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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Exames ajudam a detectar os miomas

Problema atinge 80% das mulheres em fase reprodutiva e pode aparecer sem nenhum sintoma

As visitas periódicas ao ginecologista são um desconforto para a maioria das mulheres, mas cumprir esse ritual pelo menos uma vez ao ano é ainda o melhor meio de se evitar que um mioma uterino, tipo de tumor benigno, venha a evoluir e provocar riscos à saúde.

Apesar de ser encontrado em 80% das mulheres em idade reprodutiva, o mioma pode aparecer sem apresentar qualquer sintoma ou mesmo danos ao corpo. Devido a essa característica, o médico responsável pelo Ambulatório de Mioma Uterino da Clínica de Ginecologia do Hospital das Clínicas, Nilo Bozzini, alerta que entre 50% e 60% das portadoras do mioma podem passar a vida inteira sem saber do tumor.

Por isso, o médico salienta ser importante manter na rotina os exames ginecológicos e aconselha aquelas que descobrem a presença do tumor para “não sofrer com a notícia”.

Há casos, segundo o especialista, em que nunca será necessário mexer no tumor e outros terão indicação de cirurgia. Extirpar o mal por meio da histerectomia ou retirada do útero, normalmente, é uma opção adotada apenas para mulheres que já tiveram os filhos ou que já passaram da idade fértil, relatou.

Outro recurso é se administrar medicamento para reduzir o tamanho do tumor, o que será benéfico até mesmo se houver a necessidade de cirurgia, porque ajudará a tornar o procedimento menos invasivo.

As técnicas utilizadas para a retirada dos miomas são: a histeroscopia, referente ao mioma submucoso, que está no interior da cavidade do útero; a laparoscopia, para os miomas encontrados na superfície externa do útero e já se instalando na cavidade muscular; e a laparoscopia, para os tumores de volume maior espalhados pelo tecido uterino. Outro procedimento é a embolização, que bloqueia o fluxo de sangue que alimenta o mioma.

“Cada caso é um caso”, pontua Bozzini, para explicar que não existe nenhuma conduta básica a seguir. Caberá ao médico decidir sobre a melhor forma de tratamento, a depender da idade da paciente, do volume, localização e evolução do tumor que se desenvolve no tecido do útero. Além do exame físico, o acompanhamento pode passar pelas etapas de uma ultrassonografia ou ressonância magnética.

Entre os sintomas que caracterizam os miomas estão sangramento menstrual em volume acima do normal, dor na região pélvica, aumento do tamanho do abdômen, dificuldade para urinar ou evacuar e até mesmo infertilidade. A doença pode estar relacionada à presença dos hormônios ovarianos estrógeno e progesterona, responsáveis pelo desenvolvimento sexual da mulher e pelo ciclo menstrual.

Embora tenham ocorrido avanços na medicina, lembra o médico, os estudos que avaliam se fatores genéticos podem levar à doença “ainda engatinham nesse aspecto”. O que se sabe, conta ele, é que as mulheres da raça negra são mais suscetíveis, porém as explicações para tal constatação ainda estão sendo pesquisadas.

Fonte Estadão

Menino receberá marca-passo para respirar

O menino Adley Gabriel Gomes Sales, na UTI da Beneficência Portuguesa, e sua mãe, Bárbara Siqueira - JB Neto/AE
JB Neto/AE
O menino Adley Gabriel Gomes Sales, na UTI da
Beneficência Portuguesa, e sua mãe, Bárbara Siqueira
Criança tem doença que a impede de respirar sozinha e mora no hospital desde que nasceu; aparalho vai permitir tirá-la do respirador artificial

Depois de quase seis meses de brigas judiciais com o governo do Estado de São Paulo, o menino Adley Gabriel Gomes Sales, de 1 ano e 5 meses, vai enfim ser operado nesta quarta-feira, 1, para receber um marca-passo no diafragma – aparelho que vai tirá-lo do respirador artificial e permitir que ele volte a respirar sozinho.


A cirurgia será realizada no Hospital Infantil Cândido Fontoura, que é mantido pelo Estado, pela equipe do cirurgião Rodrigo Sardenberg. A compra do marca-passo e os custos da cirurgia (cerca de R$ 500 mil) serão pagos pelo governo estadual por determinação judicial.

Adley nasceu com uma doença rara chamada síndrome de Ondine, que o impede de respirar sozinho. A doença faz com que ele não receba estímulos para que o diafragma faça os movimentos de inspirar e expirar. E o marca-passo tem exatamente a função de estimular o nervo responsável pela respiração.

Luz do Sol. Por ter uma doença rara e ser dependente de respirador artificial, Adley mora em um hospital desde que nasceu e nunca viu a luz do Sol. O menino nunca saiu para a rua, nunca foi para casa, nunca interagiu com outras crianças da sua idade.

“A ansiedade está muito grande. A nossa batalha está chegando ao fim, graças a Deus. Em 60 dias o Adley deve receber alta e finalmente ir para casa conhecer o quartinho dele”, disse o manobrista Josimar João Sales, de 23 anos, pai do menino.

A cirurgia
Segundo Sardenberg, a cirurgia para implante do marca-passo é simples e deve durar de duas a três horas. Após isso, o menino deve esperar de duas a três semanas antes de ligar definitivamente o aparelho.

“Temos de esperar a cicatrização total do tecido para evitar rompimentos, pois quando ligamos o aparelho, o diafragma contrai e o pulmão expande”, diz.


Assim, na primeira semana com o marca-passo o aparelho deve ficar ligado apenas 20 minutos por dia e na segunda semana, cerca de 40 minutos por dia. A ideia é que, aos poucos, o médico aumente o tempo que o marca-passo fica ligado para que o menino volte a respirar sozinho em cerca de quatro a seis meses.

“Adley é um menino saudável e totalmente ativo, mesmo tendo uma traqueostomia que o liga ao respirador artficial. Com o marca-passo, ele poderá ter uma vida normal”, afirma o médico.

Josimar e a esposa, Bárbara, não veem a hora de levar o menino para casa. “Até hoje meu filho viveu preso dentro de um berço, confinado num ambiente de hospital. Ele só conhece o mundo pela janela. Assim que sairmos daqui, vamos levá-lo brincar num parque”, afirmou o pai.

Outros casos
Em Brasília, a família de um garoto de 10 anos dependente de respirador mecânico também trava uma batalha na Justiça para conseguir que o governo do Distrito Federal pague pelo procedimento de implante do marca-passo. Hoje o menino vive preso a aparelhos que pesam cerca de 100 kg em uma UTI instalada em seu quarto – o marca-passo pesa 540 g. Segundo o advogado Frederico Damato, apesar de já existir decisão a favor da família, o aparelho não foi comprado.

Segundo Sardenberg, ao menos outras 20 crianças e adolescentes do Brasil, Argentina e Uruguai entraram em contato com ele e estão com processos para a aquisição do marca-passo de diafragma. São casos de doença de Ondine, como Adley, e também vítimas de trauma, que perderam a capacidade de respirar espontaneamente. “São pessoas potencialmente aptas a receber o marca-passo”, finaliza.

Fonte Estadão

Tratamento psiquiátrico gratuito em SP, locais e endereços

Nos dias de hoje existem clínicas e centros de tratamento psiquiátrico que oferecem serviços gratuitos, com o objetivo de tornar a psiquiatria mais acessível.

A Psiquiatria é um ramo da medicina responsável pela prevenção, atendimento, diagnóstico e tratamento de transtornos mentais, sejam de cunho orgânico ou funcional, que desenvolvem manifestações psicológicas rígidas. Podemos citar como exemplos de doenças mentais tratadas pela psiquiatria a depressão, a esquizofrenia, os transtornos bipolares e os de ansiedade. O principal objetivo da psiquiatria é o de aliviar o sofrimento causado por essas doenças e proporcionar ao paciente o bem-estar.

Para diagnosticar o problema, inicialmente se faz necessário realizar uma avaliação completa do paciente em questão para que se possa obter uma análise mais consistente do transtorno, a fim de proporcionar a obtenção de um diagnóstico mais preciso e específico. Desta forma o psiquiatra consegue encaminhar o paciente para o tratamento mais adequado e que venha a trazer melhores resultados. Exames de cunho psicológico, neurológico e neuropsicológico são bastante utilizados para determinar a fonte do problema com mais precisão.

Centros de Atenção Psicossoal (CAPs)
Os Centros de Atenção Psicossoal são instituições da rede extra-hospitalar disponibilizadas de forma gratuita pelo Governo Federal à população. Os CAPs oferecem equipes de reabilitação com terapeutas ocupacionais, enfermeiros, psiquiatras, psicólogos e assistentes sociais altamente capacitados, a fim de proporcionar atendimento especializado para transtornos psiquiátricos, tais como depressão, alcoolismo, dependência química e esquizofrenia.

Os CAPs estão espalhados por todo o território brasileiro e têm como principais funções: prestar atendimento psiquiátrico diariamente, dar respaldo às pessoas com transtornos mentais rígidos e persistentes, dar suporte e organizar a rede básica de atenção à saúde mental e possibilitar a reinserção social de pessoas com qualquer tipo de transtorno.

Outros serviços
Além dos CAPs diversas clínicas e universidades disponibilizam serviços gratuitos de cunho psiquiátrico. No estado de São Paulo podemos destacar as seguintes:

•Centro de Atendimento e Apoio ao Adolescente;

•Associação Paulista da Síndrome do Pânico;

•Colmeia;

•Pontifícia Unversidade Católica;

•Universidade Presbiteriana Mackenzie;

•Universidade São Marcos;

•Cravi – Centro de Referência e Apoio à Vitima;

•Universidade Católica de Santos;

•Clínica Psicológica da PUC;

•Serviço de Psicoterapia do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP.

Fonte www.sempretops.com

SP deve ganhar centro de prevenção de transtornos mentais para jovens

PsiquiatriaProblemas como depressão, esquizofrenia e transtorno bipolar surgem principalmente na adolescência

Estudos indicam que é especialmente na adolescência que surgem os transtornos mentais – como depressão, esquizofrenia e transtorno bipolar –, classificados como o conjunto de doenças crônicas que atualmente mais afetam a população na faixa etária de 10 a 24 anos no mundo.

Com base nessa constatação, países como a Austrália e o Canadá implementaram centros de prevenção de transtornos mentais voltados especificamente a jovens, de modo a diagnosticar adolescentes que apresentam ou que estão expostos a fatores de risco que potencializam o desenvolvimento de adições, estados depressivos e transtornos mentais graves como esquizofrenia e transtorno afetivo bipolar.

Um grupo de pesquisadores dos departamentos de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), da Universidade de São Paulo (USP) e da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto (FMRP) pretende replicar essa experiência no Brasil.

O objetivo é criar em São Paulo um modelo de centro de convivência de jovens com maior probabilidade de desenvolver transtornos do neurodesenvolvimento, que possa concentrar ações de prevenção em saúde mental.

O projeto foi apresentado por Jair de Jesus Mari, professor do Departamento de Psiquiatria da Unifesp e coordenador da iniciativa, em conferência realizada no dia 25 de julho na 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) em São Luís (MA).

De acordo com Jesus Mari, o objetivo é que o modelo de centro, com nome provisório de “Espaço Cuca Legal”, possa atrair jovens que ainda não desenvolveram transtornos mentais para serem acompanhados por uma equipe multidisciplinar de profissionais.

De modo a atrair os jovens, os pesquisadores planejam oferecer atividades socioeducativas, como oficinas de leitura, teatro, música e esportes, a exemplo do que é feito nos Headspace Centres, criados pela Australia's National Youth Mental Health Foundation, nos quais o projeto brasileiro buscou inspiração.

“Pretendemos garantir a identificação e intervenção precoce de jovens com maior propensão para desenvolver transtornos mentais graves, de modo a inibir ou retardar o desenvolvimento do surto psicótico e mudar o comportamento em relação aos fatores de risco conhecidos, como o uso de maconha”, disse Jesus Mari à Agência FAPESP.

Segundo o pesquisador, estima-se que entre 50% e 75% dos transtornos mentais tenham início na adolescência. Porém, a falsa impressão de que os jovens são sempre muito saudáveis, além do estigma das doenças mentais, contribuem para retardar o diagnóstico e o início do tratamento, o que agrava o quadro do transtorno mental e tem repercussões por toda a vida.

“Os estudos realizados no Brasil e no exterior apontam que se pudermos intervir mais precocemente nesse grupo populacional nesta fase crítica do desenvolvimento, em que os transtornos mentais surgem, será possível diminuir a probabilidade de os jovens apresentarem, no futuro, transtornos psicóticos”, disse Jesus Mari.

Alguns dos fatores considerados de risco e potencializadores do desenvolvimento de transtornos mentais são o consumo de álcool, drogas e tabagismo e exposição a situações traumáticas.

Segundo Jesus Mari, como no Brasil há uma certa leniência em relação ao consumo de álcool entre jovens e experiências com drogas e cigarro nesta fase da vida são vistas muitas vezes até com um certo glamour, é preciso criar políticas públicas no país que coíbam o acesso dos jovens a substâncias psicoativas.

“O uso de álcool e drogas durante a adolescência é extremamente pernicioso para o desenvolvimento cerebral dos jovens. A adolescência representa um momento em que o jovem está definindo sua identidade sexual e em que está preocupado com questões como seu futuro profissional. O uso de álcool e drogas nesta fase da vida, principalmente se abusivo, irá interromper a progressão natural do desenvolvimento cerebral do adolescente e causar um dano que poderá ser definitivo”, alertou.

Ações de prevenção
O transtorno mental é classificado atualmente como um distúrbio do neurodesenvolvimento que afeta as pessoas exatamente na fase da adolescência, em que o cérebro está se reorganizando.

Em função disso, o consumo de álcool, drogas e o tabagismo, além da exposição ao bullying, à violência física e sexual, fobias, depressão, ansiedade e estresse desencadeados por eventos traumáticos, aumentam o risco do desenvolvimento de reações cerebrais que podem evoluir para um transtorno mental mais grave.

Diante desse quadro de agravos à saúde mental dos jovens, a promoção da prevenção de transtornos mentais em jovens tem sido bastante discutida e indicada pelos especialistas nos últimos anos.

Algumas das ações que estão sendo realizadas com adolescentes atendidos em centros de prevenção a transtornos mentais existentes na Austrália e no Canadá são a disseminação de comportamentos sexuais saudáveis, o estímulo a atividades físicas e esportivas e socioculturais e a conscientização sobre os riscos do consumo de álcool, drogas e o tabagismo na adolescência.

Por meio da articulação com outros setores, como o de educação e o judiciário, os especialistas atuantes nesses centros pretendem identificar mais precocemente jovens com maior probabilidade de desenvolver transtornos mentais e que tenham dificuldade de adaptação social.

Entre eles, estão estudantes que praticam bullying nas escolas, que são candidatos a apresentar comportamento agressivo e ter problemas com a justiça, além de jovens que são alvos de violência física ou psicológica no ambiente escolar, que por sua vez também podem desenvolver ansiedade, depressão e comportamento suicida.

“A ideia é repetir essa experiência no modelo do centro em São Paulo, para garantir identificação e intervir precocemente em casos emergentes de jovens com maior probabilidade de desenvolver transtornos mentais graves, como, por exemplo, os que começaram a utilizar crack”, explicou Jesus Mari.

“Não podemos deixar esses adolescentes se transformarem em dependentes para intervir”, disse. Os pesquisadores pretendem iniciar esse modelo de prevenção de transtornos mentais em jovens na região de Vila Maria, na zona Norte de São Paulo, que possui cerca de 300 mil habitantes, e onde criaram uma área de capacitação.

A ideia é dividir a região em seis áreas, com 50 mil habitantes cada, que serão mapeadas por agentes de saúde, para identificar os casos mais emergentes de jovens que cometeram delito, por exemplo, e encaminhá-los para atendimento no centro de prevenção de transtornos mentais.

ESPCA sobre transtornos mentais na adolescência
De acordo com Jesus Mari, a prevenção de transtornos mentais na adolescência tem sido muito debatida recentemente e objeto de diversas pesquisas publicadas em revistas científicas, como a Lancet.

“Isso porque, ao intervir nos transtornos mentais ainda na fase prodrômica, ou seja, antes do surgimento do primeiro surto psicótico, é possível reduzir os sintomas e a incapacitação social causada pelo desenvolvimento de uma psicose”, disse.

“Mesmo quando a pessoa desenvolve a psicose, é possível reduzir o impacto negativo, que não é apenas cerebral, mas em toda a saúde”, disse Jesus Mari.

“Hoje, temos dados bastante consistentes de que, se os surtos psicóticos não forem tratados, os pacientes podem sofrer graves consequências, como maior probabilidade de desenvolver câncer ou doenças autoimunes, e ter expectativa de vida e produtividade reduzidas”, destacou.

A importância de prevenir os transtornos mentais já na adolescência também será discutida durante a Y-Mind School of Advanced Science for Prevention of Mental Disorders.

Promovida pela Unifesp, em parceria com USP, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Universidade de Columbia, dos Estados Unidos, e o King’s College, da Inglaterra, o evento, realizado no âmbito do Programa Escola São Paulo de Ciência Avançada (ESPCA), da FAPESP, reunirá alguns dos mais importantes especialistas do Brasil e do exterior em desordens mentais.

Serão selecionados 100 estudantes de pós-graduação, sendo 25 do Estado de São Paulo, 25 de outros estados do Brasil e 50 do exterior, para participar da escola, que será realizada no fim de março de 2013.

As informações sobre o processo de candidatura deverão ser disponibilizadas em breve no site: www.saudedamente.com.br .

Fonte Estadão

Menino de 11 anos já superou leishmaniose, cirrose, transplante e AVC

Medicamentos fortes causaram a inflação no fígado; pai doou parte do fígado para o filho

Com apenas 11 anos, Max de Paula, morador de Dracena, já tem muita história para contar. Algumas tristes, outras felizes, mas todas com o mesmo desfecho: a superação.

Em 2006 ele contraiu leishmaniose. Ele teve a doença outras três vezes até 2009. No final do ano passado, Max estava curado, mas os médicos descobriram que ele estava com cirrose, uma inflamação crônica no fígado e considerada grave.

O aparecimento da cirrose no garoto pode estar relacionado ao tratamento da leishmaniose. De acordo com os médicos, os medicamentos usados são muito agressivos.

“As drogas para o tratamento da leishmaniose têm um potencial de ser tóxicas para o fígado. Então, nesse caso, infelizmente aconteceu, mas não é muito comum, corriqueiro”, explica o gastroenterologista Cássio Silva.

Por causa do novo diagnóstico começava mais um drama para a família, pois ele precisaria de um transplante de fígado. E foi justamente o pai o doador.

“Nós começamos a fazer os exames em novembro do ano passado por meu sangue ser ‘A’ positivo e o dele também. Então, eu poderia ser o doador. Eu comecei a fazer os exames para fazer a cirurgia, para ver se eu não tinha algum problema que impedisse de eu doar para ele. Graças a Deus os exames deram certo”, conta o pai de Max, Eraldo Rodrigues de Paula.

A cirurgia foi realizada no Hospital das Clínicas (HC) em São Paulo em março deste ano. A operação foi bem sucedida, mas o menino sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) por causa do medicamento para evitar a rejeição, fato considerado raro. Apenas três casos semelhantes já foram registrados no HC da capital.

“[O Max] Ficou como um bebezinho, tive que cuidar. Chegou a um ponto que eu não aguentava mais, minha mãe e minha irmã foram ajudar, porque meu marido estava ausente”, relata a mãe, Eliane de Paula.

Desde o mês passado Max está em casa e sem sequelas do AVC, um fato que impressionou até os médicos. “Meu pai é o melhor pai do mundo”, fala o menino.