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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Morre britânico que travava batalha legal por direito a eutanásia

Tony Nicklinson sofria de síndrome de encarceramento havia sete anos e pedia o direito de morrer com a ajuda de médicos.

LONDRES - Morreu nesta quarta-feira, 22, o britânico que sofria de síndrome de encarceramento após sofrer um derrame, em 2005, e que travava uma batalha legal pelo direito à eutanásia.

Segundo um tuíte postado pela família, Tony Nicklinson "morreu em paz nesta manhã, de causas naturais".

Aos 58 anos, Nicklinson só se comunicava por piscadelas e dizia que sua vida havia virado um "pesadelo" desde o derrame, que o deixou paralisado. Ele brigava na Justiça britânica pelo direito de ser submetido ao suicídio assistido, alegando que a impossibilidade de fazê-lo o condenaria "a uma 'vida' de sofrimento crescente".

Mas, na semana passada, a Justiça negou o pedido, considerando que a lei britânica é clara ao considerar a eutanásia um crime de homicídio. Isso porque Nicklinson não seria capaz de ingerir sozinho drogas letais, mesmo que elas fossem preparadas por outra pessoa. Ou seja, sua morte teria de ser decorrente de um ato praticado por alguém.

Na ocasião, um dos juízes afirmou que uma decisão favorável a Nicklinson "teria tido consequências muito além dos casos atuais". "Ao fazer o que Tony (Nicklinson) quer, a corte estaria fazendo uma grande mudança na lei. E não cabe à corte decidir se a lei sobre morte assistida deve ser mudada. Sob o nosso regime, isso é um assunto para o Parlamento", afirmou o juiz.

'Devastado'
No mesmo dia, Nicklinson se disse "devastado" pela decisão judicial, e sua família - ele era casado e pai de duas filhas - disse que ele pretendia recorrer e considerava a hipótese de parar de comer. Lauren, sua filha, afirmou que a família continuaria lutando para que seu pai tivesse "uma morte sem dor e em paz" e rejeitou os argumentos dos críticos da eutanásia, dizendo que "a vida não deveria ser medida apenas em quantidade, mas em qualidade".

Também pelo Twitter, na manhã desta quarta, a família disse que Nicklinson disse, antes de morrer: "Adeus, mundo, minha hora chegou. Eu me diverti". Sua filha Beth escreveu pelo microblog que "não poderia ter pedido um pai melhor, (ele era) tão forte. Você agora está em paz, e nós ficaremos bem".

Fonte Estadão

Hospital norte-irlandês utiliza 'robô-doutor'

Máquinas são controladas à distância por médicos que se comunicam com pacientes e enfermeiros

Um hospital na Irlanda do Norte se tornou o primeiro no Reino Unido a utilizar um robô que permite que especialistas em cuidados intensivos atender à distância aos pacientes.

O doutor Charles MacAllister é um desses especialistas e trabalha em um hospital a 40 quilômetros do hospital que hospeda o robô, o Daisy Hill Hospital, que não conta com uma unidade de terapia intensiva.

MacAllister faz elogios ao uso das máquinas.

''Há cerca de 600 robôs utilizados em hospitais de todo o mundo, com muito sucesso'', comenta.

Fonte Estadão

Convênio possibilita cirurgia cardíaca em bebês pelo SUS

Clínica privada no Rio já realizou cirurgias em mais de 500 crianças com cardiopatias congênitas desde a assinatura do acordo, em 2009

A dona de casa Elinadja Damas da Silva Viana, de 29 anos, levou um susto ao ver a filha recém-nascida ficar arroxeada na primeira mamada. Ester tinha transposição das grandes artérias – malformação cardíaca em que a posição da aorta e da artéria pulmonar está invertida. Se não fosse submetida a uma operação, viveria 15 dias. A cirurgia, pelo SUS, ocorreu há dois meses na Clínica Perinatal da Barra da Tijuca, instituição particular onde atrizes como Luana Piovani e Grazi Massafera deram à luz.

O convênio entre a clínica e a Secretaria de Estado de Saúde foi assinado em outubro de 2009. Desde então, mais de 500 crianças foram submetidas a cirurgias. A taxa de sobrevida é de 94%, comparável a índices de hospitais americanos, como o Children Hospital of Boston, da Universidade de Harvard, e o Children Hospital of Philadelphia.

“Existe uma carência de cerca de 700 cirurgias cardíacas de recém-nascidos por ano no Rio de Janeiro. Essas crianças acabavam simplesmente morrendo, porque não tinham assistência médica adequada. Conseguimos suprir uma boa parte da demanda e é muito emocionante ver essas crianças se desenvolvendo saudáveis”, afirma Sandra Pereira, coordenadora da equipe de cirurgia cardíaca da Perinatal.

Parceria
O convênio entre o Estado e a clínica abrange as cardiopatias mais complexas, como a síndrome hipoplasia de cavidades esquerdas, em que a criança nasce sem o lado esquerdo do coração e sem parte da artéria aorta, responsável por enviar o sangue para o resto do corpo.

Para corrigir o problema, é feita a cirurgia de Norwood. Por meio dela, o lado direito do coração assume as funções do esquerdo. Os médicos constroem a artéria aorta e a ligam à artéria pulmonar, que sai do ventrículo direito. “Essa cirurgia faz com que o ventrículo direito não seja necessário: o sangue passa diretamente das veias para o pulmão, sem passar pelo coração”, explica Sandra.

As cirurgias mais complexas são feitas pelo médico paulista José Pedro da Silva, um dos maiores especialistas em cirurgia cardíaca do País.
 
“Ele treinou a nossa equipe e é acionado toda vez que há casos mais graves”, diz Sandra. Silva é o criador da cirurgia de Ebstein, que trata pacientes com malformação congênita na válvula tricúspide, que separa o átrio do ventrículo direito do coração.

“Essa válvula tem de conter o sangue, impedir que ele volte para o coração. Na anomalia de Ebstein, o sangue quase não vai adiante e, o pouco que vai, retorna, fazendo aumentar o coração”, diz Sandra. “A área cardíaca ocupa, em média, de 30 a 35% da caixa torácica. Algumas crianças têm 90% da caixa torácica ocupada pelo coração, o que impede o pulmão de se desenvolver”, explica a coordenadora.

Processo
Para a criança ser operada na clínica particular, ela precisa ser cadastrada na Central Estadual de Regulação de Leitos. Como também são atendidos pacientes do interior do Estado, em alguns casos o transporte é feito por helicóptero, pelo Corpo de Bombeiros.

“Hoje não há fila de espera grande no Estado. Algumas crianças aguardam mais tempo porque precisam ganhar peso ou realizar algum exame”, afirma a pediatra Márcia Freitas, superintendente de regulação do Estado. “É uma parceria vitoriosa porque não tínhamos para onde mandá-las. Os serviços que temos – o Instituto Nacional de Cardiologia e o Instituto Estadual de Cardiologia Aloysio de Castro – já não davam conta.”

Fonte Estadão

EUA: surto de febre do Nilo Ocidental pode ser o maior da história

Autoridades de saúde creditam aumento de casos a calor atípico no verão norte-americano deste ano

O atual surto de infecções pelo vírus do Nilo Ocidental, nos Estados Unidos, está a caminho de ser a maior da história, desde que o vírus apareceu pela primeira vez no país em 1999, afirmaram hoje (22) as autoridades de saúde dos EUA.

Desde a terceira semana de agosto, houve um total de 1.118 casos de infecção pelo vírus em 38 estados americanos, incluindo 41 mortes.

“Os números aumentaram dramaticamente nas últimas semanas, e indicam que estamos no meio de uma das maiores epidemias já vistas em os EUA”, afirmou à imprensa Lyle Petersen, diretor da Divisão de Doenças Infecciosas Transmitidas por Vetores dos Centros para Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

O órgão máximo de vigilância em saúde dos Estados Unidos divulgou também que 56% dos casos de 2012 foram classificados como neuroinvasivos, ou seja, o vírus gerou encefalite ou meningite nas pessoas infectadas.

No Texas, o estado mais atingido pela epidemia, foram relatados 586 casos, com 21 mortes, de acordo com David Lakey, comissário do Departamento de Serviços de Saúde do Estado do Texas.

“Até este ano, o Texas havia reportado apenas 10 mortes decorrentes do vírus entre 2003 e 2011”, observou ele.

Funcionários do condado de Dallas (Texas), iniciaram a pulverização aérea de inseticidas noite última quinta-feira. Louisiana, Mississippi e Oklahoma também foram duramente atingidos pelo vírus.

Especialistas dos EUA ainda não sabem por que o surto deste ano está muito pior do que nos anos anteriores, mas suspeitam de que poderia resultar de uma confluência de fatores, entres os quais se destaca um verão notadamente mais quente do que os anos anteriores.

“Com base em experiências em laboratório, sabemos que o calor pode aumentar a transmissibilidade do vírus através dos mosquitos e que isso pode ser um fator importante”, disse Lyle Petersen, do CDC.

O número de aves infectadas, que depois passam o vírus para os mosquitos, provavelmente também desempenha um papel decisivo, acrescentou o especialista.

O aumento nos casos neuroinvasivos este ano for maior do que o observado anteriormente, mas o CDC afirmou que ainda não está claro se o aumento foi devido à maneira como os casos estão sendo relatados ou se houve um aumento real destas infecções mais graves.

De modo geral, 80% das pessoas infectadas com o vírus do Nilo Ocidental desenvolvem poucos sintomas ou não sentem absolutamente nada, e cerca de 20% desenvolvem sintomas leves, como dor de cabeça, dor nas articulações, febre, erupções cutâneas e aumento dos gânglios linfáticos. Menos de 1% irádesenvolver doenças neurológicas, como a encefalite ou meningite – quadros que podem gerar paralisia ou dificuldades cognitivas.

Não há tratamento específico para o vírus do Nilo Ocidental. O maior risco de infecção com normalmente ocorre de junho a setembro nos Estados Unidos, com picos em números de casos em meados de agosto. Como as notificações sempre chegam atrasadas em relação às infecções reais, o CDC acredita que os números aumentarão mais até o final de setembro.

Embora a maioria dos casos leves de infecção pelo vírus do Nilo Ocidental se recupere por conta própria, o CDC recomenda que quem apresentar sintomas deve procurar um médico.

A melhor maneira de se proteger de vírus do Nilo Ocidental é evitar ser picado por mosquitos, que podem pegar a doença de aves infectadas. O CDC recomenda os seguintes passos para se proteger:
 
•Passar repelentes de insetos antes de sair ao ar livre
 
•Usar camisas de mangas compridas e calças no amanhecer e no anoitecer
 
•Não deixar água parada em recipientes abertos, como vasos de flores, baldes e piscinas de plástico
 
•Instalar ou reparae as telas em janelas portas
 
•Em vez de abrir as janelas, usar o ar condicionado sempre que possível

Fonte iG

Estresse no trabalho dobra risco de diabetes em mulheres

Estressadas, elas são levadas a consumir mais açúcar e gordura, explica estudo

Mulheres que ocupam cargos de baixa hierarquia e sofrem de estresse no local de trabalho correm um risco duas vezes maior de sofrer de diabetes do que as que não sofrem pressão profissional, segundo um estudo publicado esta semana no Canadá.

Diferente dos homens, as mulheres costumam reagir ao estresse comendo mais produtos com açúcar e gordura, declarou à AFP um dos autores do estudo, Peter Smith.

A incidência de diabetes aumentou no Canadá e este fator de risco pode ser modificado para combater o mal, escreveu Smith, do Instituto de Pesquisas sobre Trabalho e Saúde (IWH, na sigla em inglês), e Richard Glazier, do Instituto de Ciência Clínica Avaliativa (ICES, na sigla em inglês), de Toronto.

A pesquisa, realizada durante nove anos, mostrou uma relação entre o grau de autonomia no trabalho e a incidência de diabetes na população feminina, destacam os autores no estudo publicado na revista de medicina ocupacional Journal of Occupational Medicine.

Em outras palavras, explicou Smith à AFP, as mulheres estressadas poderiam ser levadas a consumir mais açúcar e gordura.

O estresse profissional parece favorecer o diabetes por dois fatores. Por um lado, o diabetes se favoreceria por perturbações geradas no sistema neuroendocrinológico e no sistema imunológico, que provocam maior produção de hormônios como o cortisol e a adrenalina, e por outro por mudanças na conduta alimentar e no gasto energético.

Depois de ter acompanhado 7.443 pessoas em atividade durante nove anos, os cientistas descobriram que a proporção de casos de diabetes devido ao estresse profissional entre as mulheres foi de 19%.

Esta cifra é superior às relacionadas com o tabagismo, a bebida, a atividade física ou o nível de consumo de frutas e verduras, mas menor que o risco representado pela obesidade.

Não se constatou a mesma relação entre os homens. Eles reagem de forma diferente ao estresse, tanto no plano hormonal quanto nos hábitos de consumo, disse Smith em e-mail à AFP.

Fonte iG