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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Austrália: Lei inédita proíbe exibição de marcas em maços de cigarro

Lei inédita proíbe exibição de marcas em maços cigarro Greg WOOD/AFP
Cartaz em inglês de quiosque diz “fumar mata” e fornece número de telefone para quem deseja parar
Foto: Greg WOOD / AFP
Em luta declarada contra o tabaco, logos darão lugar a imagens de doenças

Com a lei considerada uma das mais severas do mundo contra a venda de cigarros, o governo da Austrália venceu ontem uma batalha com as maiores fabricantes de cigarro.

A partir de 1º de dezembro, os logos e as cores das marcas serão substituídos por embalagens padronizadas verde-oliva, impressas com bocas afetadas pelo câncer, pulmões debilitados e crianças doentes.

A Alta Corte de Sydney considerou sem fundamento ontem a ação movida por Philip Morris, British American Tobacco, Japan Tobacco International e Imperial Tabacco contra a lei. À decisão não cabe apelação.

As imagens degradantes são semelhantes às que os brasileiros já estão acostumados a ver no verso das embalagens, mas em tamanho maior. Ocuparão 75% da parte frontal das embalagens e 90% da posterior. A marca e o nome do fabricante serão impressos com caracteres-padrão.

— É uma vitória para todas as famílias que perderam alguém por doenças relacionadas ao cigarro — comemorou a ex-ministra da Saúde e procuradora-geral, Nicola Roxon.

Nicola — cujo pai fumava e morreu de câncer no esôfago quando ela tinha 10 anos — prevê redução de 15% para 10% no percentual de fumantes no país até 2018. Grã-Bretanha, Canadá e Nova Zelândia estudam iniciativas similares à da Austrália.

— Os governos do mundo inteiro acompanham o que ocorre sobre este tema na Austrália e alguns poderão seguir nossos passos — disse Nicola.

Os produtores argumentam que a lei viola o direito de propriedade intelectual e que a decisão facilitará a falsificação. Honduras, República Dominicana e Ucrânia se opuseram na Organização Mundial do Comércio contra a normativa australiana.

Nos anos 1990, a Austrália proibiu a publicidade de tabaco em qualquer meio de comunicação e também o patrocínio de eventos. Cerca de 15 mil australianos morrem a cada ano como consequência de doenças relacionadas com o tabagismo.

Longo caminho
Daniela Santarosa, Editora do Caderno Vida

A decisão da Justiça australiana é mais uma estratégia para tentar diminuir o consumo de cigarros, sobretudo por adolescentes. Dados da Organização Mundial de Saúde revelam que 80% a 90% das pessoas iniciam a fumar antes dos 18 anos. Estudiosos do tema — como o pneumologista Luiz Carlos Corrêa da Silva, da Santa Casa de Misericórdia, e o homeopata Roni Quevedo, criador do programa que baniu o fumo na Universidade Católica de Pelotas — são unânimes em afirmar que, sim, medidas como essas são eficazes. Para eles, a restrição na Austrália é um próximo passo da Convenção-Quadro para Controle do Tabagismo, tratado internacional que estabelece como obrigação a elaboração de projetos como este, que, quem sabe, tentará ser replicado em solo brasileiro. Isso, claro, se o lobby da indústria não tiver êxito.

De todas as táticas, a educação é a que surte mais efeito — porém, é um trabalho de formiguinha. O Brasil já colhe os frutos de planos iniciados há duas décadas. A redução do número de fumantes no país — desde 2009, o consumo diminuiu 14% entre os jovens e 7% em adultos — sinaliza que estamos no caminho certo nesta longa jornada.

Fonte Zero Hora

Exames: Anticorpos antimúsculo liso (código AMB: 4.03.06.39-9)

Material a ser analisado: sangue extraído da veia do braço.
 
Tempo necessário para obter o material: entre 5 a 10 minutos.
 
Finalidade: A positividade do exame ajuda a confirmar o diagnóstico de hepatite crônica ativa. Também ajuda a confirmar o diagnóstico de cirrose biliar primaria.
 
Preparação prévia: não é necessária.
 
Descrição do exame: realizado por imunofluorêscencia indireta e microscopia por luz ultravioleta.
 
Resultados:
Valor normal títulos de anticorpos antimúsculo liso menor de 1:20.
 
Os valores elevados são indicativos de:
  • Hepatite crônica ativa
  • Cirrose biliar primaria
  • Mononucleose infecciosa
  • Hepatite viral
  • Asma
 
Tempo requerido para a determinação dos resultados: varia de alguns minutos.
 
Confiabilidade dos resultados: exata porém não muito específica.
 
Fonte Boa Saúde

Campanha para imunizar crianças começa no sábado e terá novas vacinas

O calendário de vacinação infantil muda a partir deste mês. Em vez de receberem o segundo reforço da vacina oral contra a polio este mês, as crianças de até 5 anos devem fazer a revisão completa dos cartões de vacinação.

Entre sábado (18), dia nacional de mobilização, e a sexta-feira da próxima semana (24), 34 mil postos de saúde no país estarão preparados para preencher eventuais lacunas na vacinação.

Todas as vacinas que compõem o calendário básico infantil estarão disponíveis: contra tuberculose, hepatite B, difteria, tétano, coqueluche, meningite, polio, rotavírus, febre amarela, pneumonia, sarampo, rubéola e caxumba.

Para garantir os reforços adequados, o Ministério da Saúde orienta que os pais levem as carteiras de vacinação.

Quem não tiver mais a caderneta também deve levar as crianças, orientou o ministro Alexandre Padilha (Saúde) em coletiva nesta terça-feira, para lançar a campanha. "É a oportunidade de checar com o serviço de saúde."

Novidades 
Há três novidades este ano na campanha de vacinação do segundo semestre. A primeira é que não será dado o reforço da polio em gotinhas de forma massiva --como ocorreu no primeiro semestre e tradicionalmente também ocorria no segundo.

Além disso, como anunciado pelo Ministério da Saúde no início do ano, duas novas vacinas passarão a ser oferecidas: a com o vírus inativo da polio e a pentavalente.

Bebês que começam agora o esquema vacinal, receberão as duas primeiras doses contra a polio na forma injetável, aos dois e quatro meses de idade. Aos seis e aos 15 meses de idade, e nos reforços anuais no primeiro semestre do ano, receberão a forma em gotas.

A outra mudança é na oferta da pentavalente, que unifica a atual tetravalente (difteria, tétano, coqueluche e meningite) com a imunização contra a hepatite B. Essa vacina será dada aos dois, quatro e seis meses de idade.

Carlas Domingues, coordenadora do PNI (Programa Nacional de Imunização), explica que a ideia é reunir, nos próximos anos, mais duas vacinas na pentavalente: a polio inativada e a meningocócica C.

Vitamina A
A campanha multivacinal que começa no sábado ainda vai oferecer aos municípios do Norte, Nordeste e dos valos do Jequitinhonha e Mucuri (ambos em Minas Gerais) doses de vitamina A para as crianças.

Parte do programa "Brasil Carinhoso", lançado pela presidente Dilma Rousseff em maio, a vitamina é administrada pela forma oral.

Fonte Folhaonline

Justiça condena empresa a pagar R$ 1 mi a mulher que teve reação a Novalgina

Por entender que uma mulher de 35 anos teve uma grave síndrome decorrente do uso da Novalgina (dipirona sódica), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal condenou o fabricante do remédio a pagar indenização de R$ 1 milhão.

A decisão amplia o valor da indenização fixado na 1ª instância e mantém a determinação de que o fabricante pague pensão mensal --um salário mínimo até que a paciente complete 60 anos-- e o tratamento futuro de Magnólia Almeida.

A empresa, Sanofi-Aventis, afirma que não é possível relacionar o uso do remédio ao caso e diz que vai recorrer.

Em 2007, Magnólia teve a síndrome de Stevens-Johnson, que ataca pele e mucosas, boca, olhos e genitais, formando muitas bolhas e uma espécie de queimadura.

Em grande parte dos casos, a doença se inicia após uso de medicamentos (mais frequentemente anticonvulsivantes e anti-inflamatórios não hormonais) ou infecções. A incidência é baixa: 7,1 casos por milhão de pessoas.

Magnólia afirma que os sintomas começaram após ter tomado dois comprimidos de Novalgina (remédio que tinha hábito de usar), espaçados em oito horas, para combater dor de cabeça e febre.

Logo, continua, os olhos ficaram irritados e surgiram pequenas bolhas pelo corpo, que a levaram ao hospital.

A decisão judicial, tomada em maio e divulgada agora, "é um sucesso que ninguém gostaria de ter", disse Magnólia em entrevista à Folha.

Ela conta ter tido 90% do corpo queimado, insuficiência renal e infecção generalizada. Cinco anos depois, Magnólia afirma ter passado por 35 cirurgias nos olhos e seis transplantes de córnea.

"Preciso de mais dois transplantes [um em cada olho], eu enxergo vultos. Eu não saio só, porque não vejo buracos", conta.

Na decisão, os desembargadores citam pareceres médicos e técnicos para relacionar o início da síndrome ao uso do medicamento.

Para eles, apesar de essa síndrome estar listada na bula do remédio como reação possível, "não é razoável o afastamento da responsabilidade [da Sanofi], porque a insegurança do produto extrapolou o padrão de previsibilidade do cidadão médio".

Paulo Criado, dermatologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, faz ressalvas à decisão.

"Esse diagnóstico é sempre de suspeição. A gente não tem, laboratorialmente, como determinar se a droga é a causadora. Uma vez que você decide se tratar com a medicina, você assume correr riscos", completa ele.

"Entrei em coma", diz paciente
Magnólia Almeida recebeu a Folha em sua casa usando óculos de proteção semelhantes aos usados em fábricas.

"Deixa eu colocar o outro, porque essa luz me incomoda", disse, trocando o par por outro de lentes amarelas.

Técnica em enfermagem e mãe de um menino, Magnólia está aposentada pelo INSS. Mora nos fundos de um terreno dos pais em Taguatinga (DF). Além da dificuldade na visão, enfrenta problemas ginecológicos.

"Os médicos não sabem como estão meus órgãos. Meu canal vaginal fechou, os médicos não têm como examinar meu útero, os ovários."

Todo o tratamento oftalmológico, diz ela, foi privado e feito em São Paulo. Por isso, comemora a decisão do Tribunal de Justiça, que manteve a determinação de que a empresa pague pelos tratamentos futuros da doença.

"O que a gente vai ganhar não compensa muito [os gastos e o desgaste]. Mas, se eles pagarem a continuidade do tratamento, vai valer a pena."

O frasco do lubrificante manipulado que usa nos olhos, diz, custa R$ 20. Entre 15 e 20 são usados por mês.

Segundo ela, a renda mensal familiar é de R$ 2.700, e os médicos alertaram que, na rede pública, ela não teria a atenção adequada para um caso tão grave como esse.

Ela cita Deus quando fala do que passou. "Entrei em coma três vezes. Na primeira me deram duas horas de vida. Tudo parou de funcionar. Só Deus mesmo."

Outro lado
Na ação, a Sanofi-Aventis afirma que Magnólia já apresentava irritação nos olhos antes de tomar a Novalgina e que a ficha hospitalar da paciente apontava uso de outro medicamento (paracetamol).

À Folha, a empresa afirmou que a síndrome é rara e ocorre de forma espontânea, sem estar relacionada ao uso de remédios ou outra causa conhecida, em entre 25% e 50% dos casos. A empresa reforçou que cerca de cem medicamentos foram relacionados à síndrome e que a doença está listada como reação adversa possível na bula, como determina a Anvisa.

Editoria de arte/folhapress

Fonte Folhaonline

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