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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Pai denuncia ex por obesidade da filha

Inconformado com o constante ganho de peso da filha de seis anos, um pai de Londrina (PR) registrou boletim de ocorrência contra a ex-mulher e os avós maternos da menina por maus-tratos.


O casal está separado desde 2010 e disputa a guarda da filha -que mora com a mãe e os avós- na Justiça.

O pai diz que a menina não recebe alimentação adequada e, por isso, engorda. Aos seis anos, pesa mais de 50 kg.

A avaliação feita por uma nutricionista em janeiro e apresentada por ele à polícia diz que o peso ideal para a criança, que media 1,35 m e pesava 49 kg à época, seria cerca de 20 kg.

"A cada 15 dias, quando vejo minha filha, percebo que ela está mais gorda. Cheguei a levar o caso ao Conselho Tutelar", diz ele, que é professor, não quis ser identificado para não expor a criança e tem 1,87 m e 115 kg.

"Procurei a polícia antes, mas não consegui fazer boletim de ocorrência, porque diziam que não é crime a criança estar acima do peso."

Desta vez, o pai apresentou à polícia a avaliação antropométrica da menina e artigos sobre a responsabilidade legal em relação aos filhos.

Ele nega que a denúncia tenha relação com a disputa da guarda. "Estou preocupado com a saúde dela. Ela já tem o colesterol alterado e sofre bullying na escola", diz.

A Folha não conseguiu falar com a mãe da garota. O advogado dela, Vanderley Doin Pacheco, disse que a menina recebe a atenção médica necessária. "A mãe não é omissa. A questão é hereditária: várias pessoas das famílias materna e paterna têm sobrepeso. Além disso, o pai também é responsável pela saúde dela."

Pacheco afirmou que os mesmos argumentos apresentados pelo pai à polícia foram usados no processo que corre em segredo de Justiça.

O casal tem outra filha, de 12 anos, que mora com o pai.

O delegado Cássio Wzorek disse que convocou a mãe da menina. "Provavelmente será feito um termo circunstanciado de infração penal. Em seguida, encaminharei o material ao Juizado Especial Criminal, onde o casal deverá ser ouvido."

Editoria de Arte/Folhapress

Fonte Folhaonline

EUA recomendam pílula anti-HIV para heterossexuais em risco

487451 Truvada Pílula que previne o contágio de HIV 2 Truvada: Pílula que previne o contágio de HIVAutoridades de saúde dos EUA afirmaram nesta quinta (9) que os médicos deveriam considerar prescrever medicamentos para a prevenção da infecção do HIV a mulheres e homens heterossexuais com maior risco de contrair o vírus.

Em julho deste ano a Vigilância Sanitária dos EUA aprovou a venda do Truvada como medida preventiva para pessoas saudáveis com alto risco de contrair o HIV. O governo norte-americano aconselhou médicos a dar uma dose diária do remédio Truvada para homossexuais com alto risco e homens bissexuais. No entanto, os heterossexuais representam mais de um quarto dos novos casos de HIV por ano.

"Essa não é uma parcela da epidemia que queremos ignorar", disse Dawn Smith, médico do CDC (Centers for Disease Control and Prevention) e principal autor da nova recomendação.

O Truvada é vendido desde 2004 para tratar pessoas que já têm o HIV. Alguns estudos, porém, mostraram que ele poderia ajudar a prevenir infecções entre homens gays e bissexuais, e autoridades de saúde dos EUA disseram que a droga poderia ser usada de modo preventivo para homens de alto risco. Desde então, outros estudos concluíram que o remédio também pode prevenir o vírus em mulheres e homens heterossexuais.

É bom frisar que o CDC não está recomendando a pílula para todos os heterossexuais sexualmente ativos. Entre os casais em que uma pessoa tem HIV, o uso regular de preservativo é eficaz para proteção. Smith disse, porém, que a pílula seria uma boa opção para casais que querem ter um filho.

Gonorreia
O CDC também divulgou novas recomendações para o tratamento de gonorreia.

Preocupados com a gonorreia resistente ao tratamento, agentes de saúde afirmam que, quando possível, médicos devem parar de usar o antibiótico comumente usado para tratar essa doença sexualmente transmissível -a pílula cifixima, que pertence a última classe de drogas eficazes contra gonorreia.

A outra droga recomendada restante que poderia ser usada no lugar é a ceftriaxona. Essa última ainda é eficaz em muitos casos.

Campanha por doação de órgãos gera críticas

Associação de transplantes de órgãos admite alterar peça publicitária que simulou recall de córneas após reclamação de conselho de oftalmologia

A Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO) promete alterar uma campanha publicitária de incentivo à doação que simula um “recall” de córneas de pessoas nascidas entre 1988 e 2010. Publicado nesta quinta-feira, 9, em jornal de grande circulação nacional, o anúncio é alvo de críticas do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

Produzido pela agência Leo Burnett Tailor Made, a peça publicitária traz o título “Comunicado Urgente de Recall aos proprietários de córneas” e simula a convocação para a substituição do órgão, sob alegação de que correria o risco de desenvolver uma doença chamada ceratocone – enfermidade grave e real que, como explica o texto, pode até levar à cegueira.

“Constatada a necessidade de substituição da córnea, os serviços serão realizados em, aproximadamente, 7 dias úteis”, diz a peça. Apenas na parte de baixo, em letras pequenas, a brincadeira fica mais clara, com a mensagem: “Não é tão simples assim substituir um órgão doente.”

Mesmo sem uma reclamação formal da entidade de oftalmologia, a ABTO admite fazer alterações na peça. “Realmente constatamos que os elementos podem confundir um pouco leitor. Fizemos uma analogia com a indústria automobilística para incentivar a doação de órgãos”, explicou o presidente da APTO, José Osmar Medina Pestana. “A intenção era mostrar que substituir um órgão não é o mesmo que trocar peças de um carro.”

O dirigente garante, no entanto, que a entidade não recebeu nenhuma reclamação por parte dos leitores.

Para Paulo Augusto de Arruda Melo, membro do CBO e da câmara técnica de doação de órgãos do Ministério da Saúde, o efeito pode ser contrário ao desejado. “Esse anúncio mais afasta que traz doadores. Traz uma imagem negativa e dá a impressão de que o transplante pode dar errado”, afirma o oftalmologista.
Segundo ele, a brincadeira não fica óbvia para o público em geral. “Claro que nunca se viu recall na área de saúde e muito menos é utilizado o termo ‘proprietário’ para um paciente. Mas, mesmo assim, é uma forma estranha de anúncio, porque confunde elementos reais”, diz Arruda Melo. “Imagine o susto em pessoas nesta faixa etária que tenham passado por transplante de córnea, por exemplo.”

Redes sociais. No início do mês, declarar-se como doador de órgãos passou a ser uma opção para os usuários de redes sociais. Em parceria com o Facebook, o Ministério da Saúde criou um serviço que permite que os usuários do site de relacionamentos manifestem o desejo de ser doador e convidem seus contatos a fazerem o mesmo.

Fonte Estadão

Família diz que erro causou amputação de braço em recém-nascido

Enfermeira teria aplicado medicação na artéria – e não na veia –, provocando necrose, acusa a família da criança; hospital nega

Um erro no atendimento de emergência no Pronto-Socorro da Vila Industrial, em São José dos Campos (SP), pode ter causado a amputação do braço de um bebê de 40 dias. Uma enfermeira teria aplicado medicação na artéria – e não na veia –, provocando necrose, acusa a família da criança. O hospital nega.

Segundo Miriam de Barros, auxiliar de enfermagem e tia do bebê, a criança passou mal no domingo e foi levada ao pronto-socorro pela mãe, D.M.B.T., de 17 anos, com arritmia cardíaca e palidez. O erro na aplicação de remédio por uma enfermeira teria provocado uma parada cardíaca. “Vimos a mãozinha dele toda roxinha”, comentou Joana de Souza, amiga da família.

Na tarde de segunda-feira, a família foi informada de que o bebê L. perderia a mão por conta de uma necrose. Anteontem, o quadro clínico piorou e a mãe e a avó precisaram assinar um documento autorizando a amputação do braço direito da criança.

Segundo Miriam, antes da cirurgia, uma médica teria confirmado que a gangrena teria ocorrido por causa da “aplicação errada de medicamento”.
A direção do hospital afirma que o paciente deu entrada “com um quadro de grave arritmia cardíaca e choque cardiogênico”. Também relata que “não encontrou indícios de negligência, imperícia ou imprudência nas condutas tomadas”.

Segundo o diretor clínico do hospital, Marcos Antonio da Silva, a punção pode ter atingido a artéria, mas em nenhum momento foi colocado medicamento, como informa a família. Silva também disse que os parentes do bebê estão sendo acompanhados por uma equipe que inclui psicólogos, médicos, enfermeiros e assistentes sociais.

“Que [O HOSPITAL]façam algo pela criança. Um convênio, uma prótese, uma ajuda psicológica, pois até agora não fizeram nada”, reclama a tia.

Fonte Estadão

Vacina da hepatite A permanece eficaz por 10 anos


Estudo acompanhou crianças que receberam as duas doses antes dos dois anos de idade

Vacinar crianças menores de dois anos contra a hepatite A garante imunização por pelo menos dez anos, mostra uma nova pesquisa publicada no periódico Hepatology. O estudo revela que a transferência de anticorpos da mãe não influencia na resposta imunológica à vacina.

A OMS estima que 1,4 milhão de casos da doença ocorrem no mundo a cada ano. A hepatite A afeta o fígado e é comum em áreas com más condições sanitárias, onde a ingestão de comida e água contaminada pode transmitir o vírus. Nos EUA, os casos caíram 90% nos últimos 20 anos, com cerca de 20 mil novos casos a cada ano. Especialistas atribuem o declínio à vacinação rotineira de crianças entre 12 e 18 meses.

De acordo com os líderes do trabalho, trata-se do primeiro estudo a examinar a eficácia das duas doses da vacina em crianças menores de dois anos por um período de dez anos.

Além disso, os autores investigaram se anticorpos da mãe poderia impactar na proteção da vacina. Com o consentimento dos pais, os pesquisadores avaliaram crianças saudáveis com seis meses de idade. As mães foram testadas para constatar os anticorpos da hepatite A. No total, 197 crianças foram divididas em três grupos: um dos 6 aos 18 meses, outro de crianças entre 12 e 18 meses e outro de 15 a 21 meses de idade. Cada grupo foi separado conforme o status da mãe em relação aos anticorpos da doença. Os níveis dos anticorpos foram medidos com um e com seis meses, e houve um seguimento com três, cinco, sete e dez anos após a segunda dose da vacina.

Um mês após a segunda dose, todos os grupos mostraram sinais de proteção contra o vírus. Dez anos após, a maioria deles tinha proteção contra a doença.

"O estudo mostra que a soropositividade para hepatite A persiste por pelo menos dez anos após a vacinação primária com duas doses da vacina quando administrada a crianças com mais de 12 meses de idade, independentemente da condição da mãe", dizem os pesquisadores.

Segundo os autores, a descoberta reforça as diretrizes sobre a vacinação atual, de administrar duas doses para todas as crianças a partir dos 12 meses. Os autores apontam que uma futura dose de reforço pode ser necessária para manter a proteção e que continuarão a seguir essas crianças por um período para avaliar os benefícios da imunização inicial.

Fonte Estadão