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sábado, 11 de agosto de 2012

Milho previne doenças, corrige deficiências e é excelente fonte de fibras e energia

Rico em vitaminas e minerais, alimento integra o grupo dos carboidratos

Um dos cereais mais consumidos do planeta, o milho previne doenças, corrige deficiências e é uma excelente fonte de fibras e energia. Nativo das Américas, o alimento integra o grupo dos carboidratos com elevado teor energético.

Conforme a nutricionista Tamara Lazzarini, cada 100 gramas do grão contém cerca de 360 kcal — o que representa quase 20% da necessidade calórica de um adulto, em torno de 2.100 kcal diárias. Mestre em Nutrição Humana pela USP, Tamara lembra ainda que o milho é uma importante fonte de vitaminas A, C, e as do complexo B, além de minerais importantes como ferro, fósforo, potássio e cálcio, em quantidades menores.

— A vitamina A age como antioxidante, combatendo os radicais livres responsáveis pelo envelhecimento. Já vitamina C auxilia na absorção do ferro no sistema imunológico, enquanto as do complexo B, também encontrados no cereal, atuam sobre o sistema nervoso, renovando as células, produzindo glóbulos vermelhos (hemácias), e auxiliando no funcionamento da tireóide e do aparelho reprodutor — explica.

Sua proteína, quando associada a uma leguminosa (feijões) ou ao leite, é quase completa. Já o óleo de milho, cuja gordura é poli-insaturada, é uma das principais fontes de ômega-6 existentes, contribuindo para a prevenção de distúrbios cardíacos. Outra propriedade do óleo de milho é seu elevado teor de vitamina E, que previne ou evita a ação dos chamados radicais livres.

As farinhas de milho processadas pelas empresas que integram a Associação Brasileira da Indústria do Milho (Abimilho) são enriquecidas com ferro e ácido fólico.

— O ferro é um dos principais responsáveis pela formação de glóbulos vermelhos e, portanto, evita ou corrige a anemia, problema que pode afetar de 30% a 50% da população infantil de certas regiões do País — diz a especialista.

Já o consumo de ácido fólico pela gestante evita o problema conhecido como espinha bífida (má-formação do sistema nervoso central do feto).

O milho pode ser consumido diariamente por crianças, jovens, adultos e idosos, em quantidades diferenciadas e adaptadas.

Fonte Zero Hora

Lesões pré-câncer de colo do útero já podem ser tratadas sem cirurgia no RS

Equipamento destrói focos com onda de calor, em aplicações que duram um minuto

As mulheres gaúchas já podem contar com um equipamento fornecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para tratar lesões que antecedem o câncer de colo do útero e o carcinoma in situ (câncer do colo que não iniciou a invasão), sem necessidade de cirurgia.

A nova técnica, aprovada e recomendada mundialmente, está sendo disseminada no Estado e no país pelo ginecologista Paulo Naud, a partir do uso do aparelho de SEMM, que leva o nome de seu criador, o médico alemão Kurt Semm. O aparelho destrói a lesão com aplicações que duram um minuto. Localizada a lesão, uma onda de calor a destrói, sem a necessidade de intervenção cirúrgica.

— Nossa meta é diminuir a incidência deste tipo de câncer nas mulheres brasileiras com exames de prevenção e prestar um atendimento de excelência às pacientes com lesões precursoras, utilizando as melhores tecnologias disponíveis — diz Naud.

O pesquisador explica que a utilização do equipamento traz muitos benefícios para as pacientes, pois o procedimento pode ser realizado em uma consulta normal no consultório, sem cirurgia e anestesia e com recuperação muito mais rápida.

Um estudo realizado pela OMS por mais de dez anos na Europa comprova que a eficiência do método é a mesma da cirurgia tradicional.

— É um avanço enorme, pois é menos invasivo e muito mais seguro nos tratamentos de câncer ginecológico — conclui Naud.

Fonte Zero Hora

Porto Alegre: Instituto de Terapias Integradas promove debate sobre câncer infantil

Filme francês "A guerra está declarada" será exibido no evento

O Núcleo de Bebês do Instituto de Terapias Integradas de Porto Alegre (Itipoa) trata de câncer infantil neste sábado, às 10h, com mais uma edição do projeto Pais-Bebê. Após a exibição do filme francês A guerra está declarada, da cineasta Valérie Donzelli, a psicanalista Angela Wirth irá introduzir o debate sobre o assunto. O evento é gratuito e direcionado a pais, profissionais da saúde e público em geral.

O filme conta a história do jovem casal Romeo e Juliette que, ainda na fase inicial do namoro, descobre que terá um filho. Aos poucos meses de vida, o bebê é diagnosticado com um câncer cerebral. A partir daí, começa uma batalha para vencer a doença.

Muito mais que um filme sobre a trajetória de uma pessoa com câncer, o filme apresenta uma lição de vida, enfocando a entrega dos pais. Baseado na própria vida da cineasta Valérie Donzelli, o longa recebeu vários prêmios em Cannes e foi indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro deste ano.

O Instituto de Terapias Integradas de Porto Alegre é um ambiente de formação em Psicoterapia de Orientação Analítica para profissionais das áreas de Medicina e Psicologia, reconhecido pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) como centro formador de psicoterapeutas. Oferece serviços de prática psicoterápica à comunidade e conta com um ambulatório para atendimento de adultos, adolescentes, crianças, grávidas e pais com seus bebês.

Veja o trailer:


Serviço
O quê: debate sobre câncer infantil com exibição do filme A guerra está declarada
Quando: sábado, 11 de agosto, às 10h
Onde: Instituto de Terapias Integradas de Porto Alegre (Itipoa) — Rua Ramiro Barcelos, 1517, sala 208
Quanto: gratuito
Informações e inscrições: pelo e-mail itipoa@terra.com.br ou pelo telefone (51) 3311-3008

Fonte Zero Hora

Cinco razões para ir ao ginecologista periodicamente

Motivos variam do controle hormonal à prevenção de câncer

Os motivos que mais levam mulheres a consultas médicas são a prevenção de doenças como câncer de colo de útero ou de mama, irregularidades menstruais, alterações hormonais, planejamento da maternidade, dificuldades sexuais, suspeitas de doenças sexualmente transmissíveis e corrimentos vaginais, segundo a ginecologista e obstetra Karina Zulli, do Hospital e Maternidade São Luiz.

Entre as adolescentes, a procura se deve principalmente à iniciação da vida sexual e por conta de dúvidas quanto ao desenvolvimento do próprio corpo. Para garantir a saúde e o bem-estar feminino, o ideal seria passar por um ginecologista anualmente. No caso de mulheres que fazem tratamentos hormonais, o período ideal seria a cada seis meses e, para grávidas, o acompanhamento deve ser constante, principalmente a partir da segunda metade da gestação.

Karina alerta para algumas questões às quais as mulheres precisam ficar atentas e buscar ajuda médica o quanto antes. É o caso do aparecimento de lesões vaginais ou anais, que podem significar doenças sexualmente transmissíveis e tratáveis como herpes e sífilis, sangramento vaginal intenso e forte dor abdominal, possíveis sintomas de cisto hemorrágico, e sangramento durante a menopausa, que pode ser indício de doença maligna ou benigna do útero.

Confira abaixo cinco razões para tornar a consulta ginecológica parte da rotina feminina:

1. Prevenir câncer de mama e de colo de útero
Uma vez que o câncer de mama é o que mais afeta as mulheres, é essencial que o ginecologista examine os seios da paciente e que realize a mamografia, se esta for necessária. Em segundo lugar entre as maiores causas de câncer na população feminina está câncer de colo de útero, responsável por 15% dos tumores malignos. Para preveni-lo, o teste Papanicolau deve ser realizado anualmente, pois é um instrumento de extrema importância para o diagnóstico precoce. Conforme a médica, se a doença for detectada logo no início, as chances de cura podem chegar a até 95%.

2. Tratar irregularidades menstruais
Cólicas, aumento do fluxo menstrual ou ausência de menstruação são sinais que precisam ser discutidos com um ginecologista. Essas irregularidades devem ser avaliadas por um especialista, já que podem ser sintomas de uma série de doenças como síndrome dos ovários policísticos (ovários aumentados e com cistos), problemas de tireoide (glândula responsável pela produção de hormônios essenciais para o bom funcionamento do corpo feminino) e até desnutrição (decorrente de distúrbios alimentares como anemia e bulimia).

3. Identificar e controlar desequilíbrios hormonais
Perturbações físicas e psicológicas podem facilmente ser consequência de alterações hormonais durante o período pré-menstrual, a gravidez ou a menopausa. A substituição hormonal, se orientada por um ginecologista, pode suprir a falta de hormônios como progesterona, aliviando os sintomas.

4. Definir métodos contraceptivos
Cada mulher é diferente quando o assunto são métodos contraceptivos. O médico ginecologista é o responsável por ajustar as opções existentes conforme o organismo e as preferências de cada paciente.

5. Tratar disfunções sexuais
Estima-se que de 19 a 50% das mulheres possuem disfunções sexuais, a exemplo de dores vaginais durante a relação sexual, falta de desejo e dificuldade de atingir orgasmo, conforme Karina. Os motivos para isso podem ser psicológicos (depressão, timidez, fobia social, transtorno de humor, culpa, ansiedade, estresse, etc) ou físicos (baixa testosterona, diabetes, doenças cardiovasculares, uso de drogas, insuficiência renal crônica, deficiência de zinco, etc). O ginecologista pode ajudar a paciente a descobrir causas e soluções para essas disfunções.

Fonte Zero Hora

Instituto de Geriatria cria ambulatório específico para atender índios idosos

Indígenas vivem em média 30 anos menos que os demais brasileiros

índio brasileiro vive em média 45 anos, enquanto o brasileiro não indígena alcança, com saúde, 73 anos, conforme dados do Censo 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pensando nisso, o Instituto de Geriatria e Gerontologia (IGG) da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) criou o primeiro Ambulatório do Envelhecimento Indígena, que funcionará no terceiro andar do Hospital São Lucas, em Porto Alegre.

— A expectativa é realizar um mapeamento completo da saúde do índio gaúcho e brasileiro, com o que chamamos de avaliação geriátrica global. Saberemos como vive o índio, o que ele come e como está a sua saúde. Eles não podem viver 30 anos menos que a média do brasileiro não índio e nada ser feito em relação a isso — diz o diretor do IGG, Newton Terra.

Os pacientes de todo o Rio Grande do Sul serão encaminhados via Sistema Único de Saúde (SUS) pelos postos de saúde dos seus municípios. Ao chegar no IGG, passarão por avaliações completas, envolvendo médicos geriatras, nutricionistas, educadores físicos, fonoaudiólogos e dentistas. Serão feitos exames laboratoriais como hemograma, glicose, colesterol, triglicerídeos, entre outros; de imagens, incluindo ecografias, mamografias, raio-X, tomografias, ressonâncias magnéticas e densitometrias ósseas; exames de traçados, como ergometria e eletrocardiograma de repouso e testes, como miniexame do estado mental, atividades instrumentais e básicas da vida diária, escala de depressão geriátrica, audiometria e espirometria.

A meta é examinar pelo menos quatro indígenas por mês no ambulatório do IGG. Se necessário, a equipe do Instituto também poderá ir até as aldeias. Inicialmente, serão atendidos índios com 60 anos ou mais. O plano futuro é acompanhar essa população a partir dos 20 anos.

Fontes de longevidade
Uma equipe da revista PUCRS Informação conversou com integrantes da tribo caingangue que reside na Lomba do Pinheiro, em Porto Alegre. No local vivem 127 indígenas, 30 deles idosos. São 26 famílias em 17 casas construídas em 2003, numa parceria da Prefeitura com o governo espanhol. Na Escola de Ensino Fundamental Fág Nhinhy, estudam 70 crianças. Há lindas histórias de vida dos moradores e de índios idosos com muita saúde.

Kachú, de nome brasileiro João Carlos Kanheró, aos 94 anos, mas aparentando bem menos que isso, conta que o seu segredo para ser longevo é a felicidade, além do desejo de relatar aos filhos, netos e sobrinhos tudo o que aprendeu e viveu.

— A alegria entrou cedo no meu coração e na minha mente. Nunca me preocupei demais com a vida e soube enfrentar os desafios. Sempre me tratei com semente e fruta do mato, comi peixe, almeirão do mato, que é comida de índio, milho torrado na panela, feijão, fruta e verdura. Mas hoje isso mudou e o índio come azeite, que enfraquece o sangue. A carne já não é mais pura. O porco e a galinha são engordados com ração, cheios de porcaria. Nem a cachaça que o índio toma é pura, é veneno. Acho que o índio não pode perder a sua linguagem e a sua cultura. A sabedoria que tenho é interna, indígena, ensinada pela minha mãe e pelo meu pai — conta Kachú.

O vice-cacique da tribo, Felipe da Silva, 64 anos, lembra que, quando sua família se mudou para a Capital, doenças como depressão começaram a afetar as mulheres da tribo, inclusive a sua esposa, que precisou se tratar por dez anos com remédios.

Na escola, o cacique, filho de Silva, não permite que a comida seja feita com azeite, somente com banha de porco.

— Elas devem comer arroz, feijão, carne e massa. Gostam do bolo feito nas cinzas e de frutas — relata a professora Vera Lúcia Kanika.

Chocolates, doces e refrigerantes são proibidos no colégio e consumidos em datas especiais. A cultura indígena é trabalhada na disciplina de Valores, na qual os pequenos aprendem sobre as marcas clânicas (pinturas feitas nos corpos dos índios), festas dos kikis (ritual de culto aos mortos) e a língua caingangue.

Menos índios no RS
O Censo 2010 mostrou uma queda de 15,03% na população indígena no Rio Grande do Sul entre os anos de 2000 e 2010, o correspondente a 5.729 índios vivendo no Estado. No Brasil, houve aumento de 83.836 residentes, passando de 734.127 para 817.963 em dez anos. O Censo revelou que 80,5% dos municípios brasileiros registram pelo menos um indígena autodeclarado. No Estado, a maior parte (37,4%) se encontra na região Norte. As cidades que possuem mais moradores indígenas são Redentora (4.033), Porto Alegre (3.308), Tenente Portela (1.997) e Charrua (1.524).

Fonte Zero Hora