Aplicativos, carreira, concursos, downloads, enfermagem, farmácia hospitalar, farmácia pública, história, humor, legislação, logística, medicina, novos medicamentos, novas tecnologias na área da saúde e muito mais!



quinta-feira, 16 de agosto de 2012

77% dos usuários de planos de saúde têm queixas do atendimento

Dados são da Associação Paulista de Medicina; entidade lançou serviço telefônico de orientação e denúncia

Um estudo divulgado nesta quarta-feira pela Associação Paulista de Medicina (APM) aponta que 77% dos usuários de planos de saúde no Estado de São Paulo já enfrentaram problemas no atendimento. Entre os que procuraram um pronto-socorro, 72% têm queixas.

A entidade, que cobra melhor remuneração dos médicos por parte das operadoras, lançou um serviço telefônico gratuito de orientação e denúncia, em parceria com a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor.

O serviço atenderá reclamações de todo o País pelo número 0800-2004200. Além de esclarecimentos, a ideia da APM é formar um banco de dado mais preciso sobre a situação da rede de atendimento dos planos.

No estudo com 804 usuários paulistas, 64% tiveram problemas na consulta, a maior parte por causa da demora no agendamento. Entre os que reclamaram do atendimento em pronto-socorro, 67% apontaram superlotação nos hospitais e 51% da demora para serem atendidos.

A entidade anunciou uma paralisação do atendimento a alguns planos no próximo dia 6.

Fonte Estadão

Gravidez ectópica

Definição
A gravidez ectópica é uma gravidez anormal que ocorre fora do útero. O bebê (feto) não consegue sobreviver e geralmente nem se desenvolve nesse tipo de gravidez.
Nomes alternativos
Gravidez tubária; Gravidez cervical; Gravidez abdominal
Causas, incidência e fatores de risco
A gravidez ectópica ocorre quando a gestação começa fora do útero. O local mais comum de ocorrer uma gravidez ectópica é dentro de um dos tubos (trompas de Falópio) através dos quais os óvulos passam do ovário para o útero. Entretanto, em casos raros, a gravidez ectópica pode ocorrer no ovário, na região do estômago ou no colo do útero.
Essa gestação é geralmente causada por fatores que impedem ou retardam o movimento do óvulo fertilizado da trompa de Falópio para o útero. Isso pode ser em razão de um bloqueio físico (cicatriz) na trompa decorrente de fatores hormonais ou outros, como fumar.
A maioria dos casos de bloqueio é causada por:
  • Gravidez ectópica anterior
  • Infecção anterior nas trompas de Falópio
  • Cirurgia nas trompas de Falópio

Até 50% das mulheres que tiveram uma gravidez ectópica tiveram inchaço (inflamação) nas trompas de Falópio (salpingite) ou doença inflamatória pélvica (DIP).
Alguns casos de gravidez ectópica podem ser causados por:
  • Defeitos de nascença nas trompas de Falópio
  • Complicações de um apêndice rompido
  • Endometriose
  • Cicatriz causada por uma cirurgia pélvica anterior

Fatores que também podem aumentar o risco de gravidez ectópica:
  • Idade superior a 35 anos
  • Ter muitos parceiros sexuais
  • Fertilização in vitro

Algumas vezes, a causa é desconhecida.
Outras vezes, a mulher engravida depois de fazer uma ligadura de trompas (esterilização tubária). A gravidez ectópica acontece com mais frequência em dois anos ou mais após o procedimento e não logo após a ligadura. No primeiro ano após a esterilização, somente cerca de 6% dos casos de gravidez são ectópicos, mas a maioria das gestações que ocorre entre dois e três anos após a esterilização tubária será de gravidez ectópica.
A gravidez ectópica também ocorre com mais frequência em mulheres que:
  • Fizeram cirurgia de reversão da esterilização tubária para poder engravidar
  • Usavam um dispositivo intrauterino (DIU) e ficaram grávidas (muito improvável de acontecer quando o DIU está no lugar correto)

A gravidez ectópica ocorre 1 vez entre 40 a 100 gestações.
Sintomas
  • Sangramento vaginal anormal
  • Amenorreia
  • Sensibilidade nos seios
  • Dor lombar
  • Cólica leve em um dos lados da pélvis
  • Náusea
  • Dor no baixo abdome ou região pélvica

Se a região da gravidez anormal se romper e apresentar hemorragia, os sintomas podem piorar.
Eles podem incluir:
  • Sensação de desmaio ou desmaio real
  • Pressão intensa no reto
  • Dor na região dos ombros
  • Dor forte, aguda e repentina no baixo abdome

Uma hemorragia interna causada por ruptura pode provocar pressão arterial baixa e desmaio em cerca de uma em cada 10 mulheres.
Exames e testes
O médico realizará um exame pélvico, que pode indicar sensibilidade na região pélvica.
Possíveis testes incluem:
  • Culdocentese
  • Hematócrito
  • Teste de gravidez
  • Teste de sangue de HCG quantitativo
  • Nível sérico de progesterona
  • Ultrassom transvaginal ou para detecção de gravidez
  • Contagem de leucócitos

Um aumento nos níveis de HCG quantitativo pode ajudar a diferenciar uma gravidez normal (intrauterina) de uma gravidez ectópica. As mulheres com níveis altos devem realizar um ultrassom vaginal para identificar se a gravidez é normal.

Laparoscopia
Outros exames podem ser feitos para confirmar o diagnóstico:
  • D e C
  • Laparoscopia
  • Laparotomia

A laparoscopia é realizada quando uma cirurgia menos invasiva é desejada. Também é chamada de cirurgia do "band-aid".
Isso porque apenas pequenas incisões precisam ser feitas para acomodar os instrumentos cirúrgicos usados para visualizar o conteúdo abdominal e realizar a cirurgia.
Tratamento
A gravidez ectópica não pode ser mantida até o parto. As células em desenvolvimento devem ser removidas para salvar a vida da mãe.
Se a região da gravidez ectópica se romper, será necessário procurar ajuda médica imediatamente. A ruptura pode causar choque, caracterizando uma situação de emergência.
Possíveis tratamentos para o caso de choque:
  • Transfusão de sangue
  • Líquidos administrados por via intravenosa
  • Manter a paciente aquecida
  • Oxigênio
  • Manter as pernas elevadas

Se ocorrer ruptura, uma cirurgia (laparotomia) será realizada para interromper a perda de sangue.
Essa cirurgia também é feita para:
  • Confirmar uma gravidez ectópica
  • Remover a gravidez anormal
  • Corrigir danos ao tecido

Em alguns casos, talvez seja necessário retirar a trompa de Falópio.
Os tratamentos cirúrgicos mais comuns no caso de uma gravidez ectópica em que não ocorreu ruptura são a minilaparotomia e a laparoscopia. Se o médico entender que não vai ocorrer ruptura, ele pode receitar um medicamento chamado metotrexato e monitorar a paciente. É possível que sejam realizados exames de sangue e testes da função hepática.
Evolução (prognóstico)
Um terço das mulheres que teve uma gravidez ectópica é capaz de engravidar posteriormente. Uma nova gravidez ectópica pode ocorrer em um terço das mulheres. Algumas mulheres não engravidam novamente.
A probabilidade de uma gravidez bem-sucedida depende de alguns fatores:
  • A idade da mulher
  • Se ela já teve filhos
  • O motivo da primeira gravidez ectópica

A taxa de mortalidade por gravidez ectópica nos Estados Unidos diminuiu nos últimos 30 anos para menos de 0,1%.
Complicações
A complicação mais comum é a ruptura com hemorragia interna, que causa choque. A morte por causa da ruptura é rara.
Ligando para o médico
Ligue para o seu médico se você apresentar sintomas de gravidez ectópica (principalmente dor no baixo abdome ou sangramento vaginal anormal). É possível desenvolver uma gravidez ectópica se você for capaz de engravidar (fértil) e sexualmente ativa, mesmo se usar algum método contraceptivo.
Prevenção
A maioria das formas de gravidez ectópica que ocorre fora das trompas de Falópio é provavelmente inevitável. Entretanto, é possível evitar uma gravidez tubária (o tipo mais comum de gravidez ectópica) em alguns casos evitando condições que possam deixar cicatrizes nas trompas.
Medidas que podem reduzir riscos:
  • Evitar fatores de risco para a doença inflamatória pélvica (DIP), como ter muitos parceiros sexuais, praticar sexo sem camisinha e contrair doenças sexualmente transmissíveis (DST)
  • Diagnóstico e tratamento precoces de DST
  • Diagnóstico e tratamento precoces de salpingite e DIP
  • Parar de fumar
Fonte iG

Chocolate escuro pode diminuir pressão sanguínea, diz estudo

Pesquisa foi feita a curto prazo e não conseguiu identificar quantidade ideal de chocolate a ser ingerida

O consumo diário de chocolate escuro pode ajudar a reduzir levemente a pressão sanguínea, segundo indica uma análise de 20 estudos A pesquisa foi feita pelo grupo Cochrane - colaboração internacional de milhares de especialistas que revisam estudos já realizados.

A causa seria o cacau, principal ingrediente do chocolate, que relaxa os vasos sanguíneos.

A teoria é que o cacau contém flavonoide, que faz o corpo humano produzir a substância química chamada óxido nítrico, que "relaxa" os vasos, facilitando a passagem do sangue e, por consequência, diminuindo a pressão sanguínea.

Os estudos anteriores, combinados pela análise Cochrane, haviam apresentando resultados variados. A quantidade diária de cacau consumida por cada participante varia de 3g a 105g, mas todos apresentaram uma leve redução na pressão. Uma pressão sistólica de 120 mmHg (milímetros de mercúrio) é considerada normal. O cacau reduziu-a entre 2 a 3 mmHg.

Mas os estudos duraram apenas duas semanas, portanto os efeitos no longo prazo são desconhecidos. "Embora não tenhamos ainda evidência de diminuição sustentada da pressão sanguínea, a pequena redução que observamos no curto prazo pode complementar outras opções de tratamento e pode contribuir para reduzir o risco de uma doença cardiovascular ", disse a pesquisadora que liderou a revisão, Karin Ried, do Instituto Nacional de Medicina Integrada de Melbourne, Austrália.

Pressão alta é um problema comum, sendo relacionada com 54% dos ataques cardíacos em todo o mundo e 47% das doenças coronárias. Entretanto, especialistas dizem que há maneiras mais saudáveis de se diminuir a pressão do sangue já que o chocolate possui muita gordura e açúcar.

Há inclusive um alerta na publicação médica Lancet de que o chocolate escuro pode conter menos flavonoide do que se imagina já que a substância pode ser removida por ser amarga. "É difícil saber ao certo a quantidade de flavonoide do cacau que seria necessária para que seja observado um efeito benéfico e qual a melhor forma de obtê-la", diz Victoria Taylor da Fundação Britânica do Coração (British Heart Foundation).

"As 100g de chocolate que precisariam ser consumidas diariamente, segundo alguns estudos, também viriam com 500 calorias. Isto é um quarto da recomendação diária para mulheres."

"Feijões, maçãs e outras frutas também contêm flavonoide e, mesmo vindo em menor quantidades do que no cacau, estas opções tem menos efeitos indesejáveis do que os encontrados no chocolate", disse ela.

Fonte iG

Sangue tipo O é associado a menor chance de ataque cardíaco, diz estudo

Pesquisa revelou também que pessoas com o sangue do tipo AB são as mais suscetíveis a doença do coração

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos sugere que pessoas que têm o sangue do tipo O são menos suscetíveis a problemas cardíacos do que quem possui sangue A, B, e AB.

O estudo, realizado por cientistas da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, em Boston, concluiu que as pessoas com o tipo sanguíneo mais raro, o AB, são as mais vulneráveis a doenças do coração .

Para estas pessoas a probabilidade de sofrer com doenças cardíacas é 23% maior do que para as pessoas com o tipo sanguíneo O.

A pesquisa também descobriu que para pessoas com sangue do tipo B o risco de doenças cardíacas aumentava em 11% e, para pessoas com sangue tipo A, o aumento era de 5%.

Os pesquisadores não sabem a razão deste aumento de probabilidades. Eles vão agora analisar como os grupos sanguíneos reagem a um estilo de vida mais saudável.

"As pessoas não podem mudar o tipo sanguíneo, mas nossas descobertas podem ajudar os médicos a compreender melhor quem tem risco de desenvolver doenças cardíacas. É bom saber qual o seu tipo sanguíneo, da mesma forma como você deveria saber seu colesterol ou pressão sanguínea", disse o professor Lu Qi, que liderou o estudo.

"Se você sabe que o risco é maior, pode reduzi-lo adotando um estilo de vida mais saudável, como se alimentar bem, praticar exercícios e não fumar."

A pesquisa foi divulgada na publicação especializada American Heart Association Journal.

'Complicado'
As descobertas dos cientistas americanos são baseadas em dois grandes estudos realizados nos Estados Unidos, um envolvendo 62.073 mulheres e outro, 27.428 pessoas adultas. Eles tinham entre 30 e 75 anos e foram acompanhados durante 20 anos.

Como a etnia das pessoas estudadas era predominantemente caucasiana, os pesquisadores afirmam que ainda não foi esclarecido se as descobertas podem ser as mesmas em outros grupos étnicos.

O grupo sanguíneo AB foi ligado à inflamações, que têm um papel importante nos danos em artérias.

Também foram encontradas provas de que o tipo sanguíneo A está associado ao colesterol ruim, o LDL, que pode bloquear as artérias.

Já as pessoas com o tipo sanguíneo O podem se beneficiar dos níveis maiores de um elemento químico que ajuda no fluxo sanguíneo e na coagulação.

No entanto, o estudo não analisou as razões dos riscos diferentes para os tipos sanguíneos distintos.

"O tipo sanguíneo é algo muito complicado, então podem existir múltiplos mecanismos influenciando (estas diferenças)", disse Lu Qi.

Fonte iG

Amêndoa do baru pode ajudar no combate a doenças

Pesquisa mostra que o potencial da amêndoa do baru vai muito além do nutricional

Uma castanha escondida dentro de um fruto do Cerrado pouco conhecido pelos brasileiros – o baru – pode ser uma grande aliada no combate a doenças crônicas e degenerativas.

Repleta de compostos com alto poder antioxidante, a castanha (ou amêndoa) do baru se mostrou, em pesquisa realizada pela Universidade de Brasília (UnB), eficaz para prevenir doenças como cardiopatias, aterosclerose , câncer , diabetes , Alzheimer e até mesmo o envelhecimento precoce.

Essas enfermidades estão diretamente ligadas ao estresse oxidativo das células. Um aumento excessivo na produção de radicais livres prejudica a estrutura das moléculas de DNA, carboidratos, lipídios e proteínas. Sem conseguir controlar esses radicais livres, as lesões celulares podem levar o corpo a desenvolver doenças.

“O estresse oxidativo é o maior responsável pelas doenças crônicas. Descobrimos que os princípios bioativos presentes na amêndoa do baru funcionam como protetores, por conta de suas ações anti-inflamatórias, antivirais, anticarcinogênicas e antimicrobianas”, explica Miriam Rejane Bonilla Lemos, a responsável pelo estudo. A pesquisadora ressalta que as propriedades nutricionais do baru já haviam sido estudadas, mas não as farmacológicas.

Os óleos da amêndoa do baru são tão ricos em ômega 3, 6 e 9 com ácidos graxos insaturados (81%) quanto os peixes, recomendados para quem quer uma dieta saudável. Além disso, a amêndoa é rica em vitamina E, que também tem função antioxidante e ajuda na imunidade do corpo, e compostos fenólicos (como ácidos gálicos, cafeicos e elágicos) que têm ações anti-inflamatórias e antivirais.

“O baru faz parte de um patrimônio genético riquíssimo sob o ponto de vista medicinal, porém pouco estudado. É também um grito de alerta contra a destruição do Cerrado”, comenta Miriam.

A pesquisa
Mirian deu continuidade a um estudo iniciado pelo grupo de pesquisa da professora Egle Machado Siqueira, durante o doutorado no Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da UnB, sobre 18 frutos do Cerrado. Nos testes feitos para avaliar os potenciais nutricional e físico-químico dos alimentos, o baru foi o que mais se destacou, porque é rico em minerais, ferro e zinco. A partir daí, a pesquisadora iniciou outra etapa do estudo, dessa vez com ratos.

Dividindo os animais (todos submetidos a estresse oxidativo) em dois grupos, Mirian deu ração à base de amêndoas de baru, que contêm compostos antioxidantes, para apenas um grupo de animais. O que os pesquisadores perceberam é que os que tinham ingerido o alimento tiveram seus órgãos (fígado, coração e baço) protegidos das ações do estresse, responsável por inúmeras doenças. O outro grupo, que recebeu uma alimentação comum, apresentava sinais de lesões nesses órgãos.

Depois disso, Mirian decidiu ir para a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), onde fez graduação e trabalha, para concluir as análises sobre as substâncias do baru ao lado do co-orientador Rui Carlos Zambiazi, do Laboratório de Cromatografia. As conclusões do estudo levaram à publicação de artigo científico na revista Food Research International-Elsevier. A atividade antioxidante da amêndoa do baru foi comprovada em laboratório.

Agora, os estudos vão continuar no pós-doutorado. O poder de cura e prevenção de doenças de cada um dos fitoquímicos do baru será analisado. Câncer e doenças infectocontagiosas como a aids estão na mira da pesquisadora.

“Existem estudos em pacientes soropositivos que mostram que os ácidos gálico e elágico (encontrados no baru) podem inibir a ação do agente agressor do HIV quando ligado ao receptor CD4, interferindo nos sintomas e melhorando o quadro desses pacientes sob o ponto de vista imunológico”, explica.

Como usar
Formada em veterinária e mestre em engenharia e ciência de alimentos, Mirian evita “prescrever” o baru como medicamento. Apesar de resultados promissores, ela explica que os dados são preliminares. Miriam lembra, no entanto, que as amêndoas podem fazer parte de uma dieta saudável.

“Estudos têm mostrado que comer entre 50g e 100g de amêndoas de baru diariamente garante a ingestão de minerais, vitaminas e proteínas importantíssimas para o organismo. Com essa quantidade, agora sabemos que estamos garantindo compostos fitoquímicos importantes no combate a doenças”, diz.

A pesquisadora ressalta, no entanto, que a amêndoa do baru tem um alto valor energético (cerca de 600 kcal em 100g). Por isso, é importante não abusar. Além disso, para que todo o potencial nutricional e farmacológico do baru seja aproveitado, é preciso torrar ou cozinhar a castanha – ela não pode ser ingerida crua.

Fonte iG