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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Primeiros Socorros: Parada Cardíaca

Eletricista mineiro sobrevive a 70 paradas cardíacas em 12 horas

Por 70 vezes, o coração parou. Por 70 vezes, ele foi reanimado e voltou à vida. Tudo isso num período de 12 horas.

Inédito na cardiologia brasileira, o caso do eletricista mineiro Francisco Xagas Silva, 66, intriga médicos e deve ser publicado em breve no periódico "Ressuscitation", referência mundial na área.

Tudo começou com um infarto, no dia 31 de dezembro de 2008. À época, ele fumava dois maços de cigarro por dia. Ao ver o marido com dor no peito, pálido e com diarreia, a mulher, Fidélia, 55, chamou o Samu. Foi a sorte. Na ambulância, ele desmaiou.

No pronto-socorro, teve a primeira parada cardíaca. "Eu não me lembro de nada. Apaguei", conta Silva.

Já Fidélia se lembra de tudo. "O médico dizia: 'Ele tá muito mal, sofreu parada cardíaca. Prepare-se para o pior. Eu ajoelhei no chão e pedi: 'Doutor, salve meu marido. Não desiste dele, não'."

E o médico, do SUS, não desistiu. A cada parada cardíaca, o reanimava com massagens, choque no peito e altas doses de antiarrítmicos. Foi assim por quase 12 horas.

Com o coração estabilizado, ele foi transferido para o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais, onde recebeu uma ponte de safena e três stents ("mola" para abrir artérias).

Na UTI, sofreu embolia pulmonar, insuficiência respiratória e infecção generalizada. Ficou 15 dias em coma.

"Os médicos diziam: 'Ele tá bem ruim. Se sobreviver, deve ficar com sequelas'. Eu só rezava", lembra Fidélia.

"Quando o telefone de casa tocava, dava um frio na espinha, a gente travava diante do aparelho. Não conseguia atender", conta a filha Ninótica, 32, enfermeira.

Mais uma vez, Silva surpreendeu. Voltou do coma intacto. "Sabia até as senhas do banco", diz a mulher.

Do período em que ficou entre a vida e a morte, ele se lembra apenas da sensação de estar em um navio afundando. "Eu pelejava para sair e não conseguia."

A história das "70 vidas" de Francisco Silva só foi resgatada recentemente, quando a enfermeira Daniela Morais pesquisava casos de paradas cardiorrespiratórias atendidos pelo Samu-BH entre 2008 e 2010 para a sua tese de doutorado na UFMG. Foram 1.165 pacientes -239 encaminhados a hospitais.

"A maioria faleceu nas primeiras 24 horas. A história do Francisco é a mais incrível."

O cardiologista Sergio Timerman, médico do Incor (Instituto do Coração) e um dos examinadores da banca de doutorado de Daniela, endossa: "Nunca vi nada igual." Segundo ele, é comum o paciente sofrer, no máximo, quatro paradas cardíacas após um infarto. "Setenta é, sem dúvida, um caso único."

Sorte
Para a família Silva, a explicação para o fato tem uma só palavra: milagre. Já Timerman levanta três hipóteses.

A primeira é a boa condição clínica (apesar da diabetes e do tabagismo) do paciente. A segunda é ele ter recebido uma ressuscitação de alta qualidade.

"A terceira é a sorte. Sem dúvida, esse é um homem de sorte", diz o médico.

Silva segue desafiando a sorte. Após o infarto, ele parou com os cigarros, começou a praticar exercícios, mas abusa dos doces, mesmo com a diabetes descompensada.

"Ele come doces escondido. Dá um trabalhão", entrega a mulher. "São só umas balinhas", desconversa ele.

O histórico de sobrevivência desse "highlander" (guerreiro imortal escocês do século 16 do filme de 1986) mineiro é antigo.

Aos 17 anos, ele teve uma úlcera supurada. Aos 26, contraiu tuberculose. Em 1999, sofreu uma trombose na perna. Fez uma cirurgia para revascularizar a área, mas teve que amputar o dedão do pé.

No local da amputação, surgiu uma ferida que não cicatrizava. Os médicos, de novo, recomendaram a amputação. Silva disse não. "Nasci com a minha perna e vou morrer com ela."

A mulher e a filha assumiram o risco e o levaram para casa. "Ficamos sete meses fazendo curativo, até cicatrizar a ferida", lembra Ninótica.

Em 2004, Silva fez uma cirurgia para retirar três tumores (benignos) na próstata e contraiu uma infecção generalizada. Também se safou.

"Rezo muito pouco, mas sou devoto de Nossa Senhora de Fátima. Acho que tem um dedinho dela nisso tudo."

Fonte Folhaonline

A luta do pai pela cura de Vitor

Engenheiro abandona emprego, estuda literatura médica por conta própria e descobre fórmula para produzir enzima que retarda evolução da doença do filho

Entre abril de 1999 e maio de 2000, o engenheiro mecânico Adolfo Celso Guidi, de 54 anos, abriu mão de sua vida pessoal, separou-se da mulher, abandonou o emprego e se enfurnou na biblioteca da Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde se debruçou sobre livros de medicina.

O objetivo era nobre e urgente: Adolfo corria contra o tempo para entender o mecanismo de ação da gangliosidose do tipo 2, doença genética rara, neurodegenerativa e sem cura, que havia sido recém-diagnosticada em seu filho, Vitor, que na época tinha apenas 10 anos. Descrentes, os médicos deram mais um ano de vida ao menino.

E Guidi conseguiu. Sozinho, depois de ler mais de 30 livros de medicina - incluindo áreas sobre genética, neurologia e fisiologia -, ele não apenas entendeu como a doença agia no organismo de seu filho, mas descobriu uma fórmula que retardou sua evolução. Contrariando a literatura médica - que aponta 11 anos de vida aos portadores de gangliosidose tipo 2 -, Vitor está vivo e hoje tem 23 anos.

O começo
Vitor foi uma criança normal, saudável e ativa até os seus 4 anos. Precoce, ele deu os primeiros passos sem nem mesmo engatinhar. Aos 4 anos e meio, porém, passou a apresentar os primeiros sinais degenerativos: não conseguia mais segurar o lápis. Foi perdendo a força e a coordenação motora fina. E só piorou.

Na escola, a professora dizia que Vitor atrapalhava a aula. Suspeitaram de déficit de atenção. Os pais o mudaram de escola e o mandaram para a terapia. Aos 5 anos, Vitor foi matriculado em uma escola especial - já não era mais aceito em escolas comuns.

Os sintomas continuaram se agravando, e Vitor já não tinha mais coordenação motora. Aos 8, teve sua primeira crise grave, durante um passeio no shopping. Levado às pressas ao hospital, não respondia aos estímulos de dor nem de acuidade visual. "Ele não sentia nada. Depois, eu soube que foi a primeira grande perda neuronal que ele sofreu."

A família foi orientada a procurar ajuda nos EUA, mas, sem dinheiro para isso, a saída foi enviar amostras de material genético ao exterior em busca de respostas que jamais vieram, pois as desconfianças dos médicos nunca eram confirmadas.

O diagnóstico
Adolfo decidiu, então, viajar com o filho à Argentina para consultar um dos maiores especialistas em genética do mundo. Ficaram lá por uma semana, fizeram uma série de exames de sangue, de urina, de imagem. Tudo com o dinheiro da rescisão - ele era gerente de uma concessionária. "Tinha um emprego bom e umas economias. Raspei tudo e gastei cerca de US$ 65 mil. Só um dos exames custou US$ 5 mil", conta.

O resultado veio em três semanas: Vitor tinha gangliosidose tipo 2, doença que, entre outras coisas, provoca defeitos em um tipo de enzima que não degrada um lipídio que deveria ser naturalmente eliminado pelo corpo, provocando um acúmulo prejudicial.

De tão raro, o caso de Vitor foi debatido em congressos. Os exames foram refeitos. E o prognóstico era realmente desanimador. "Os médicos disseram que, pelas estatísticas, Vitor teria menos de um ano de vida. Como eu viveria dali para a frente sabendo que meu filho iria morrer?"

Inconformado com a possibilidade da perda, Adolfo decidiu estudar a fundo a doença - que até então não tinha tratamento. Foi nessa época que ele passou a frequentar a biblioteca da UFPR diariamente. E, num livro sobre fisiologia clínica, Adolfo encontrou referências à doença de Tay-Sachs - muito parecida com a gangliosidose, o que o fez entender o mal que acometia seu filho. "Entendi o mecanismo de ação. Mas e daí? O que fazer com aquilo?"

Creme de sorvete
A partir disso, Adolfo percebeu que a doença tinha relação com a enzima beta-galactosidase, que era produzida pelo corpo de Vitor de maneira deficiente.

Ele passou a ler livros sobre enzimologia. E descobriu que essa enzima foi utilizada na fabricação de cremes para sorvetes na década de 1950, mas teria caído em desuso porque surgiram os cremes sintéticos.

Ele precisava dessa matéria-prima para pensar num possível medicamento. Disparou e-mails para dezenas de laboratórios do mundo todo que chegaram a produzir essa enzima no passado. Escreveu para Japão, Canadá, EUA, México, Índia, Espanha. Expôs seu caso para vários médicos, mas não conseguia apoio de nenhum deles para a ideia, que parecia maluca. "Ninguém me dava atenção. Diziam que era loucura minha", relembra.

Os meses passaram, e a sorte se voltou para Adolfo. A pediatra de Vitor ligou para ele, dizendo que o pai de um paciente era funcionário de um laboratório e iria ajudá-lo a conseguir a enzima. "Passei um fax com a ficha técnica. Pouco tempo depois, a matriz me enviou uma amostra de 50 ml da enzima."

Uma gota
Com a matéria-prima em mãos, Adolfo foi a uma farmácia de homeopatia, que com uma única gota da enzima desenvolveu uma matriz e um "medicamento" para ser tomado diariamente pelo menino. "Ainda assim, os médicos eram contra. Diziam que eu ia matar meu filho."

O medo de efeitos colaterais mais sérios fez Adolfo tomar o produto várias vezes antes de oferecer a Vitor. "Fui a cobaia." O menino começou, então, a tomar as gotas e, quase como num milagre, a doença deixou de progredir de forma tão agressiva.

Vitor parou de andar aos 15 anos. Hoje, caminha quando é escorado pelos braços do pai. Ele não fala, mas é capaz de conversar com o pai por meio de gestos e sons. "Ele entende e leva as pessoas a entenderem o que quer." Na escola, reaprendeu coisas básicas, como tirar e colocar os sapatos e escovar os dentes.

Nesse período, Adolfo quase perdeu a casa - ele deixou de pagar as prestações porque gastou o dinheiro no tratamento de Vitor - e ficou sem carro. Não voltou a trabalhar e vive em função do filho, com ajuda de doações. Adaptou a cadeira de rodas de Vitor à sua moto: é assim que o leva à escola, à terapia, aos médicos.

A evolução inesperada do jovem fez com que outras famílias procurassem Adolfo em busca do "medicamento" que ele tinha descoberto, mesmo sem comprovação científica. "Até hoje, ninguém conseguiu rebater minha teoria sobre a eficácia do produto. Fiz pelo Vitor o que qualquer pai faria."

Fonte Estadão

Único hospital público para cães e gatos do Brasil será ampliado

São Paulo – O único hospital veterinário público do Brasil, destinado a cães e gatos, foi inaugurado há 41 dias na capital paulista e já anuncia a ampliação do espaço físico. O novo prédio, que fica a 200 metros do antigo, se somará ao já existente para que a equipe do hospital eleve a quantidade de atendimentos em 20% a 25%.

De acordo com o diretor administrativo do hospital, o médico-veterinário Renato Tartália, tanto para o novo espaço físico quanto para a elevação do número de animais atendidos, não haverá aumento no repasse de verbas. O convênio estabelecido entre a prefeitura e a Associação Nacional de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais de São Paulo (Anclivepa-SP) garante R$ 600 mil mensal por um período de um ano.

O custo do aluguel do novo prédio, segundo o diretor, será R$ 9 mil por mês. Com a ampliação, o hospital passará a ter salas para doenças exclusivas de felinos - endocrinologia, oftalmologia, odontologia - mais duas salas de cirurgia. Tartália conta que o prédio trará um novo fôlego para o trabalho do hospital.

“A unidade atual é bem desconfortável para as pessoas, para os animais e, principalmente, para os veterinários e funcionários que trabalham praticamente 12 horas em condições difíceis”, disse.

Por mês, o hospital, que fica no bairro do Tatuapé (zona leste), atende aproximadamente mil novos casos. No total, são 25 veterinários que se dividem em 40 atendimentos, em média, por dia. A unidade, na verdade, tem capacidade para prestar apenas 33, conta Tartália.

Todos os dias pela manhã, às 8 h, uma fila de cerca de 25 pessoas se forma em frente ao hospital. São distribuídas senhas e a gerente de atendimento faz a seleção dos casos mais graves, que passam direto pela triagem. Os demais casos são chamados conforme o grau de urgência. Pela tarde, o hospital atende somente casos de emergência, que representam, na maioria, atropelamentos. No mínimo, são atendidos cinco bichos por dia vítimas de atropelamento.

Mesmo diante das dificuldades em atender a alta demanda, a equipe do hospital busca manter o padrão nas consultas. “A maioria dos animais, de 80% a 90%, já faz exames completos logo na primeira consulta. Hemograma, pressão arterial, glicemia”, conta o diretor do hospital.

Para conseguir o atendimento, os donos dos bichos de estimação precisam ser moradores da cidade de São Paulo, além de beneficiários dos programas Bolsa Família, Renda Mínima ou provar que não têm condições financeiras de arcar com consultas e tratamentos veterinários. Para isso, a pessoa passa por uma entrevista com a assistente social, que fica todos os dias na unidade, das 7h às 16h.

O programa é voltado apenas para a população de baixa renda. O diretor faz um apelo:“Aqueles que podem pagar, continuem indo ao seu veterinário e deixem as vagas para os que não podem.”

O público, de acordo com Tartália, além de não dispor de dinheiro para levar seu bicho de estimação a uma clínica particular, é o que mais precisa de orientação do hospital público. Nas periferias da cidade, conta ele, os animais ficam soltos e raramente são vacinados e castrados. Isso eleva os índices de reclamações feitas pelo número 156, da prefeitura, para que cães e gatos sejam apreendidos e levados ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ).

“Em 2001, foram 14 mil telefonemas. Isso não é aceitável, esse número é uma vergonha, não condiz com o status que a cidade de São Paulo tem perante o país e o mundo”, disse.

Cristiane Cerqueira Santos teve seu bichinho atendido no hospital. A auxiliar de limpeza chegou na unidade com Barbie, uma cadela de 1 mês e meio de vida, que nunca conseguiu andar. “Eu vejo ela se arrastando pelo chão e sofro junto”, conta. No hospital público, Barbie passará pelo exame de raio X para que os veterinários definam se ela será operada ou se precisará de uma cadeira de rodas para cães.

Outra cadelinha que passa por tratamento no hospital é Meg, de 3 anos. A dona, a aposentada Maria da Glória Tozato, leva o animal todos os dias, há quase um mês, para tratar uma infecção nos rins. Meg foi uma das primeiras pacientes a receber atendimento. “Se eu tivesse que pagar por isso, nunca conseguiria”, disse Maria.

O hospital atende das 8h às 18h, de segunda a sábado, na Rua Professor Carlos Zagotis, número 3, no bairro do Tatuapé.

Fonte Agência Brasil

Gota

Cristais de ácido urico
Definição
A gota é um tipo de artrite que ocorre quando o ácido úrico se acumula nas articulações.
  • A gota aguda é uma doença que causa muita dor e normalmente afeta uma articulação
  • A gota crônica consiste em episódios repetidos de dor e inflamação que podem envolver mais de uma articulação
Causas, incidência e fatores de risco
A gota é causada pela presença de níveis mais altos do que o normal de ácido úrico no corpo. O corpo pode ter ácido úrico em excesso ou ter dificuldade de eliminar ácido úrico.
Quando o ácido úrico se acumula em excesso no líquido ao redor das articulações (líquido sinovial), são formados cristais de ácido úrico. Esses cristais causam inchaço e inflamação da articulação.
Nem todas as pessoas com altos níveis de ácido úrico no sangue têm gota.
A causa exata é desconhecida. A gota pode ser genética. É mais comum em homens, em mulheres pós-menopáusicas e em pessoas que bebem álcool. As pessoas que tomam determinados medicamentos como a hidroclorotiazida e outros diuréticos podem ter níveis mais altos de ácido úrico no sangue.
A doença também pode se desenvolver em pessoas com:
  • Diabetes
  • Doença renal
  • Obesidade
  • Anemia falciforme e outras anemias hemolíticas
  • Leucemia e tipos semelhantes de distúrbios
  • A doença pode ocorrer depois de tomar medicamentos que interfiram com a eliminação de ácido úrico pelo organismo.
Sintomas
Sintomas de ataques gotosos agudos:
  • Os sintomas aparecem subitamente e, em geral, envolvem uma ou mais articulações. As articulações do dedão do pé, do joelho e do tornozelo são as mais frequentemente afetadas
  • Muitas vezes, a dor começa durante a noite e, em geral, é descrita como latejante, arrasadora e lancinante
  • A articulação se torna quente e vermelha. Em geral, ela fica muito delicada (dói cobrir com um lençol ou cobertor)
  • Pode haver febre
  • O ataque pode desaparecer após vários dias, mas voltar periodicamente. Normalmente, os ataques subsequentes têm maior duração
  • Depois do primeiro ataque de gota, as pessoas não apresentam sintomas. Algumas delas terão intervalos de meses ou até de anos entre os ataques gotosos.
Algumas pessoas podem desenvolver artrite gotosa crônica, enquanto outras podem não ter mais ataques. Aqueles que sofrem de gota crônica desenvolvem deformações e perda de movimento das articulações. Eles têm dor nas articulações e outros sintomas a maior parte do tempo.
Os tofos são caroços sob a pele ao redor das articulações ou em outros lugares. Eles podem drenar material calcáreo. Geralmente, os tofos se desenvolvem somente depois que um paciente conviver por muitos anos com a doença.
Depois de um ataque gotoso, mais da metade das pessoas sofrerá outro ataque.
Exames e testes
Os testes que podem ser feitos abrangem:
  • Análise de líquido sinovial (revela cristais de ácido úrico)
  • Ácido úrico — sangue
  • Radiografias da articulação (pode ser normal)
  • Biópsia sinovial
  • Ácido úrico — urina

Tratamento
Tratamentos para um ataque súbito ou recrudescimento de gota:
  • O médico recomendará a ingestão de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como ibuprofeno, naproxeno ou indometacina, assim que aparecerem os sintomas. Você precisará tomar medicamentos tarjados durante 4 a 10 dias
  • Em algumas ocasiões, o médico poderá prescrever analgésicos fortes, como codeína, hidrocodeína e oxicodona
  • Um medicamento tarjado chamado colchicina ajuda a reduzir a dor, o inchaço e a inflamação
  • Os corticoides também podem ser muito eficazes. O médico pode injetar esteroides na articulação inflamada para aliviar a dor
  • Em geral, a dor diminui dentro de 12 horas após o início do tratamento e desaparece completamente em 48 horas
  • O uso diário de alopurinol e probenecida diminuem os níveis de ácido úrico no seu sangue.
O médico poderá prescrever esses medicamentos se:
  • Você tiver vários ataques durante o mesmo ano
  • Você tiver sinais de artrite gotosa
  • Você tiver cálculos renais de ácido úrico

Algumas dietas e mudanças no estilo de vida ajudam a evitar ataques gotosos:
  • Evite álcool, anchovas, sardinhas, óleos, arenque, vísceras (fígado, rim e molejas), leguminosas (feijões e ervilha), caldos de carne, cogumelos, espinafre, aspargos, couve-flor, consomê e fermento ou levedura de cerveja
  • Limite a quantidade de carne ingerida em cada refeição
  • Evite comidas gordurosas, como molhos de saladas, sorvete e fritura
  • Coma uma quantidade suficiente de carboidratos
  • Se estiver emagrecendo, emagreça lentamente. A perda rápida de peso pode provocar a formação de cálculos renais de ácido úrico

Evolução (prognóstico)
O tratamento adequado dos ataques agudos permite que as pessoas tenham uma vida normal. Entretanto, a forma aguda da doença pode progredir para gota crônica.
Complicações
  • Artrite gotosa crônica
  • Cálculos renais
  • Depósitos nos rins, levando à insuficiência renal crônica

Ligando para o médico
Marque uma consulta com o médico se você apresentar sintomas de artrite gotosa aguda.
Prevenção
O distúrbio em si pode não ser prevenido, mas você pode evitar itens que desencadeiam os sintomas. Limite o consumo de álcool e siga uma dieta pobre em purinas.
Fonte iG