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domingo, 5 de agosto de 2012

Leite desnatado de caixinha tem quantidade insuficiente de nutrientes

Segundo pesquisa da Unicamp, com isso, consumidor deixa de absorver propriedades nutricionais essenciais na alimentação

Análises realizadas em amostras de leite UHT (de caixinha) de três marcas comercializadas nos supermercados de Campinas (SP) apontam que o leite desnatado não contém concentrações significativas de ácidos graxos insaturados, conhecidos como " gordura boa" , já que não oferecem riscos à saúde. Em outras palavras, segundo a farmacêutica e autora da pesquisa de mestrado, Natália Andrade Zancan, isto significa que, ao ingerir o leite desnatado UHT, o consumidor está deixando de absorver propriedades nutricionais que são essenciais para sua alimentação. " Nos casos de necessidade de uma dieta com restrição de gordura, o ideal seria evitar frituras, pães e outros alimentos com grande teor dos ácidos graxos saturados, ao invés de restringir o leite na forma integral" , aconselha Natália, lembrando que o estudo centrou em quantificar, apenas, o teor de gordura.

É certo que o leite integral possui altas concentrações dos ácidos graxos saturados, considerado o vilão presente nos alimentos. Eles aumentam o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, uma vez que podem formar camadas espessas de gordura nas paredes das veias e artérias, impedindo assim a passagem do sangue. " Ingerida em grandes quantidades, a gordura saturada pode levar ao infarto ou acidente vascular cerebral (AVC). Por isso, a ingestão do leite integral deve ser de forma equilibrada, em média dois copos por dia" , alerta.

Por outro lado, o fato de concentrar também a gordura insaturada faz do leite UHT integral uma fonte importante de propriedades nutricionais indispensáveis. O produto é fonte de ácido linoléico conjugado (CLA), um tipo de ácido graxo insaturado e uma das substâncias mais importantes do momento por conter propriedades antiinflamatórias e anticancerígenas, além de ser um aliado na redução da gordura abdominal. Natália chegou a encontrar quantidades de 65,17 miligramas por 100 ml em amostras do leite integral. Em outra amostra a quantidade foi de 47,15 miligramas por 100 ml. Já no leite desnatado e semidesnatado não foram encontradas concentrações em nenhuma marca. Outra gordura essencial do grupo do ômega 3, denominada EPA, as concentrações foram mínimas em apenas uma das amostras do leite desnatado exemplo 0,14 miligramas por 100 ml , enquanto que no leite integral o achado foi corresponde a 2,42 miligramas por 100ml.

O estudo apresentado na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) foi orientado pelo professor Marcelo Alexandre Prado e teve como objetivo quantificar e qualificar os ácidos graxos do leite UHT, que são os componentes principais das moléculas de lipídeos deste alimento. Natália explica que as pesquisas, em geral, investigam as propriedades do leite antes de passar pelo processamento, conservação e embalagem. " Depois da ordenha da vaca, o leite é submetido a altas temperaturas para poder ser acondicionado nas caixinhas (princípio do processo UHT). Neste sentido, é importante verificar as alterações nas propriedades nutricionais após o processamento" , relata.

Para a pesquisa, Natália adquiriu amostras de três marcas de leite de vaca de várias regiões do país e de diferentes épocas do ano. Isto porque existe uma variação muito grande do produto por conta das formas de criação, alimentação do animal e clima da região. As análises contemplaram tanto o leite integral como o desnatado e, também, o semidesnatado. Amostras de leite em pó integral foram incluídas nas análises. " O intuito foi comparar os dados de diversos lotes a fim de obter um levantamento significativo, visto que no leite podem ser listados pelo menos 40 tipos de moléculas de ácidos graxos" , explica.

Fonte isaude.net

Extrato de morango possui efeito protetor contra radiação ultravioleta

Fruta exibe propriedades fotoprotectoras em culturas de células da pele humana (fibroblastos) expostas a radiação UVA

Extrato de morango adicionado a culturas de células de pele funciona como protetor contra radiação ultravioleta. É o que sugere estudo desenvolvido por pesquisadores da Itália e da Espanha, que abre caminho para a criação de creme fotoprotetor feito a partir da fruta.

A equipe de cientistas preparou culturas de células da pele humana (fibroblastos) e adicionou extrato de morango em diferentes concentrações (0,05; 0,25 e 0,5 mg / ml), a única exceção sendo o extrato de controle. Usando a luz ultravioleta, as amostras foram então expostas a uma dose "equivale a 90 minutos de exposição ao sol do verão na Riviera Francesa."

Resultados confirmam que o extrato de morango, especialmente a uma concentração de 0,5 mg / ml, exibe propriedades fotoprotetoras nos fibroblastos expostos a radiação UVA, aumentando a sobrevivência e viabilidade das células e diminuindo danos ao DNA.

"Esses aspectos são de grande importância uma vez que fornecem proteção para linhas de células sujeitas a condições que podem provocar câncer de pele e outras doenças inflamatórias e degenerativas relacionadas", diz o pesquisador envolvido no estudo Maurizio Battino, da Politecnica Università delle Marche, na Itália.

O pesquisador reconhece que este é o "primeiro passo para determinar os efeitos benéficos de morangos em nossa dieta ou como uma fonte possível para o desenvolvimento de cosméticos".

Os pesquisadores suspeitam que o que pode estar por de trás das propriedades fotoprotetoras dos morangos são as antocianinas - pigmentos que dão a folhas, flores e frutos a cor vermelha. Análises confirmaram que os extractos são ricos em tais substâncias.

"Esses compostos têm importantes propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes e anti-tumorais, e são capazes de modular processos enzimáticos", a co-autora do estudo Sara Tulipani da Universidade de Barcelona. No entanto, os pesquisadores ainda não identificaram uma relação direta entre as antocianinas e as propriedades fotoprotetoras.

"No momento, os resultados do presente estudo servem como base para pesquisas futuras que terão por objetivo avaliar a 'biodisponibilidade' e 'bioatividade' das antocianinas nas camadas da derme e epiderme da pele humana, quer por meio de formulações para uso externo, que por meio da ingestão da fruta em si", conclui a pesquisadora.

Fonte isaude.net

Epidemia de insônia afeta 150 milhões de pessoas no mundo em desenvolvimento

Países pesquisados, Bangladesh, África do Sul e Vietnã, tiveram níveis extremamente elevados de problemas de sono em alguns casos superando as taxas de insônia ocidentais
Países pesquisados, Bangladesh, África do Sul e Vietnã,
tiveram níveis extremamente elevados de problemas de sono
em alguns casos superando as taxas de insônia ocidentai
16,6 % da população dos países pesquisados sofrem de insônia e de outros distúrbios graves do sono

Análise pan-Africana e Asiática de problemas do sono revela que cerca de 150 milhões de adultos no mundo em desenvolvimento sofrem de problemas relacionados ao sono.

Pesquisadores da Universidade de Warwick, no Reino Unido, descobriram que 16,6% da população dos países pesquisados possui insônia e outros distúrbios graves do sono. A taxa se aproxima a registrada em países do Ocidente, onde, segundo pesquisas realizadas no Canadá e nos EUA, 20% da população adulta sofre com problemas relacionados ao sono.

No presente estudo, os pesquisadores analisaram a qualidade do sono de 24,434 mulheres e 19,501 homens com 50 anos ou mais que vivem em áreas rurais em Gana, Tanzânia, África do Sul , Índia, Bangladesh, Vietnã e Indonésia, e entre indivíduos que vivem na área urbana no Quênia.

Os pesquisadores estudaram relações potenciais entre problemas do sono e demografia social, qualidade de vida, saúde física e condições psiquiátricas.

A ligação mais forte foi encontrada entre as condições psiquiátricas, como depressão e ansiedade, refletindo tendências observadas no mundo desenvolvido.

Variações marcantes foram identificadas entre os países pesquisados - Bangladesh, África do Sul e Vietnã tiveram níveis extremamente elevados de problemas de sono, em alguns casos superando as taxas de insônia encontrada em países do ocidente. No entanto, Índia e Indonésia apresentaram níveis relativamente baixos de problemas graves do sono.

A pesquisa também constatou maior prevalência de problemas de sono entre mulheres mais velhas, o que condiz com padrões encontrados em países de renda mais alta.

"Nossa pesquisa mostra que os níveis de problemas do sono no mundo em desenvolvimento são muito mais elevados do que se pensava", diz o principal líder da pesquisa, Saverio Stranges.

"Isto é particularmente preocupante visto que muitos países de baixa renda enfrentam uma dupla carga de doenças com pressão sobre os escassos recursos financeiros direcionados para tratar doenças infecciosas como o HIV, como também direcionados a terapias contra taxa crescente de doenças crônicas como doenças cardiovasculares e câncer."

O presente estudo sugere que os distúrbios do sono também podem representar um significativo e não reconhecido problema de saúde pública entre pessoas mais velhas, especialmente mulheres de baixa renda. Resultados também sugerem que os problemas do sono não estão ligados à urbanização, visto que a maioria das pessoas entrevistadas vivia em áreas rurais.

Diferenças entre os países analisados:
Bangladesh teve a maior prevalência de problemas de sono entre os países analisados; com uma taxa de 43,9% entre mulheres, mais do dobro da taxa registrada em países desenvolvidos e muito superior a taxa de 23,6% encontrada em homens. O país também apresentou padrões muito elevados de ansiedade e depressão.

O Vietnã também apresentou altas taxas de problemas do sono: 37,6% entre mulheres e 28,5% entre homens.

Os países africanos Tanzânia, Quênia e Gana registraram taxas de problemas do sono entre 8,3% e 12,7%.

A África do Sul apresentou taxa duas vezes maior às encontradas em outros países do continente, 31,3% entre mulheres e 27,2% entre homens.

Índia e Indonésia apresentaram baixa prevalência de problemas do sono. 6,5% entre mulheres indianas e 4,3% entre homens indianos. 4,6% entre mulheres da Indonésia e 3,9% entre homens da indonésia.

O estudo recebeu apoio da Organização Mundial da Saúde e foi financiado pelo National Institute on Aging of the National Institutes of Health e pelo Wellcome Trust.


Fonte isaude.net

Mulher engole faca e vai parar no hospital

Com histórico de bulimia, a moça quis provar aos amigos que não sofria de refluxo

Uma mulher, de 30 anos, de Atlanta, Estados Unidos, foi parar no hospital após engolir uma faca.

Com um histórico de bulimia, a moça inseriu o objeto pontiagudo na garganta para provar aos amigos de que ela não tinha mais refluxo.

No momento em que ela colocou a faca na garganta, algo a fez e rir e, consequentemente, a moça o engoliu parando em seu esôfago e causando desconforto, segundo o site The New England Journal of Medicine.

Uma esôgafogastroduodenoscopia foi realizada, sem complicações, para retirar a faca.

Mais tarde, o marido da mulher revelou que quatro anos atrás, ela havia engolido outra faca que só foi removida por meio de uma intervenção cirúrgica.

Fonte R7

Ronco em crianças pode sugerir infecções respiratórias, alergias e amidalite

São Paulo – O ronco infantil pode sugerir que a criança sofra de doenças respiratórias comuns da infância. Ele é comum, principalmente na faixa etária entre dois e nove anos. O alerta é feito pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC/FMUSP).

As infecções do aparelho respiratório são mais frequentes nos primeiros anos de vida, quando se desenvolve a imunidade a partir do contato com o ambiente, ressalta a pediatra do HC Filumena Gomes. “Com o início da escolarização, ela [criança] tem mais contato com vírus e bactérias, e acaba tendo mais infecções que os adultos”.

Segundo a pediatra, o ruído provocado pela obstrução da via respiratória pode ocorrer por causa do aumento do tecido adenoideano, de infecções respiratórias, ou da existência de alergias não tratadas.

Existem também os casos de crianças que roncam por estarem em um processo de doença respiratória aguda, como amidalite ou rinite alérgica não tratada. De acordo com a médica, na maioria desses casos, o tratamento dos problemas respiratórios leva o paciente a deixar de roncar.

Mais importante, porém, do que interromper o incômodo do ronco é impedir que o problema gere comprometimentos anatômicos mais graves no futuro. A pediatra explica que o sistema respiratório da criança está em desenvolvimento nesse período da vida e o ronco prolongado, assim como suas causas, podem ocasionar sequelas permanentes.

“Algumas delas são o comprometimento dos aparelhos fonoaudiológico e respiratório, além de alteração óssea da face e da arcada dentária”.

Outros problemas associados ao ronco infantil são o desenvolvimento de um palato mais fundo, a alteração da formação da fala, da postura da língua e da boca. Nesses casos, o uso excessivo de chupetas, mamadeiras e dedo levado à boca por crianças com mais de um ano, pode gerar problemas sérios. “As causas do ronco na criança podem ser menos graves que em adulto em um primeiro momento, mas, nas crianças, podem levar a consequências de longo prazo”.

Filumena orienta que os pais verifiquem se a respiração durante o sono de seus filhos ocorre pelo nariz e com a boca fechada. “Se essa respiração passa por outras vias que não o nariz, ela pode levar a deformidades anatômicas e funcionais”. Se for constatada alguma anormalidade, deve-se fazer uma avaliação com o pediatra e, se necessário, encaminhar a criança para um tratamento com profissionais especializados em distúrbios do sono.

Fonte Agência Brasil