúcar’”: “Estamos com um estoque dessas embalagem de 60.000. Gostaríamos de um prazo para que usássemos, e, logo em seguida, alterá-la”, informou em nota.

BREAD´S
“Esclarecemos que a empresa sempre declara informação verdadeira sobre seus produtos nas embalagens”.

Fonte O Dia