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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Brasil distribui 3,4 coquetéis antiaids por dia

Medicamento não garante que a pessoa não seja infectada, mas reduz o risco de contrair HIV

RIO DE JANEIRO - Entre janeiro de 2011 e o fim de junho deste ano, uma média de 3,4 "coquetéis do dia seguinte" foi distribuída por dia a pessoas que fizeram sexo sem proteção no País e podem ter sido expostas ao vírus causador da aids, de acordo com o Ministério da Saúde. Em São Paulo, Estado onde mais se recorre à medida drástica, a média é de 1,6 coquetel por dia.

Embora promova sucessivas campanhas para ressaltar a importância do uso de preservativo como principal forma de prevenir o vírus da aids, desde outubro de 2010 o ministério oferece uma alternativa para quem tenha feito sexo sem camisinha (ou caso ela tenha se rompido). É um conjunto de medicamentos que não garante que a pessoa não seja infectada, mas reduz o risco de contrair o HIV.

O conjunto de drogas só faz efeito se começar a ser consumido no máximo em 72 horas após a relação - mas o ideal é que os primeiros medicamentos sejam ingeridos duas horas depois.

O tratamento se prolonga por 28 dias. Três medicamentos podem compor a combinação, que varia conforme as características do paciente. Em muitos casos, apenas dois são usados. Fabricados pelo governo, os remédios não são vendidos em farmácias comuns, devendo ser retirados em unidades de saúde.

O coquetel é distribuído desde 1997 a profissionais de saúde que atendem eventuais portadores do HIV. Depois passou a ser recomendado a vítimas de violência sexual. O terceiro grupo a ser atendido foi de casais sorodiscordantes (quando só um parceiro é infectado) que querem ter filhos. O último grupo é de quem praticou "exposição sexual ocasional", como classifica o ministério.

No período analisado, São Paulo distribuiu 917 kits (48,6% do total). O segundo Estado onde mais se recorre ao coquetel é o Rio Grande do Sul, com 163 kits (8,6% do total), com uma média de 0,29 ao dia.

Segurança
Apesar do temor de que o coquetel se tornasse o principal meio de prevenção ao HIV, levando os parceiros a abandonar a camisinha, não foi isso que o ministério constatou após iniciar a distribuição para quem praticou sexo casual. "Não registramos casos de gente que tenha buscado o coquetel duas, três vezes.

Sempre ressaltamos que os medicamentos são excepcionais, não garantem que o paciente não contraia o vírus e não dispensa o uso da camisinha", diz Dirceu Greco, diretor do Departamento de Doenças Sexualmente Transmissíveis, Aids e Hepatites Virais da pasta. "Se alguém procurar os medicamentos várias vezes, será uma oportunidade de conscientizá-lo sobre a importância de se proteger de outra forma, com camisinha."

Para receber o coquetel, o paciente deve ir aos Serviços de Atendimento Especializado ou a unidades que atendem situações de urgência. Antes de recomendar o tratamento, o médico avalia o risco a que o paciente se submeteu. Se ele praticou sexo anal, tem risco maior de contrair o vírus. Sexo oral é menos arriscado que o vaginal.

O francês Vincent, que prefere não divulgar o sobrenome, tinha 23 anos quando, em novembro de 2010, fez sexo com uma mulher que conheceu em um ônibus, após uma festa. "Ia de Ipanema para casa, em Copacabana (zona sul do Rio), e convenci a mulher a transar. Levei-a para casa, estávamos os dois bêbados e a camisinha se rompeu. O médico recomendou o coquetel, mas não disse que nas farmácias eu não o acharia. Em um posto de saúde, um funcionário disse que só distribuía a brasileiros, não a estrangeiros. Como precisava começar a usar em 72 horas, entrei em pânico e cheguei a recorrer até ao consulado. Consegui o remédio em um hospital público de Realengo (zona oeste), 48 horas depois da relação sexual."

Fonte Estadão

Presença de genéricos no mercado de medicamentos quadriplica em dez anos

Rio de Janeiro – A participação dos genéricos no mercado de medicamentos praticamente quadruplicou nos últimos dez anos. Com preços até 65% menores do que os dos produtos de referência, os genéricos são responsáveis por 24% das vendas por unidade atualmente, segundo o Ministério da Saúde. Esse percentual, há dez anos, era 5,7%.

Para o coordenador do Programa Farmácia Popular do ministério, Marco Aurélio Pereira, o aumento vem ocorrendo desde o lançamento da política de medicamento genéricos em 1999.

“Com a quebra de patentes, o mercado brasileiro de genéricos tem crescido ano a ano e isso significa que a sociedade tem acesso a um medicamento com a mesma qualidade e segurança do medicamento que surgiu primeiro e com custo muito menor”, disse Pereira.

A aquisição de medicamentos a preços mais acessíveis gera, para o ministério, economia no orçamento, o que facilita a ampliação da quantidade de produtos da lista de medicamentos. Para as farmácias particulares, que tem convênio com o SUS, a ampliação do leque de opções atrai um número maior de consumidores e aumenta o lucro dos estabelecimentos.

O coordenador informou que a economia de recursos gerada com a compra de genéricos pelo ministério tem permitido a ampliação significativa de medicamentos ofertados de forma gratuita pelo Sistema Único de Saúde e também nas farmácias privadas por meio do Programa Aqui Tem Farmácia Popular. Desde o início do programa, em 2006, o número de medicamentos ofertados cresceu de oito para 25 itens para combater especificamente diabetes, problemas de pressão e asma.

Fonte Agência Brasil

Greve de servidores afeta distribuição de remédios no Porto Seco do DF

Brasília - A greve dos servidores federais está afetando o funcionamento do Porto Seco do Distrito Federal, estação aduaneira localizada em Santa Maria, cidade-satélite a 39 quilômetros de Brasília.

De acordo com o gerente-geral do Porto Seco do DF, Edward Líbaino Martins, 80% da carga que está parada são compostos de matérias-primas para a fabricação de medicamentos. Trata-se de uma mercadoria perecível, avaliada em US$ 15 milhões (R$ 30 milhões).

Com os serviços da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Agricultura e da Receita Federal paralisados, as mercadorias que chegam ao local não estão sendo liberadas por falta de fiscalização.

Os produtos estão encalhados no pátio da unidade há sete dias, quando o normal seria que todo o processo ocorresse em um período de 24 a 48 horas.

Segundo o gerente-geral do porto seco, as matérias-primas foram importadas da Índia e Alemanha por indústrias farmacêuticas de Minas Gerais, Goiás, São Paulo e do próprio Distrito Federal, que abriga fábrica da União Química e em dezembro ganhará uma da Medley.

Edward explica que é comum empresas de outras unidades da Federação importarem usando o DF como porta de entrada, em razão da posição geográfica central de Brasília.

De acordo com o gerente-geral, além de insumos para remédios, estão retidos na estação aduaneira implantes, próteses e equipamentos médicos, como marca-passos e stents, usados em cirurgias cardíacas. Material de informática e aparelhos utilizados no bloqueio do sinal de celulares em presídios também estão presos.

O gerente-geral diz que os funcionários da Anvisa lotados no Porto Seco do DF estão sem trabalhar há cerca de 15 dias. Os fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura que atuam no local pararam as atividades no início desta semana.

Atualmente, a Receita Federal é a única a cumprir suas funções na área, mas os auditores fiscais estão em operação-padrão. “De cada dez mercadorias, eles só liberam três”, afirma Martins.

Na avaliação dele, a situação dos insumos para medicamentos é a mais preocupante. Apesar de estarem estocadas em ambiente refrigerado, as substâncias têm prazo de validade. “Em geral elas demoram uns 45 dias para chegar ao Brasil. Aqui, o processo de liberação tem que ser bem dinâmico ou então os remédios chegarão ao consumidor final com uma validade muito curta”, diz.

Ele destaca que, no caso dos demais produtos encalhados, o prejuízo é apenas financeiro – as empresas têm que desembolsar uma taxa pelo tempo extra de armazenamento.

Apesar do prejuízo causado à economia, o impacto da greve dos funcionários públicos no DF parece não ter chegado ainda ao cidadão comum. A reportagem da Agência Brasil visitou a unidade do Na Hora da Rodoviária do Plano Piloto, zona central de Brasília (onde a Polícia Federal realiza emissões de passaporte), e dois centros de Atendimento ao Contribuinte (CAC) da Receita Federal. A movimentação nos locais estava normal.

No Na Hora, o empresário Vinícius Cascão, 29 anos, conseguiu buscar o passaporte sem problemas e não enfrentou demora. “Eu fiz o pedido no início de julho e pouco depois me avisaram que já estava pronto, mas só pude vir pegá-lo hoje. O atendimento foi bem rápido”, comentou.

De acordo com Jones Borges Leal, presidente do Sindicato dos Policiais Federais do DF (Sindipol-DF), quem necessita de passaporte deve sentir dificuldade para obter o documento no momento da entrega. Ele acredita que, caso a greve se prolongue, a demora média, que atualmente é dez dias, ficará maior.

“A maioria dos funcionários que atua no Na Hora é terceirizada. Eles devem continuar fazendo o atendimento à população. Mas só um papiloscopista pode autenticar um passaporte. Por isso, o problema não será com a solicitação do documento, e sim na entrega propriamente dita”, declarou.

No CAC da Receita Federal do Setor de Autarquias Sul, os cidadãos que retiravam senha eram chamados rapidamente.O cobrador de ônibus Rogério Cardoso, 32 anos, contou que foi atendido em dez minutos. “A única coisa que não estava boa era a internet, que estava lenta”, reclamou.

No CAC de Taguatinga, a servidora pública Lenilda Araújo da Cunha, 52 anos, foi chamada em 15 minutos e só se queixou de não ter conseguido resolver seu problema. “Vim entregar a declaração do ITR [Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural], pois não consigo transmitir do meu computador. Mas não aceitaram a versão impressa e pediram que eu trouxesse em um pen drive”, contou.

Júlio Cruz, chefe da unidade, disse que os servidores da Receita que atuam no CAC de Taguatinga não aderiram à operação-padrão do movimento grevista.

Fonte Agência Brasil

Mulheres desconhecem a endometriose

Pesquisa revela que brasileiras não conhecem causas da doença que atinge 10% da população feminina

Fortes cólicas, dor durante a relação, infertilidade . Os três principais sintomas que caracterizam a endometriose são desconhecidos para 55% das mulheres, assim como a doença e suas causas.

Os dados são da pesquisa comportamental realizada pela Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE) com 5 mil mulheres de todas as regiões do país.

Do total de entrevistadas, 63% afirmaram não conhecer ninguém que tenha a doença, que acomete 10% da população feminina. A endometriose se forma quando há um acúmulo de endométrio – tecido que reveste o interior do útero – na cavidade abdominal, nas trompas e no ovário.

O problema pode aparecer desde a primeira menstruação e pode se estender até o último ciclo menstrual. Estudos feitos pela USP e pela Unicamp já mostraram que a mulher com endometriose leva, em média, sete anos pra descobrir a doença. E quanto mais cedo aparecem os sintomas, mais tempo ela leva para ter o diagnóstico.

A endometriose lidera as causas de infertilidade entre mulheres acima dos 25 anos. Os especialistas estimam que aproximadamente 30 a 40% das mulheres inférteis tenham algum grau da doença, que poderia causar o estreitamento das trompas, órgão que conduz o óvulo ao útero. A doença também tem impacto na vida sexual.

“Identificamos que as mulheres com endometriose têm uma redução consierável na qualidade da vida sexual. Como têm dor, acabam evitando o sexo e, quando fazem, têm menos orgasmos. O sexo se torna angustiante” explica Francisco Carmona, chefe do Serviço de Ginecologia do Hospital Clínico de Barcelona (Espanha).

A doença não tem cura, mas pode e deve ser tratada, pois sem o controle adequado da doença, ela pode evoluir e comprometer órgãos próximos como bexiga e intestino. Também existe uma chance, embora pequena (de 1%), de a endometriose desencadear o aparecimento de câncer.

Tratamento
As opções mais utilizadas para o tratamento da endometriose são medicamentosas (em geral indicadas para casos mais brandos da doença) ou cirúrgicas (para casos mais graves). A decisão deve ser uma avaliada em conjunto com a paciente e deve levar em conta se há ou não um quadro de infertilidade e se a mulher pretende ou não ter filhos.

Os remédios mais indicados servem para aliviar a dor e impedir a progressão da doença. Anticoncepcionais também podem ser utilizados para inibir o crescimento de endométrio fora do útero. Já a cirurgia consiste em retirar o tecido aderido das regiões afetadas.

Um novo medicamento foi lançado nesta quinta (9) para o tratamento das dores relacionadas à endometriose. Vendido em caixas com 28 comprimidos e batizado de Allurene, ele é feito de um composto sintético chamado dienogeste, com ação similar à do hormônio feminino progesterona. O mecanismo consiste em suprimir os efeitos do estradiol no tecido do endométrio, reduzindo a dor pélvica característica da endometriose.

“O sintoma mais frequente apontado pelas mulheres com endometriose é a dor pélvica. Por isso é importante tratá-la”, avalia Mauricio Abrão, presidente da Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE).

Thomas Faustman, chefe da area global para assuntos da mulher da Bayer, esclarece que o novo remédio não é uma pílula anticoncepcional, embora tenha efeito contraceptivo. No Brasil o Allurene será vendido como um medicamento para endometriose, e não uma opção de pílula. Segundo Faustman, a droga pode ser usada em longo prazo e tem menos efeitos colaterais do que a opção mais usada para tratar a dor pélvica.

Fonte iG

Mocinhos e vilões da alimentação: você sabe quem é quem no seu prato?

Na hora de fazer dieta, nem tudo é o que parece. Aprenda a escolher certo

Na hora de apostar em uma dieta para perder aqueles quilinhos indesejados, não há quem não saiba a relação clássica de ingredientes que devem frequentar as refeições: verduras, frutas, grãos integrais e carnes magras.

Nessa relação há quem inclua, indiscriminadamente, diversos itens que ganharam status de “saudáveis” nos últimos anos – barrinhas de cereais e queijo branco, por exemplo, são dois itens que costumam liderar a preferência de quem está de regime. Mas sabia que uma pode estar repleta de açúcar e que outro contém mais calorias do que o queijo lanche, por exemplo?

São dois exemplos de falsos mocinhos, ou seja, alimentos que ostentam uma fama de naturais e saudáveis, mas que têm seu lado negativo e não devem ser consumidos assim frequentemente.

Ao mesmo tempo, na hora de emagrecer, muita gente corta totalmente os carboidratos do prato – mas poucos sabem que a batata, por exemplo, se consumida fervida ou assada (sem a gordura da fritura) é uma excelente fonte de lítio, que atua no tratamento e na prevenção da depressão . Ou seja: temos aí um exemplo de falso vilão.

Na hora de escolher o que vai no prato, o cuidado maior deve ser com o abuso de alimentos industrializados. Corantes, conservantes e gordura trans dão a eles melhor aparência e sabor, mas podem prejudicar seriamente a saúde. Os corantes podem causar reações alérgicas , convulsões e já foram associados a alguns tipos de câncer , e a gordura trans (óleo vegetal transformado em gordura sólida) pode estar associada ao aumento da obesidade mundial, ao câncer de mama e a doenças cardiovasculares.

“Quanto mais natural e colorida for a alimentação, mais saudável e protetora ela é”, explica a nutricionista Rita Lamas, do Instituto Henkin, de Porto Alegre.

“Estudos comentam que o ideal seria ter nossa horta, pomar e vaca em casa, para ter certeza da origem dos alimentos, mas sabemos que isso é impossível. Dessa forma, frequentar feiras ecológicas, preferir alimentos orgânicos e dar preferência para carnes frescas e não processadas segue sendo a opção mais saudável que há.”

Quanto à opção por alimentos light ou diet, Rita recomenda apenas para quem sofre de doenças específicas, como diabetes ou pressão alta .

Os produtos light sofrem uma redução de 25% de algum nutriente da sua composição, mas muitas vezes por isso acabam tendo algum outro duplicado ou acrescentado – como produtos com menos açúcar, mas com acréscimo de adoçantes, que têm relação forte com sobrepeso e obesidade. Já os diet são produtos desenvolvidos para públicos que por algum motivo não podem ingerir nada de algum nutriente: na maioria dos casos, a indústria retira 100% do açúcar para os diabéticos poderem consumir.

“Um chocolate diet não tem nada de açúcar, mas tem praticamente o triplo de gordura que um chocolate normal tem. Vale a pena? Certamente não vale se você não é diabético”, argumenta a nutricionista.

Confira a seguir os principais falsos mocinhos e falsos vilões das dietas de emagrecimento, separados e avaliados pelo nutricionista Ricardo Zanuto.

Os falsos mocinhos

Água de coco
Prós: repositor natural de vitaminas e sais minerais, também fornece altas quantidades de potássio e sódio, elementos essenciais para repor as perdas de líquidos e sais durante a prática de exercícios, especialmente no calor.

Contras: contém frutose e gorduras saturadas em grandes quantidades, o que não apenas engorda, mas representa risco para o organismo como um todo. Assim, indivíduos diabéticos e hipertensos devem ficar alertas com a quantidade ingerida.

Frequência ideal de consumo: a água de coco tem cerca 25 kcal a cada 100ml. Não há contraindicações na ingestão de até 400ml por dia. Acima disso, o excesso de açúcar e principalmente de sódio pode acirrar doenças como o diabetes, hipertensão e doenças renais.

Barrinhas de cereais
Prós: práticas, elas são ricas em carboidratos e cereais integrais, reduzindo a fome e a vontade de comer doces ao longo do dia. As fibras ainda melhoram o fluxo intestinal e quadros de pressão de ventre.

Contras: as barrinhas com chocolate têm seu teor calórico elevado, além de maior quantidade de gorduras. Ao substituir a ingestão de frutas pelas barrinhas, corre-se o risco de reduzir a ingestão de vitaminas essenciais ao organismo. Para dar “liga” às barrinhas, muitas empresas usam xarope de glicose ou mesmo mel, o que é um sinal de alerta para diabéticos.

Frequência ideal de consumo: o ideal é que sejam utilizadas como lanches intermediários, e nunca como refeições principais. No máximo duas por dia, desde que se leve em conta a composição.

Queijo branco
Prós: apresenta elevado teor de proteínas, vitaminas A, D e complexo B e elevado teor de cálcio e fósforo, minerais fundamentais para a saúde dos ossos .

Contras : dpendendo do tipo de queijo branco (especialmente os fabricados com leite integral, como a mussarela de búfala), apresenta altos teores de gorduras saturadas e calorias, podendo promover aumento do peso corporal e agravar doenças cardíacas.

Frequência ideal de consumo: ao escolher algum queijo branco, procure sempre os fabricados com leite desnatado, como o cottage ou a ricota. Em torno de 30g por dia, fornecem cálcio para a saúde dos ossos, são de baixa caloria, ricos em proteínas, melhoram quadros de hipertensão e diabetes, regulando a absorção de glicose e facilitando a manutenção do peso.

Suco de fruta de caixinha
Prós: o principal benefício é a praticidade. Algumas versões ainda são enriquecidas com vitaminas e minerais.

Contras: a maioria apresenta grande quantidade de corantes e conservantes, favorecendo quadros de alergias. Também apresenta altos teores de açúcares para garantir sabor doce.

Frequência ideal de consumo: de forma moderada, sempre acompanhado de alguma fruta in natura para garantir aporte adequado de fibras.

Cereais matinais
Prós: geralmente são preparados com grãos integrais de milho, aveia, centeio, cevada e trigo e ricos em minerais, em especial magnésio e selênio, vitamina E e ácidos fenólicos. Além disso, apresentam alto teor de fibras, melhorando as funções intestinais, promovem boa saciedade e alguns estudos apontam que seu consumo regular pode diminuir os níveis do colesterol ruim, o LDL, e aumentar o colesterol bom, o HDL.

Contras: normalmente, não são alimentos com valor calórico reduzido – e algumas versões inclusive acrescentam açúcar refinado na composição. Alguns cereais matinais ricos em aveia, pelo alto teor de fitatos, podem diminuir a absorção de ferro e cálcio pelo intestino.

Frequência ideal de consumo: é importante que o cereal matinal seja hidratado preferencialmente com leite desnatado, pois em indivíduos pré-dispostos o excesso de fibra e pouca água causa constipação e gases. É importante ficar atento à composição, pois há cereais matinais que sequer apresentam fibras na composição, em especial, nas versões para crianças. Não há recomendação geral de ingestão, porém a ADA (American Diabetes Association) recomenda 3 porções diárias, ou algo em torno de 45-50 gramas.

Os falsos vilões

Macarrão integral
Prós: com elevado teor de fibras, apresenta índice glicêmico baixo, evitando pico de insulina e diminuindo o acúmulo de gorduras, além de promover maior tempo de saciedade. Por não conter ovos, especialmente o elaborado com farinha de trigo integral, não contém colesterol.

Contras: mesmo na versão integral, como acontece com qualquer massa, o que deve ser observado é o molho – que geralmente é mais calórico do que a própria massa em si. Opte sempre por versões de baixas calorias, como o molho ao sugo com manjericão.

Frequência ideal de consumo: deve-se levar em conta o volume total da preparação. Geralmente, de 50 a 60% do valor energético total da dieta deve ser na forma de carboidratos.

Banana
Prós: rica em fibras, potássio, magnésio, cálcio, vitaminas A, C e do complexo B e sacarose, fornece um bom aporte calórico. Estimula a produção de serotonina, diminuindo o cansaço mental. Por ter baixo sódio e elevado potássio, com leve efeito diurético, auxilia no controle da pressão arterial.

Contras: pessoas com problemas renais devem evitar, devido ao controle restrito de potássio.
Frequência ideal de consumo: até duas bananas por dia.

Leite integral
Prós: somente o leite integral contém as vitaminas lipossolúveis A e D. As versões desnatadas, se não forem enriquecidas, perdem estas vitaminas – essenciais para a saúde dos olhos e dos ossos. Também contém boas quantidades de ácido linoléico conjudado (CLA), um tipo de gordura que combate a aterosclerose , o diabetes e alguns tipos de câncer.

Contras: também tem gorduras saturadas na composição – indivíduos com colesterol elevado devem evitá-lo.

Frequência ideal de consumo: de 200 a 300ml por dia.

Feijão (e outras leguminosas)
Prós: elevado teor de proteínas, rico em fibras solúveis e insolúveis, rico em tiamina (B1), que é essencial na formação de acetilcolina, importante neurotransmissor. Rico em ferro, ácido fólico e magnésio, nutrientes que atuam na prevenção de doenças do coração .

Contras: rico em fitatos e fibra dietética, pode diminuir principalmente a absorção de ferro e cálcio. Uma dica é deixar o feijão de molho em água pelo menos 12 horas antes de cozinhá-lo, reduzindo o teor de fitatos e de oligossacarídeos.

Frequência ideal de consumo: 1 xícara de feijão apresenta 15g de proteínas, correspondendo a cerca de 30% do valor diário recomendado para adultos.

Batata
Prós: apresenta alto teor de amido, importante fonte energética. É uma boa fonte de lítio, um oligoelemento que atua no tratamento e prevenção da depressão. Rica em vitamina C.

Contras: quando frita pode formar acrilamida, um potente indutor de câncer e inflamação, acelerando o processo de envelhecimento e aumentado a atividade da proteína C reativa, favorecendo a aterosclerose.

Frequência ideal de consumo: geralmente, de 50 a 60% do valor energético total da dieta deve ser na forma de carboidratos. Não há RDA específica para a batata.

Fonte iG