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sábado, 11 de agosto de 2012

Ioga reduz sintomas de depressão na gravidez – e melhora o humor

Por Simone Iwasso

Mulheres grávidas que praticam séries de ioga por pelo menos dez semanas apresentam melhora do humor, afirmam se sentir mais conectadas com seus bebês no útero e reduzem os sintomas e o risco de depressão antes e após o parto, segundo pesquisa da Universidade de Michigan divulgada nesta semana (artigo completo aqui).

Quando se pensa que 1 em casa 5 mulheres grávidas apresentam algum sintoma de depressão, um resultado como esse pode ajudar médicos e gestantes a adotarem as aulas de ioga como medida preventiva, que não envolve medicações (de uso mais restrito durante uma gestação) e praticamente não tem efeitos colaterais.

É claro que qualquer atividade física precisa ser antes discutida com o médico que acompanha a mulher e até mesmo as posturas feitas precisam ser avaliadas previamente. Cada gestação é uma gestação e muitas mulheres têm diversos tipos de restrições e precisam de um acompanhamento especial – por isso, novamente, é importante conversar com médico e também procurar instrutores de ioga que sejam especializados em aulas para gestantes antes de começar qualquer prática.

A imagem aí de cima, belíssima, é da americana Lisa Down Angerame, uma ex-funcionária do JP Morgan que largou tudo para se tornar uma instrutora de ioga, hoje especializada em aulas para mulheres.

Voltando para a pesquisa, publicada no periódico científico Complementary Therapies in Clinical Practice, foram avaliadas mulheres que afirmaram se sentir muito irritadas, ansiosas e estressadas durante a gestação, resultado de mudanças hormonais e demandas familiares e profissionais.

“Sempre vimos mulheres grávidas procurando aulas de ioga para tentarem reduzir o estresse, mas não havia nenhuma informação sobre a eficácia do método”, afirma a principal autora do estudo, a psiquiatra Maria Muzik, do Centro para Crescimento e Desenvolvimento Humano da universidade. ”Com nossos resultados, percebemos que a ioga pode ser uma alternativa para tratamentos farmacêuticos para mulheres grávidas que começam a apresentar sinais de depressão”, completa ela.

A série abaixo, para ilustrar do que estamos falando, foi feita pela Richardson Bikram Yoga.


Fonte Estadão

Médicos devem parar atendimento em protesto contra convênios em SP

Categoria quer paralisar os serviços prestados aos planos de saúde no dia 6 de setembro; atendimentos de emergência não serão negados

SÃO PAULO - Os médicos de São Paulo pretendem interromper o atendimento aos planos de saúde no próximo dia 6 de setembro em protesto contra o mal pagamento dos serviços prestados. A decisão foi tomada após plenária estadual realizada na última quinta-feira, 9, na sede da Associação Paulista de Medicina (APM), no centro da capital paulista.

A APM afirma que atendimentos de emergência e casos graves não serão negados à população. Os doutores pretendem cancelar todos os atendimentos eletivos, ou seja, as consultas, cirurgias e exames sem urgência, de acordo com o presidente da associação, Florisval Meinao.

A categoria pede reajuste no valor de consultas para R$ 80. Sem a negociação, os valores são distintos entre as empresas e Meinao calcula que, em média, os médicos recebem R$ 50 por consulta. Os valores mais altos não passam de R$ 60 e os mais baixam chegam a R$ 20.

Além de padronizar os valores das consultas, a categoria pede a também padronização dos demais procedimentos médicos de acordo com a Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos (CBHPM). A norma conta com mais de 4 mil procedimentos listados em até 42 patamares. Cada patamar apresenta um valor de acordo com estimativa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) da Universidade de São Paulo (USP). A última atualização da CBHPM aconteceu em 2003 e a associação calcula uma defasagem de 50% nos dias atuais.

A APM ainda pede o fim das pressões para reduzir exames, internações e outros procedimentos essenciais ao adequado tratamento, valorização imediata dos honorários e inserção de cláusula de reajuste anual nos contratos.

Meinao afirma que a maioria das empresas de convênio privado seguem as próprias tabelas de valores, o que desvaloriza a profissão dos médicos em todo o Estado. As empresas já apresentaram propostas individuais à categoria, mas nenhuma das ofertas, de acordo com a APM, atenderam a pauta de reivindicação.

O presidente da associação diz que o ato só pode ser cancelado caso as empresas cedam à proposta dos médicos. "Mas não acreditamos que isso possa acontecer até a data, então vai acontecer sem dúvidas", diz.

A entidade calcula que São Paulo tenha cerca de 50 mil doutores que atendem mediante de pagamento de convênios médicos e estima adesão de 15 mil do efetivo.

Fonte Estadão

Conselho Federal de Medicina recomenda parto em hospital, mas não veta em casa

Brasília – O Conselho Federal de Medicina (CFM) recomendou ontem (10) para que os partos sejam feitos em ambiente hospitalar de forma preferencial, por se tratar da opção mais segura. Por meio de nota, o órgão alertou sobre os riscos de morte envolvendo partos fora de hospitais.

“Há um falso antagonismo entre o parto domiciliar e o parto hospitalar que ofusca uma preocupação real: a preservação da vida e do bem-estar da gestante e do recém-nascido”, informou o CFM. “É importante estar consciente sobre o equilíbrio entre riscos e benefícios envolvidos nos procedimentos médicos, de forma geral, para que as opções estejam legitimamente ancoradas em princípios bioéticos”, completou.

De acordo com o comunicado, a autonomia do profissional de saúde e da gestante deve ser respeitada. “No entanto, a legitimidade da autonomia materna não pode desconsiderar a viabilidade e a vitalidade do seu filho [feto ou recém-nascido], bem como sua própria integridade física e psíquica”, destacou.

A recomendação do CFM ocorre em meio à polêmica envolvendo resolução do Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro (Coren-RJ), que proíbe a participação de médicos obstetras em partos domiciliares e a presença das obstetrizes (profissionais da área de saúde que acompanham as gestantes no pré-natal, parto e pós-parto), doulas (acompanhantes) ou parteiras em ambientes hospitalares.

Segundo o CFM, o trabalho de parto constitui um processo natural e independente e as intervenções médicas são necessárias apenas em condições especiais, como a não execução de determinados movimentos pelo feto durante o nascimento (distócia) e problemas que comprometam à saúde da gestante (hemorragias e infecções).

“As mulheres devem ainda ser informadas sobre a seleção adequada de candidatas para dar à luz em casa, sobre a disponibilidade de um profissional habilitado e certificado dentro de um sistema integrado de saúde e regulamentado, da possibilidade de pronto acesso à consulta e garantia de transporte seguro e oportuno para hospitais próximos”, apontou a nota.

Dados levantados pelo CFM indicam que, todos os anos, cerca de meio milhão de mulheres em todo o mundo morrem em consequência da gravidez, do parto ou do puerpério (período que se segue ao parto, geralmente de 42 dias). O número representa uma mulher morta a cada minuto. No Brasil, a taxa de mortalidade materna fica em torno de 55 casos para cada 100 mil, mais que o dobro do indicador recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), de 20 mortes para cada 100 mil.

“Mortes durante o trabalho de parto [intraparto] possuem maior relação com a inadequada assistência ao nascimento e são mais frequentes nos países em desenvolvimento. Nessas áreas, menos de 40% dos partos são realizados em unidades de saúde na presença de pessoal qualificado para atendimento ao nascimento”, concluiu o conselho.

Fonte Agência Brasil

Planos de saúde não podem exigir indicação de CID para fazer exames

Rio de Janeiro – Uma decisão do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), proferida esta semana, proíbe as operadoras de plano de saúde de exigir o preenchimento da Classificação Internacional de Doenças (CID) em guias para exames e honorários médicos.

A prática foi considerada abusiva por ferir o princípio da privacidade e constituir obstáculo indevido para a utilização dos planos contratados. Além disso, o Ministério Público Federal (MPF) argumenta que os exames servem justamente para elaboração dos diagnósticos.

O recurso para manter a exigência foi apresentado pelas operadoras Blue Life, Bradesco, Golden Cross e Sul América contra uma decisão de 2005 da 6ª Vara Federal do Rio de Janeiro, que proibia o preenchimento da CID nas guias. A decisão do TRF2 abrange também as empresas Amil, Assim, Caarj, Dix, Geap e Marítima.

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) informa que não comenta decisões judiciais nem está apta a falar em nome de operadoras específicas, mas recomenda que as decisões da justiça sejam cumpridas.

De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a Instrução Normativa Nº 40, de abril de 2010, veda a exigência do número da CID nas guias de exames, inclusive modificando os formulários, que não têm mais o campo para este fim.

Fonte Agência Brasil

Álcool pode reduzir risco de artrite em mulheres

Um novo estudo relata que o consumo regular e moderado de cerveja, vinho ou licor pode reduzir o risco de a mulher ter artrite reumatoide

Os pesquisadores coletaram dados de dois registros nacionais de saúde da Suécia relacionados a 34.141 mulheres nascidas entre 1914 e 1948. Eles reuniram informações sobre o consumo de álcool nos anos 1987 e 1997, e depois acompanharam a saúde das mulheres durante 7 anos, de 2003 a 2009.

Durante o período de acompanhamento, os pesquisadores documentaram 197 casos de artrite reumatoide.

Após levar em conta diversos fatores, eles descobriram que o risco de desenvolver a doença era 52% menor nas mulheres que relataram beber mais de três copos de cerveja, vinho ou licor por semana (aproximadamente 15 mililitros de etanol). O tipo de bebida ingerida não alterava o risco.

O estudo foi publicado no periódico BMJ. Os autores reconheceram que não tinham informações sobre o histórico familiar de artrite reumatoide e que relatos do próprio paciente sobre o consumo de álcool nem sempre são precisos.

A principal autora do estudo e estudante de doutorado do Instituto Karolinska, em Estocolmo, Daniela Di Giuseppe, alertou quanto ao perigo de conclusões gerais demais sobre o estudo.

"Não sabemos o que ocorre quando as doses de álcool são mais altas", afirmou. "Além disso, este é apenas um estudo mostrando o que ocorre com as mulheres suecas. Por isso, não quero dar conselhos em relação ao consumo de álcool."

Fonte iG