Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Cartilha lista alimentos para reduzir o colesterol ruim

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) listou em uma cartilha, bem simples e didática, alimentos que ajudam a reduzir o colesterol ruim (LDL) e aumentar o bom (HDL), com as respectivas quantidades de consumo indicadas. A iniciativa faz parte de uma campanha da SBC em prol da prevenção e da educação para redução de complicações cardiovasculares, com ações para médicos das unidades de saúde e com a população em geral.

“Colocar uma ponte de safena custa, em média, R$ 12 mil. Uma angioplastia custa R$ 6 mil. Na prevenção o custo é quase zero e o ganho não é só para o sistema de saúde, mas para a população, que com isso vive melhor, se sente melhor. Precisamos mudar esse modelo centrado na doença e no hospital, e reforçar a prevenção. Não temos outro caminho”, afirma o cardiologista Carlos Alberto Machado, diretor de Promoção da Saúde Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

“Com mudanças de estilo de vida, podemos prevenir uma série de problemas que terão impacto negativo na vida das pessoas. É comer melhor, se exercitar mais, manter o peso mais próximo possível do ideal. E levar informação na base, para o clínico geral, para o médico da família, para quem acompanha os pacientes.”

A cartilha, além das recomendações nutricionais, traz informações gerais, como o que é o colesterol, os índices recomendados e os preocupantes, o estímulo à atividade física e a importância do acompanhamento médico e dos medicamentos serem tomados corretamente, quando indicado pelo profissional. As orientações são simples, mas nem sempre, no dia a dia, conseguimos atingir o modelo ideal – mudar um estilo de vida adquirido por anos e anos é muito difícil, como quase todo mundo deve saber, e liberar espaço na agenda para fazer alguma atividade física e para realização de exames periódicos também exige uma certa disciplina.

Por isso mesmo, aos poucos, é possível mudar hábitos ruins, adotando práticas melhores – muitas vezes mudanças radicais, justamente por serem muito difíceis, duram pouco. E a ideia não é ser saudável por uma semana, mas pela vida toda.

Veja abaixo as indicações da cartilha. O texto todo está disponível aqui.

* Azeite: 2 colheres de sopa por dia:
Possui vitamina E e gordura monoinsaturada – prefira o extra-virgem e não esquente ele

* Iogurte: 1 copo ou um 1 pote por dia (180ml)
Melhora o funcionamento intestinal e ajuda a reduzir o colesterol – um ótimo café da manhã ou lanche da tarde

* Linhaça: 2 colheres de sopa por dia
Possui fibras e ômega 3 e pode ser consumida em forma de farinha ou as sementes – dá pra misturar a linha em sucos, vitaminas, massas de pães e biscoitos, na salada, no arroz

* Tomate: 1 unidade ou 2 colheres de molho
Tem licopeno, um antioxidante que auxilia na prevenção de infartos e derrames

* Salmão, sardinha ou atum: 1 posta ou filé por semana
Ricos em ômega 3. Diminuem os triglicérides e a pressão arterial

* Aveia: 3 colheres de sopa por dia
Aveia é ótima para reduzir o colesterol, e vai bem em pão, bolo, vitamina e, claro, mingau

* Suco de uva: 1 copo por dia (180 ml)
Também bastante eficaz, mas precisa ser suco de uva mesmo, natural

* Soja: 6 colheres de sopa de grãos por dia ou 4 copos de leite de soja por dia
Prefira o grão da soja àquela proteína texturizada, que já passou por um processo de industrialização. Fica ótima em saladas. Com o leite, para quem não gosta do sabor puro, é bem fácil preparar sucos e vitaminas com ele, misturando com frutas

Se depois disso, alguém quiser mais informações, o site da SBC permite calcular o risco cardíaco, num teste online.

E, para quem cozinha em casa, também tem uma página com receitas fáceis e práticas e, claro, com poucas quantidades de gordura.

Fonte Estadão

Saúde usará R$ 31 milhões para incentivar denúncias de violência contra mulheres

Brasília – O Ministério da Saúde vai destinar R$ 31 milhões às secretarias estaduais e municipais de todo o país na tentativa de incentivar a notificação de casos de violência contra mulheres e promover ações de vigilância e prevenção.

Dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação indicam que, no ano passado, 37.717 mulheres, entre 20 e 59 anos, foram vítimas de algum tipo de violência no Brasil. O número representa aumento de 38,7% em relação ao ano anterior, quando foram registrados 27.176 casos. Em 2010, entretanto, a notificação não era obrigatória.

De acordo com o levantamento, a agressão física chega a representar 78,2% dos casos de violência sofridas por mulheres nessa faixa etária, seguida pela violência psicológica (32,2%) e pela violência sexual (7,5%). Em 38,4% dos casos, não era a primeira vez que a agressão acontecia. Ao todo, 5.496 mulheres foram internadas em 2011 em decorrência de violência.

Ainda segundo o ministério, a maioria das agressões sofridas por mulheres acontece dentro da própria residência (60,4%). Os homens com os quais elas se relacionam ou se relacionaram respondem por 41,2% dos casos, enquanto amigos e conhecidos representam 8,1% e desconhecidos, 9,2%.

Nas ocorrências que envolvem agressões sexuais, 51% dos principais agressores são desconhecidos; 13,5% são os próprios cônjuges e 13,4%, amigos ou conhecidos.

Fonte Agência Brasil

Lei Antifumo completa três anos em SP com aplicação de 1.885 multas

São Paulo – A cada três multas aplicadas no estado de São Paulo com base na Lei Antifumo, duas ocorrem em bares, restaurantes e lanchonetes. Desde 2009, quando a lei passou a vigorar em todo o estado, foram registradas 1.885 multas em estabelecimentos de São Paulo, 570 delas na capital.

A maior parte das multas (88% do total) foram aplicadas porque equipes da Vigilância Sanitária flagraram pessoas fumando no interior dos estabelecimentos. O restante, por ausência de placa indicativa da lei antifumo.

Nesse período, segundo a Secretaria de Estado da Saúde, apenas três estabelecimentos foram interditados temporariamente por serem flagrados mais de duas vezes desrespeitando a lei.

A Lei Antifumo completa três anos hoje (07). Segundo a secretaria, quase a totalidade (99,7%) dos estabelecimentos paulistas aderiram à legislação.

“Podemos comemorar. A lei 'pegou' no estado de São Paulo. Ela já está incorporada na rotina da população”, disse Maria Cristina Megid, diretora do Centro de Vigilância Sanitária, em entrevista hoje à Agência Brasil.

Para a diretora, o sucesso da lei se deve, sobretudo à fiscalização intensa. “Temos fiscalização todos os dias da semana. Intensificamos [a fiscalização] também em eventos, festas e baladas”, disse Maria Cristina. De acordo com a secretaria, 726 mil inspeções foram feitas pelas equipes da Vigilância Sanitária durante os três anos de existência da lei.

Propaganda
O próximo passo, disse Maria Cristina, é intensificar também o fim da propaganda de cigarros nos estabelecimentos. “Nosso grande desafio agora são as propagandas. Esperamos que [a proibição das propagandas de cigarro] seja regulamentada na esfera federal”.

Segundo a Lei 10.167, sancionada pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em dezembro de 2000, a propaganda de cigarro é permitida apenas na parte interna dos locais em que os produtos são vendidos por meio de posteres, paineis e cartazes. Estão proibidos anúncios em meios de comunicação, inclusive na internet, anúncios em outdoors, placas e cartazes luminosos.

Em São Paulo, a Lei Estadual 13.541, mais conhecida como Lei Antifumo, proíbe, em todo o estado, o consumo de cigarros, cigarrilhas, charutos ou qualquer outro produto fumígeno (que produza fumaça) em ambientes de uso coletivo, públicos ou privados tais como bares, restaurantes e casas noturnas. O objetivo da lei, segundo a secretaria, é combater o tabagismo passivo, considerado terceira maior causa de mortes evitáveis pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A multa para descumprimento da lei é R$ 922 na primeira infração, dobrando em caso de reincidência. Na terceira vez, o estabelecimento é interditado por 48 horas e, na quarta, fechado por 30 dias.

Para denunciar casos de violação da lei, a população pode acessar o site http://www.leiantifumo.sp.gov.br/ ou ligar para 0800-771-3541.

Fonte Agência Brasil

Anvisa quer receita para medicamentos com tarja vermelha

O hábito de ir à farmácia e comprar remédios de tarja vermelha (como anticoncepcionais, anti-inflamatórios e drogas para hipertensão) sem apresentar a receita médica pode acabar.

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) pretende fechar o cerco às farmácias para fazer valer, na prática, a inscrição "vendido sob prescrição médica" impressa nas tarjas vermelhas. O alerta sinaliza a existência de contraindicações e risco de efeitos colaterais graves.

"Estamos preparando um esforço para informar as ações que as vigilâncias sanitárias devem fazer. Dizer 'a venda de medicamentos de tarja vermelha sem receita é uma infração sanitária de tal ordem e a penalidade é tal'. Essa é uma cultura que tem de acabar", afirmou o diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano.

Segundo uma lei de 1977, a venda de medicamentos tarjados sem a prescrição sujeita o estabelecimento a advertências, multas, interdição e cassação de licença.

Mas, como a receita não fica retida nesse caso, é raro que a prescrição seja cobrada. A exigência de retenção de receita existe para drogas controladas (os que têm tarja preta) e, desde 2010, para os antibióticos.

Barbano afirma acreditar que é possível resolver a equação sem nova lei, apenas pela sensibilização das vigilâncias e farmácias.

Para Gustavo Gusso, professor de clínica geral da USP, é boa a ideia de exigir receita para remédios como o anticoncepcional, mas ele ressalva que no país há dificuldades de acesso a médicos que precisam ser superadas.

Fonte Folha de São Paulo

Médicos adotam sistema da F1 para monitorar menino cardíaco

Sinais vitais são computados e analisados o tempo todo, sem o uso de fios

À primeira vista, fica difícil imaginar qualquer relação entre um carro de Fórmula 1 e o tratamento de problemas do coração .

Mas o garoto Damian Singh, de 5 anos, hoje compartilha algo muito importante com alguns carros de corrida: o sistema utilizado para avaliar o desempenho desses veículos na pista é o mesmo que os médicos do Hospital Infantil de Birmingham, no Reino Unido, estão usando para monitorar Singh, que se recupera de uma parada cardíaca .

Trata-se da primeira vez que esse sistema, conhecido como telemetria, está sendo adaptado para ser usado em seres humanos. Seus entusiastas acreditam que, no futuro, ele possa permitir pelo menos dois avanços nos tratamentos médicos.

Primeiro, os pacientes poderiam ser monitorados à distância, sem o uso de fios. Segundo, uma grande quantidade de dados sobre esses pacientes poderia ser arquivada e processada para um acompanhamento médico de longo prazo.

Os carros na pista, como os pacientes no hospital, exigem um acompanhamento constante. No caso dos veículos, sensores enviam informações para a equipe de engenheiros que indicam a necessidade de ajustes durante ou após a corrida.

Já a maioria dos hospitais hoje depende de uma combinação de relatórios sobre sinais vitais do paciente – tal como o seu ritmo cardíaco e pressão arterial – e observações feitas por médicos e enfermeiras.

Procedimentos comuns
A história que levou à adaptação do sistema de telemetria da Fórmula 1 para seu uso em hospitais é relativamente simples. Por causa de seu estado, Damian precisava ser monitorado constantemente.

Heather Duncan, pediatra na unidade de terapia intensiva (UTI) do hospital de Birmingham, acreditava que o ideal seria fazê-lo também por meio de um sistema digital e conseguiu o que estava procurando em um encontro não-planejado com Peter van Manen, diretor da McLaren Electronics.

"Eu estava participando de um seminário e conheci Duncan, que estava procurando um sistema de alerta precoce para uso pediátrico", disse Manen à BBC.

"Quando começamos a conversar, percebemos que uma série de procedimentos adotados de forma rotineira na Fórmula 1 são bastante semelhantes aos usados para acompanhar um paciente em um hospital", disse Manen.

"Nos demos conta de que, aplicando essa tecnologia que coleta informações em tempo real para seu uso em um hospital, poderíamos expandir e melhorar o sistema de informações sobre os pacientes."

O sistema da Fórmula 1 é usado para processar uma quantidade enorme de dados. Cada carro é avaliado em 130 parâmetros e os programas têm a capacidade de "aprender" com rapidez o que é "normal" em cada veículo. Como Damian ainda está na UTI, seu corpo está conectado por cabos a uma série de monitores.

No caso, o sistema desenvolvido pela McLaren coleta informações que vêm desses monitores, como o nível de oxigênio no sangue do menino ou a sua frequência cardíaca e ritmo de respiração.

Sem fios
Mas se todos os pacientes tivessem de estar conectados a aparelhos por cabo, o custo de monitorá-los seria muito elevado. Por isso, um dos objetivos dessa nova tecnologia que está sendo desenvolvida no Hospital Infantil de Birmingham é conseguir que o paciente possa ser acompanhado remotamente, sem a necessidade de cabos e fios.

A ideia inicial seria ter um molde com uma camada de sensores eletrônicos que poderiam se comunicar com um sistema sem fio.

"Os pacientes precisam de algo que seja pouco invasivo", explica Duncan. O monitoramento constante de um paciente pode trazer grandes benefícios para o tratamento.

"(Com um sistema como esse) nós acompanhamos com mais detalhes a história do paciente e podemos tentar entender, por exemplo no caso de uma parada cardíaca, se ela era previsível, se poderíamos ter feito algo diferente", diz Duncan.

A médica acrescenta que o sistema não só informa sobre o estado do paciente, mas também arquiva a informações para que os médicos possam aprender com ela. Atualmente, todos os dados coletados em unidades de terapia intensiva da Grã-Bretanha são apagados após 96 horas.

Duncan também espera que esse novo sistema – ainda em desenvolvimento – possa ser acessado por meio da internet. Dessa forma, os médicos poderiam ver o estado de seus pacientes em seus laptops ou tablets e organizar de forma mais eficaz seu dia de trabalho.

Mais informações
Para Maner, o novo sistema pode ir ainda mais longe – e monitorar os doentes mesmo fora do hospital.

"Um paciente com uma doença crônica poderia ter seus dados monitorados em casa, estando conectado o dia todo com especialistas do hospital. Ao serem detectadas mudanças, os médicos poderiam analisar as informações e tomar uma decisão sobre o próximo passo", afirma o diretor da McLaren Electronics.

O programa-piloto no Hospital Infantil de Birmingham está em sua etapa inicial e os engenheiros da McLaren estão trabalhando com os médicos e analistas de sistemas para garantir o sucesso do projeto. O hospital não adquiriu o sistema, mas Manen espera que o faça – e seja seguido por outros hospitais.

Segundo Magdalena, mãe de Damian, o sistema a tem ajudado a superar o stress de ter seu filho na UTI.

"Estou começando a entender o que os números e dados significam. Também estou aprendendo sobre a condição de Damian e o que é normal para ele", diz.

"Me dá segurança acompanhar as mudanças e ver que ele está melhorando."

Fonte iG