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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

OIT pede às empresas de todo mundo respeito ao intervalo para amamentação

A OIT defende que empregadores que autorizam um período para amamentar, verificam uma maior taxa de retorno ao trabalho

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) pediu às empresas de todo o mundo que respeitam o direito ao intervalo para a amamentação após o retorno das colaboradoras da licença de maternidade.

Num pronunciamento alusivo à 20ª Semana da Amamentação, que acontece até esta terça-feira (7), a agência lembra a importância da prática para a saúde da mãe e do filho.

A OIT defende que empregadores que autorizam um período para amamentar, verificam uma maior taxa de retorno ao trabalho e do reforço do moral das beneficiárias.

A legislação que prevê intervalos para amamentação além de pausas regulares, vigora em pelo menos 92 países. Geralmente, é concedida pelo menos uma hora, que pode ser dividida em intervalos de 30 minutos.

A OIT ainda indica que muitas mães ainda têm de escolher entre voltar ao trabalho e desistir de amamentar, sob o risco de perder o emprego.

Apenas 25 países ratificaram a Convenção de Proteção à Maternidade, que preconiza, entre outros, pelo menos um intervalo diário ou a redução de horas de trabalho para permitir o aleitamento materno.

A OMS recomenda o aleitamento materno exclusivo de bebés até aos seis meses, e que alimentos complementares sejam combinados à prática até aos dois anos.

Fonte isaude.net

Embaixador da Unicef, David Beckham pede ação pela alimentação infantil

David Backham durante visita surpresa ao UNICEF-supported children's shelter, em Manila, em 2011O esportista entregou ao chefe do governo britânico carta pedindo ação urgente para eliminar a fome que afeta milhões de crianças

Às vesperas do início das Olimpíadas de Londres, o embaixador da Boa Vontade do Unicef, David Beckham, visitou o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron.

O esportista entregou ao chefe do governo uma carta pedindo ação urgente para eliminar a fome que afeta milhões de crianças em todo o mundo.


Fonte isaude.net

Estudo associa tamanho da cintura com disfunção erétil

O tamanho da cintura, que já é considerado um fator de risco para doenças do coração, também pode indicar a probabilidade de um homem ter disfunções sexuais e urológicas.

A conclusão é de um estudo da Faculdade de Medicina Weill Cornell, nos Estados Unidos.

A pesquisa incluiu 409 homens com idade média de 40 anos. Os participantes foram divididos em três grupos, de acordo com as medidas da cintura: menos de 91 cm, entre 91 cm e 101 cm e mais do que 101 cm.

No grupo mais "largo", 74,5% dos homens disseram ter disfunção erétil. O problema foi relatado por metade dos participantes do grupo de cintura "média" e por 32% dos que tinham medidas abaixo de 91 cm.

Problemas de ejaculação também foram maiores entre os que mediam mais de 101 cm de cintura: foram relatados por 60% dos participantes desse grupo, contra 40% e 21% dos casos relatados pelo grupo do meio e pelo de menor circunferência, respectivamente.

Os pesquisadores não sabem ainda definir os mecanismos que fazem com que o tamanho da cintura influencie a saúde sexual.

No entanto, o coordenador do estudo, o urologista Steven Kaplan, levanta a hipótese de que a gordura abdominal dificulta o fluxo sanguíneo na pélvis e causa alterações hormonais. Esses dois fatores podem levar a dificuldade de ereção e problemas de ejaculação.

Fonte Folhaonline

Estudo vencedor de prêmio liga gordura a câncer intestinal

Uma pesquisa da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) decifrou um dos mecanismos da obesidade no desenvolvimento do câncer colorretal, doença que afeta 30 mil brasileiros por ano, causando 8.000 mortes.

O trabalho venceu a categoria Pesquisa em Oncologia, do Prêmio Octavio Frias de Oliveira. É o segundo ano consecutivo no qual a equipe da Unicamp leva a premiação, uma iniciativa do Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo Octavio Frias de Oliveira), em parceria com o Grupo Folha.

A láurea leva o nome do publisher da Folha, morto em 2007 e que completaria cem anos ontem. Ele será homenageado hoje na entrega dos prêmios, no Icesp.

Na categoria Personalidade em Destaque, ganhou a família Ermírio de Moraes.

Apoio histórico
Segundo o diretor do Icesp, Paulo Hoff, a família foi escolhida pelo histórico de apoio ao tratamento e à pesquisa do câncer. "Esse apoio não é só na oncologia e não é de hoje, vem de décadas."

A família Ermírio de Moraes administra o Hospital Beneficência Portuguesa há mais de 50 anos, faz parte do conselho curador e da rede voluntária do Hospital A.C. Camargo, atua e é uma das maiores doadoras da AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente).

A família também já fez contribuições ao Icesp. No ano passado, por exemplo, doou R$ 2,5 milhões, usados na compra de um ultrassom que destrói tumores.

"É uma satisfação muito grande receber esse prêmio. Nossa família tem uma missão de ajudar os mais necessitados. Tomara que essa iniciativa estimule outras famílias de maior poder aquisitivo a fazer o mesmo", afirma Rubens Ermírio de Moraes, presidente da diretoria administrativa do Beneficência e que representará a família na entrega do prêmio.

É a primeira vez que a premiação, agora em seu terceiro ano, é concedida a não médicos. "O comitê decidiu que seria legítimo prestigiar quem tenha se destacado no tratamento da doença", diz Hoff.

Para cada uma das categorias, a premiação é de R$ 8.000. Em 2013, representantes das principais agências de fomento do país (Fapesp e CNPq) e das academias de medicina e de ciências vão integrar a comissão julgadora.

Pesquisa
Neste ano, 27 estudos nacionais concorreram ao prêmio. A pesquisa vencedora, feita em camundongos, demonstra a relação entre a inflamação do tecido gorduroso e o câncer colorretal.

Estudos epidemiológicos apontam que até 30% dos cânceres estão relacionados à obesidade, mas os mecanismos desse processo não estão bem esclarecidos.

"É interessante ver um grupo brasileiro gerando pesquisa que ajuda a desvendar essa relação", afirma Hoff.

No trabalho, os pesquisadores também demonstraram que, controlando a inflamação da gordura, por meio de uma droga usada em doenças autoimunes, é possível deter o crescimento do tumor.

"Pode ser que o bloqueio dessa via de sinalização abra possibilidades para novas formas de prevenção, mas outros estudos têm de ser feitos para avaliar a segurança disso em humanos", diz José Barreto Carvalheira, professor de oncologia da Unicamp e coordenador do trabalho.

A pesquisa será publicada em setembro no periódico "Gastroenterology".


Editoria de arte/Folhapress
Editoria de arte/folhapress

Fonte Folhaonline

Técnica industrial faz hospital atender mais

Com técnicas inspiradas na indústria automotiva, hospitais de São Paulo têm conseguido diminuir o tempo de espera de procedimentos e atender um número maior de pacientes sem precisar contratar mais funcionários ou comprar mais equipamentos.

Conhecidos como sistemas de produção enxuta para área da saúde ("lean healthcare"), essas técnicas envolvem mudanças de processos internos das instituições, muitas das quais são simples readequações na maneira como os funcionários trabalham.

Um exemplo foi o que aconteceu neste primeiro semestre no setor de quimioterapia do Instituto do Câncer Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho, responsável por 24% das quimioterapias do SUS na cidade de São Paulo.

A instituição, filantrópica, conseguiu reduzir em 76% o tempo de espera de pacientes atendidos na quimioterapia e aumentar em 50% o número de doentes atendidos.

O primeiro passo foi um diagnóstico de todo o funcionamento do hospital e do caminho do paciente dentro dele. Depois, foi criado um mapa com as lacunas existentes.

"No início, parecia meio esdrúxula a ideia de aplicar uma técnica industrial a um hospital. Mas o hospital não deixa de ser um pouquinho uma indústria de transformação. A gente tenta transformar a matéria-prima, o doente, em uma pessoa saudável", compara Roberto Rivetti, diretor técnico do instituto.

Segundo o consultor Ronaldo Mardegan, responsável pelo projeto, descobriu-se que, deixando a sala da químio preparada no dia anterior e adiantando o que era possível na parte de medicação, os pacientes poderiam ser atendidos antes, liberando espaço para mais doentes.

Antes, às 6h, chegavam os farmacêuticos para preparar a medicação e os enfermeiros para preparar a sala. Os pacientes só começavam a ser atendidos por volta das 8h.

Ao liberar os pacientes mais cedo, mais doentes que estavam na fila de espera puderam ser atendidos. Antes, o hospital atendia 80 pacientes por dia. Agora, são 120 -com os mesmos funcionários.

A fila de espera também foi encurtada. Antes, o paciente demorava 30 dias para começar a químio. Hoje, o prazo é de uma semana.

"Imagina o que é isso para um paciente que tem uma doença que parece um monstro te comendo por dentro. Cada dia é um martírio imaginar que você não está se tratando", afirma Rivetti.

Segundo ele, o mesmo conceito está sendo aplicado no pronto-atendimento. Uma das possibilidades estudadas é, após o paciente passar pela consulta, ele poder fazer um exame no mesmo local que vai receber a medicação.

"Se a gente conseguir reduzir de 40 para 20 minutos esse atendimento, já será um grande ganho para um paciente que está com dor."

Editoria de arte/folhapress

Técnica
Criado após a Segunda Guerra Mundial, o "lean manufacturing" (produção enxuta) é adotado por empresas como Toyota, Honda, 3M e Adidas, entre outras.

É uma filosofia de gestão focada na redução de desperdícios, entre eles o de superprodução, tempo de espera, transporte, movimentação, excesso de processamento, inventário e outros.

A ideia, segundo Mardegan, é que, eliminando esses desperdícios, melhora-se a qualidade, e o tempo e custo de produção diminuem.

A partir de 2002, hospitais americanos começaram a aplicar a técnica. Outros hospitais brasileiros, como o Albert Einstein, Rede D'Or, São Luiz e São Camilo, já aplicaram esse conceito de gerenciamento às suas rotinas.

Fonte Folhaonline