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sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Profissionais trabalhariam com mais empenho se pudessem reduzir o tempo de deslocamento até o trabalho

Velocidade de Transito em SPEntrevistados disseram que gostariam de dedicar esse tempo a atividades de saúde e convívio familiar

Uma pesquisa, que consultou cerca de 16 mil profissionais em mais de 80 países, mostra que 48% dos funcionários no mundo trabalhariam com mais empenho se pudessem reduzir o tempo de deslocamento para chegar ao trabalho, o que também traria benefícios para as empresas, com o aumento da produtividade.

Realizada pela empresa de equipamentos para escritórios Regus, a consulta revela também que os trabalhadores estão livres para trabalharem em outros locais, fora do escritório da empresa, durante metade da semana ou mais, o que os ajuda a diminuir o tempo gasto no trajeto entre suas residências e o escritório, além de permitir que escolham outros locais de trabalho próximos de suas residências.

Outro benefício de reduzir o tempo gasto com deslocamento é poder dedicar essas horas a atividades ligadas ao lazer e à saúde, bem como ao convívio familiar, aumentando a sensação de bem-estar no dia a dia. Quando perguntados sobre o que fariam no tempo livre, se diminuíssem as horas que gastam durante o trajeto até o trabalho, 87% dos brasileiros entrevistados pela pesquisa disseram que dedicariam mais tempo ao parceiro e à família, 85% dedicaria mais horas à prática de exercícios físicos e 79% usaria esse tempo para ampliar as qualificações educacionais.

Um estudo anterior já havia demonstrado que 72% das empresas presenciaram um aumento na produtividade como resultado direto das práticas de trabalho flexíveis, reforçando que a flexibilidade no trabalho, além de profissionais mais saudáveis, aumenta a produtividade no desempenho das atividades.

Fonte Zero Hora

Vergalhão de dois metros fica cravado na cabeça de operário no Rio de Janeiro

Socorrido pelos bombeiros, homem de 24 anos chegou consciente ao hospital

O operário Eduardo Leite, 24 anos, teve a cabeça perfurada por um vergalhão de dois metros de comprimento, na tarde desta quarta-feira, enquanto trabalhava em uma obra em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro. O operário estava agachado, no térreo, quando o pedaço de ferro caiu do quinto andar do prédio, perfurou seu capacete, entrou pela parte superior da cabeça e saiu pela região entre os olhos.

O rapaz sobreviveu e foi socorrido por bombeiros, que cortaram uma parte do vergalhão na hora e o levaram ao Hospital Miguel Couto, na Gávea (zona sul), ainda com meio metro do ferro cravado na cabeça. Ele chegou consciente e falando, foi operado durante cinco horas por três médicos e está internado no Centro de Tratamento Intensivo. Se a evolução ocorrer como previsto, ele receberá alta em uma semana.

O principal risco agora, segundo os médicos, é de que ocorra uma infecção, já que o pedaço de ferro estava sujo. Os médicos limparam a área atingida, mas não há garantia de que todas as impurezas tenham sido eliminadas.

Segundo a direção do hospital, a região cerebral afetada é responsável pelas emoções e mudanças de comportamento, mas pode ser que a vítima não apresente sequelas. A três centímetros dali fica a área do cérebro responsável pela coordenação motora. Se ela tivesse sido atingida, o operário correria o risco de ficar paraplégico. A um centímetro fica uma região responsável pela visão.

Fonte Zero Hora

Quanto mais gordo for o homem, mais pobre é seu esperma

Obesos têm até 20% menos espermatozóides em comparação com homens na faixa de peso ideal

Homens obesos têm esperma mais pobre em espermatozóides, o que pode ter impacto direto sobre sua fertilidade, segundo um estudo francês apresentado em Estocolmo no congresso da Sociedade Europeia de Reprodução Humana (ESHRE).

O estudo foi realizado no final de 2010 com 1940 pessoas por uma equipe liderada por Paul Cohen-Bacrie, diretor científico do Laboratório de Biologia Médica de Eylau-Unilabs, em Paris. Foi "o maior estudo já realizado" sobre o tema, segundo a Unilabs, uma associação de laboratórios de 12 países europeus, fundada na Suíça.

"O sobrepeso causa uma modificação dos parâmetros do esperma, devido provavelmente a desordens hormonais, com déficits em número, em mobilidade e em vitalidade, o que causa perdas de possibilidade de concepção", explicou à AFP o dr Cohen-Bacrie.

Os pesquisadores analisaram o volume de esperma, seu pH, a concentração de espermatozóides por ml de esperma, seu número total, sua mobilidade, sua vitalidade, a taxa de formatos atípicos, etc. Os coeficientes de correlação foram estabelecidos entre esses parâmetros e o índice de massa corporal.

Com um IMC (peso dividido pelo dobro da altura) inferior a 18, a pessoa pode ser considerada magra; entre 18 e 25, o peso é normal; entre 25,1 e 30, há sobrepeso; e o indivíduo é obeso quando o resultado supera 30.

O estudo mostra que quanto maior o sobrepeso, menor a qualidade do esperma, particularmente no que concerne à concentração e ao número total de espermatozóides.

Além da concentração de espermatozóides ser 10% menor para os pacientes com sobrepeso em relação àqueles com peso normal e chegar a 20% para os obesos, a mobilidade dos espermatozóides destes cai 10%.

A contagem total de espermatozóides, de 184 a 194 milhões de ml entre as pessoas com peso normal, cai para 164/186 entre as pessoas com sobrepeso, e para 135/157 entre os obesos. O número de pessoas que sofrem de uma ausência total de espermatozóides (azoospermia) passa de 1%, quando o peso é normal, para 3,8% entre os obesos.

Quando a idade aumenta, o efeito do IMC na concentração e na quantidade permanece o mesmo, mas a mobilidade dos espermatozóides entre os obesos diminui significativamente.

Já se sabe que a mulher obesa ou muito magra pode ter problemas de ovulação. Mas "quando um casal quer ter filhos, é preciso também tomar cuidado com o peso do homem, um dado importante", ressalta Cohen-Bacrie.

Mas há um elemento reconfortante: ele constatou em 300 pacientes que o problema é reversível, e que ao emagrecer os parâmetros perdidos são recuperados.

Com relação ao peso e a outros dados, como o hábito de fumar, pode-se "com atitudes simples, ter concepções naturais e evitar a procriação assistida por médicos", indica esse especialista da PMA. "Se pudermos evitar o recurso à Ciência Médica da procriação fazendo um regime, é melhor", disse.

Fonte iG

Comer nozes melhora a qualidade do esperma

Nozes são ricas em ácido linolêico e ácidos graxos como ômega 3 e 6

Comer 75 gramas de nozes por dia melhora a vitalidade, a mobilidade e a morfologia dos espermatozóides nos homens de entre 21 e 35 anos, segundo um artigo publicado nesta quarta-feira (15) na revista "Biology of Reproduction".

Aproximadamente 70 milhões de casais têm problemas de fertilidade no mundo, segundo a publicação, que indica que entre 30% e 50% dos casos podem ser atribuídos aos homens.

Alguns estudos sugeriram que a qualidade do sêmen humano diminuiu nos países industrializados, possivelmente devido à poluição, aos maus hábitos de estilo de vida e a uma dieta ao estilo ocidental.

A doutora Wendie Robbins, da Universidade da Califórnia, e sua equipe averiguaram se o aumento dos ácidos graxos poliinsaturados (AGP), que são fundamentais para o amadurecimento dos espermatozóides pode aumentar a qualidade do esperma nos homens que consomem uma dieta ocidental.

Segundo os especialistas, as melhores fontes para encontrar estes ácidos graxos neste tipo de dieta são os peixes e os suplementos de azeite de peixe, as sementes de linho e as nozes, que são especialmente ricas em ácido linolêico (ômega 3).

Os pesquisadores selecionaram 117 homens saudáveis de idades entre 21 e 35 anos que consumiam uma dieta ocidental e os dividiram em dois grupos: um com 58 membros que evitaram o consumo de frutos secos e outro, com 59, que comeram 75 gramas de nozes por dia.

Estudos anteriores haviam indicado que 75 gramas de nozes poderia ser a dose que os níveis de lipídios no sangue poderiam mudar, mas que não contribuiria ao aumento de peso já que também fornecem gorduras e proteínas.

O sêmen dos participantes foi examinado no início e no final do experimento que durou 12 semanas e os especialistas não encontraram mudanças significativos no índice de massa corporal, peso ou nível de atividade em ambos grupos.

No entanto, detectaram que os que tinham consumido nozes haviam aumentado de maneira significativa os níveis de ácidos graxos ômega 6 e ômega 3, e tiveram uma melhoria na vitalidade, movimento e morfologia de seus espermatozóides, enquanto o outro grupo não experimentou mudanças. EFE

Fonte iG

Governo define pré-natal dos homens

Cortar o cordão umbilical, dar o primeiro banho e aproveitar para fazer exames são estratégias para melhorar a saúde deles

O Ministério da Saúde quer aproveitar a paternidade para melhorar os indicadores de saúde dos homens.

Reunião com especialistas da área definiu uma espécie de “pré-natal do papai”, que deve ocorrer com os cuidados gestacionais da mulher.

A proposta já está em andamento – de forma experimental – em algumas cidades brasileiras (como São Paulo, Ourinhos, Campinas e Rio de Janeiro) e a ideia é padronizar as estratégias e recomendações em todas as unidades básicas de saúde do País.

“Buscamos trabalhar com as coordenações Estaduais e Municipais de Saúde do Homem para incentivar a participação dos pais no pré-natal, parto e pós-parto”, afirma Eduardo S. Chakora, coordenador da Área Técnica de Saúde Masculina do Ministério.

Cortar o cordão umbilical do bebê, ajudar no primeiro banho das crianças e divulgar o direito dos pais de acompanhar o parto nos hospitais do Sistema Único de Saúde (SUS) estão entre as recomendações definidas para todo o território nacional, diz Chakora.

Além do papel mais participativo dos homens no momento do nascimento das crianças, o pré-natal masculino também visa aproximar os adultos do cuidado preventivo. Os “grávidos” serão estimulados a fazer exames que detectam aids , sífilis e hepatites virais , além de fazer visitas ao cardiologista e urologista.

“Queremos oferecer horários alternativos (de funcionamento dos serviços de saúde), tais como sábados e terceiro turno, para consultas, atividades de grupo e visitas às enfermarias, para facilitar a presença dos pais que trabalham”, completa o coordenador.

Sexo frágil
As sociedades médicas brasileiras – Urologia, Cardiologia e Psiquiatria – já em 2010 alertaram que os indicadores de saúde masculina apresentam desvantagem em relação aos de saúde feminina. Por isso, criaram uma comissão nacional para melhorar os dados.

Os homens hoje vivem oito anos a menos do que as mulheres, reúnem o dobro de casos de mortes cardíacas, fumam e bebem o dobro em relação a elas (e por isso são maioria em câncer de pulmão , boca e laringe) e ainda englobam 80% dos mortos em acidentes de trânsito e homicídio.

A fragilidade masculina em relação à saúde está baseada em padrões culturais que por anos mantiveram os homens afastados dos médicos.

“O próprio termo ‘saúde masculina’ é recente. Antes só existia saúde da criança e saúde da mulher”, afirma o professor de urologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, André Cavalcanti.

“A política nacional para eles começa a ser desenhada apenas em 2007. Agora estamos colhendo os primeiros frutos da mudança”, completa.

Segundo o especialista, hoje já há menos preconceito em fazer exames de próstata, o grande tabu. Além disso, a melhora dos tratamentos para a disfunção erétil também fez com que os homens mais velhos perdessem o receio de procurar tratamentos, que exigem avaliação não apenas da saúde sexual, mas do funcionamento do corpo e da mente.

“Outro sinal de mudança é que, além das esposas – que sempre foram as grandes incentivadoras das consultas dos homens – os filhos adultos passaram a desempenhar papel de destaque na condução dos pais aos consultórios médicos”, atesta André Cavalcanti. Para ele, um sinal de que a geração mais nova está mais comprometida com a própria saúde e com a saúde da família.

O urologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Fernando Almeida, também acredita que a resistência dos homens aos cuidados médicos tem diminuído.

“Mas ainda há uma postura de só procurar o consultório depois que o problema aparece e não de forma preventiva. Isso precisa mudar para reduzir a mortalidade e ampliar a qualidade de vida.”

Fonte iG