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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Tempo seco facilita contágio de conjuntivite; veja como se prevenir

Principais sintomas da doença são coceira, ardor, vermelhidão e inchaço na pálpebra

Com a baixa umidade do ar, a transmissão da conjuntivite se torna mais frequente. Segundo oftalmologistas, o tempo seco facilita o contágio e, para que outras pessoas não sejam contagiadas, quem contrai a doença deve permanecer isolado.

A doença, que é transmitida por contato direto, pode atingir pessoas de qualquer idade. Portanto, para evitá-la, é recomendado lavar bem as mãos e o rosto várias vezes por dia e evitar partilhar objetos que entrem em contato com os olhos, como maquiagem, toalha, óculos e sabonete.

Segundo o oftalmologista José Roberto Libório, existem três tipos de conjuntivite: alérgica, a bacteriana e a tóxica.

O médico explica que os sintomas são facilmente identificados. “Os sintomas são coceira, ardor, sensação de areia, vermelhidão e às vezes inchaço na pálpebra, esses são sintomas comuns”.

O profissional ressalta ainda que a doença deve ser tratada com a ajuda de um profissional, já que existem vários tipos. “Cada tipo de doença requer um tratamento. Quando é bacteriano, por exemplo, trata com antibiótico, às vezes com corticoide, mas depende, por isso é sempre bom ir ao médico”, reforça.

Fonte www.ifronteira.com

Pesquisa da USP usa radiação para deixar mosquito da dengue estéril

São Paulo – Pesquisadores do Centro de Energia Nuclear na Agricultura (Cena) da Universidade de São Paulo (USP), em Piracicaba, desenvolvem uma técnica que pode trazer bons resultados para o combate à dengue. Por meio de radiação, eles tornam o mosquito transmissor do vírus da doença, o Aedes aegypti, estéril.

Em parceria com a empresa Bioagri, que fica em Charqueada (SP), os pesquisadores jogam radiação na pupa, como é chamada a fase jovem do inseto, tornando o macho estéril. Com uma baixa dosagem de radiação gama, que tem como fonte o Cobalto 60, o inseto macho fica incapaz de fecundar a fêmea. “O macho copula com a fêmea 'normal' e ela põe os ovos, mas esses ovos não eclodem”, explica o coordenador da pesquisa, professor Valter Arthur.

Ao liberar massivamente os mosquitos estéreis (produzidos em laboratório) na natureza, de preferência em localidades onde a infestação é maior, os pesquisadores esperam reduzir a quantidade de machos com capacidade de copular, assim eles entrariam em competição. “A ideia é diminuir a probabilidade do macho normal cruzar com a fêmea normal”, disse.

Segundo Valter, a radiação no Aedes aegypti ainda tem a vantagem de se tratar de um método limpo, ao contrário de técnicas nocivas ao meio ambiente, como o uso indiscriminado de insecticidas.

Na primeira fase do estudo, concluída em três meses, os pesquisadores conseguiram determinar o nível de radiação para impedir a proliferação do mosquito. O próximo passo será o 'teste de compatibilidade', quando tentarão o cruzamento dos insetos. “Não adianta você liberar o inseto estéril e ele não procurar a fêmea ou a fêmea não aceitar o inseto estéril”, explica. A expectativa de Valter é que toda a pesquisa seja concluída em aproximadamente dois anos. Ele destaca que há mais de 30 anos são feitos estudos com radiação em insetos.

O pesquisador esclarece, porém, que a técnica não será capaz de erradicar totalmente a transmissão da doença, “apenas diminuir a um nível que não seja tão epidêmico.” Por isso, ele alerta que a prevenção à dengue deverá ser mantida. A população, segundo ele, deverá continuar eliminando os criadouros do mosquito, formados em água parada em vasos, garrafas, pneus, caixas d'água, calhas, entre outros.

Levantamento mais recente do Ministério da Saúde aponta 472.973 casos confirmados da doença de janeiro ao dia 4 de julho no país. No período, foram registradas 154 mortes.

Fonte Agência Brasil

Duas em cada três mulheres sofrem com problemas intestinais

Estudo inédito sobre a saúde intestinal das brasileiras mostrou que a prisão de ventre afeta até a vida sexual

Cerca de 67% da população feminina sofre com problemas intestinais, revelou a pesquisa Saúde Intestinal da Mulher (SIM), conduzida pela Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG).

Entre os problemas mais citados, estão gases (57%), inchaço (56%), sensação de peso (46%) e constipação (26%).

O estudo entrevistou 3.500 mulheres em 10 cidades de todo o território nacional e abordou também aspectos psicológicos. Usar o banheiro fora de casa, por exemplo, foi apontado como causa dos problemas intestinais por grande parte delas. Além disso, 72% disseram enfrentar dificuldades para ir ao banheiro durante a semana, mas não nos finais de semana.

“Existe um fator cultural importante: a menina é ensinada desde cedo a não sentar no vaso pra não pegar doenças e a evitar usar o banheiro fora de casa. Aí ela passa a evacuar exclusivamente no vaso sanitário próprio. Uma relação que dura a vida toda.” Diz José Galvão Alves, presidente da FBG e um dos coordenadores do estudo.

A pesquisa levantou ainda três aspectos que parecem influenciar determinantemente a saúde intestinal feminina: os hábitos alimentares (comem muito e com pouca variação), o estilo de vida (estresse, trabalho em excesso e ficar sentada por muito tempo) e as orientações nutricionais (comem muito rápido e não tem tempo para atividades físicas).

Os problemas intestinais não são encarados como doença por 25% delas, embora 62% tenham declarado que eles afetam consideravelmente a qualidade de vida. Grande parte (57%) afirmou que eles têm impacto negativo na vida sexual, 66% disseram perder a concentração no trabalho e 69% relataram ter alterações de humor (ficam mais estressadas, tensas e de mau humor).

Os hormônios femininos são um fator de peso no hábito intestinal das mulheres. A progesterona – hormônio responsável por preparar o corpo para a gravidez – reduz a movimentação do intestino, principalmente nos 10 dias que antecedem a ovulação, o que contribui para a prisão de ventre. Mas o grande "inimigo" é mesmo a questão cultural.

“Esse tabu, de não poder falar ou de não poder procurar ajuda, tem prejudicado muito a vida das mulheres. E os aspectos sociais que envolvem essa questão são essenciais. São problemas que afetam o dia a dia”, diz a antropóloga Mirian Goldenberg, que há 25 anos estuda as questões femininas.

Para a psicóloga Pamela Magalhães, muitas mulheres sofrem com o estereótipo da princesa: “Devem ser lindas, limpas e cheirosas. Precisamos desenvolver uma intimidade maior com o nosso intestino, para lidar melhor com tudo isso.”

A pesquisa constatou também que a maioria não consulta um médico: 20% disseram esperar o problema passar por si só e 18,5% se automedicam. A atitude pode gerar problemas mais graves do que se imagina, pois o intestino é fundamental para manter a saúde do organismo como um todo: ele abriga cerca de 70% das células de defesa do corpo. Hoje, sabe-se que as bactérias do intestino interagem até com o cérebro, e podem ser a explicação para doenças como obesidade e asma.

Para o presidente da FBG, tratar o problema não se resume apenas a comer mais fibras e aumentar a quantidade de água ingerida.

“É preciso respeitar o estímulo de ir ao banheiro e não usar chás e medicamentos que irritam a mucosa do intestino e podem agravar o problema a longo prazo” orienta o especialista.

Fonte iG

Alecrim-pimenta

Nome científico
Lippia sidoides Cham

Nomes alternativos
Lípia, alecrim-pimenta, alecrim-do-nordeste, estrepa-cavalo, alecrim-bravo.

Descrição
Arbusto ereto, ramificado e quebradiço, nativo do Nordeste brasileiro e encontrado principalmente nos estados do Ceará e Rio Grande do Norte. Apresenta folhas de forte cheiro picante e flores pequenas.

Parte utilizada
Folhas e flores.

Uso medicinal
O óleo essencial da planta tem propriedades analgésicas (dor), antimicrobianas, antibacterianas, antissépticas, fungicidas e larvicidas. É recomendando como antisséptico no tratamento de inflamações da boca e garganta. Leia também: Mel e própolis contra dor de garganta

Modos de uso
Interna ou externamente usa-se o chá ou a tintura das folhas. O óleo essencial é utilizado na indústria cosmética.

Cuidados e contraindicações
Não deve ser usado em inalações nem engolido após bochecho ou gargarejo.

Fonte iG

Suplementos de ferro combatem a fadiga feminina

Mulheres que ingeriram ferro diariamente reduziram as queixas de fadiga em 47%, mostrou estudo francês

Os suplementos de ferro geralmente são recomendados para tratar a fadiga em mulheres, mas são poucas as comprovações de seus efeitos no organismo.

Agora, um estudo sugere que esses suplementos podem mesmo ajudar algumas usuárias.

Pesquisadores franceses estudaram 198 mulheres saudáveis em fase menstrual, com entre 18 e 53 anos, mas que tinham queixas de fadiga.

Os níveis de ferritina de todas as participantes eram inferiores a 50 microgramas por litro, o mínimo considerado normal (a ferritina é uma proteína que se liga ao ferro). Metade do grupo ingeriu 80 miligramas de ferro diariamente e a outra metade, placebo. Os pesquisadores avaliaram a fadiga com o uso de um questionário validado, no início e no final do estudo.

Após 12 semanas, as voluntárias que ingeriram ferro em cápsulas relataram uma diminuição de, em média, 47% da fadiga em comparação com 28,8% das que tomaram placebo. Os pesquisadores também descobriram que os suplementos de ferro levaram ao aumento da produção de glóbulos vermelhos.

O principal autor do estudo e estudante de doutorado em neurociência da Universidade de Genebra (Suíça), Paul Vaucher, afirmou que as mulheres com fadiga de causa desconhecida devem consultar um médico, uma vez que a deficiência de ferro é apenas uma das causas do problema.

"Apenas exames de sangue podem descobrir se o problema é a falta de ferro", afirmou o pesquisador. O estudo foi publicado na revista científica da Associação Médica Canadense.

Fonte iG