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sábado, 18 de agosto de 2012

Estudo aponta que o número de fumantes aumentou em países em desenvolvimento

De acordo com a publicação, em nações de baixa renda, as políticas de combate ao tabaco são ínfimas

O uso de tabaco cresce fortemente nos países em desenvolvimento, onde a maior preocupação é o aumento do consumo entre as mulheres, advertiu um estudo publicado na edição desta sexta-feira da revista científica The Lancet.

A consulta foi realizada em 16 países onde vivem três bilhões de pessoas, entre eles o Brasil, e revelou que 48,6% dos homens e 11,3% das mulheres fazem uso do tabaco, principalmente nas nações menos desenvolvidas, onde cada vez mais meninas começam a fumar cedo e frequentemente na mesma idade que os meninos. Os dados coletados abarcaram os hábitos de consumo de tabaco entre pessoas com 15 anos ou mais em Brasil, Bangladesh, China, Egito, Índia, México, Filipinas, Tailândia, Turquia, Ucrânia e Vietnã, bem como Grã-Bretanha, Polônia, Rússia e Estados Unidos entre 2008 e 2010.

A consulta abrangeu usos diferenciados do tabaco, em pó, para fumar e mastigável, um carcinogênico oral que é especialmente popular na Índia, com 205 milhões de usuários. No topo da lista aparece a Rússia, onde 39,1% de todos os jovens com mais de 15 anos usaram tabaco, seguida de Turquia (31,2%), Polônia (30,3%), Filipinas (28,2%) e China (28,1%). Comparativamente, a prevalência na Grã-Bretanha foi de 21,7% e nos Estados Unidos, de 19,9%.

Segundo o estudo, liderado por Gary Givino, da Universidade de Buffalo, no estado de Nova York, as políticas para desencorajar ou restringir o tabagismo foram tímidas e fracassaram em muitos países. Em nações de baixa renda, para cada US$ 9.100 obtidos em impostos sobre o tabaco, apenas U$ 1 foi gasto no controle do tabagismo.

Atualmente, a proporção de mortes relacionadas ao tabagismo é maior nos países desenvolvidos, onde 18% dos óbitos são atribuídos ao uso do tabaco contra 11% em países de renda média e 4% naqueles de renda baixa. Mas as taxas de consumo de tabaco têm subido de forma constante nos países mais pobres e caído nos países ricos, o que provocará uma troca de posições, destacou o estudo. Se forem mantidas as tendências atuais, um bilhão de pessoas poderão morrer prematuramente devido ao tabagismo neste século, acrescentou o estudo, citando estimativas de especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Fonte Zero Hora

PortoAlegre: Pesquisas sobre transtornos alimentares e ansiedade na infância recrutam voluntários

Estudos avaliam tratamento adequado para crianças e adolescentes

O Programa de Transtornos Alimentares do Hospital de Clínicas de Porto Alegre está selecionando adolescentes de 12 a 17 anos que apresentam sintomas como o desejo de perder peso, mesmo quando não há necessidade evidente, a realização de atividades físicas em excesso para a perda de peso, o uso de laxantes ou a provocação de vômitos para emagrecer. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 3359-8711, com Ricardo.

O hospital realiza, também, um estudo para avaliar o tratamento da ansiedade na infância. Para o desenvolvimento da pesquisa, estão sendo selecionadas crianças entre sete e 11 anos, que têm dificuldade ou medo de se afastar dos pais, preocupam-se excessivamente ou são muito tímidas. Informações sobre o projeto e agendamento de entrevistas pelo telefone (51) 3359-8983, das 14h às 17h, ou pelo celular (51) 9312-0102.

Fonte Zero Hora

Síndrome de Asperger

Síndrome de Asperger é uma síndrome do espectro autista, diferenciando-se do autismo clássico por não comportar nenhum atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo. A validade do diagnóstico de SA como condição distinta do autismo é incerta, tendo sido proposta a sua eliminação do "Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais" (DSM), sendo fundida com o autismo.
 
A SA é mais comum no sexo masculino. Quando adultos, muitos podem viver de forma comum, como qualquer outra pessoa, entretanto, além de suas qualidades, sempre enfrentarão certas dificuldades peculiares à sua condição. Há indivíduos com Asperger que se tornaram professores universitários (como Vernon Smith, "Prémio Nobel" de Economia de 2002).
 
Um dos primeiros usos do termo "síndrome de Asperger" foi por Lorna Wing em 1981 num jornal médico, que pretendia desta forma homenagear Hans Asperger, um psiquiatra e pediatra austríaco cujo trabalho não foi reconhecido internacionalmente até a década de 1990. A síndrome foi reconhecida pela primeira vez no DSM, na sua quarta edição, em 1994 (DSM-IV).
 
Algumas características dos Aspergers são: dificuldade de interação social, dificuldades em processar e expressar emoções (este problema leva a que as outras pessoas se afastem por pensarem que o individuo não sente empatia), interpretação muito literal da linguagem, dificuldade com mudanças em sua rotina, pessoas desconhecidas, ou que não vêem há muito tempo, comportamentos estereotipados. No entanto, isso pode ser conciliado com desenvolvimento cognitivo normal ou alto.
 
Alguns estudiosos afirmam que grandes personalidades da História possuíam fortes traços da síndrome de Asperger,como os físicos Isaac Newton e Albert Einstein, o compositor Mozart[carece de fontes], os filósofos Sócrates[carece de fontes], John Kimble e Wittgenstein, o naturalista Charles Darwin, o pintor renascentista Michelangelo, os cineastas Stanley Kubrick, Andy Warhol e Tim Burton, o cantor britânico Gary Numan, o enxadrista/xadrezista Bobby Fischer, o empresário/filantopro Bill Gates, o programador Mark Zuckerberg[carece de fontes] e o jovem surfista Clay Marzo.
 
Todo 18 de fevereiro celebra-se o Dia Internacional da Síndrome de Asperger, data do nascimento de Hans Asperger, que deu nome à síndrome.
 
Classificação e diagnóstico
A Síndrome de Asperger é definida na seção 299.80 do DSM-IV por seis critérios principais, que definem a síndrome como uma condição com as seguintes características:
  • Prejuízo severo e persistente na interação social;
  • Desenvolvimento de padrões restritos e repetitivos de comportamento, interesses e atividades;
  • Prejuízo clinicamente significativo nas áreas social, ocupacional ou outras áreas importantes de funcionamento;
  • Nenhum atraso significativo no desenvolvimento da linguagem;
  • Não há atrasos clinicamente significativos no desenvolvimento cognitivo ou no desenvolvimento de habilidades de auto-ajuda apropriadas à idade, comportamento adaptativo (em outra área que não na interação social) e curiosidade acerca do ambiente na infância.
  • A não satisfação dos critérios para qualquer outro transtorno invasivo do desenvolvimento específico ou esquizofrenia.
A Síndrome de Asperger é um transtorno do espectro do autismo (ASD em inglês), uma das cinco condições neurológicas caracterizadas por diferenças na aptidão para a comunicação, bem como padrões repetitivos ou restritivos de pensamento e comportamento. Os quatro outros transtornos ou condições são autismo, síndrome de Rett, transtorno desintegrativo da infância e PDD não especificado (PDD-NOS - transtorno invasivo do desenvolvimento sem outra especificação).
 
O diagnóstico da SA é complexo, em virtude de que mesmo através do uso de vários instrumentos de avaliação não existe um exame clínico que a detecte. Os critérios de diagnóstico do Diagnostic and Statistical Manual norte-americano são criticados por serem vagos e subjetivos.Outros conjuntos de critérios de diagnóstico para a SA são o CID 10 da OMS, o de Szatmari, o de Gillberg, e Critério de Descoberta de Attwood & Gray. A definição CID-10 tem critérios semelhantes aos da versão DSM-IV. A Sindróme de Asperger foi em tempos chamada Psicopatia Autista e Transtorno Esquizóide da Infância, apesar de tais termos serem atualmente entendidos como arcaicos e imprecisos, e portanto não mais aceitos no uso médico.
 
Um diagnóstico válido?
Há grande controvérsia se a SA é um transtorno distinto e separada ou se é equivalente ao Autismo de alta funcionalidade, ou mesmo a outras condições (como o Transtorno de personalidade esquizoide.
 
O diagnóstico da SA em indivíduos adultos é uma tarefa difícil e imprecisa, uma vez que indivíduos adultos com SA ou AAF já aprenderam de forma racional a mascarar os seus erros sociais. Quando distraídos, demonstram os sintomas da SA, mas se concentrados em uma interação social específica, como o relacionamento com o psiquiatra ou psicólogo, no momento do teste, podem se comportar de forma aparentemente normal.
 
Além disso, há pouco acordo entre os vários critérios de diagnóstico da síndrome. Um estudo realizado em 2008 comparando quatro conjuntos de critérios (DSM, CID, Gillberg e Szatmari) concluiu que o diagnóstico apenas coincidia em 39% dos casos.
 
Os diagnósticos de SA e AAF são usados indistintamente, complicando as estimativas de prevalência: a mesma criança pode receber diferentes diagnósticos, dependendo do método aplicado pelo médico, e vários estudos indicam que quase todas as crianças diagnosticadas com "Síndrome de Asperger" têm na realidade autismo, e não SA tal como é definida pelo DSM-IV.
 
Por outro lado, também tem sido argumentado que o diagnóstico de Síndrome de Asperger tornou mais confusa a fronteira entre o autismo e a simples excentricidade, e que, sobretudo quanto o diagnóstico é feito por profissionais pouco preparados, haverá vários casos de falsos positivos.
 
Em 2010, a American Psychiatric Association divulgou a proposta para o DSM-V, onde a Síndrome de Asperger desaparece como diagnóstico distinto, passando a estar incluída no autismo.
 
Características
A SA é caracterizada por:
  • Interesses específicos e restritos ou preocupações com um tema em detrimento de outras atividades;
  • Rituais ou comportamentos repetitivos;
  • Peculiaridades na fala e na linguagem;
  • Padrões de pensamento lógico/técnico extensivo;
  • Comportamento social e emocionalmente impróprio e problemas de interação interpessoal;
  • Problemas com comunicação;
  • Habilidade de desenhar para compensar a dificuldade de se expressar verbalmente;
  • Transtornos motores, movimentos desajeitados e descoordenados.
  • Frequentemente, por um Q.I. verbal significativamente mais elevado que o não-verbal
 
As características mais comuns e importantes da SA podem ser divididas em várias categorias amplas: as dificuldades sociais, os interesses específicos e intensos, e peculiaridades na fala e na linguagem. Outras características são comumente associadas com essa síndrome, mas nem sempre tomadas como necessárias ao diagnóstico. Esta seção reflete principalmente as visões de Attwood, Gillberg e Wing sobre as características mais importantes da SA; os critérios DSM-IV representam uma visão ligeiramente distinta. Diferentemente da maioria dos tipos de TDI, a SA é geralmente camuflada, e muitas pessoas com o transtorno convivem razoavelmente com os que não têm, tornando-se difícil para um leigo detectar. Os efeitos da SA dependem de como o indivíduo afetado responde à própria síndrome.
 
Diferenças sociais
Apesar de não haver uma única distinção comum a todos os portadores de SA, as dificuldades com o convívio social são praticamente universais e, portanto, também são um dos critérios definidores mais relevantes. As pessoas com SA não têm a habilidade natural de enxergar os subtextos da interação social e podem não ter capacidade de expressar seu próprio estado emocional, resultando em observações e comentários que podem soar ofensivos apesar de bem-intencionados, ou na impossibilidade de identificar o que é socialmente "aceitável". As regras informais do convívio social que angustiam os portadores de SA são descritas como "o currículo oculto". Os Aspergers precisam aprender estas aptidões sociais intelectualmente de maneira clara, seca, lógica como matemática, em vez de intuitivamente por meio da interação emocional normal.
 
Os não-autistas são capazes de captar informação sobre os estados cognitivos e emocionais de outras pessoas baseadas em "pistas" deixadas no ambiente social e em traços como a expressão facial, linguagem corporal, humor e ironia. Já os portadores de SA não têm essa capacidade, o que é às vezes chamado de "cegueira emocional". Este fenômeno também é considerado uma carência de teoria da mente. Sem isso, os indivíduos com SA não conseguem reconhecer nem entender os pensamentos e sentimentos dos demais. Desprovidos dessa informação intuitiva, não podem interpretar nem compreender os desejos ou intenções dos outros e, portanto, são incapazes de prever o que se pode esperar dos demais ou o que estes podem esperar deles. Isso geralmente leva a comportamentos impróprios e pouco sociais. No texto Asperger's Syndrome, Intervening in Schools, Clinics, and Communities, Tony Attwood categoriza as várias maneiras que a carência de "teoria da mente" ou abstração podem afetar negativamente as interações sociais dos Aspergers:

1.Dificuldade em compreender as mensagens transmitidas por meio da linguagem corporal - pessoas com SA geralmente não olham nos olhos e, quando olham, não conseguem "ler" as intenções do outro.

2.Interpretar as palavras sempre em sentido denotativo - indivíduos com SA têm dificuldade em identificar o uso de coloquialismos, ironia, gírias, sarcasmo e metáforas.

3.Ser considerado grosso, rude e ofensivo - propensos a comportamento egocêntrico, Aspergers não captam indiretas e sinais de alertas de que seu comportamento é inadequado à situação social.

4.Aperceber-se de erros sociais - à medida que os Aspergers amadurecem e se tornam cientes de sua "cegueira emocional", começam a temer cometer novos erros no comportamento social, e a autocrítica em relação a isso pode crescer a ponto de se tornar fobia.

5.Desinteresse - desinteresse em ter de fazer coisas novas, ou passar por outras experiências

6.Exaustão - quando um indivíduo com Síndrome de Asperger começa a entender o processo de abstração, precisa treinar um esforço deliberado e continuado para processar informações de outra maneira. Isto muito freqüentemente leva a exaustão mental.

7.Dificuldades em relacionamentos - sente dificuldade em fazer amigos, conseguir parceiros para uma relação, podendo passar anos sem se relacionar com ninguém ou até mesmo nunca, demostrando desinteresse sexual e afetivo por outrem.

8.Comportamento Variável - muitas vezes, um Asperger pode se comportar ora como uma pessoa adulta, ora como uma criança, variando aleatoriamente.

9.Paranoia - por causa da "cegueira emocional", pessoas com SA têm problemas para distinguir a diferença entre atitudes deliberadas ou casuais dos outros, o que, por sua vez, pode ser erroneamente interpretado pelos de fora como "paranoia".

10.Lidar com conflitos - ser incapaz de entender outros pontos de vista pode levar à inflexibilidade e a uma incapacidade de negociar soluções de conflitos. Uma vez que o conflito se resolva, o remorso pode não ser evidente.

11.Consciência de magoar os outros - uma falta de empatia em geral leva a comportamentos ofensivos ou insensíveis não-intencionais.

12.Consolar os outros - como carecem de intuição sobre os sentimentos alheios, pessoas com Síndrome de Asperger têm pouca compreensão sobre como consolar alguém ou fazê-los se sentirem melhor.

13.Reconhecer sinais de enfado - a incapacidade de entender os interesses alheios pode levar Aspergers a serem incompreensíveis ou desatentos. Na mão inversa, pessoas com Síndrome de Asperger geralmente não percebem quando o interlocutor está entediado ou desinteressado.

14.Introspecção e autoconsciência' - indivíduos com Síndrome de Asperger têm dificuldade de entender seus próprios sentimentos ou o seu impacto nos sentimentos alheios.

15.Vestimenta e higiene pessoal - pessoas com Síndrome de Asperger tendem a ser menos afetadas pela pressão dos semelhantes do que outras. Como resultado, geralmente fazem tudo da maneira que acham mais confortável, sem se importar com a opinião alheia. Isto é válido principalmente em relação à forma de se vestir e aos cuidados com a própria aparência.

16.Amor e rancor recíproco - como Aspergers reagem mais pragmaticamente do que emocionalmente, suas expressões de afeto e rancor podem ser curtas e fracas.

17.Compreensão de embaraço e passo em falso - apesar do fato de pessoas com Síndrome de Asperger terem compreensão intelectual de constrangimento e gafes, são incapazes de aplicar estes conceitos no nível emocional.

18.Lidar com críticas - pessoas com Síndrome de Asperger sentem-se forçosamente compelidas a corrigir erros, mesmo quando são cometidos por pessoas em posição de autoridade, como um professor ou um chefe. Por isto, podem parecer imprudentemente ofensivos.

19.Velocidade e qualidade do processamento das relações sociais - como respondem às interações sociais com a razão, e não intuição, Aspergers tendem a processar informações de relacionamentos muito mais lentamente do que o normal, levando a pausas ou demoras desproporcionais e incômodas.
 
Uma pessoa com Síndrome de Asperger pode ter problemas em compreender as emoções alheias: as mensagens passadas pela expressão facial, olhares e gestual têm um impacto baixo, mas não nulo (como no caso oposto, dos psicopatas). Eles também podem ter dificuldades em demonstrar empatia. Assim, Aspergers podem parecer egoístas, egocêntricos ou insensíveis, quando na realidade não o são. Na maioria dos casos, estas percepções são injustas porque os portadores da Síndrome são neurologicamente incapazes de entender os estados emocionais das pessoas à sua volta. Eles geralmente ficam chocados, irritados e magoados quando lhes dizem que suas ações são ofensivas ou impróprias. É evidente que pessoas com SA têm emoções. Mas a natureza concreta dos laços emocionais que venham a ter (ou seja, com objetos em vez de pessoas) pode parecer curiosa ou até ser uma causa de preocupação para quem não compartilha da mesma perspectiva.
 
O problema pode ser exacerbado pelas respostas daqueles neurotípicos que interagem com portadores de SA. O aparente desapego emocional de um Asperger pode confundir e aborrecer uma pessoa neurotípica, que, por sua vez, pode reagir ilógica e emocionalmente — reações que Aspergers especialmente não toleram. Isto pode gerar um círculo vicioso e às vezes desequilibra particularmente famílias de pessoas Aspergers.
 
O fato de não conseguir demonstrar afeto — pelo menos de modo convencional — não significa necessariamente que pessoas com SA não sintam afeto. A compreensão disto pode ajudar parceiros ou convíveres a se sentir menos rejeitados e mais compreensivos. O aumento da compreensão também pode resultar de leitura e pesquisa sobre a Síndrome e outros transtornos comórbidos. Às vezes, ocorre o problema oposto: a pessoa com SA é anormalmente afeiçoada a alguém e não consegue captar ou interpretar sinais daquela pessoa, causando aborrecimento.
 
Outro aspecto importante das diferenças sociais encontradas em Aspergers é uma fraqueza na coerência central do indivíduo. Pessoas com essa característica podem ser tão focadas em detalhes que não conseguem compreender o conjunto. Uma pessoa com coerência central fraca pode lembrar de uma história minuciosamente, mas ser incapaz de fazer um juízo de valor sobre a narrativa. Ou pode entender um conjunto de regras detalhadamente, mas ter dúvidas de como aplicá-las. Frith e Happe exploram a possibilidade de que a atenção a detalhes seja uma abordagem em vez de deficiência. Certamente, parece haver várias vantagens em orientar-se por detalhes, particularmente em atividades e profissões que requeiram alto nível de meticulosidade. Também pode-se entender que isto cause problemas se a maior parte dos não-autistas for capaz de transitar fluidamente entre a abordagem detalhista e a generalista.
 
Diferenças de fala e linguagem
Pessoas com SA tipicamente tem um modo de falar altamente "pedante", usando um registro formal muitas vezes impróprio para o contexto. Uma criança de cinco anos de idade com essa condição pode falar regularmente como se desse uma palestra universitária, especialmente quando discorrer sobre seu(s) assunto(s) de interesse.
 
A interpretação literal é outro traço comum, embora não universal, da Síndrome de Asperger. Attwood dá o exemplo de uma menina com SA que um dia atendeu ao telefone e perguntaram “O Paul está aí?”. Embora o Paul em questão estivesse em casa, não estava no mesmo cômodo que ela. Assim, após olhar em volta para se certificar disso, a menina simplesmente respondeu "Não" e desligou. A pessoa do outro lado da linha teve de ligar novamente e explicar a ela que queria que a menina encontrasse o Paul e passasse o telefone a ele.
 
Indivíduos com SA podem usar palavras idiossincráticas, incluindo neologismos e justaposições incomuns. Isto pode tornar-se um raro dom para humor (especialmente trocadilhos, jogos de palavras e sátiras). Uma fonte potencial de humor é a percepção eventual de que suas interpretações literais podem ser usadas para divertir os outros. Alguns são tão apurados no domínio da língua escrita que podem ser considerados hiperléxicos. Tony Attwood cita a habilidade de uma criança em particular de inventar expressões, por exemplo, “tirar o pingo dos is” (o oposto de botar o pingo nos is) ou dizer que seu irmão bebê está “escangalhado” por não poder andar nem falar.
 
Outros comportamentos típicos são ecolalia (repetição ou eco da fala do interlocutor) e palilalia (repetição de suas próprias palavras).
 
Um estudo de 2003 investigou a linguagem escrita de crianças e adolescentes com SA. As amostras foram comparadas aos seus pares neurotípicos num teste padronizado de escrita e legibilidade da caligrafia. Nas técnicas de escrita, não foram encontradas diferenças significativas entre os padrões de ambos os grupos; entretanto, na caligrafia, os participantes com SA produziram letras e palavras consideravelmente menos legíveis do que as do grupo neurotípico. Outra análise de exemplos de texto escrito constatou que pessoas com Asperger produzem quantidade de texto similar às dos neurotípicos, mas têm dificuldade em produzir escrita de qualidade.
 
Tony Attwood afirma que um professor pode gastar tempo considerável interpretando e corrigindo o garrancho indecifrável de uma criança com Asperger. A criança também é ciente da qualidade inferior de sua caligrafia e pode relutar em participar de atividades que envolvam trabalho manuscrito extensivo. Infelizmente para alguns adultos e crianças, os professores colegiais e os potenciais empregadores podem considerar a precisão da caligrafia como medida da inteligência e personalidade. A criança pode requerer assistência de terapia ocupacional e exercícios corretivos, mas a tecnologia moderna pode ajudar minimizar este problema. O pai ou monitor pode também atuar como redator ou revisor da criança para assegurar a legibilidade das respostas nos deveres de casa
 
Interesses específicos e intensos
A Síndrome de Asperger na criança pode se desenvolver como um nível de foco intenso e obsessivo em assuntos de interesse, muitos dos quais são os mesmos de crianças normais. A diferença de crianças com SA é a intensidade incomum desse interesse. Alguns pesquisadores sugeriram que essas "obsessões" são essencialmente arbitrárias e carecem de qualquer significado ou contexto real. No entanto, uma pesquisa de 1999 sugere que geralmente não é esse o caso.
 
Algumas vezes, os interesses são vitalícios; em outros casos, vão mudando a intervalos imprevisíveis. Em qualquer caso, são normalmente um ou dois interesses de cada vez. Ao perseguir estes interesses, portadores de SA freqüentemente manifestam argumentação extremamente sofisticada, um foco quase obsessivo e uma memória impressionantemente boa para dados factuais (ocasionalmente, até memória eidética). Hans Asperger chamava seus jovens pacientes de "pequenos professores" por que ele achava que seus pacientes tinham como compreensão um entendimento de seus campos de interesse assim como os professores universitários.
 
Pessoas com Síndrome de Asperger podem ter pouca paciência com coisas fora destes campos de interesse específico. Na escola, podem ser considerados inaptos ou superdotados altamente inteligentes, claramente capazes de superar seus colegas em seu campo do interesse, e ainda assim constantemente desmotivados para fazer deveres de casa comuns (às vezes até mesmo em suas próprias áreas de interesse). Outros podem ser hipermotivados para superar os colegas de escola. A combinação de problemas sociais e de interesses específicos intensos pode conduzir ao comportamento incomum, tal como abordar um desconhecido e iniciar um longo monológo sobre um assunto de interesse especial em vez de se apresentar antes da maneira socialmente aceita. Entretanto, em muitos casos os adultos podem superar estas impaciências e falta de motivação e desenvolver mais tolerância às novas atividades e a conhecer pessoas.
 
Funcionamento Executivo
Alguns podem argumentar que, como o autismo é um transtorno complexo, pode não ser normal procurar uma deficiencia primária; e sim, talvez o autismo é um distúrbio influenciado por inúmeras deficiencias primárias [40]. Um recente entendimento em torno do transtorno do espectro do autismo, é que os difíceis desafios sociais e não sociais com quais uma pessoa que sofre de autismo tem de lidar, podem ser causados devido a um problema no funcionamento executivo da pessoa . É comum para pessoas com síndrome de Asperger ter problema com as suas habilidades de funcionamento executivo. Funcionamento Executivo é definido como a capacidade de uma pessoa de (1) gerir o seu foco de atenção (2) estar atento e consciente a diferentes estímulos e (3) bem como priorizar estes estímulos de acordo com sua relevância e importância em um momento específico. Funcionamento Executivo também pode ser definido como a capacidade de uma pessoa de manter razoáveis habilidades de resolução de problemas para ajudar a si mesmo alcançar determinados objetivos no futuro, incluindo comportamentos como o planejamento, a flexibilidade de pensamentos e ações, e busca organizada.
 
Ao se comunicar com crianças com Síndrome de Asperger e funcionamento executivo danificado, é aconselhável usar uma linguagem clara e concreta. Nem sempre uma criança com Síndrome de Asperger pode compreender as coisas que parecem óbvias para a maioria das pessoas. Por isso, é altamente recomendado os usos de explicações positivas e orientação ao interagir com eles.
 
Algumas evidências existem provando que a imagem visual, o ato de imaginar a seqüência de uma tarefa com a intenção de melhorar o desempenho em completar esta tarefa, pode ser útil no tratamento de indivíduos com funcionamento executivo prejudicado devido à síndrome de Asperger.
 
Fonte Wikipedia

Gata ajuda menino com mutismo seletivo a se comunicar com o mundo

Condição afeta três em cada 10 mil crianças e não tem causas precisas

Um menino britânico que sofre da rara condição conhecida como mutismo seletivo, que inibe a capacidade de se comunicar, vem contando com o auxílio de uma gata para conseguir falar.

Lorcan Dillon, de sete anos, foi diagnosticado como portador dessa condição ainda aos três anos de idade, quando estava no jardim de infância. A criança se comunicava em casa, mas fora do ambiente familiar seu comportamento era diferente.

''Notamos que ele não falava com as outras crianças'', afirma Jayne Dillon, a mãe da criança. Jayne afirma ter visto um anúncio da entidade Cat's Protection, uma entidade britânica que oferece assistência a gatos e resolveu adquirir um animal para entreter a criança.

'Eu te amo'
Desde que ele ganhou a gata, batizada de Jessi-cat, seu comportamento mudou radicalmente.

''Ele fala com ela, diz: 'Eu te amo, Jessy'. Ela participa de atividades com ele, está ajudando-o a ter mais autoconfiança'', afirma Jayne.

As mudanças que a gata estaria propiciando ao pequeno Lorcan não se limitam ao lazer.

''Ele agora já fala com sua professora e até lê para ela, o que é impressionante para crianças com essa condição, que raramente falam'', relata a mãe.

Condição
De acordo com estudos, a condição de mutismo seletivo afeta cerca de três em cada 10 mil crianças. Mas outros especialistas dizem que a condição seria mais comum do que se imagina, atingindo até sete entre mil pessoas.

O mutismo seletivo tende a ser identificado em crianças de 3 a 6 anos de idade, mas acaba só sendo diagnosticado quando os jovens começam a frequentar a escola, onde fica mais fácil reconhecer a condição.

Mesmo após o diagnóstico, é difícil determinar as causas precisas do problema. Ele pode ser provocado por diversos fatores, como problemas auditivos, defeitos de dicção, síndrome de Asperger, traumas ou ansiedade.

Fonte iG

Sucos para hidratar o corpo

Em dias secos, aposte nessas receitas para ajudar o organismo a enfrentar a baixa umidade

Quando o índice de umidade relativa do ar está inferior a 30%, a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda cautela.

Nos dias mais secos, hidratar-se adequadamente é essencial para evitar prejuízos à saúde. O clima favorece crises respiratórias e até problemas mais graves como o infarto .

Para repor os sais minerais e se hidratar de maneira rápida, a nutricionista Lucianna Jardim, da Way Diet - Nutrição Exclusiva, do Rio de Janeiro, indica sucos com morango e cenoura. A fruta é fonte de vitamina C e antioxidantes, evitando o envelhecimento da pele e o legume é rico em betacaroteno e compostos fenólicos como o ácido caféico.

E se além de hidratar, a ideia é acelerar o metabolismo, vale apostar em um suco termogênico. Lucianna indica misturar maçã, salsão, aipo e gengibre.

“O aipo e o salsão são ricos em fibras e vitamina C e têm ação diurética – fator super importante para as mulheres, pois elas têm tendência à retenção de líquido”, diz.

Já a nutricionista Betina Ettrich, de Porto Alegre, recomenda o mix de abacaxi, água de coco, hortelã e suco de limão. Entre as frutas, na hora de batê-las, prefira melancia, melão, abacaxi, maçã, cenoura, goiaba e banana, que são basicamente compostas por água.

Veja a seguir receitas de sucos diversos que ajudam a hidratar:

Suco de morango e cenoura: bata 5 morangos, 1 cenoura e 200ml de água de coco (ou de água pura).

Suco de maçã, salsão, aipo e gengibre: bata 1 maçã, 1 talo de apio e 1 de salsão e uma colher de sopa de gengibre ralado.

Abacaxi, hortelã, limão e água de coco: bata 300 ml de água de coco, 2 fatias médias de abacaxi, 4 folhas de hortelã e o suco de meio limão.

Suco de melancia com limão: bata uma fatia pequena de melancia com o suco de um limão.

Suco de erva-doce e pera: bata 1 pera com 300ml de chá de erva-doce.

Suco de melão, mel e água de coco: bata 200ml de água de coco, 1 colher (de café) de mel e uma fatia de melão.

Chá mate com limão: bata 200ml de chá mate com o suco de 1 limão. É uma ótima pedida para hidratar rapidamente e refrescar.

Suco de banana com maçã: bata uma banana nanica com uma maçã e 200ml de água de coco. Se preferir, use leite desnatado em vez de água de coco.

Suco de melancia com capim cidreira e laranja: bata 1fatia pequena de melancia, o suco de 2 laranjas, 2 folhas de capim cidreira e coe antes de servir.

Suco de maçã verde, mel e limão: bata 1 maçã verde, 1colher (de café) de mel e o suco de um limão.

Suco de goiaba com água de coco: bata 200ml de água de coco com uma goiaba vermelha.

Suco de abacaxi com hortelã: bata 2 fatias de abacaxi com 3 (ou mais) folhas de hortelã.

Fonte iG