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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Nutróloga explica o que seria a tão almejada receita de uma alimentação saudável

Especialista aborda temas sobre saúde de forma ampla e com linguagem acessível ao público em geral em projeto da UFMG

Dieta variada; várias refeições; não esperar ter fome; ter método - comer devagar; evitar comer em frente à televisão, livros e computador. Foi assim que a nutróloga Isabel Correia resumiu, em poucos minutos, o que seria a tão almejada receita de uma alimentação saudável. As dicas foram apresentadas na palestra " Comer ou não comer?" , que ocorreu nesta quarta-feira (22), na Faculdade de Medicina da UFMG, como parte do projeto " Quarta da Saúde" . As palestras do Quarta da Saúde são realizadas sempre na terceira quarta-feira do mês. Aproposta do projeto é abordar temas sobre saúde de forma ampla e com linguagem acessível ao público em geral.

Na introdução à aula, Isabel Correia, também professora da Medicina UFMG, falou um pouco sobre a história da alimentação humana. Segundo ela, os nossos antepassados que viveram há cerca de 2,5 milhões de anos comiam verduras, legumes e restos de animais. " O homem come carne desde sempre. Não sou contra o vegetarianismo, mas, antropologicamente, comer carne é um hábito natural" , afirmou.

Sem ditar dietas ou incentivar o abandono de um ou outro alimento, Isabel insistiu que, para uma alimentação saudável, é preciso cautela e equilíbrio. " O excesso nunca é bom" . Seguindo essa linha, ela admitiu inclusive que adora chocolate e que bebe refrigerante, mas sempre com moderação. " No dia em que tomo uma coca-cola, que é muito calórico, penso no que posso cortar na minha refeição do dia" .

Já a gordura, em alguns tipos, não só pode como deve fazer parte da alimentação. " Os esquimós tem baixo índice de doenças do coração. E eles comem muita gordura, e devem fazê-lo por causa do frio. O problema não está na gordura, mas no tipo de gordura que se consome" , explicou. No caso dos esquimós, a gordura ingerida é proveniente de peixes. Já aquela que vem com o óleo das frituras merece ser evitada.

Hábitos, aprendizado e influência dos pais
Pais com alimentação ruim provavelmente terão filhos com hábitos alimentares pouco saudáveis, ressaltou Isabel Correia. De acordo com a nutróloga, a alimentação depende de fatores genéticos, mas também de aprendizado. É preciso se acostumar a comer bem e, assim, treinar as papilas gustativas para novos sabores.

Vale também driblar os próprios gostos. " Se você não gosta de legumes, faça sopas, purês, misturando os ingredientes" , ensinou a professora, que, no tempo livre, gosta de experimentar receitas. " Todos nós temos que ser um pouco ' chefs'" .

E não basta apenas investir no tipo de alimentação. Comer bem requer calma, paciência e um tempo dedicado a essa tarefa.

Mitos
A nutróloga mal sabe dizer quantos absurdos escuta ou lê sobre dietas milagrosas para emagrecer. Sobre duas delas, tomar óleo de coco e ingerir quitosana, ela foi enfática ao afirmar que não há nenhuma comprovação científica dos seus efeitos sobre a perda de gordura. " O óleo de coco, inclusive, é muito calórico. Mas as pessoas passam a tomá-lo ao mesmo tempo em que mudam a alimentação e passam a fazer exercícios. Aí acham que estão emagrecendo por causa do óleo" , concluiu.

Com informações da UFMG

Fonte isaude.net

Serviço de saúde pode ajudar no diagnóstico precoce da tuberculose

Identificação da doença ocorre com o questionamento dos sintomas

Uma pesquisa da EERP (Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto) da USP (Universidade de São Paulo) aponta a necessidade de rever o trabalho dos serviços de saúde para a descoberta precoce da tuberculose, chamada de Busca de Sintomático Respiratório (BSR).

Conforme a Agência USP de Notícias, a identificação da doença ocorre com o questionamento de sintomas, como tosse há três ou mais semanas de duração. A autora do estudo, a enfermeira Beatriz Estuque Scatolin, diz que, para a busca acontecer, os profissionais da saúde devem ter um vínculo mais próximo com a comunidade.

Para a pesquisa foram entrevistados 210 agentes comunitários de saúde, em dois municípios brasileiros, Natal e Ribeirão Preto (SP), considerados prioritários para o controle da tuberculose, segundo o Ministério da Saúde.

Em Natal, as fragilidades observadas foram quanto à estrutura dos serviços, entre elas, baixa utilização da baciloscopia de escarro (teste que confirma o diagnóstico de tuberculose pulmonar), ausência de geladeira para armazenar as amostras e a falta de laboratórios responsáveis pelo recolhimento dessas amostras.

Em Ribeirão Preto, além da baixa utilização da baciloscopia de escarro, notou-se a ausência de livro de registro de sintomáticos respiratórios, falta de profissionais da atenção básica, responsáveis pelo cuidado do doente, e de rotina sistematizada para o atendimento do suspeito de tuberculose.

Fonte R7

Ferramenta online ajuda no tratamento de hipertensão resistente

Objetivo é juntar informações relacionadas à doença para facilitar o diagnóstico

Com objetivo de auxiliar médicos e pacientes no tratamento de hipertensão resistente -- que não cede mesmo com uso de um ou mais medicamentos -- especialistas mundiais na doença hipertensão, com apoio da Sociedade Americana de Hipertensão e Sociedade Europeia de Hipertensão, lançaram um recurso online gratuito batizado de PowerOverPressure.com.

O objetivo é concentrar neste endereço informações relacionadas à hipertensão resistente a tratamento, com guias educativos, conjuntos de slides e ferramentas para auxiliar médicos a identificarem pessoas com o problema e otimizarem seus planos de cuidados por meio de abordagens de tratamento atuais e em ascensão.

Segundo a diretora do programa de hipertensão e biologia vascular da Universidade do Alabama, em Birmingham, Estados Unidos, e copresidente do Comitê Diretor Power Over Pressure, Suzanne Oparil, apesar da introdução de novas terapias, o porcentual de pacientes de hipertensão resistente a tratamento aumentou em 62% nos últimos 20 anos. Calcula-se que 120 milhões de pessoas no mundo tenham o problema. Estes pacientes possuem um risco três vezes maior de eventos cardiovasculares, comparados com indivíduos com pressão alta controlada.

Uma pesquisa mundial recente com mais de 4.500 doentes conduzida pelo programa Power Over Pressure revelou que, para 65% deles, a pressão constantemente alta é sua maior preocupação com relação à saúde; 80% relataram que isto havia tido um impacto negativo em seu estado de espírito geral; e 60% admitiram estar muito preocupados com o risco de derrames.

Fonte R7

Cientistas encontram primeira evidência de que álcool aumenta risco de câncer

Pesquisa realizada nos EUA revela que metabolismo da bebida no corpo gera substância capaz de causar danos ao DNA

Cientistas da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, encontraram a primeira evidência de que o consumo de álcool pode aumentar o risco de câncer.

A pesquisa, apresentada no Encontro Anual da American Chemical Society, revela que o corpo humano metaboliza, ou seja, quebra as moléculas de álcool contidas em cervejas, vinhos e destilados gerando substância similar ao acetaldeído, composto carcinogênico relacionado a tumores nos pulmões, nariz, cérebro e sangue (leucemia).

Estudos anteriores mostraram que o acetaldeído pode causar danos ao DNA, desencadeando alterações cromossômicas em culturas de células e atuando como um agente cancerígeno.

Segundo a líder da pesquisa Silvia Balbo, a maioria das pessoas tem um mecanismo de reparo natural altamente eficaz para corrigir falhas no DNA, uma enzima chamada desidrogenase que converte o acetaldeído em acetato, substância relativamente inofensiva. No entanto, algumas pessoas são mais suscetíveis a terem problemas.

Ela sugere, por exemplo, que cerca de 30% das pessoas de ascendência asiática não têm essa enzima capaz de transformar o álcool em acetato. Isso resulta em um maior risco de câncer de esôfago. Além dos orientais, americanos (incluindo nativos do Alasca) apresentam uma deficiência na produção da desidrogenase.

Para testar a hipótese, os pesquisadores forneceram a dez voluntários doses crescentes de vodka, uma vez por semana, durante três semanas.

Eles descobriram que, horas após a ingestão de álcool, os níveis de um marcador biológico do DNA aumentavam até 100 vezes nas células orais das pessoas, e diminuíam depois de 24 horas. O mesmo efeito foi observado nas células sanguíneas.

Fonte isaude.net

Metade das mulheres na Grande São Paulo corre risco de desenvolver osteoporose, afirma pesquisa

Pesquisa traça perfil de brasileiras com a doença e indica principais fatores de risco

Um estudo realizado pela Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem (Fidi) e pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) revelou que metade das mulheres da região metropolitana de São Paulo estão propensas a osteoporose.

Ao todo 8 mil exames de densitometria óssea foram realizados durante um período entre 2004 e 2007 na Grande São Paulo. A análise constatou que 30% das mulheres examinadas já tinham osteoporose, enquanto 20% estavam a um passo da doença, pois apresentavam osteopenia.

A pesquisa venceu a categoria "Especialização e Residência Médica" do Prêmio Ciência e Tecnologia, organizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em parceria com os ministérios da Saúde, Educação, Ciência e Tecnologia.

O coordenador da pesquisa e também médico da Central de Laudos da Fidi, reumatologista Marcelo M. Pinheiro avalia que a solução pode ajudar no combate precoce da doença nas mulheres:

— Esse estudo pode viabilizar o tratamento precoce de mulheres com propensão a apresentar problemas relacionados à baixa densidade óssea e gerar diminuição no impacto socioeconômico causado por eles

Fatores de risco
A partir do estudo foi desenvolvido o programa Osteoporosis Risk Index (SAPORI) que revela os principais fatores de risco para o surgimento da doença em mulheres da região: baixo peso, idade avançada, cor, histórico familiar de fratura de fêmur, tabagismo, alcoolismo e uso crônico de cortisona.

Desenvolvido por uma equipe de médicos da Unifesp, o programa recolhe informações de mulheres em diversas fases da menopausa e depois calcula, automaticamente, qual delas têm maior predisposição a desenvolver doenças relacionadas à baixa densidade óssea.

A reumatologista e coordenadora da densitometria óssea da Fidi, Vera Szejnfeld avalia que a diversidade do Brasil pode tornar as brasileiras mais propensas à doença:

— O Brasil tem uma grande diversidade populacional com diferentes hábitos alimentares, exposição solar e graus de miscigenação que podem influenciar o risco de baixa densidade óssea e fraturas por baixo impacto. Acredito que seria importante que nos associássemos a pesquisadores de outros Estados para realizar estudos semelhantes.

Outro benefício trazido pela solução é a economia de até 50% nos gastos com exames de densitometria óssea na rede pública e privada.

Fonte R7