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terça-feira, 21 de agosto de 2012

Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana discute saúde indígena

Brasília – O Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (CDDPH) realizou, nesta segunda-feira (20), sessão especial sobre o Direito Humano à Saúde, encerrado com uma discussão sobre a saúde indígena.

O encontro foi mediado pelo conselheiro Tarciso Del Maso Jardim e contou com a presença de Cléber César, secretário executivo do Conselho Indigenista Brasileiro (Cimi). A Fundação Nacional do Índio (Funai) e a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), chamadas para o debate, não enviaram representantes.

As dificuldades para atender os povos indígenas foram o principal tema abordado. César destacou que a falta de formação específica dos médicos e a dificuldade para chegar até as tribos resultam em grande quantidade de óbitos nessas populações. Ele diz que existem poucos profissionais direcionados para a área. “A gente vê uma necessidade urgente de que o governo brasileiro promova concurso público para suprir os quadros de pessoal para esse trabalho”.

César exemplificou a situação atual da saúde indígena com o que acontece no Vale do Javari, no Amazonas. A região, a segunda maior terra indígena do país, tem alto índice de doenças como malária e hepatite.

“Os povos daquela região vivem uma situação de abandono há muitos anos e, como consequência, tem havido óbitos constantes. A gente pede uma atenção especial e que, se possível, o conselho faça uma missão naquela região”.

O CDDPH se reúne amanhã, durante todo o dia, para debater as proposições feitas pelos palestrantes e mediadores de hoje. A partir de amanhã, o conselho definirá quais medidas serão tomadas para melhorar o sistema de saúde brasileiro.

Fonte Agência Brasil

Hospital de Torres registra sua primeira extração de órgãos para doação

Três pacientes em fila de espera foram beneficiados

Pela primeira vez, foi realizada captação de órgãos para doação no Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, em Torres, no Litoral Norte. O ato de solidariedade dos familiares de um paciente de 55 anos, diagnosticado com morte cerebral, ajudou a melhorar a qualidade de vida de outras três pessoas que estavam em fila de espera por rins e fígado.

O hospital é administrado por meio de parceria entre o Sistema de Saúde Mãe de Deus e a Prefeitura de Torres. A retirada dos órgãos para doação foi feita pela equipe da Organização de Procura de Órgãos (OPO), do Hospital São Lucas da PUC-RS.

A coordenadora da Central de Transplantes do Rio Grande do Sul, Rosana Nothen, destaca que o diagnóstico e a extração dos órgãos somente foi possível graças às equipes itinerantes que mantém na política das OPOs. No caso de Torres, três delas participaram do processo, além do Sistema de Saúde Mãe de Deus.

Intensificar o trabalho de captação de órgãos no interior do Estado é uma das metas da Central de Transplantes para aumentar o número de doações. Atualmente, o Rio Grande do Sul tem 17,3 doadores por milhão de habitantes e pretende pular para 25 até 2015. A média nacional é de 13,6 doadores por milhão de habitantes, conforme dados divulgados pelo Ministério da Saúde em julho.

Para o médico Felipe Olson, diretor técnico do Hospital Nossa Senhora dos Navegantes, duas questões são cruciais para permitir a doação de órgãos:

— Uma delas, é a necessidade de infraestrutura hospitalar, pois representa um procedimento complexo. A outra é a importância das pessoas se conscientizarem que essa ação pode ser a única opção para muitas vidas.

No intuito de mobilizar a população em torno da causa, o Ministério da Saúde fechou uma parceria com o Facebook para que os usuários da rede se declarem doadores em seu perfil. Para se declarar doador, o usuário deve acessar a sessão "eventos cotidianos" e selecionar a opção relacionada ao tema.

Fonte Zero Hora

"Comida não resolve tristeza"

Susie Orbach, psicanalista inglesa que tratou dos distúrbios alimentares de Lady Di, fala da relação das mulheres com a comida

Fios brancos e rugas assumidas, Susie Orbach é a imagem daquilo que defende. Autora de nove livros sobre a ditadura dos padrões de beleza e transtornos alimentares, co-fundadora do Women Theraphy Centre, em Londres, em 1976, e uma das psicanalistas mais conceituadas da atualidade, ela ganhou notoriedade ao ser escolhida pela princesa Diana como sua terapeuta na luta contra a bulimia - distúrbio alimentar caracterizado pela ingestão exagerada de comida seguida de vômitos provocados.

Orbach critica a sociedade atual, seu medo exacerbado de gordura e o que chama de indústria da dieta. “Há um aumento da comida saudável, mas também há um aumento da obesidade. Temos medo de gordura, porém somos gordos. Estamos com medo de comer, então comemos o tempo todo ou não comemos nada”, disse ela, em entrevista ao Delas.

Para a psicanalista, o principal caminho a ser seguido é simples: reconhecer o que é a fome. “Se não tem fome e quer comer, a pergunta é “o que você quer realmente?” Porque a comida não te dará nada além de saciedade. Se você não sabe o que quer comer quando não está com fome, você quer qualquer coisa, menos comida. Você pode querer um abraço, chorar, conversar, se fechar, menos comida”, relata.

A relação entre comida e emoções, que costuma ser um grande problema tanto para a obesidade quanto para os transtornos alimentares, é alvo da . “Não adianta, o chocolate não resolve a tristeza. A única coisa possível nesse caso é senti-la. Você não precisa fugir dela, fazer com que ela passe, você pode senti-la, assim como pode sentir a felicidade”, afirma.

iG: Aqui no Brasil há uma pressão enorme em torno da forma do corpo, pois é calor e ele fica mais à mostra. Isso, de alguma forma, pode levar as mulheres aos problemas alimentares?
Não é só porque é quente, é porque os brasileiros têm uma história do corpo, que é a de ter bumbum avantajado. E então vocês têm a cultura visual norte-americana, que é a dos seios fartos. Na verdade, é a questão cultural aliada à pressão comercial, o que faz com que as mulheres se sintam infelizes com seus corpos.

Nós poderíamos ter uma cultura em que celebrássemos todos os tamanhos: grande, pequeno, médios e assim por diante. Temos diversos tamanhos de mulheres e todas se sentem enormes. Precisamos ser capazes de identificar o que sentimos, nossos desejos, e assumir nosso corpo

iG: Por que as pessoas querem ser magras?
Se você pergunta para as pacientes o que elas acham que seriam se fossem magras, as respostas são assustadoras. São coisas como “Todo mundo ia me querer”, “Eu não teria dor”, “As coisas se resolveriam mais facilmente”. É preciso deixar claro que isso é uma fantasia e nunca seria verdade.

O fato das mulheres viverem fazendo dieta também não é uma forma de estar doente?
Segundo alguns dados, 96% mulheres estão em dieta. Acho que isso é um problema de saúde, porque há sempre uma ansiedade quando você come ou uma euforia, é sempre um plano que se faz. É uma doença. É uma angústia mental e não tenho dúvidas de que há implicações mentais nisso, mas não estudamos ainda essa relação.

Dizemos sempre “ah, é é tão bom que ela esteja fazendo dieta”, quando na verdade não é. As companhias alimentícias nos tornam completamente loucos com essa venda de produtos, principalmente para dieta. É claro que 97% das dietas fracassam, ou essas indústrias não teriam lucro, porque se a dieta der certo, você só usa o produto uma vez.

Há 50 anos as mulheres jejuam e comem demais, jejuam e comem demais – o corpo permanece o mesmo, a forma não muda, mas elas fazem isso e não necessariamente estão saudáveis. Temos que aprender a comer e a sermos felizes para sempre.

iG: Temos visto o crescimento de modelos plus size em capas de revista, atrizes que posam sem maquiagem, há a impressão de que estamos menos exigentes, ou que há uma brecha para uma beleza mais real, menos esquálida. Isso é real?
É preciso analisar se não é algo criado pela indústria, parece um pouco campanha de marketing, mas acredito que ações assim, ainda que pequenas, possam ser uma ajuda para as mulheres encararem o diferente. Quero organizar um movimento grande. (Em 2011, Susie pretende lançar uma campanha em todo o mundo a fim de criar uma nova cultura visual, em que o diferente e a beleza real de meninas e mulheres possam ser valorizados).

iG: Não é raro ouvirmos relatos de mulheres que, eventualmente, vomitam.
Elas não se consideram bulímicas porque não o fazem sempre, somente depois de um exagero muito grande. Essa mulher também está doente?

Quando você come muito esse ato acaba sendo sempre de uma forma desesperada, você não sente a comida. Em épocas como o Natal, por exemplo, em que se come demais, nos próximos dias seu corpo vai se ajustar, ele foi feito para comer mais um dia e menos no outro. Não é por isso que elas vomitam, é uma questão psicológica. Elas pensam: “Eu comi demais, eu estou mal, eu tenho que me ver livre disso”. É bulimia, embora as pessoas não digam e não assumam.

iG: Como essa proibição de alimentos vista nas dietas influencia na questão da obesidade ou dos transtornos alimentares?
É muito comum que isso gere uma ansiedade. Porque não é permitido, então não tem, então quando você pode, você come demais, mas não saboreia, porque não pode, é proibido. E depois vem o sentimento de culpa e para acalmá-lo, você come mais. Aí diz: “não tem problema, porque eu vomito ou começo a dieta na segunda”. As pessoas entram nesse ciclo, não saboream, não sabem o quanto aquele alimento é bom.

iG: É possível mudar essa relação sozinha ou todo mundo precisa de ajuda?
A cultura é muito forte e é bem difícil. Mas eu escrevi muitos livros que falam como mudar sozinho ou com amigos. (Susie é autora do livro "O que as mulheres querem?" e "Sobre a comida: reaprenda a comer", entre outros títulos)

iG: Qual a importância da família na alimentação?
As famílias hoje em dia estão muito ansiosas com relação à comida, discutem o que deveriam ter comido o que não deveriam ter comido. Isso passa dos pais para os filhos.

iG: Estar acima do peso é ruim, estar abaixo do peso é ruim, o peso ideal não se enquadra no padrão. Como a mulher pode alcançar um equilíbrio em sua relação com o corpo?
É muito difícil, é uma luta. Mas podemos fazer um paralelo com ir ao banheiro: você vai e pronto. Se tivéssemos uma regra que dissesse que não podemos fazer xixi hoje ou que temos que ir ao banheiro cinco vezes por dia, teríamos problemas psicológicos.

Precisamos nos regular novamente. Temos que descobrir quando estamos com fome, as pessoas precisam aprender o que é a fome, o que é apetite. Fome é bom, você pode escolher como responder a esse desejo. Se você se permite sentir a fome, você sente o gosto, não apenas nas duas primeiras garfadas, mas todo o sabor do alimento, de toda a refeição e dessa forma você vai saber quando parar porque você está consciente.

Fonte Delas

Compulsão alimentar entre homens ganha mais atenção dos médicos

Embora apenas 10% dos anoréxicos e bulímicos sejam homens, a compulsão alimentar é um problema compartilhado quase igualmente pelos dois sexos

Depois de devorar 70 asas de frango em cerca de uma hora, Andrew Walen percebeu que tinha um problema.

Bem, ao longo dos anos, ele sabia que algo estava errado. As pessoas normais não consomem 4.500 calorias de alimentos de uma só vez, nem pedem comida para levar para quatro pessoas quando vão jantar sozinhas. Mas foi necessário um ataque de comilança para que ele, finalmente, aceitasse a realidade: era um comedor compulsivo, e não tinha absolutamente nenhum controle em relação à comida.

“Em última análise, eu agia assim para me entorpecer e por falta de autoestima”, disse Walen, hoje com 39 anos, que trabalha como terapeuta em Columbia, Maryland.

“Tinha uma voz na minha cabeça que dizia: 'Você não é bom, você não vale nada', e eu recorria à comida.”

Walen é um dos cerca de 8 milhões de homens e mulheres dos Estados Unidos que sofrem de compulsão alimentar, definida como o consumo de grandes quantidades de alimentos dentro de um período de duas horas, pelo menos duas vezes por semana, sem vômito, acompanhado por uma sensação de estar fora de controle.

Embora cerca de 10% dos pacientes com anorexia e bulimia sejam homens, a compulsão alimentar é um problema compartilhado quase igualmente por ambos os sexos.

Um estudo publicado no periódico científico International Journal of Eating Disorders, descobriu que entre 46.351 homens e mulheres com idades entre 18 e 65 anos, cerca de 11% das mulheres e 7,5% dos homens, reconheciam sofrer de um certo grau de compulsão alimentar.

“A compulsão alimentar entre os homens está associada a níveis significativos de estresse emocional, obesidade, depressão e diminuição da produtividade no trabalho”, diz Richard Bedrosian, autor do estudo e diretor de saúde comportamental e desenvolvimento de soluções na Wellness and Prevention Inc., que trabalha com empregadores e planos de saúde.

Porém, embora a compulsão alimentar seja um desafio para as mulheres que sofrem dela, os perigos são, talvez, maiores para os homens, que raramente procuram tratamento para o que muitos acreditam ser uma “doença de mulher”.

Ao contrário da bulimia e da anorexia, a compulsão alimentar nem sequer consta de modo distinto no atual Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Psiquiátrica Americana – ou DSM, como o guia de diagnósticos para os profissionais de saúde mental é conhecido.

“Por algum motivo, os caras geralmente não pedem ajuda”, conta Ron Saxen, de 49 anos, autor de “The Good Eater” (O bom comedor), livro biográfico sobre a própria luta contra a compulsão alimentar, que começou quando ele tinha cerca de 11 anos. Em seu pior momento, Saxen chegou a consumir de 10 mil a 15 mil calorias em Big Macs, batatas fritas, milk-shakes de chocolate, barras de chocolate, sorvete e M&Ms, muitas vezes em apenas uma hora e meia.

Os homens que procuram tratamento muitas vezes têm dificuldade em encontrar um local ou um terapeuta para trabalhar com eles – mesmo a literatura é predominantemente centrada nas mulheres. Antes de Vic Avon receber um diagnóstico de anorexia em 2006, por exemplo, ele vasculhou a Internet para obter informações relativas aos transtornos alimentares vivenciados por homens.

“Tudo o que eu encontrei foi escrito por mulheres e para mulheres”, diz Avon, de 29 anos, empreiteiro em Brick Township, Nova Jersey.

Avon alternava entre a anorexia e a compulsão alimentar (o que não é incomum), chegando a pesar 135 quilos.

“Eu me sentia muito envergonhado, porque eu pensava que aquela era uma doença de mulher. Não tinha nenhum cara que servisse como referência para mim.”

Muitos homens que sofrem de compulsão alimentar nem sequer reconhecem que alguma coisa está errada. Cerca de 70% das pessoas que têm transtorno de compulsão alimentar estão com sobrepeso ou são obesas. Culturalmente, porém, ter sobrepeso é algo geralmente mais aceitável para os homens do que para as mulheres.

“Não há nada de errado em um cara da faculdade comer uma pizza inteira sozinho, mas se fosse uma mulher, as pessoas ficariam horrorizadas”, observa Roberto Olivardia, psicólogo clínico especializado no tratamento de distúrbios de imagem corporal e distúrbios alimentares entre homens e um dos autores de “The Adonis Complex” (O Complexo de Adônis).

Fonte iG

Psicólogo, Psicanalista ou Psiquiatra?


Entenda algumas diferenças e veja o que cada um pode fazer por você

É só aparecer um problema de ordem emocional e física que o conselho sempre acaba surgindo: “Vá para a terapia”. A situação, no entanto, não é tão simples assim.

Quando se busca por terapia, a primeira dúvida que surge é a quem recorrer: psiquiatra, psicólogo ou psicanalista? O passo inicial é identificar as necessidades de quem precisa de ajuda e quais são as atribuições de cada um destes especialistas.

O iG Saúde montou um guia prático para acabar com as principais dúvidas que surgem na hora de escolher um profissional de saúde mental.

Psicólogo
O profissional desta área tem formação específica na área de psicologia e está habilitado para lidar com problemas de ordem psicológica e comportamental. O psicólogo pode atuar em uma clínica particular, empresa, escola ou em um hospital e tem capacitação para diagnosticar um teste vocacional, o perfil certo para uma vaga ou um quadro de ansiedade.

“Ele está habilitado para trabalhar com sessões de psicoterapia, orientação psicológica e psicodiagnóstico (testes), entre outras atividades”, explica a psicóloga e psicanalista Claudia Finamore, de São Paulo.

E como saber se a situação pede um profissional com este perfil? A psicóloga Sandra Mari Coelho, de Brasília, explica que a ajuda deste profissional pode ser mais indicada em casos de crises de ciclo de vida, como perda de emprego, problemas de ordem profissional, dificuldades de relacionamento, luto, ansiedade ou depressão. Crises de estresse ou relacionadas à violência – sequestro, acidentes de carro, estupro etc – também cabem na lista de problemas nos quais o psicólogo pode ajudar.

Mas se você ainda não se sente à vontade para identificar se o seu caso é para este profissional, uma dica: o termômetro fica por conta dos sinais dados no dia a dia.

Dificuldades em ultrapassar determinados obstáculos da vida, situações do cotidiano que geram angústia constante, problemas de comportamento e relacionamento consigo e com os outros são sinais sugestivos de que é hora de procurar ajuda psicológica. O tempo de tratamento será determinado de acordo com as necessidades expostas ao longo das sessões.

“Se o paciente tem uma questão pontual no trabalho ou relacionamento poderá ser um tratamento mais breve. Se for um caso de depressão ou ansiedade, será mais longo. A questão do tempo é individual”, ressalta Claudia.

Psicanalista
“Ser ou não ser, eis a questão”. A famosa frase de William Shakespeare explica de forma bem metafórica a quem este profissional pode ajudar. Tendo como base de estudo as teorias do austríaco Sigmund Freud, o psicanalista trabalha para melhorar a relação do ser com o mundo e com os seus questionamentos sem fim. Por aqui, é muito comum o trabalho com pessoas que sentem dificuldade e, às vezes, chegam a sofrer na hora de lidar com os universos interior e exterior. De forma geral, a psicanálise tem como objetivo auxiliar no autoconhecimento e a habilidade em lidar com problemas do próprio eu.

Nível de estresse muito grande, pressão profissional, diferença de comportamento e ideais com as pessoas com quem se vive são fatores que levam a questionamentos e problemas de comportamento e, consequentemente, fazem com que a pessoa sinta a necessidade de buscar respostas para estes tantos pontos de interrogação.

De acordo com o psiquiatra diretor do serviço de psicoterapia do Hospital das Clínicas e diretor da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo, Oswaldo Ferreira Leite Netto, a psicanálise permite ao indivíduo desenvolver sua sabedoria e a flexibilidade com o próximo.

“É um instrumento que ensina a gente a suportar as responsabilidades e encarar as frustrações da vida”, explica o especialista.

A duração do tratamento por meio da psicanálise não pode ser especificada de forma exata e pontual. “Tudo vai depender de como a pessoa está disponível para enfrentar suas dificuldades e medos. A evolução depende somente dela”, salienta Netto.

Psiquiatra
Formado em medicina e com especialização na área de psiquiatria, este profissional está capacitado para diagnosticar problemas de ordem mental e somente com ele o tratamento pode ser feito à base de medicamentos. Dependência química, transtorno obsessivo compulsivo (TOC), bipolaridade, depressão e ansiedade são os principais transtornos mentais que levam as pessoas a buscar tratamento psiquiátrico.

“É uma parte da medicina que trabalha diretamente com os aspectos fisiológicos das manifestações psíquicas indesejáveis, tendo uma metodologia de tratamento essencialmente medicamentosa”, explica a coordenadora do Setor de Gerenciamento de Estresse e Qualidade de Vida da Universidade Federal de São Paulo, Denise Diniz.

De acordo com psicóloga Sandra Mari Coelho, o psiquiatra pode atuar efetivamente em todos os diagnósticos de transtornos mentais – sejam eles leves, moderados ou graves. O encaminhamento para este profissional pode ser dado por um psicólogo ou psicanalista, que detecta durante as sessões de terapia a necessidade do uso de medicamentos para aliviar os sintomas – como insônia, alteração de humor, falta de apetite – de um determinado transtorno. Um dos focos do tratamento com um psiquiatra é melhorar os aspectos funcionais da vida diante de uma determinada doença mental e, depois, tratar de forma gradativa e progressiva o problema.

Fonte iG